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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Aquilo que divide a geringonça é muito mais do que aquilo que a une

Reformas nem vê-las e isso é a marca da governação da geringonça. Aquilo que divide os partidos que a compõem é muito mais do que aquilo que os une. O que para fazer o que é preciso é muito pouco.

Os últimos anos e as condições económicas favoráveis podiam e deviam ter servido para o país lançar um conjunto de reformas estruturais, há muito adiadas, que o preparassem para as próximas crises. Na saúde, na educação, na justiça, na função pública, em tantos setores onde continuamos a marcar passo e onde não se vislumbra até hoje uma solução. E não digo que o PS não tenha essa visão, ideias e projetos, mas com a atual solução governativa eles são impossíveis de concretizar. Precisamente porque, no fim do dia, aquilo que divide a geringonça é sempre muito mais forte do que aquilo que a une.

É por isso que os últimos anos - e o próximo promete ser igual - foram marcados por medidas casuísticas e não tiveram uma única reforma digna desse nome. E aquilo a que os socialistas chamam reforma não tem sido mais do que a eterna tese de que os problemas se resolvem atirando dinheiro para cima deles.

 

Dividir para reinar

Um texto de antologia de José António Rodrigues Carmo

"DIVIDIR PARA REINAR

A técnica é conhecida. O príncipe que quer manter o seu poder, deve segmentar os seus súbditos em grupos antagónicos, fomentar as divisões e surgir depois como o supremo árbitro das disputas, salomónico e protector, para quem todos os grupos se viram como para um pai amigo.

A esquerda faz isso há décadas. A divisão em classes, sempre em luta ( a luta de classes) e mais recentemente as políticas de identidade.
Tendo ficado para os comunistas clássicos o pelouro da velha luta de classes, é a nova esquerda, a esquerda caviar, socialistas, etc, quem promove e assume descaradamente as divisões identitárias.
Homens contra mulheres, homossexuais contra heterossexuais, jovens contra velhos, funcionários do estado contra privados, escolas públicas contra escolas privadas, xenófobos contra xenófilos, racistas contra antirracistas, brancos contra pretos, toda a sociedade é primorosamente seccionada em talhadas e abastecida com discurso de ódio, repleto de adjectivos tremendos.
A esquerda não faz isto para promover a igualdade, como muitas pessoas ainda acreditam, mas justamente para a perpetuar e assim garantir a permanência no poder. Com a sociedade totalmente dividida, os distintos grupos são todos "minorias" e portanto viram-se para o bondoso Estado, em busca de benesses, migalhas e protecção.
Está a acontecer cá, mas já acontece há anos nos EUA e em alguns países europeus.
A promoção da imigração muçulmana na Suécia, por exemplo, obedeceu fielmente a esta cartilha maquiavélica.
Pagaremos todos por isto. Já estamos aliás a pagar, com o ódio a espalhar-se."