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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Maduro quer agora o que todos querem - eleições antecipadas

A Venezuela não sairá da situação miserável em que se encontra sem eleições livres. O que a oposição sempre exigiu.

Tínhamos notícia de negociações envolvendo vários países europeus e sul americanos pelo que não se trata de uma surpresa . Surpresa é Maduro ter tanta dificuldade em perceber o inevitável.

Esperemos agora que os militares que controlam o petróleo, a distribuição alimentar e farmacêutica, tenham obtido garantias de que não haverá retaliações  e voltem aos quartéis.

Enfim uma solução pacífica.

 

81% dos Venezuelanos querem que Maduro deixe a presidência

E 84% querem a realização de eleições. Não chega ou este não é o povo boliviano da Venezuela ?

Perante a hecatombe ainda há por cá quem defenda um regime que não tem nada para oferecer ao povo. Continuar na miséria é o horizonte oferecido. Porque para além da ilegitimidade há essa questão fundamental. Continuar na miséria sem saída e sem esperança é legítimo ?

Que tem Maduro e o regime para dar perante a situação pré-guerra civil ? A única saída é a realização de eleições livres com as forças armadas neutrais a assegurar a transparência constitucional e observadores internacionais a viabilizarem o reconhecimento internacional.

Acelerar contra a parede não parece ser solução. Nem boa nem má.

O governo não avança para eleições antecipadas ?

Com a derrota numa matéria que tem tremendas consequências a nivel orçamental o governo vai aceitar a exigência dos sindicatos de professores e abrir uma Caixa de Pândora com a restante administração pública ? Ou vai atirar a despesa ( fixa, para sempre) para os anos seguintes sem ter a certeza que a pode pagar ? Quando a economia está a entrar numa fase de arrefecimento ?

António Costa é um grande "empurra com a barriga" vamos ver como se safa desta.

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O Brexit pode desmantelar o Reino Unido não a União Europeia

A primeira ministra britânica já coloca a hipótese de eleições antecipadas face aos problemas em conseguir um acordo favorável com a UE. Sempre foi claro que qualquer país que saia da UE não pode ficar numa situação melhor do que a que tinha como membro. Isso seria chover na nabal e fazer sol na eira e abrir a porta aos desejos dos anti UE.

De acordo com o The Guardian, Therea May estará a ser alertada por alguns dos seus ministros para o perigo de um hard brexit e as suas consequências nefastas sobre o Reino Unido. Após a primeira-ministra ter visto o seu plano rejeitado pelos 27 no Conselho Europeu na Áustria, algumas figuras do Partido Conservador garantem que Downing Street arrisca uma "calamidade ao nível da crise do Suez".

"É como a crise do Suez. Não fazemos ideias quais vão ser as consequências indesejadas. As próximas três semanas podem mudar tudo. A crise do Suez durou meses e agora estamos noutro possível ponto de viragem na história política do Reino Unido", afirmou uma figura dos conservadores ao The Guardian.

Se não houver acordo sobre o OE há eleições

O Presidente da República já avisou. Não havendo acordo sobre o OE há eleições antecipadas.

Com o aproximar das eleições as diferenças entre os partidos que apoiam o governo acentuam-se. O PS, pela boca de César, humilha o BE e o PCP embalado como está para obter a maioria absoluta. E tem razão. É bem melhor uma maioria absoluta do PS do que este acordo que inviabiliza as reformas tão necessárias.

Sem se referir especificamente à notícia do PÚBLICO de que o Bloco de Esquerda deu até sexta-feira para que o ministro das Finanças, Mário Centeno, recue na meta do défice, sob pena de não apoiar o Governo nas votações do Programa de Estabilidade, o Presidente afirmou apenas ter sentido “que este era o momento para sublinhar algumas questões actuais e prementes e de invocar, a título preventivo, sólidas e urgentes reflexões.

É bem claro que os partidos de esquerda estão naquela narrativa bem conhecida. Agarrem-me...

O que explica este orçamento tão eleitoralista ?

O PS marcar eleições já em 2018 ? E é também por isso que PCP e BE estão na rua em greves ? O crescimento da economia decresce, o preço do petróleo está a subir, as taxas de juro vão iniciar um ciclo de subida .

Já estamos na fase de cada um por si procurando retirar todos os "mínimos" já que máximos Bruxelas não deixa ?

O Conselho das Finanças Públicas diz que o Governo só faz os “mínimos” para evitar ser penalizado por Bruxelas e que está a desperdiçar uma conjuntura muito favorável para consolidar as finanças públicas, baixar a dívida e pode acabar por falhar mesmo nos mínimos se alguma coisa correr mal. O Governo, de novo olimpicamente, diz que o CFP já se enganou no passado por ser pessimista.

Mas porque é que o Governo decide correr mais riscos? Porque teve de ceder muito ao PCP para evitar a abstenção (“Governo dá 1200 milhões de euros ao PCP” era no sábado o título do Expresso), sobretudo devido à derrota dos comunistas nas autárquicas. Se não fosse a derrota do PCP nas autárquicas o Governo teria cedido menos.

O exercício “costista” de arriscar tudo, e de esperar que tudo corra bem a nível nacional e internacional para o ano, é por isso ainda mais levado ao limite. Porquê? Porque o primeiro-ministro sabe que, nesta nova conjuntura, após incêndios e autárquicas, só com muita sorte terá sucesso e por isso não vale a pena não arriscar.

E com as sondagens a penalizarem o PS e António Costa quanto mais depressa melhor não vá a tormenta ser maior.

Perceber Marcelo e o seu labirinto

Face aos relatórios das diversas instituições internacionais que avisam para a débil situação de Portugal, que pode fazer Marcelo senão  apoiar o governo ? Vai falando no défice e até diz que o mérito é deste governo.

Se Marcelo tomasse outra atitude,  nesta situação, as taxas de juros disparavam para níveis incomportáveis, elas que já estão a roçar o limite. E que fazia Marcelo a seguir ? Eleições ? Ainda se ao menos o PS tivesse garantida a maioria absoluta...

O PSD e o CDS juntos também não chegam lá, por isso, eleições antecipadas seriam uma perda de tempo e de dinheiro, ao que há a acrescentar as várias eleições em 2017 em outros países europeus. À má situação económica e financeira acrescentávamos uma ainda maior debilidade na vertente política.

Quando isto for evidente, Marcelo terá margem para obrigar PS e PSD a concordarem na solução dos grandes problemas nacionais que passam todos pelo quadro europeu.

A alternativa é novo resgate que ninguém quer. Enquanto isso, BE e PCP vão puxando pela despesa pública tornando tudo mais dificil.

 

 

Deixou de existir uma maioria parlamentar

Não há saída precária para tão precária situação. Os desacordos à esquerda vão ser cada vez mais frequentes e não se espere que à direita se encontrem escapatórias.

Assis salienta, no artigo de opinião publicado no Público, que PS, PCP e BE "entendem-se no que é mais conjuntural, mais popular e mais fácil, rapidamente se desentendem em tudo o que é mais exigente, complexo e estrutural." Considerando "natural que assim seja", devido à divergências de fundo que existem entre os partidos. 

Francisco Assis e outros conhecidos socialistas, sempre estiveram contra a solução encontrada, exactamente porque anteviam que as profundas divergências políticas entre PS, PCP e BE levariam a situações de impasse como a actual à volta da TSU.

Eleições antecipadas pede o socialista Francisco Assis.

“o executivo do Partido Socialista só está em condições de assegurar em toda a plenitude a governação do país se puder contar com o apoio parlamentar de duas maiorias alternativas e contraditórias” — uma, à esquerda, para aprovar os temas relacionados com a reposição de rendimentos e apoios sociais, e outra, à direita (com o PSD, porque o CDS não chega), para aprovar temas relacionados com política europeia ou com a “resolução de graves problemas no setor financeiro”, ou ainda com a concertação social.

Um Rio a espraiar-se

Desde Janeiro que Rui Rio já foi a 26 sítios do país explicar-se. Sem regionalização, sem aproximar decisores políticos dos cidadãos os erros vão continuar.

Eleições legislativas antes das autárquicas são prováveis tendo em vista o andamento da economia. A política de fazer crescer a economia pelo consumo interno é um erro só possível porque o PS a isso foi obrigado para pagar o apoio do PS e do PCP.

Sem reformar o estado vamos continuar a ter esta perigosa opinião dos cidadãos sobre os políticos. É tudo gente sem escrúpulos o que não é verdade. E não vamos conseguir acelerar a Justiça e dar credibilidade à comunicação social. Este estado de coisas atrai os medíocres e afasta os melhores.

Dá particular destaque à incapacidade do sistema judicial, mas põe à cabeça dos problemas nacionais o endividamento que, afirma "mais não é do que o resultado de um conjunto de políticas irresponsáveis e muito pouco sérias ao longo dos anos; acrescidas de gravíssimos erros de um sistema financeiro, por onde passou muita gente irresponsável e alguma de perfil criminoso".

É no investimento e nas exportações que vê o elemento "nuclear" para o crescimento económico saudável.

O estado tem que facilitar o trabalho das empresas e não tomar o seu lugar, pois são as empresas que criam emprego e riqueza.

Por este Rio acima...

Não é possível enganar todos o tempo todo

António Costa na recente reunião com os deputados do PS admitiu que a realidade está longe do seu optimismo. E teme que as eleições antecipadas sejam para bem mais cedo ainda antes das autárquicas. Com a economia a afundar o segundo semestre vai ser bem pior que o 1º semestre.

Na frente externa o isolamento de Portugal quanto às sanções também não augura nada de bom com a Espanha a fazer companhia mas com posição bem diferente da nossa, apressando-se a apresentar medidas adicionais.

O Observador diz que esta "baixa de expectativas" e o facto de ter sido "bastante cauteloso" foi lido como uma mensagem de preparação para eleições antecipadas.

Um dia depois da reunião do PS, Pedro Passos Coelho, durante uma reunião do Conselho Nacional do PSD, afirmou que "a conversa de que a austeridade acabou é mentirosa. A austeridade está cá toda", e acrescentou que a realidade se irá impor "muito antes das autárquicas" (Setembro/Outubro de 2017) e os portugueses vão aperceber-se e "sentir", segundo informações recolhidas pela Lusa.