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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Vem aí uma crise com a dívida portuguesa em 120% e a da Alemanha em 60% do PIB

É claro que a Alemanha tem a culpa toda bem como todos os outros países que têm uma dívida inferior à nossa.Eles vão poder dar corda a uma política orçamental expansionista, deixando aumentar o défice e a dívida. Já nós com a dívida elevadíssima, o défice a depender da elevada carga fiscal e de serviços públicos subfinanciados estamos à mercê do que aí vier.

Claro que os 50 mil milhões que a Alemanha se propõe injectar na sua economia também anima a nossa, as nossas exportações muito dependem do mercado alemão e do mercado da UE.

Estivemos a viver da política monetária do Banco Central Europeu agora, vamos passar a viver da política orçamental expansionista da UE.

E é isto, enquanto a nossa economia não crescer decentemente estamos dependentes do que acontece com os nossos parceiros europeus.  

E há quem queira sair.

Abençoado Euro e santo Banco Central Europeu

Para compreender o efeito do QE ( quantative easing) na dívida pública portuguesa, basta dizer que em 1990 tínhamos uma dívida pública de 55% do PIB mas pagávamos em juros da mesma 8,1% do Produto.

Agora, com mais  de 120% de dívida pública em relação ao PIB, pagamos apenas 3,5% do PIB por esses juros!

Lembram-se daqueles que tinham solução para restruturar a dívida e que punham as pernas dos alemães a tremer ? E que "não pagamos"? Por onde andam tais cérebros ?

O tempo dos juros baixos acabou

Má notícia para quem como Portugal tem dívida elevada. O tempo dos juros baixos acabou 

É importante continuar com uma política de prudência. Esperemos bem que não, mas imaginemos que daqui a um, dois ou três anos temos uma nova crise: se continuarmos com uma dívida pública tão elevada, isso vai ter consequências, nomeadamente vai diminuir a margem [de gestão] dessa crise. Mas o que se fala para o Estado também se fala para as empresas e para as famílias. Desendividaram-se muito nos últimos anos, mas também têm de continuar.

Portugal está mal classificado no défice e na dívida no panorama europeu

Quando comparamos o défice e a dívida com o panorama europeu percebemos que estamos mal .

Segundo o Eurostat, 12 Estados-membros da União Europeia registaram no ano passado um excedente orçamental. O valor mais elevado foi o de Malta, que teve um superavit de 3,9%. A Alemanha registou um excedente de 1,3% do PIB e a Grécia também já tem as contas no positivo, com um superavit orçamental de 0,8%.

No que diz respeito à dívida pública, apesar da descida registada em 2017, Portugal permanece entre os países mais endividados da Europa, surgindo no terceiro lugar da tabela e por isso também a vermelho no mapa. 

A Grécia é o país mais endividado, com 178,6% e Itália é o segundo, com uma dívida pública de 131,8% do PIB. De entre os 28 Estados-membros, 15 apresentaram em 2017 rácios de dívida superiores ao limite de 60% do PIB, imposto pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento.

Se a crise chegar ( e vai chegar) estamos mal preparados para a enfrentar . Mais uma vez .

Corremos o risco de não corrigir o aumento da dívida (2)

O governador do BdP Carlos Costa .

É, por isso, necessário fazer mais. “Temos de ter consciência de que estamos a seguir para o patamar seguinte, onde se estabiliza o nível de dívida, mas não estamos a reduzi-la”, nota o governador. E “dívida em cima de dívida significa menor capacidade de absorver perdas”, acrescenta.

"O que acontece é que hoje estamos no ponto em que corremos o risco de não corrigir a trajetória” observada até agora [de aumento da dívida].”

A descer para cima

Da série: a descer...para cima"

"O Banco de Portugal revela ainda que a dívida pública líquida de depósitos das administrações públicas registou um aumento de 4,6 mil milhões de euros em relação a 2016, totalizando os 223 mil milhões."

Lembram-se de em meados de 2017, eu ter escrito um artigo a explicar os "pagamentos" de dívida ao FMI? Que eram uma mera troca de dívida e de credor mas que na realidade não havia dívida a ser paga?

Lembram-se quando o governo e os jornais e jornalistas a ele afectos, faziam paragonas e aberturas de telejornais a dizerem que o governo estava a pagar e a fazer baixar o total da dívida, e eu aqui dizia que era mentira, que eram meros expedientes de efeito temporário e que a dívida continuava a subir?

Lembram.se quando o governo ao longo do ano, somente falava dos períodos em que a dívida baixava, e não explicava que era só momentaneamente e por curto espaço de tempo, e escondia a sua subsequente e obrigatória subida?

Lembram.se de eu ter explicado que tais oscilações não passavam do regular processo de vencimento de dívida antiga, pagamento, e seu necessário e subsequente refinanciamento, mas que no final do ano é que se fariam as contas?

Lembram-se de eu vos ter garantido sem a menor dúvida que no final do ano de 2017, o total da dívida seria maior que o valor final de 2016?

Lembram-se de um ter dito que no mínimo teríamos no final de 2017, entre mais 4 a 6
mil milhões de acréscimo na dívida líquida?

Pois como podem verificar, o BdP confirmou hoje, exatamente tudo o que então falei e previ.

Já agora, aproveito para relembrar, que, independentemente das manobras contabilísticas e da propaganda que o governo irá fazer ao longo de 2018, com a ajuda da CS ao seu serviço, com os famosos "pagamentos" de dívida, e com os períodos em que a sua oscilação for de descida, mas ocultando os períodos de subida, garanto-vos que no final de 2018, o total da dívida líquida, irá ser superior ao total registado no final de 2017. No mínimo serão mais 1,5 a 2 mil milhões.

Mas poderá até a ser muito mais, consoante o que ainda irão ter que injectar na CGD, no fundo de resolução bancária, e......no Montepio.

Sim falei Montepio. Preparem-se para a brutal factura que mais tarde ou mais cedo, virá à superfície.

É só uma questão de tempo. Podem dar as voltas que quiserem, que só andam a tentar ganhar algum tempo para atrasar o estouro que ali já aconteceu há muito tempo, mas que andam somente a tentar varrer para debaixo do tapete. O lixo está lá, sabe-se que está lá, mas andam todos a fazer de conta que não sabem que ele está lá.

Caros contribuintes, em 2018, preparem as vossas carteiras, para verem mais uns milhares de milhões do vosso dinheiro a voar pelo sorvedouro e autêntica máquina, estatal, de fazer dívida que é o Estado português.

Vai uma aposta?

Grande trambolhão a dívida está 2 mil milhões mais alta

Está é mais elevada do que em Outubro do ano passado mas isso não interessa nada.

Esta foi a segunda descida consecutiva, depois de três meses seguidos de agravamento, que elevaram os níveis da dívida pública acima dos 250 mil milhões de euros.

A queda acentuada do endividamento público era já expectável, tendo o Governo alertado mesmo para o "trambolhão" que iria ocorrer este mês. Apesar do alívio registado em Outubro, a dívida pública situa-se mais de 2 mil milhões de euros acima do valor registado no mesmo mês do ano passado.
 
O que é que não percebem ? Primeiro sobe e depois desce, fica acima do ano passado mas a isto chama-se um trambolhão no "pós verdade" do governo.
Como é que a dívida pode descer em valor absoluto se o frágil crescimento da economia é comido pelas reivindicações do PCP e do BE ?
 
E o enorme aumento de impostos mantém-se agravado pelos impostos indirectos, já não há margem para mais aumentos embora a imaginação neste campo não tenha limites como se viu recentemente no caso da taxa sobre as energias renováveis e no agravamento da derrama sobre o IRC.
 
E é isso, é preciso ter cuidado com o trambolhão, ainda nos magoamos .