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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O alucinado Nogueira quer aliviar a mola na Educação

O Estado e a RTP acordaram num programa de aulas para os alunos que permanecem em casa em quarentena. Com início já dia 9 depois das férias da Páscoa. Parece ser uma boa medida que parte do principio que ainda é muito cedo para reabrir as escolas. E o sindicato dos médicos está contra a abertura.

Quem não está pelos ajustes é o alucinado sindicalista que manda na Educação desde há pelo menos 30 anos. É que sem escolas abertas não há exigências, reivindicações nem greves e o Nogueira não goza nada. Há pois que mandar os alunos para o meio do vírus, professores, outro pessoal e famílias.

O que é que são umas infecçõesitas comparadas com o perigo de a nação educativa perceber que dispensa a indignação permanente do alucinado?

Com aulas presenciais só para os últimos 3 anos a concentração de alunos e outro pessoal nas escolas é muito menor e pode constituir uma primeira aproximação à retoma da normalidade.

O alucinado sindicalista da Educação vai de vitória em vitória

Manter centralizado no edifício da 5 de Outubro todo o sector da Educação é nuclear para a Frenprof . É, por isso, que a frente sindical sempre esteve contra a autonomia das escolas e agora está contra a municipalização escolar.

Mas como o que tem que ser tem muita força o sindicalista Nogueira vai de vitória em vitória até à derrota final. Os 9 anos seis meses e dois dias foram ao ar e agora vem aí a machadada final na festa escolar anual.

A colocação dos professores no ínicio do ano lectivo era um recreio. Manifestações e esperas  à porta do ministério, ameaças e indignações. Mas servia para entreter e zangar todos aqueles que eram colocados todos os anos longe de casa.

O governo passou o recreio de anual para de quatro em quatro anos e logo esvaziou a azia. Agora permite que os professores que desejem se mantenham no quadro da escola em que trabalham e, assim, poderem planear a sua vida e a dos seus familiares. Com vantagens evidentes para os alunos .

Claro que o PCP está contra.

Se não há dinheiro para a Saúde e para a Educação então é mesmo pobreza

O dinheiro vai para onde ? Quais são as prioridades ? Ou será mesmo que não há dinheiro ? É mesmo pobreza?

Os 2 milhões de pobres sem serviços de saúde capazes e sem escolas irão viver toda a sua vida na pobreza, sem elevador social e, consequentemente, sem oportunidades iguais aos que podem aceder a melhores serviços ?

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Não basta a existência de uma rede de ensino gratuito. É necessário que esta seja de qualidade para colocar os jovens em igualdade de concorrência no mercado do trabalho.

Um sistema de saúde gratuito, mas de qualidade duvidosa, aumenta a tendência para a procura de serviços mais onerosos, deteriorando o nível de vida.

As opções políticas esbarram inevitavelmente na escassez de recursos para as concretizar, mas no combate à pobreza, a qualidade da Educação e da Saúde deviam ser prioritárias. ( Manuela Ferreira Leite - Expresso)

Vinte e um anos de governação socialista

«Quando acabar esta legislatura, teremos 21 anos de governação socialista, intercalada com sete anos de governação de direita. Estará na altura de deixarem de culpar os governos de direita por tudo o que de mal acontece.»

publico.pt
 
Esta é, talvez, a mais grave consequência da fuga das classes altas e médias-altas para o ensino privado: grande parte da “clientela” exigente vai-se embora e a que fica não é influente, pelo que a pressão para resolver os problemas não é a mesma.

Passada a crise o sector privado voltou a ganhar peso

Não há como fugir a isto. Sempre que o país melhora, os sectores privados da Educação e da Saúde voltam a ganhar peso no sistema.No sistema de saúde há mais dezanove hospitais privados a juntarem-se aos 114 já existentes. No sistema da educação os colégios passaram a ter mais procura. A percentagem de alunos em colégios aumentou em todos os ciclos do ensino básico e secundário.

Globalmente, em 2000/01 a percentagem de alunos no privado correspondia a 11,8%. No ano lectivo passado era de 15,3%.No ensino secundário um em cada cinco estudantes (21,3%) paga para fequentar o ensino privado.

Sempre que as famílias melhoram o seu nível de vida, mais procuram os sectores privados da saúde e da educação.Isto é, se portugueses vivem mal e por isso não têm liberdade de escolha, não têm outro remédio que não procurarem o sector público.Assim que adquirem a liberdade de escolha, com maior folga financeira, procuram o sector privado.

Há aqui uma lição a tirar. Os estatistas que querem obrigar a sociedade civil a frequentar os serviços públicos medíocres esbarram com esta realidade. A liberdade de escolha corresponde a mais procura do sector privado.

Até há quem diga que os estatistas não têm especial simpatia com níveis elevados de qualidade de vida dos cidadãos. Perdem doentes nos hospitais públicos e alunos nas escolas públicas.

Menos escolas com contratos em associação mas mais alunos no ensino privado

Como é óbvio, à medida que mais famílias tiverem mais rendimento disponível mais alunos frequentarão as boas escolas . E as boas escolas que as há no público e no privado vão ser procuradas. Quando as boas escolas públicas não oferecerem a oferta suficiente as famílias pagarão o necessário para os seus filhos frequentarem as boas escolas privadas. Nas más escolas públicas ficarão os filhos dos pobres.

É por isso que as más escolas públicas há muitos anos que estão cheias de alunos pobres e deixaram de ser o ascensor social que a Educação sempre foi.

Sabedora disto, a secretária de estado da Educação tem as duas filhas no óptimo Colégio Alemão " porque quer para as filhas uma carreira internacional". A esta superioridade escolar acrescenta o fecho de boas escolas em associação. 

O problema é real e vai agravar-se: não há procura que chegue para todas as escolas do país, porque a demografia está a reduzir significativamente o número de alunos. Só que a solução determinada não foi validar qual a melhor escola para os alunos (e fechar a outra), mas antes, e sem avaliação factual, decretar que só a escola do Estado pode ser a boa escola.

É muita alta a probabilidade das filhas da secretária de Estado acederem à carreira internacional que desejam.

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Podendo escolher a opção recai, expressivamente, na escola privada

O sector privado na Educação continua a crescer apesar do corte do apoio do Estado nos contratos em convenção e agora nos contratos simples.

...muitos pais portugueses preferem pagar a ter os filhos na alternativa gratuita existente. Este é um fenómeno que está a aumentar. Se a crise financeira que atravessámos levou a que muitos pais se vissem na contingência de tirar os filhos do ensino privado, a verdade é que muitos outros aproveitaram as vagas deixadas e ocuparam-nas, bem como muitos outros aproveitaram a recuperação económica para regressar. Podendo escolher, a opção recai, expressivamente, no ensino privado. Em 2006, 11,2% dos alunos em Portugal estavam no ensino privado. Em 2016, esta percentagem era de 13,2% e a tendência é de crescimento. Em Portugal, os alunos oriundos de muitas famílias que têm em comum a sua capacidade financeira encontram-se em escolas privadas. Da mesma forma, os filhos de famílias com menos capacidade financeira encontram-se em escolas públicas.

Os estatistas têm medo da liberdade de escolha

O que os professores exigem é simplesmente intolerável

Já chega, Mário Nogueira, já chega ! Mas ao mesmo tempo que vemos esta aparente unidade, não encontramos na opinião pública sinais de compreensão por mais esta luta e por mais esta greve dos professores. Bem pelo contrário: mais de dois terços dos portugueses estarão contra as exigências sindicais, menos de um em cada cinco as apoiarão.

Querer voltar ao "monstro" da despesa pública que nos levou à bancarrota é simplesmente intolerável.

O estudo, elaborado entre os dias 5 e 12 de setembro, mostra uma tendência clara: para 69% dos inquiridos, o Governo não deve aceitar a exigência dos docentes, que querem os nove anos, quatro meses e dezoito dias contados de forma integral. Apenas 19,4% dos inquiridos dá razão aos professores.

Se há para os professores tem que haver para todos incluindo os que perderam o emprego.

Afinal os professores não são os parentes pobres da função pública

E ainda bem, porque assim sendo quer dizer que os governos têm apostado na Educação. Mas os professores criticam os resultados da OCDE

A menos que... a menos que estas críticas se façam sentir num momento em que os professores se preparam para enfrentar o Governo numa luta laboral que ameaça a estabilidade do início do ano escolar. Os sindicatos sabem que uma batalha dessa dimensão só se ganha com o apoio da opinião pública. Ora, os cidadãos terão dificuldade em entender a justeza dessa luta, se souberem que os docentes são relativamente bem pagos e se suspeitarem que as suas exigências são incomportáveis para as finanças públicas. Saber que os professores ganham relativamente bem é sinal de que o país aposta na sua educação. Esticar a corda num contexto como o que a OCDE colocou em cima da mesa pode gerar danos de imagem que os professores vão ter de avaliar com muito cuidado.

As baixas fraudulentas dos professores - 2

Por último há que perceber quais as razões por trás do elevado absentismo na educação. Será que este sector atrai pessoas menos motivadas ? Será que o trabalho nas escolas públicas é mais desgastante e desmotivante do que em escolas privadas ? Será que o sistema é extremamente benevolente no que respeita a penalizações quando comparado com o sector privado, criando os incentivos perfeitos para corromper os profissionais ?

Porque é que os médicos passam tantas baixas mesmo sendo estas de boa fé ? Que incentivos são necessários para corrigir a situação ?

Há muitas perguntas por responder e responsabilidades por apurar, mas a luta contra o absentismo tem que ser feita. Fiscalizar é um dever e um começo, mas é preciso ir mais fundo e, o quanto antes, melhorar as condições no trabalho para que este gere felicidade e não descontentamento, tornando-se uma fonte de saúde e não de doença.

PS : Sandra Maximiano _ Expresso

Como é óbvio a autora é uma especialista no assunto e por isso o texto deve ser encarado como uma análise que exige atenção e respeito e não reacções corporativas idiotas.