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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Um Estado monstro e um país estagnado há 20 anos

Os contribuintes actuais e os vindouros bem podem andar com as pernas a tremer.

Para além da máquina do Estado, das finanças, dos serviços centrais, das Forças Armadas, das forças de segurança, o Estado português gere a esmagadora maioria dos hospitais e das escolas do país, detém o maior banco comercial, órgãos de comunicação social, a rede ferroviária, redes de autocarros, de metro e uma companhia aérea. Nas restantes grandes empresas também consegue lá colocar os seus administradores porque muitas dependem directamente do estado como cliente ou regulador. Fora da esfera do estado estão algumas pequenas e médias empresas, sendo que muitas delas têm no estado e nas empresas na esfera do estado os seus mais importantes clientes. Ter a economia assim toda controladinha é importante porque mantém muita gente calada. Com tanta gente dependente do estado, com medo de perder o seu negócio ou o seu emprego, ficam todos com muito medo de criticar o governo, ou, como será conhecido daqui a alguns anos, ter “discurso de ódio”.

Com tanta estratégia, tanta boa gestão em nome do interesse público, contra o malvado lucro e os radicais religiosos neo-ultra-liberais não se entende como é que o país está estagnado há 20 anos e assim deverá ficar mais 10, quando acabar de pagar pela “estratégia” da TAP. Pobres, mas a salvo do radicalismo religioso que tanto teme o Padre Nuno Santos. As pernas dos contribuintes até tremem.

E o programa de recuperação da economia de Costa e Silva ?

O governo está à espera do dinheiro europeu como único remédio para o tombo da economia. Passam os dias e o trambolhão é cada vez maior. Mas o dinheiro chega mais tarde .

No mínimo era de esperar que o programa para a recuperação da economia fosse conhecido, associações patronais, partidos, sindicatos terão ideias. E devem andar pelas gavetas do ministério o Relatório Porter e o PEDIP que, actualizados, têm lá tudo. Mas o governo, preso no seu ADN de fazer poucochinho, embala-nos com o vírus, com a TAP e a EFACEC . Não chega .

Na ferrovia compramos 51 carruagens aos espanhóis feito de monta devidamente realçado como o negócio do século no sector a nível mundial. Na energia temos a EDP rentista às voltas com a Justiça e o projecto industrial do hidrogénio em Sines de parceria com a UE . E a energia das ondas ao largo de Peniche e Viana do Castelo.

E a substituição de importações produzindo cá dentro o que agora compramos lá fora ? E o aumento de exportações ? E a criação de emprego para reparar o desemprego galopante ?

Ou o programa de recuperação económica do governo é esperar que os turistas voltem ?

Poderia ser uma oportunidade para mudar de rumo

 
🤭 Riram-se das Propostas da
Iniciativa Liberal
. Agora, aplicam-nas. 🤷🏻‍♂‍
Quando a Iniciativa Liberal propôs a isenção de TSU para as empresas, a isenção temporária de IRC durante a pandemia ou a dispensa para todas as empresas do abusivo Pagamento por Conta, a maioria de esquerda no parlamento riu-se e todas as propostas foram chumbadas.
Hoje, perante a brutal crise que Portugal já começa a viver, o riso amarelou. Agora é o Governo, assustado com o aumento de desemprego, que propõe para certos casos a isenção total de TSU para quem criar novo emprego.
Esta nova grande crise seria uma excelente ocasião para Portugal mudar de rumo. Seria uma oportunidade para criar um ambiente económico saudável que incentivasse o investimento privado, que convidasse boas empresas para se instalarem ou regressarem a Portugal, que promovesse o crescimento económico, dando mais oportunidades a todos os portugueses, proporcionando-lhes mais e melhores empregos e salários mais elevados.
Infelizmente para Portugal, nada disto vai acontecer. A maioria de esquerda no parlamento prepara-se para se continuar a rir enquanto Portugal se afunda em todos os rankings e os trabalhadores portugueses continuam condenados a salários que deviam envergonhar quem governou Portugal em 18 dos últimos 25 anos.
Eles ainda riem, mas não sabem de quê. Seria cómico, se não fosse trágico.
 
 
🤭 Riram-se das Propostas da
Iniciativa Liberal
. Agora, aplicam-nas. 🤷🏻‍♂‍
Quando a Iniciativa Liberal propôs a isenção de TSU para as empresas, a isenção temporária de IRC durante a pandemia ou a dispensa para todas as empresas do abusivo Pagamento por Conta, a maioria de esquerda no parlamento riu-se e todas as propostas foram chumbadas.
Hoje, perante a brutal crise que Portugal já começa a viver, o riso amarelou. Agora é o Governo, assustado com o aumento de desemprego, que propõe para certos casos a isenção total de TSU para quem criar novo emprego.
Esta nova grande crise seria uma excelente ocasião para Portugal mudar de rumo. Seria uma oportunidade para criar um ambiente económico saudável que incentivasse o investimento privado, que convidasse boas empresas para se instalarem ou regressarem a Portugal, que promovesse o crescimento económico, dando mais oportunidades a todos os portugueses, proporcionando-lhes mais e melhores empregos e salários mais elevados.
Infelizmente para Portugal, nada disto vai acontecer. A maioria de esquerda no parlamento prepara-se para se continuar a rir enquanto Portugal se afunda em todos os rankings e os trabalhadores portugueses continuam condenados a salários que deviam envergonhar quem governou Portugal em 18 dos últimos 25 anos.
Eles ainda riem, mas não sabem de quê. Seria cómico, se não fosse trágico.

Eu tenho dois programas e sei do qual gosto mais

Neste caso dos programas económicos não nos podemos dar ao luxo de não saber o que interessa ao país. Ao contrário dos dois amores.

Um, o que foi preparado a pedido de António Costa, tem o estado como motor, vai buscar ao baú das coisas esquecidas, as grandes obras públicas. Num país com alguns elefantes brancos e sem dinheiro não me convence e não parece ser, de todo, o que nesta fase interessa ao país. Até porque demoram tempo a lançar e a implementar no terreno e a mostrar resultados.

Já o programa apresentado pelo PSD, propõe recuperar as empresas viáveis, salvar emprego e lançar no imediato, pequenas obras públicas. Atrair investimento estrangeiro o que, num país sem poupança, é um caminho determinante. E substituir importações produzindo cá dentro o que sabemos fazer que é muito. E aumentar as exportações para 50% do PIB em 2023 e 60% em 2030.

Aí está finalmente um bom separador de águas.

Salário mínimo comum europeu ou salário mínimo justo ?

É socialismo se houver um salário mínimo europeu ? Pelo que se lê na imprensa nem se percebe bem se o salário mínimo proposto é igual para todos os países sem atender ao nível da respectiva economia.

Há tão grandes diferenças entre as economias dos 27 países que não me parece nada ser possível um salário mínimo comum . Aliás, esta diferença de nível económico entre países é o argumento mais vezes usado para atacar a moeda comum. O Euro estaria desenhado para corresponder às economias mais fortes com prejuízo das economias mais frágeis, razão de os países do Sul não conseguirem crescer mais economicamente.

Se o rendimento per capita e a produtividade são assim tão diversos como entender um salário mínimo comum ? Entretanto, pesquisando :

Comissão Europeia anunciou esta terça-feira o lançamento de uma primeira fase de consultas com os parceiros sociais com vista a assegurar que todos os trabalhadores na União Europeia (UE) tenham salários mínimos justos.

 

Chega de economia medíocre de sol e praia

Plano Marshal ou outro nome mas a oportunidade pode ser a última. O populismo espreita e o futuro da União Europeia pode estar em jogo.

Se Portugal quiser - e a Europa deixar -, esta pode ser uma oportunidade - mais uma - para construirmos o nosso próprio Plano Marshall e para sairmos desta letargia em que nos arrastamos há demasiados anos. Para pensarmos e reestruturarmos uma economia menos dependente de serviços, mais produtiva, mais inovadora, em que as empresas não estejam condenadas a ser micro, pequenas ou médias, mas possam ambicionar ser grandes. Uma economia capaz de gerar riqueza suficiente para pagar salários dignos do século e do mundo em que vivemos.

Mas isto exige três coisas: visão, compromisso e tempo. Porque sem a visão certa não é possível construir uma economia robusta. Sem um compromisso político que não se esgote no próximo ato eleitoral não é apenas a economia que morre, é também a democracia. E sem o tempo suficiente para implementar um plano de médio a longo prazo, nunca poderemos ambicionar mais do que a mediocridade de uma economia de sol e praia.

Na economia vamos voltar ao mesmo ?

A economia, o País, necessita, urgente, de um choque fiscal. Ou se muda estruturalmente o perfil da economia - reindustrializar, inovação tecnológica, exportação de saúde e conhecimento, desendividamento, recapitalizaçao das empresas - ou, para voltar tudo ao mesmo - turismo e economia de baixos salários e precariedade dos tuk-tuck, alojamento local - gastando, pelo caminho, milhares de milhões de euros é algo idiota, pouco ambicioso e ajuizado... E isso é o que Costa, Centeno e Marcelo querem: “voltar ao mesmo”.

Como mudar de vida?

Primeiro apoiar, no imediato, a liquidez das empresas, apoiando salários e circuitos de pagamentos. Eliminar, por dois anos, todos impostos com características de pagamentos por conta, impor planos fiscais de recapitalizaçao, incentivos à constituição de provisões, alargamento de reportes de prejuizos em sede de IRC, apoios fiscais às prestações suplementares de accionista e sócios de empresas.

Segundo, o choque fiscal, este sim, a componente estrutural: recuperar o crédito fiscal ao Investimento lançado em 2013, baixar, em dois anos, a taxa nominal de IRC para os 16%, cortar - por um período de três anos - três pontos à TSU paga pelas empresas, de forma indirecta, industriais. Incentivos à captação de capital estrangeiro - vistos dourados mais sofisticados e dirigidos - e tratamento fiscal favorável ao capital bancário e financeiro importado.

Agora... gastar milhares de milhões de euros, levar a banca ao limiar da bancarrota para... “voltar ao mesmo”?

PS. Em bom rigor, Costa, Centeno e Marcelo nunca tiveram uma ideia para a economia. Entre 2016 e 2020 sentaram-se nas cadeirinhas e o turismo - algo que já vinha de 2013 - fêz o resto. Foi isto.

 
 
 

Solidariedade de Macron e Merkel - subsídios a fundo perdido

Recuperação da economia dos países mais atingidos pela pandemia a partir de um Fundo de Recuperação com subsídios a fundo perdido. Alemanha e França são os motores da economia europeia.

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Emmanuel Macron, desenham a estratégia com base em quatro pilares: desenvolver uma estratégia de saúde à escala comunitária; constituir um "ambicioso" fundo de recuperação promotor do crescimento e da solidariedade; acelerar os processos de transição ambiental e digital; e reforçar a resiliência económica e industrial da UE e dar um novo impulso ao mercado único europeu.

"Estes 500 mil milhões de euros não serão reembolsados pelos beneficiários", assegurou Macron, logo secundado por Merkel. A chanceler adiantou que esses apoios "não são empréstimos" e serão "gradualmente" reembolsados por verbas dos futuros orçamentos de longo prazo da UE.

Seja como for, e mesmo sem eurobonds, ao colocar obrigações no mercado em nome da UE, a Comissão estará a emitir dívida conjunta - "um enorme passo em frente", realçou Macron após notar ser a primeira vez que Paris e Berlim se entendem acerca da emissão de dívida comum. A declaração conjunta salvaguarda que a emissão de dívida tem de respeitar os tratados.

O eixo franco-alemão considera que o fundo de relançamento da economia constitui um instrumento complementar ao pacote de 540 mil milhões já acordado no Eurogrupo (apoio aos Estados-membros, emprego e empresas) e defende que o acesso ao mesmo implica o "compromisso" dos países com a prossecução de políticas económicas sustentáveis e a implementação de uma "ambiciosa agenda de reformas".  

A visão estatizante da economia mantém o país na pobreza

Estamos como estávamos há 25 anos. Com dois milhões de pobres, com pessoas cujo rendimento é de 450 euros/mês e com trabalhadores que ganham 635 euros. Não dá para ter uma vida digna.

E a dívida pública está nos 120% do PIB, o PIB cresceu em média 1% e as contas exteernas voltaram a ser deficitárias. Temos que mudar se não quisermos andar de mão estendida.

De acordo com João Cotrim Figueiredo, o documento “contém mais de 100 medidas”, quer para a fase imediata para se sair da crise sanitária, mas também um conjunto de propostas “para assegurar que Portugal não perde de novo o comboio do crescimento e que não fica condenado a mais duas décadas de estagnação e de perda de competitividade relativa, como tem acontecido em relação aos países da União Europeia”.

Em termos fiscais, para as famílias, a Iniciativa Liberal insiste na necessidade de “simplificar e desonerar o IRS, passando apenas para dois escalões, 15% e 27,5%”, ficando isentos os primeiros 700 euros de rendimentos mensal.

Já para as empresas, o partido quer um “plano ambicioso” como a redução faseada da taxa da IRC para 15% até 2023, a eliminação dos pagamentos por conta e da derrama estadual, bem como o abatimento dos prejuízos fiscais de 2020 e 2021 aos lucros tributados nos cinco anos anteriores, “reembolsando as empresas que deram o seu contributo fiscal no passado e que passam por dificuldades excecionais nesta crise”.

Na área do trabalho, o partido propõe a simplificação da legislação laboral e a “criação de um contrato de trabalho mais flexível, híbrido entre contrato de trabalho permanente e contrato de prestação de serviços”.

Já na saúde, e para “recuperar o tempo de atraso nas cirurgias e nas consultas que a Covid-19 criou”, mas também como solução de futuro, os liberais sugerem o alargamento do SIGIC (criado para combater as listas de espera) e do SIGA SNS ao setor social privado.

Insistir nas mesmas medidas e esperar resultados diferentes é estupidez.