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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O BE e PCP não contam para as contas que contam

Bem pode o BE dizer-se social-democrata como já se afirmou da esquerda radical, ainda está longe de contar para o que é verdadeiramente importante. Só o PSD pode impedir a maioria absoluta do PS de António Costa que, este sim, é social-democrata, pró-Europa e pró-Euro. Estas sim são as contas que contam. 

O reforço da votação no PCP também não conta para retirar a maioria absoluta ao PS. Para quem não quer um governo de maioria absoluta do PS de tão má memória o melhor mesmo é ignorar o suposto efeito eleitoral de aumentar a votação na esquerda radical.

Lá se vai mais um argumento eleitoral

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Um estado detestável

António Barreto : "

A verdade é que reconhecemos ao Estado cada vez mais poderes, competências intrusivas e capacidades de condicionamento da vida dos cidadãos. Como lhe conferimos o direito de taxar o que, como e quando os governantes entenderem, para tanto basta precisar de dinheiro! Como ainda lhe atribuímos faculdades para interferir na vida económica dos cidadãos, das famílias e das empresas, sob o signo de princípios tão doces como o de "ir buscar o dinheiro onde ele está" ou "ir tirar o dinheiro a quem o tem". Como aceitamos, em nome do interesse geral, que os governantes possam preferir capitalistas, seleccionar bancos, chegar-se a predadores e liquidar empresas outrora poderosas.

Abusar dos indivíduos, a título do interesse comum. Condicionar a vida privada dos cidadãos, em nome do bem de todos. Pôr em risco poupanças pessoais, como se fossem fortunas ilegítimas. Desrespeitar os bens de cada um, como se tudo fosse de todos. Retorcer o Estado de direito, a benefício da política. Eis algumas regras de vida, insuportáveis, que estão a forjar um mundo detestável.

Paraísos policiais - DN - Alberto Gonçalves

Paraísos policiais

Nem menciono os cidadãos de origem portuguesa hospedados em cadeias venezuelanas por razões políticas. Mas sabem dos três enviados da SIC e do Expresso presos em Cuba sem razão aparente? Provavelmente, não, já que por cá o assunto mereceu atenção idêntica à dedicada ao campeonato paquistanês de críquete. De qualquer modo, o PSD, com a escassa moral que lhe resta após tolerar o lamento parlamentar por Fidel, apresentou um voto de protesto contra o sucedido. O voto mereceu o apoio do CDS, a oposição do PCP e a abstenção de PS e BE. É como defender a "causa" homossexual enquanto se venera a Palestina: os famosos "direitos humanos" terminam logo que começa a afinidade ideológica. Para o que importa, os eleitores radicalmente distraídos ficam então informados de que a maioria dos seus representantes na AR acha muitíssimo bem, ou pelo menos não se importa, que jornalistas sejam detidos à toa. Também convinha que alguém informasse os jornalistas.

Mais uma chantagem contra nós

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 Catarina Martins diz que tudo não passa de uma chantagem contra o governo de esquerda. João Galamba diz que não somos só nós Bruxelas também disse que o resto da Europa está mal ( vá lá não somos só nós). E agora vem o DN na capa dizer que no investimento piores que nós só a Grécia e a Eslovénia.

Ora, é com o investimento que  cresce a economia e a criação de emprego, mas pronto, sempre temos dois atrás de nós. Por acaso a Grécia foi uma grande esperança da Catarina e do António Costa é bom seguir os bons exemplos. Até já os ultrapassamos.

E bem vistas as coisas a diferença entre Lisboa e Bruxelas são só 900 milhões...

 

Os serviços do Estado são responsáveis pela morte das duas crianças

O resultado de ser grande, de estar em toda a parte, de não lhe serem imputadas responsabilidades, de haver sempre dinheiro, está todo nesta notícia. O Estado, ou melhor, os serviços do Estado deixaram morrer estas duas crianças. Todos sabiam mas ninguém teve coragem e bondade para resolver esta questão. Porque estas questões resolvem-se com amor e carinho, duas virtudes que o Estado nunca terá. E os gabinetes com ar condicionado lá continuarão o "faz de conta". Ainda se fossem chamados à responsabilidade...

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A devastadora austeridade converteu-se em ofensiva abundância

Os mesmos que se indignavam com a austeridade na Grécia e em Portugal são os mesmos que agora se indignam com a ofensiva abundância que a UE não partilha, segundo eles, com os refugiados.

"Quando redobraram as notícias sobre multidões que fogem para a Grécia e para a Europa em geral, pensei tratar-se de uma falha - nas notícias ou no GPS das multidões. Afinal, estivemos meses a aprender que na Grécia, e na Europa em geral, se vivia uma tragédia humanitária nunca vista. Contra todas as expectativas, havia tragédias assaz maiores já ali ao lado. E os que lamentavam a devastadora austeridade que nos caiu em cima são os mesmos que agora exigem a partilha da nossa ofensiva abundância com os desafortunados do Médio Oriente e de onde calha. De súbito, a Europa tornou-se rica e repleta de empregos, alojamentos decentes, mesas fartas, privilégios sem fim. É o lado bom da crise dos refugiados."

 

 

O jornalismo de sarjeta e o Bastonário sindicalista

O Infarmed em comunicado informa que não há medicamento nenhum com estas características. Não há indicação nenhuma que o medicamento só por si consiga erradicar a hepatite "C" . Entretanto, e como habitualmente,  bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, já considerou, em declarações à agência Lusa, inaceitável atrasar o tratamento das pessoas quando existem medicamentos que as podem curar. O senhor Bastonário parece o Arménio Carlos mas com jardim e palacete.Não existe demonstração de que o medicamento hoje referido na imprensa, por si só, permita a erradicação da hepatite C em todos os doentes, nem que os doentes alegadamente à espera de tratamento com este medicamento não possam ter alternativa terapêutica", indica em comunicado a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed).E nem sequer é uma inovação "O Infarmed esclarece que "só após esta avaliação poderá considerar-se a sua autorização para uso no SNS, com um preço que seja adequado aos benefícios potenciais do fármaco, quando comparado com outros inibidores de protease já usados em Portugal".

De um assassinato por falta de um fármaco passamos a um processo de controlo de eficácia e custos. Brilhante!

Quadrilhas

Diz que é uma espécie de tese. (...) Como qualquer mercenário de práticas sujas e imorais, as primeiras vítimas das suas memórias são os seus cúmplices. Nem foi preciso zangarem-se as comadres - que estão, agora, verdadeiramente furibundas. O tal Moreira foi vítima de uma coisa mais forte do que ele, como aquele barbeiro que no final do dia, depois de ter dito mal de todos os clientes que iam saindo, se viu sozinho diante do espelho e rematou a jornada: "E tu também me saíste um bom safardana..."

Já há vários anos que José Pacheco Pereira tem vindo a denunciar esta quadrilha de conluio de assessores com jornalistas e da sua estratégia cirúrgica de denegrir e difamar pessoas para fazer subir outras nos poderes partidários e políticos. Mas Pacheco Pereira, por prudência ou pudor, não avançava com nomes - alguns dos quais se atravessaram no caminho do DN, razão pela qual hoje me pronuncio sobre tão sórdido assunto e personagens - mas, agora, eles foram regurgitados por um dos delinquentes, lui-même, impante, a pavonear-se diante de Miguel Carvalho, descendente da raposa de La Fontaine que convenceu o presunçoso a exibir a sua maviosa voz enquanto deixava cair o queijo que trazia no bico.

Vinte manifestantes abafam o Hino Nacional

Abriram todos os telejornais. Vinte. Entre eles um herói que foi preso por um braço e que teve direito a entrevista em directo. Isto sim é uma manifestação.

"Todos os jornais noticiaram os protestos do movimento Que se Lixe a Troika nas cerimónias do 5 de outubro. O que nem todos os jornais noticiaram foi a quantidade de participantes: cerca de 20, segundo o Expresso. Chamem-me antiquado, mas ainda sou do tempo em que uma manifestação envolvia alguns milhares de criaturas. Vinte desgraçados a exigir a demissão do Presidente e do primeiro-ministro não traduzem exatamente o descontentamento da população, de resto plausível: traduzem um problema psiquiátrico de que o SNS devia ocupar-se. Infelizmente, como se sabe, a troika encolheu os respetivos recursos. Em vez da ambulância do INEM, consta que foi a polícia a deter um desgraçado. Ou, se a imprensa quiser destacar o excesso de zelo das autoridades, cinco por cento dos manifestantes."

À porta de um pingo doce

Escreve hoje o Alberto Gonçalves  no DN :

Pleno desemprego

Primeiro de Maio. À porta de supermercados em funcionamento, pequenas manifestações da CGTP contestam a obrigação de alguns trabalhadores trabalharem no dia que lhes é dedicado. A ideia percebia-se melhor caso a CGTP não contestasse também o trabalho em, digamos, qualquer outro dia do ano. Se não é o 1.º de Maio são os outros feriados, se não são os feriados é o domingo, se não é o domingo são os dias úteis que a CGTP deseja tornar inúteis por força de greves, etc. Nas palavras do grande Arménio Carlos, todos os dias são dias de luta. Donde se deduz que nenhum é, ou devia ser, dia de trabalho. No fundo, com um altruísmo raro nos tempos que correm, os sindicalistas apenas aspiram para quem trabalha o ócio de que eles próprios usufruem. E se criticam os números do desemprego, é por estes lhes parecerem baixos: quando, graças à sua inestimável ajuda, os números chegarem a valores aceitáveis, a CGTP avisa. Ou pré-avisa.