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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A economia vai crescer até às eleições depois decresce

O governo tem a previsão mais optimista. As instituições nacionais e internacionais prevêm que a economia cresça menos. Curiosamente cá dentro andam a dizer-nos que a economia vai crescer no limite superior do intervalo da previsão. Nada mais conveniente.

Claro que depois das eleições a economia começará a decrescer até chegar às previsões mais pessimistas.

Portugal precisa de crescer economicamente muito mais do que cresce e isso só se faz libertando a criatividade e iniciativa privadas, contra a esquerda da actual maioria, cuja estratégia é distribuir cada vez mais o que há, mesmo que daí resulte que o que há para distribuir seja cada vez menos.

"

O INE com “paninhos quentes”.

Os técnicos do INE fizeram, hoje, uma coisa feia, muito feia: a economia está a afundar, mas usam a margem discricionária que possuem para manter o PIB ao ritmo do primeiro trimestre.
Tudo para não afrontar Costa a menos de dois meses das eleições. “Quem se mete com o PS...”
Lá mais para adiante, claro, fazem uma “revisão em baixa” dos valores do PIB. Uma vergonha.

Consegue isto e, ao mesmo tempo, o INE diz o seguinte: a economia no segundo trimestre cresceu apenas porque as importações desaceleraram mais que as exportações...!
Isso, leu bem.
De resto, diz o INE, há forte desaceleração da procura interna (consumo das famílias) principalmente, realça, na componente do investimento empresarial...

E se a família perde as eleições ?

Estiveram no governo de António Guterres que acabou num pântano . Estiveram no governo de José Sócrates que acabou na bancarrota . Estão agora a multiplicar-se no governo de António Costa que vai acabar na cauda da Europa. 

E com a composição das listas para as eleições virão ao de cima as nomeações na administração pública, nas câmaras, nas empresas públicas, nas assessorias tudo o que tenha cartão. As elites de Lisboa que andaram nos mesmos colégios, nas mesmas universidades e que agora frequentam os mesmos restaurantes. Os que têm rodeado António Costa desde a presidência da Câmara de Lisboa.

O problema é que são muitos casos que formam clãs que tomaram o poder no Largo do Rato. Não há gente da província que ainda assim aparecia nos tempos de Guterres e Sócrates . E dos Açores aparece Carlos César envolto em nevoeiro, com filho e sobrinho e os mais que se saberão. 

O aparelho foi surpreendido e já há vozes que se fazem ouvir. É que pode ocorrer um desastre neste verão, ou um roubo de armas . E professores e enfermeiros não desistem.

De repente António Costa percebe que tudo pode acontecer incluindo a revolta em curso no PCP contra a geringonça. E se o PS junto com o BE não chega aos 112 deputados ?

 

Maduro tem o quê para oferecer á Venezuela ?

Se com a governação de Maduro a Venezuela chegou ao estado miserável a que chegou o que se poderá esperar no futuro caso continue na presidência que ainda não tenha tentado?

E a questão é esta. Maduro está a apodrecer de maduro e com ele a situação só se pode agravar.

Com eleições livres as circunstâncias de governação externas e internas mudam mesmo que fosse Maduro a ganhar . A legitimidade que lhe falta é a primeira causa da falência do seu regime.

A Venezuela precisa de medidas que só uma ajuda financeira de larga escala poderá implementar. Relançar a economia, equilibrar as contas públicas, recuperar a confiança da rede económica privada, instaurar a segurança. Tudo o que Maduro sem ajuda não conseguirá fazer como está demonstrado.

Um caminho que leva ao abismo não é caminho nenhum.

Um país cada vez mais pobre

Espanha nos últimos dez anos cresceu economicamente em termos agregados 31% . No mesmo período Portugal cresceu economicamente em termos agregados 7,5% . O governo anda a vender-nos como uma grande vitória um crescimento de 2,2% que já será de 1,8% em 2019 . Espanha e Portugal são vizinhos e pertencem à mesma zona economica pelo que os factores que afectam um afectam o outro.

Este é o resultado de uma política económica que corta no investimento e aumenta as cativações enquanto distribui o pouco que há pelas clientelas eleitorais.

As exportações estão em queda porque os países compradores, que são os mesmos de sempre, também já estão a travar.

Neste momento, o governo atacado por todos os lados pelos sindicatos, espera que a crise não se abata sobre o país antes das eleições pelo que em desespero procura continuar a distribuir o que tanta falta faz à economia.

O Turismo está a ser prejudicado pelos países nossos concorrentes que já saíram das situações turbulentas que afastaram boa parte dos turistas que nos procuraram .

O que é bom devemo-lo a terceiros como é o caso dos juros que, graças ao programa de compra de dívida do BCE, é agora mil milhões de euros mais baixo/ano.

De que te ris, António ?

Brasil um país do futuro. Sempre !

Como é que apareceu um candidato com o perfil de Bolsonaro ? Esta é a verdadeira pergunta. Acontecerá o mesmo na Venezuela . A Argentina está falida como sempre. A América do Sul é um imenso desastre 

O que o PT conseguiu foi, mais uma vez, dar razão à frase de Millôr Fernandes: "Brasil, um país do futuro. Sempre." Na economia, limitou-se a redistribuir a riqueza. Uma opção louvável que, sem estímulo à economia privada, sem alternativa à subsídio-dependência (com um peso absurdo no Orçamento do Estado brasileiro), e excessivamente dependente do preço do petróleo (que haveria de cair, como caiu), acabou por levar à recessão e à crise social.

O PT teve uma oportunidade de ouro para mudar o Brasil. Teve legitimidade popular, ampla e reiterada. Teve tempo. Teve a legitimidade histórica de ser o partido dos de baixo, que supostamente defendia a larga maioria dos excluídos contra a esmagadora minoria dos que saqueavam o Brasil. Teve dinheiro, com a alta do preço do petróleo. E teve a boa vontade da comunidade internacional, mais uma vez embevecida com a cultura brasileira e a crónica promessa do Brasil como "o país do futuro". Fez-se a Olimpíada, o Mundial de Futebol, a Monocle e a Wallpaper assentaram arraiais e publicaram edições extasiadas.

No Brasil falta uma proposta política moderada ao centro

Ouvido por um jornalista da RTP um brasileiro dizia " queremos uma proposta política como existe em Portugal e na Alemanha" . Assim mesmo . Pouco conhecedor do que se passa na União Europeia, o nosso irmão brasileiro quer é uma proposta de paz, progresso, justiça e liberdade . Tudo o que não tem e que é atacado pelos extremismos aqui e lá no Brasil.

Há umas semanas atrás o ex-presidente do Urugaio, José Mujica, dizia mais ou menos o mesmo : quem me dera ter na América do Sul a União Europeia " . A mesma UE que a extrema esquerda e a extrema direita querem destruir.

Para o eurodeputado do PSD, outro dos problemas foi a falta de uma “alternativa moderada central”. “As pessoas de uma ala mais moderada não souberam encontrar uma resposta. Agora estão neste dilema e correm o risco de que um candidato com um programa extremamente preocupante, que é Bolsonaro, ganhe as eleições. E há uma probabilidade muito alta de isso acontecer”, defende Paulo Rangel.

Mas não é apenas o candidato do Partido Social Liberal (PSL) que preocupa Paulo Rangel. A reputação do Partido Trabalhista (PT), representado nestas eleições por Fernando Haddad - escolhido para substituir Lula da Silva, depois do antigo presidente ter sido preso por corrupção -, também merece atenção. “O PT está intrinsecamente ligado a uma rede de corrupção que envolveu os nomes mais relevantes do partido”, lembra.

 

Na Suécia o partido (Social Democrata) que ganhou tem o pior resultado diz a SIC

A extrema direita não ganhou nada, subiu uns votos, e foi a Social Democracia que ganhou as eleições na Suécia obtendo a maior votação. E como é que os jornalistas da SIC colocam a questão ? A Social democracia ganhou mas teve o pior resultado nos últimos cem anos. E esta, eh ?

O que a comunicação social devia explicar é porque à medida que a extrema esquerda avança com as chamadas questões fracturantes ( imigração sem controlo e sem limites) a extrema direita cresce.E devia também explicar porque é que são os partidos sociais democratas, democratas cristãos e socialistas democratas (europeístas) que aguentam o barco e se mantêm na liderança.

A extrema direita e a extrema esquerda face à União Europeia e à Zona Euro são iguais...

 

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 Para se perceber a coisa ( a vermelho os que perderam...)

 

PS e PSD à conquista do centro

É ao centro que se ganham eleições . Para isso PS tem que se afastar da extrema esquerda e o PSD da extrema direita. É o que ambos estão a fazer.

Neste momento, o que ambos os líderes estão a fazer é política, cálculos, a desenhar cenários e a tentar fazer crescer os respetivos campos. O PS comanda à esquerda. O PSD tem o mesmo poder à direita. Resta ver como, neste jogo de sombras e habilidade, conseguem dividir o centro. É nisso que estão, porque não se descortina nenhuma terceira via. Só mais à frente, nas urnas, se saberá quem ganhou e perdeu.

 

Já vamos em duas décadas perdidas

Mas agora o que interessa são as eleições em 2019 e o orçamento de 2018 é disso que trata.

Desde o início do século estagnámos, quando não divergimos, na comparação com a média da União Europeia. Ao nosso lado, uma série de países do Leste já nos passaram no rendimento per capita e outros preparam-se para o fazer. A nossa produtividade continua uma miséria, não descola da zona dos 75% da média comunitária e só os mais distraídos ou demagógicos podem depois reclamar pelos baixos salários que recebemos. O que é que queriam, com esta produtividade?

Continuamos a empurrar as reformas que podem fazer a diferença com a barriga, depois logo se vê de quem é a culpa que, aliás, morre solteira.

Em 27 há apenas 7 governos socialistas

Ia ser o fim da zona euro com as eleições que ocorreram nos últimos dois anos. Na Alemanha e na França agora é que a extrema direita ía para o poder. Não foi. Pelo contrário muito longe disso.

Curiosamente, ou talvez não, a extrema direita, quanto à Europa, defende muita coisa que também é bandeira da extrema esquerda. A revogação do Tratado Orçamental, a saída do euro, a renegociação da dívida, o regresso ao nacionalismo.

Bem pelo contrário, são os partidos pró-europa e pró-zona euro que ganham eleições e governam. Aliás, não poderia ser de outra forma quando 70% dos europeus são pró-europa.

O que compromete é o abanão dos convencionais partidos socialistas que vão descendo nos rankings em direcção à sua extinção como já aconteceu, aliás, com os partidos comunistas.

E, assim, vão aparecendo os Blocos de Esquerda que também dão pelo nome de PODEMOS, Syrisa e ouros que tais. E, como sempre acontece, carrega na extrema esquerda, também carrega na extrema direita, balançando o sistema. 

Como fiel da balança continuam os partidos democráticos, ocidentais pró - europa e de economia social de mercado .

Foi o que aconteceu agora na Alemanha e já acontecera na França. Enquanto a Europa for o espaço do estado social, do estado de direito e da livre iniciativa bem podem continuar a gritar que vem lá o lobo.

Europa direita direita% de votos, eleições de 2017
Le Pen / França 21,3%
PVV / Holanda 13,1%
AfD / Alemanha 12,6%
UKIP / Reino Unido 1,8%