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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Quem prefere políticas distributivas fica preso a rendimentos decrescentes

É o que está a acontecer a Portugal. Virado para o pequeno mercado interno e não para o exterior rico e em crescimento.

Com o nível de dívida pública que os portugueses acumularam (consequência do distributivismo das políticas públicas sem a capacidade competitiva que gerasse o crescimento económico necessário para financiar essas políticas públicas), nem os portugueses nem o país estariam melhor sem o contributo do Banco Central Europeu e de Mario Draghi, que baixaram a taxa de juro e ofereceram liquidez aos sistemas bancários. Sem a liberdade de circulação de capitais, mercadorias e serviços da União Europeia, as empresas portuguesas não teriam o mercado para onde podem fazer crescer as suas exportações, libertando-se do constrangimento do pequeno mercado interno. Sem a moeda comum, Portugal estaria obrigado a desvalorizar a sua moeda e a sofrer as consequências da redução dos seus rendimentos reais provocada pela inflação associada à desvalorização.

Há água em Portugal

Temos água está é mal distribuída. Há que estabelecer conexões entre os pontos do país onde há água e os que não têm água. E não pode ser por camião que arrasta enormes perdas.

A par com o Alqueva, esse colosso de água temos ainda, em termos de bacias hidrográficas e sem falar em águas subterrâneas, outras menos expressivas mas, em todo o caso, importantes: bacias do Arade, do Ave, do Cávado e costeiras, do Douro, do Lima, do Mira, do Mondego, das ribeiras do Algarve, das ribeiras do Oeste, do Sado e do Tejo.

Todas as águas superficiais destas bacias somam a bonita quantia de cerca de 11 mil milhões de metros cúbicos comportados (possíveis).

Em todo o caso e para além destes recursos superficiais ainda existem os recursos hídricos subterrâneos. Uma parte da água de consumo (cerca de 30%) vem de fontes subterrâneas.

Assim, o que nos falta está muito mais do lado da interconexão entre pontos sendo ou devendo ser este um dos caminhos, senão o principal, que deve presidir à gestão dos recursos hídricos. A interconexão dos sistemas o homem pode dominar. A chuva, admitamos que é complexo. O stock de água rompe, então, não por falta de água no sistema total continental mas porque há vários subsistemas descentralizados e o stock descentralizado sofre as penalizações da não comunicação com um “centro” que, neste caso, será uma outra rede com excedentes ou com stock não depauperado. Não rompe só por falta de chuva ou por falta de água. Como se viu, existe água.

alqueva.jpg

 

Água pública ou privada ? 400 milhões de litros/dia desperdiçados

A discussão anda à volta da propriedade pública e da gestão privada da água. Mas o que se devia discutir é como acabar com o desperdício. Porque há milhões de litros de água desperdiçados por dia.

Porque sendo a propriedade pública ( sem discussão) já a sua captação e distribuição deve ser entregue a quem a  coloca junto aos consumidores ao preço mais baixo e com melhor qualidade. Mais uma vez é raciocinar a partir do interesse dos cidadãos e não a partir da dicotomia público/privado. Que no momento do pagamento da factura não tem qualquer interesse para o cidadão.

E a factura só baixa se se reduzir o desperdício o que exige investimento que as câmaras não cumprem. Umas por falta de dinheiro outras por que não são sujeitas a nenhuma penalização.

O problema da água é tão somente este.

sustentabilidade-dia-da-agua.jpg

 

O estado social distribui hoje mais do que em 2008

Produzir o suficiente para as necessidades já o  capitalismo deu resposta. O problema está na distribuição. Apesar de nunca na humanidade tanta gente ter tido esta qualidade de vida e durante tanto tempo, a verdade é que as desigualdades persistem. Veja- se o que Passos Coelho afirma e que é fácil de comprovar. O estado social distribui hoje mais do que em 2011. Não é esta a imagem que se tem da realidade.

O sistema de distribuição, maioritariamente entregue ao estado, não funciona. É também por esta razão que os ricos estão mais ricos. Porque a distribuição se faz, não por quem precisa, mas por quem mais grita e por quem tem mais força negocial. É isto que se discute nos países mais ricos e mais justos. Ao contrário, em Portugal discute-se o empreendorismo, a criação de riqueza. Porque se o estado viver de impostos, subsídios da UE e dívida pública, distribui como quer ou como as corporações que vivem do orçamento deixam. Já não é assim se uma parte importante da distribuição estiver nas mãos de quem produz.

Em todos os países onde o estado tomou como suas a criação e a distribuição de riqueza pariu, sem excepção, sociedades miseráveis e profundamente desiguais. E, como consequência, ditaduras sem as quais não vergariam os povos. Está aí a realidade para quem quer ver.

O estado é um mecanismo de distribuição de dinheiro

Vai buscá-lo aos contribuintes. E depois distribui-o segundo a força das corporações que o dominam. O primeiro a "abichar" é o próprio estado. Quanto maior com mais dinheiro fica. E quem parte e reparte e não fica com a maior parte ou é louco ou não tem arte. Dizem os antigos e os conhecedores. Ora o estado de parvo não tem nada.

O Estado é um mecanismo de distribuição de dinheiro. Cobra-o aos que pagam impostos (em tons de cinza e dor). Entrega-o aos beneficiários da despesa pública (em lume quente e sonoridades de ciúme). Cobra a todos. Entrega a uns tantos. Tem duas justiças. A dos que pagam (queriam menos). A dos que recebem (queriam mais). No paço, as sombras das corporações ocupam o palco e o cantor, muitas vezes, canta a música que lhe ditam, em notas de benefícios desproporcionados.

O risco de pobreza caiu em Portugal

Embora mantendo-se abaixo da média, o risco de pobreza baixou . A austeridade está a pesar nos que mais têm. E a riqueza a ser melhor distribuída. Parece ser a conclusão lógica. Este valor permanece acima da média europeia (24,8%) mas é inferior aos 26% registados em 2008, antes da Grande Crise, altura em que o valor de Portugal era quase dois pontos e meio superior ao da média da UE-28, de 23,7%.

Os que andam por aí em manifestações a exigir não são os pobres. E o estado ter muito dinheiro para gastar não tira os mais pobres da pobreza.

Claro que isto deve ser mais uma conclusão "incompreensível".

Tem a certeza que sabe o que se passa no Estado Social?

O Primeiro Ministro aprofundou a análise da distribuição dos dinheiros públicos que sob a forma de subsídios, pensões e outros benefícios são dirigidos aos cidadãos. E chegou a este resultado que só é surpresa para quem acredita em sistemas únicos e fechados.
Os 20% de pessoas mais ricas do país recebe 33% dos  benefícios distribuídos.
Os 20% das pessoas mais pobres do país recebe 13% dos benefícios distribuídos.
É isto o que os que se arrogam de defensores do estado social realmente defendem. Um sistema injusto, desequilibrado, senão mesmo corrupto. Andamos todos os que trabalham a sustentar os que  conhecem  os buracos na lei, colocados estratégicamente , ou que têm alguém bem posicionado para canalizar os dinheiros públicos para situações conhecidas de bem poucos.  E este sistema alimenta-se por dezenas de anos, sem qualquer escrutínio, não há instrumentos de análise, de comparação por forma a corrigir estas situações . E não há sistema nenhum que se regenere a si próprio, como é óbvio e sabido.


Tem a certeza que sabe o que se passa no Estado Social?

O Primeiro Ministro aprofundou a análise da distribuição dos dinheiros públicos que sob a forma de subsídios, pensões e outros benefícios são dirigidos aos cidadãos. E chegou a este resultado que só é surpresa para quem acredita em sistemas únicos e fechados.
Os 20% de pessoas mais ricas do país recebe 33% dos  benefícios distribuídos.
Os 20% das pessoas mais pobres do país recebe 13% dos benefícios distribuídos.
É isto o que os que se arrogam de defensores do estado social realmente defendem. Um sistema injusto, desequilibrado, senão mesmo corrupto. Andamos todos os que trabalham a sustentar os que  conhecem  os buracos na lei, colocados estratégicamente , ou que têm alguém bem posicionado para canalizar os dinheiros públicos para situações conhecidas de bem poucos.  E este sistema alimenta-se por dezenas de anos, sem qualquer escrutínio, não há instrumentos de análise, de comparação por forma a corrigir estas situações . E não há sistema nenhum que se regenere a si próprio, como é óbvio e sabido.