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BandaLarga

as autoestradas da informação

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as autoestradas da informação

Basta perceber qual é o supremo interesse dos doentes

Há cada vez mais doentes dos hospitais públicos enviados para os hospitais privados. E a razão é simples. Os hospitais públicos não têm capacidade para os tratar dentro de prazos medicamente razoáveis. O que é que não percebem ?

Já há mais hospitais privados ( 116) do que públicos ( 115) e há mais de dois milhões de portugueses que são tratados nos hospitais privados. Se mesmo assim as listas de espera no público não param de crescer o que seria se não houvesse esta capacidade instalada privada ? Sofriam e morriam os doentes .

Em julho e agosto bateram-se recordes na emissão de vales-cirurgia, adianta a Associação de Hospitalização Privada. Dados de duas unidades privadas, de Lisboa e Porto, servem de exemplo: até ao final de julho realizaram mais operações ao abrigo do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia do que em todo o ano passado.

Para certa esquerda os doentes não interessam nada .

Não há sindicato dos doentes

Enquanto a esquerda enfraquece o SNS não há indignação que se note.. Mas há exigências de médicos e enfermeiros. A lista de doentes em espera é cada vez maior bem como a lista de fornecedores a quem não são pagos em devido tempo os seus créditos.

Os tempos de espera para cirurgia e consultas diminuiu entre 2013 e 2015 e aumentou em 2016. Ou seja os doentes saíram beneficiados com a tal austeridade.

Os anos de reposição de rendimentos foram bons para médicos e enfermeiros mas péssimos para os doentes. É que os doentes não estão ancorados no PS, PCP e BE .

E é assim que se governa um país adoçando a boca às clientelas. E em 2016 morreram mais de 2500 doentes em lista de espera para cirurgia.

Isto é rigorosamente verdade

Doentes bem acamados, que já passaram pela triagem, que esperam segundo a urgência que o seu caso apresenta. É assim em todos os países civilizados porque nos outros nem hospitais há.

O Protocolo de Manchester ( chama-se assim porque nesta cidade inglesa os problemas nas urgências são os mesmos e foi ali que se desenvolveu o procedimento) define a gravidade que o doente apresenta, garantindo que o doente é analisado pelo médico dentro do período medicamente aconselhado.

Nos períodos de "pico" nas urgências sempre houve e continuará a haver listas de espera. Não só porque nesses períodos os doentes que ocorrem às urgências são em número superior às estruturas instaladas como não é possível adequar essas mesmas instalações e meios a curto prazo. E não é financeiramente sustentável criar instalações e comprar meios para obviar a procura nesses períodos sazonais.

A única hipótese é preencher as instalações hospitalares existentes que, ali na zona, estejam disponíveis. Mas neste caso, já não interessa nada que os doentes esperem o problema passa a ser o "lucro" dos privados.

Como se vê basta estar do lado certo (o dos doentes) para que o problema deixe de afligir.

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A liberdade de escolha na saúde pelo doente

Sempre tivemos cerca de 150 000 doentes em fila de espera para serem operados. E, no entanto, só 40% da capacidade cirúrgica instalada é utilizada. Soubemos nestes últimos dias que doentes com graves doenças esperam muito para além dos prazos terapêuticos aconselhados. E não é nem por falta de dinheiro nem por falta de capacidade instalada. É, sim, por falta de organização e comunicação.

Com liberdade de escolha e com uma informação abrangente qualquer doente podia procurar o hospital público ou privado que mais rapidamente o tratasse. ”a liberdade de escolha permitiria potenciar o acesso universal de todos os cidadãos a todas as unidades de saúde, públicas e privadas, existentes no país, através de um sistema garantido e auditado pelo Estado”.

Basta pensar nos doentes para se compreender o alcance desta proposta.