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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Há três condições para evitar o desastre económico

Tês condições que estão todas nas mãos da União Europeia. E Portugal, Espanha, Itália e Grécia precisam delas porque como sempre não fizeram as reformas que é preciso fazer.

Os países do Sul da Europa - Portugal incluído - estavam já entre os mais frágeis antes do vírus, devido à sua estrutura produtiva e à sua elevada dívida externa. Agora junta-se a queda abrupta do sector do turismo de que tanto dependem (e que não será momentânea) e uma dívida pública ainda maior.

Seriam necessárias três condições para evitar o colapso das economias mais frágeis: uma resposta rápida das autoridades; um volume de apoios públicos suficientemente elevado para proteger o emprego e a actividade económica; e a garantia de que, passado o período de emergência, as economias em causa teriam condições para pagar as dívidas entretanto contraídas e para respeitar os compromissos internacionais, sem dificuldades de maior.

A cada dia que passa há centenas de empresários em Portugal que optam por declarar falência ou reduzir de forma drástica a sua capacidade produtiva. Milhares de trabalhadores ficam sem emprego e/ou vêem os seus rendimentos cair de forma abrupta. A urgência de uma intervenção rápida e decisiva é evidente.

Mas o problema da UE no atual contexto não é apenas a lentidão das decisões. Nem sequer as mensagens equívocas das lideranças. A questão central é a incapacidade das instituições e das regras europeias em impedir que o aumento das dívidas públicas devido ao covid-19 se torne um problema colossal no futuro próximo para as economias mais frágeis.

 

Uma economia congelada não cria riqueza

A luta faz-se em três frentes. Nas empresas, nas famílias e no Estado.

Com as empresas fechadas ou a meio gaz, mingam os salários e aumenta o desemprego, assim atingindo as famílias e a redução de impostos, taxas e taxinhas obrigam o Estado a chegar-se à frente.

Para os estatistas este movimento é tido como "todos recorrem ao Estado". Para os liberais é preciso que o Estado devolva à economia o que lhe retirou.

O que se exige ao Estado cobrador de impostos é que quando a economia soçobra esteja em condições financeiras ( controlando défices e dívida ) para ajudar. E isto explica o desespero de António Costa.

A Holanda dos gajos de quem ninguém gosta tem uma dívida pública que ronda os 50% do PIB, Portugal tem uma dívida que ronda os 120% do PIB. A Holanda,  por isso, não precisa de andar a pedinchar dinheiro, a bom tempo realizou as reformas difíceis para acumular almofadas financeiras que usa agora no meio da tempestade. Portugal não fez reforma nenhuma andou a distribuir o que pouco dinheiro que tinha.

Portugal como não poupou está indignado. Arranje-se pois, um inimigo externo .

Mais uma vez António Costa não tem culpa nenhuma. Como sempre e até um dia.

O estado de emergência será a grande machadada na economia

Há, antes de tudo, as liberdades e garantias que com o estado de emergência podem estar à mercê da discricionariedade do Estado. O medo leva as pessoas a esquecerem-se e com isso estamos a abrir as portas ao pior que o Estado tem.

Depois o estado de emergência vai aprofundar o que já está à vista. As pessoas fecharam-se em casa. O turismo está a levar uma facada de todo o tamanho e com ele os sectores a montante e a jusante ( restaurantes, hotéis, alugueres, transportes incluindo o aéreo...)

Fábricas que param a produção, algumas delas já não abrem, outras nunca mais serão as mesmas. O sector da distribuição encolheu e vai levar tempo a voltar à dimensão anterior.

O desemprego voltará a atingir um nível muito elevado (  mais cerca de 340 000 desempregados) voltando ao nível de há cinco anos com um cortejo de dramas e prejuízos. Famílias a braços com problemas de créditos que não conseguirão honrar.

O estado voltará aos défices, com mais despesa e menos receita, fruto da redução do PIB. 

O dinheiro de helicóptero deitado sobre os países que a União Europeia irá disponibilizar, ajuda a tesouraria de empresas e famílias mas levará tempo para chegar à economia.

A ganância ocidental levou para a China e vizinhos uma fatia importante da cadeia de valor da produção e, descobriu agora, que não tem nas suas mãos todo o poder para mudar a curto prazo esse estado de coisas.

Entretanto, há milhares de portugueses emigrados que tentam voltar com medo de ficarem doentes e desempregados . Mas não há empregos à espera deles. E, além disso, quem fica em casa é porque não trabalha.

Centeno fala em impactos como no "tempo da guerra" e o desemprego voltará aos 15%.

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Portugal não está preparado para a recessão que está à vista

Com uma dívida pesadíssima, um crescimento do PIB frágil e uma carga de impostos elevada o país não está preparado para a recessão que tudo indica já está no horizonte.

E a economia está paralisada pelo medo não só cá mas também no resto do mundo.

Há variáveis que são muito difíceis de prever, como é o caso da coronavírus, mas é possível preparar o futuro . Ora, nos últimos quatro anos não fizemos nenhuma reforma que nos permitisse estar agora em situação mais favorável.

Previsivelmente, os governos vão tomar medidas de estímulo à economia. Leia-se mais despesa pública, ajudas a sectores mais afectados, algum investimento público. Os saldos orçamentais deverão piorar em relação às estimativas e planos que estavam em cima da mesa e a dívida pública subirá em conformidade.

Também aqui a margem de manobra não é a mesma para todos os países e Portugal, com uma dívida pública de 120% e uma dívida total da economia de quase 300%, continuará preso a este permanente desequilíbrio num contexto de crise sobre a qual não temos qualquer controlo.

Uma crise de saúde pública era tudo o que menos precisávamos .

A economia chinesa está a laborar entre 40% a 50%

E, claro, os problemas vão chegar à Europa. O sector automóvel, muito dependente dos componentes chineses, já está a travar.

Há cerca de 40 milhões de chineses isolados nas suas próprias casas sem poderem sair para a rua e consequentemente para os empregos. E, como dizem os brasileiros, " o bicho pega" .

Este mundo global é assim, cada vez dependemos mais uns dos outros. É, mau, porque um simples vírus percorre milhares de kms em poucas horas, é bom, porque os cidadãos percebem mais depressa que quando o barco afundar vamos todos ao fundo.

E, não, não há outro mundo, nem há jeito de deitar fora porque mesmo o "fora" é cá dentro.

A economia vai sofrer e o crescimento do PIB em queda para 2020 e 2021( 1,7%) poderá recuar mais com consequências para os países que mais necessitam de crescer como é o nosso caso.

Nos últimos 20 anos, em média, Portugal cresceu 0,5% ao ano. É, por isso, que o governo depois de tantas promessas propôs aos sindicatos 0,3% de aumento dos salários. Uma afronta.

"Tendo em conta o desfasamento temporal entre as perturbações no funcionamento das empresas chinesas e os seus efeitos nas empresas europeias e dado que a epidemia ainda não terá atingido o seu pico, assistiremos nas próximas semanas ao alastramento deste impacto, afetando mais empresas, em mais setores."

A Suécia, com a mesma população, tem uma economia 3 vezes maior

Que a Suécia com a mesma população tenha viabilizado e consentido uma economia privada que é quase três vezes a economia Lusa não assusta os nossos socialistas à portuguesa.

O que se trata é de igualar, e até suplantar, os "direitos" dos suecos, dispondo do equivalente a um terço da economia sueca. Infelizmente não é possível.

Ora, em 2020 ainda se encontram socialistas que falam de "negócios" e da economia privada com um esgar de repulsa. Mas sem um sector privado pujante gerador de riqueza, lucros,salários, impostos e contribuições à semelhança do que existe nos países que todos admiramos ( sociais democracias dos países nórdicos e da Alemanha) não é possível manter um Estado capaz de fornecer bons serviços públicos e de assegurar os "direitos" que a esquerda exige.

Mário Soares, que iniciou a reconstrução da economia privada em Portugal após as nacionalizações, percebeu que o atraso português só seria vencido, no quadro da União Europeia e com uma economia privada empreendedora.

Os "maluquinhos dos "direitos"( cada vez mais pífios) acham que é preciso ir buscar o dinheiro onde ele se está a acumular assim matando a galinha dos ovos de ouro.

PS : a partir de Expresso - Sérgio Sousa Pinto

A economia verde é uma imensa oportunidade de desenvolvimento e bem estar

Aplicar as melhores soluções na poupança da água com tecnologias já conhecidas somo seja a dessalinização da água do mar. Recuperar a água usada e usá-la na rega e lavagem. Recuperar a perda de água na distribuição.

Substituir o transporte individual por transporte público verde nas cidades e intensificar o transporte ferroviário. Substituir a energia baseada no carvão e hidrocarbonetos por energia do vento, das ondas e do sol.

Melhorar a agricultura e a floresta com espécies amigas dos terrenos e com menos necessidade de água. ( no sul do país a agricultura representa 70% do consumo de água).

A curto e médio prazo os três sectores descritos representam uma enorme oportunidade de criação de emprego e o combate eficaz à desertificação que avança.

O espaço da União Europeia com a sua dimensão, interconexão, capacidade tecnológica e capacidade financeira ( o orçamento do green deal europeu aponta para 300 mil milhões de euros) está na liderança do processo. E a economia circular toma forma e volume.

O maior problema global são a pobreza em muitos países e o desenvolvimento da China e da Índia assente nas velhas tecnologias e na mão de obra escrava.

Mas não há tempo para esperar. Milhões de pessoas saem da pobreza todos os anos e a pressão sobre a natureza acentua-se.

Iniciativa Liberal : crescer economicamente é a solução para o ambiente

Crescer economicamente também é a solução mais ajustada para a humanidade enfrentar os problemas climáticos.

E que áreas do conhecimento não podemos esquecer? Não podemos esquecer a economia. O que a economia nos diz é que a estratégia de travar o crescimento económico para salvar o ambiente tem uma falha óbvia: as pessoas só se preocupam com causas comunitárias de longo prazo quando as suas necessidades individuais de curto prazo estão resolvidas. No mais recente Eurobarómetro, fica bastante claro que é nos países mais ricos que existe uma maior consciencialização para o problema ambiental. Nos países mais ricos da UE, mais de 20% da população coloca o ambiente no topo das suas preocupações. Entre os mais pobres, os valores são inferiores a 10%. Se olhássemos para os países de terceiro mundo, o resultado seria ainda mais baixo. Fica claro que a única forma de trazer o ambiente para o topo das preocupações das pessoas é eliminar outras preocupações de curto prazo, ou seja, crescer economicamente. A estratégia do decrescimento defendido por alguns mais radicais é uma estratégia contraprodutiva para o ambiente por lhe retirar apoio político a prazo.

O PS salvou a pele mas perdeu o país

Com a situação a que chegou novamente o país pela mão do PS aquele discurso de que não tem culpa nenhuma não serve mais.

Os últimos 20 anos foram preenchidos por governos PS e António Costa esteve em todos eles.O PSD esteve no governo no tempo da Troika chamada por Sócrates com o país em bancarrota. Face ao aparecimento de novos partidos não vale a pena ensaiar desculpas.

A culpa é dos problemas que não se resolvem. Os polícias sentem-se humilhados.O SNS bateu no fundo e já há as vozes de Carlos César e Ana Catarina Mendes a exigirem solução para os serviços que fecham e para a falta de médicos e enfermeiros. Claro que estas vozes vindas do aparelho do PS é só para doentes em listas de espera verem.

As previsões de Bruxelas apertam com o optimismo de Centeno que é o primeiro a sentir-se atacado pelas vozes vindas do interior do partido. O primeiro ministro prepara-se para deixar cair o seu ministro das finanças como, aliás, já começou a fazer na hierarquia do governo. Costa fará a Centeno o que for preciso como sempre fez ao longo da sua carreira.

Se António Costa não colocar o crescimento da economia como o objectivo principal ( e para isso tem que fazer reformas que vão ao arrepio do PCP e do BE) e encarar de frente o endividamento crescente do país, não resolverá nenhum dos problemas.

Só o crescimento da economia dará margem para resolver problemas que se devem exclusivamente à falta de dinheiro apesar da elevada carga fiscal que os contribuintes suportam.

Não há margem para aumentar impostos nem para mais endividamento e descer a dívida o PS nunca o fez e não o fará agora.

António Costa voltou à Quadratura do Círculo.

O condicionamento industrial de Salazar

As vozes que se fazem ouvir contra o turismo, o alojamento local e os "tuk tuk " são a cultura do condicionamento industrial de Salazar que perdura 40 após o 25 de Abril. Amordaçar, acorrentar a liberdade de iniciativa da sociedade civil que só os que têm muito dinheiro e poder conseguem contornar.

Ora, se há alguma certeza é que Portugal nunca sairá da sua apagada e vil tristeza enquanto perdurar este ódio feito bandeira "pública" aos empreendedores. Já não serve dizer que a culpa é do Euro ou dos mercados porque os outros países com os mesmos " constrangimentos e chantagens , no típico linguarejar do PCP e BE, crescem, criam postos de trabalho, e até absorvem a mão de obra portuguesa que aqui não encontra trabalho.

Por outro lado os patrões portugueses, na sua maioria, têm como objectivo enriquecer depressa deixando para segunda preocupação o investimento em novos equipamentos, na inovação e na formação dos seus trabalhadores.

O crescimento da economia é a chave para a resolução de todos os problemas macro-económicos nacionais. Portugal nunca foi capaz de produzir o suficiente para que o seu povo tivesse uma vida digna e é por isso, e não por ser um povo aventureiro, que procurou novos mundos e que continua a emigrar às centenas de milhar.

E, a verdade, é que mais uma vez a economia não cresce , a emigração continua, o SNS soçobra e a educação continua nas mãos de quem a cobriu, ano após ano, de um manto de mediocridade.

Bem pode a extrema esquerda lançar poeira para os olhos e não perder oportunidade de manifestar o seu ódio a quem cria riqueza e postos de trabalho . E o "Babush ", feito primeiro ministro, lá anda pela longínqua Índia a atrair investimento que não consegue captar aqui no ocidente. Como se as condições que Portugal oferece para atrair investimento e empresários fossem más para os ocidentais mas boas para os orientais.

A China anda por cá a comprar empresas públicas "rentistas " que não encontra em mais país nenhum. Ou acham mesmo que os chineses andam por cá por terem "os olhos em bico "?

PS :

Esta lei foi publicada em 1931 pelo decreto lei nº 19354, define que compete ao Ministro do Comércio e Comunicações depois de consultado o Conselho Superior Técnico das Industrias autorizar:

 

A instalação de novos estabelecimentos industriais e a reabertura no caso de paragens por tempo igual ou superior a dois anos.

                                  

A montagem ou substituição de tecnologia nas empresas de que resulte aumento de produção;

A transferência de licenças de exploração, arrendamento ou alienação de estabelecimentos a estrangeiros ou a empresas estrangeiras                              

              

            A lei do Condicionamento Industrial serviu para eliminar a concorrência interna das empresas já existentes em cada ramo , mas ao mesmo tempo , contribuiu para a estagnação tecnológica, a criação de monopólios e a fraca qualidade dos bens e serviços comercializados.

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