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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Se não há dinheiro para a Saúde e para a Educação então é mesmo pobreza

O dinheiro vai para onde ? Quais são as prioridades ? Ou será mesmo que não há dinheiro ? É mesmo pobreza?

Os 2 milhões de pobres sem serviços de saúde capazes e sem escolas irão viver toda a sua vida na pobreza, sem elevador social e, consequentemente, sem oportunidades iguais aos que podem aceder a melhores serviços ?

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Não basta a existência de uma rede de ensino gratuito. É necessário que esta seja de qualidade para colocar os jovens em igualdade de concorrência no mercado do trabalho.

Um sistema de saúde gratuito, mas de qualidade duvidosa, aumenta a tendência para a procura de serviços mais onerosos, deteriorando o nível de vida.

As opções políticas esbarram inevitavelmente na escassez de recursos para as concretizar, mas no combate à pobreza, a qualidade da Educação e da Saúde deviam ser prioritárias. ( Manuela Ferreira Leite - Expresso)

Vinte e um anos de governação socialista

«Quando acabar esta legislatura, teremos 21 anos de governação socialista, intercalada com sete anos de governação de direita. Estará na altura de deixarem de culpar os governos de direita por tudo o que de mal acontece.»

publico.pt
 
Esta é, talvez, a mais grave consequência da fuga das classes altas e médias-altas para o ensino privado: grande parte da “clientela” exigente vai-se embora e a que fica não é influente, pelo que a pressão para resolver os problemas não é a mesma.

Passada a crise o sector privado voltou a ganhar peso

Não há como fugir a isto. Sempre que o país melhora, os sectores privados da Educação e da Saúde voltam a ganhar peso no sistema.No sistema de saúde há mais dezanove hospitais privados a juntarem-se aos 114 já existentes. No sistema da educação os colégios passaram a ter mais procura. A percentagem de alunos em colégios aumentou em todos os ciclos do ensino básico e secundário.

Globalmente, em 2000/01 a percentagem de alunos no privado correspondia a 11,8%. No ano lectivo passado era de 15,3%.No ensino secundário um em cada cinco estudantes (21,3%) paga para fequentar o ensino privado.

Sempre que as famílias melhoram o seu nível de vida, mais procuram os sectores privados da saúde e da educação.Isto é, se portugueses vivem mal e por isso não têm liberdade de escolha, não têm outro remédio que não procurarem o sector público.Assim que adquirem a liberdade de escolha, com maior folga financeira, procuram o sector privado.

Há aqui uma lição a tirar. Os estatistas que querem obrigar a sociedade civil a frequentar os serviços públicos medíocres esbarram com esta realidade. A liberdade de escolha corresponde a mais procura do sector privado.

Até há quem diga que os estatistas não têm especial simpatia com níveis elevados de qualidade de vida dos cidadãos. Perdem doentes nos hospitais públicos e alunos nas escolas públicas.

Menos escolas com contratos em associação mas mais alunos no ensino privado

Como é óbvio, à medida que mais famílias tiverem mais rendimento disponível mais alunos frequentarão as boas escolas . E as boas escolas que as há no público e no privado vão ser procuradas. Quando as boas escolas públicas não oferecerem a oferta suficiente as famílias pagarão o necessário para os seus filhos frequentarem as boas escolas privadas. Nas más escolas públicas ficarão os filhos dos pobres.

É por isso que as más escolas públicas há muitos anos que estão cheias de alunos pobres e deixaram de ser o ascensor social que a Educação sempre foi.

Sabedora disto, a secretária de estado da Educação tem as duas filhas no óptimo Colégio Alemão " porque quer para as filhas uma carreira internacional". A esta superioridade escolar acrescenta o fecho de boas escolas em associação. 

O problema é real e vai agravar-se: não há procura que chegue para todas as escolas do país, porque a demografia está a reduzir significativamente o número de alunos. Só que a solução determinada não foi validar qual a melhor escola para os alunos (e fechar a outra), mas antes, e sem avaliação factual, decretar que só a escola do Estado pode ser a boa escola.

É muita alta a probabilidade das filhas da secretária de Estado acederem à carreira internacional que desejam.

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Podendo escolher a opção recai, expressivamente, na escola privada

O sector privado na Educação continua a crescer apesar do corte do apoio do Estado nos contratos em convenção e agora nos contratos simples.

...muitos pais portugueses preferem pagar a ter os filhos na alternativa gratuita existente. Este é um fenómeno que está a aumentar. Se a crise financeira que atravessámos levou a que muitos pais se vissem na contingência de tirar os filhos do ensino privado, a verdade é que muitos outros aproveitaram as vagas deixadas e ocuparam-nas, bem como muitos outros aproveitaram a recuperação económica para regressar. Podendo escolher, a opção recai, expressivamente, no ensino privado. Em 2006, 11,2% dos alunos em Portugal estavam no ensino privado. Em 2016, esta percentagem era de 13,2% e a tendência é de crescimento. Em Portugal, os alunos oriundos de muitas famílias que têm em comum a sua capacidade financeira encontram-se em escolas privadas. Da mesma forma, os filhos de famílias com menos capacidade financeira encontram-se em escolas públicas.

Os estatistas têm medo da liberdade de escolha

O que os professores exigem é simplesmente intolerável

Já chega, Mário Nogueira, já chega ! Mas ao mesmo tempo que vemos esta aparente unidade, não encontramos na opinião pública sinais de compreensão por mais esta luta e por mais esta greve dos professores. Bem pelo contrário: mais de dois terços dos portugueses estarão contra as exigências sindicais, menos de um em cada cinco as apoiarão.

Querer voltar ao "monstro" da despesa pública que nos levou à bancarrota é simplesmente intolerável.

O estudo, elaborado entre os dias 5 e 12 de setembro, mostra uma tendência clara: para 69% dos inquiridos, o Governo não deve aceitar a exigência dos docentes, que querem os nove anos, quatro meses e dezoito dias contados de forma integral. Apenas 19,4% dos inquiridos dá razão aos professores.

Se há para os professores tem que haver para todos incluindo os que perderam o emprego.

Afinal os professores não são os parentes pobres da função pública

E ainda bem, porque assim sendo quer dizer que os governos têm apostado na Educação. Mas os professores criticam os resultados da OCDE

A menos que... a menos que estas críticas se façam sentir num momento em que os professores se preparam para enfrentar o Governo numa luta laboral que ameaça a estabilidade do início do ano escolar. Os sindicatos sabem que uma batalha dessa dimensão só se ganha com o apoio da opinião pública. Ora, os cidadãos terão dificuldade em entender a justeza dessa luta, se souberem que os docentes são relativamente bem pagos e se suspeitarem que as suas exigências são incomportáveis para as finanças públicas. Saber que os professores ganham relativamente bem é sinal de que o país aposta na sua educação. Esticar a corda num contexto como o que a OCDE colocou em cima da mesa pode gerar danos de imagem que os professores vão ter de avaliar com muito cuidado.

As baixas fraudulentas dos professores - 2

Por último há que perceber quais as razões por trás do elevado absentismo na educação. Será que este sector atrai pessoas menos motivadas ? Será que o trabalho nas escolas públicas é mais desgastante e desmotivante do que em escolas privadas ? Será que o sistema é extremamente benevolente no que respeita a penalizações quando comparado com o sector privado, criando os incentivos perfeitos para corromper os profissionais ?

Porque é que os médicos passam tantas baixas mesmo sendo estas de boa fé ? Que incentivos são necessários para corrigir a situação ?

Há muitas perguntas por responder e responsabilidades por apurar, mas a luta contra o absentismo tem que ser feita. Fiscalizar é um dever e um começo, mas é preciso ir mais fundo e, o quanto antes, melhorar as condições no trabalho para que este gere felicidade e não descontentamento, tornando-se uma fonte de saúde e não de doença.

PS : Sandra Maximiano _ Expresso

Como é óbvio a autora é uma especialista no assunto e por isso o texto deve ser encarado como uma análise que exige atenção e respeito e não reacções corporativas idiotas.

S. T. O. P na Educação

 
Jose Marques
A questão fundamental a colocar é "este sindicalista quantos professores representa"? Quem está por detrás dele? Porque é que de repente um sindicato "STOP" consegue fazer pré avisos de greve, vinculativos, sem que ninguém saiba, quantos sócios representa? Consegue colocar ações em tribunal, com o dinheiro de quem? Tem acesso privilegiado à comunicação social com o beneplácito de quem? Senta-se à mesa das negociações com o aval de quem? Com uma comunicação social verdadeira e independente isto já tinha sido tudo devidamente esclarecido.
 

S.T.O.P - independentemente da representatividade do número de professores

Como 23 sindicatos na área da Educação não bastavam apareceu um novo sindicato cujos dirigentes se queixam de não serem chamados para as reuniões no ministério. Segundo os próprios a razão é que não representam ninguém.

O S.TO.P. defende ainda que “este atual comportamento do ministro da Educação contrasta com o que teve na reunião de 4 de junho, onde afirmou fazer questão de reunir com todos os sindicatos, independentemente da sua representatividade em número de sócios”. “Mais uma vez, como aconteceu no colégio arbitral que determinou os serviços mínimos, o S.TO.P. foi claramente discriminado”, frisa.

Sindicatos que têm dirigentes mas não têm sócios é coisa que não falta.