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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O combate à pobreza

Fomos pobres, somos pobres e seremos pobres a não ser que o caminho seja outro.

O combate à pobreza só será eficaz se, em vez de nos preocuparmos com o combate aos ricos, investirmos fortemente na educação ao mesmo tempo que se estimula o crescimento económico.

Só um investimento do Estado na educação, acompanhado da criação de medidas que estimulem o crescimento económico, é que permitirá arrancar Portugal à sua pobreza.

E o crescimento económico só se fará com uma economia de mercado forte porque dotada de empresas e empresários fortes, sem medo de investir e desenvolver os seus negócios, o que só pode acontecer quando a burocracia e a carga fiscal deixarem de constituir obstáculos ao desenvolvimento da economia por parte da iniciativa privada.

António Costa quer ser o conditiere estar sempre no poder

António Costa casou com o BE e o PCP durante quatro anos mas agora quer voltar a ser solteiro. Se a maioria for com a direita ( 116 deputados) junta-se à direita se não volta para os braços da esquerda.

Quer ser o conditiere da política portuguesa, estar sempre no poder. Da mesma forma que derrubou o muro levando para o governo os dois partidos da esquerda também levou a direita a erguer um muro. O PS é de esquerda.

E se o PS é de esquerda tem que comportar-se como tal, não pode cantar loas à União Europeia que o PCP e o BE repudiam e, no resto da semana , deitar-se com os pretendentes .  O PS não se importa de se deitar à vez ora com a esquerda ora com a direita cabe às noivas repudiar o promíscuo.

É que a esquerda quer continuar a aumentar a despesa pública mas a direita tem como prioridade aumentar a riqueza  (Aqui, lá está, é uma questão de prioridade política. Eu entendo e gostava de convencer o meu país de que o nosso Orçamento pode equilibrar-se também pelo lado do crescimento da riqueza e não só pelo controlo da despesa. Porque a que é que leva esta visão ortodoxa? Leva a que, como já não há mais por onde cortar, comecem a cortar nos serviços essenciais.) .

E como a carga fiscal já é a maior de sempre não se vê como é que o promíscuo vai tentar a noiva por agora  abandonada.

O Expresso recrutou Louçã ( porquê ? )

O OBSERVADOR É BOM PARA A DIREITA?

Para mim a resposta é claramente NÃO, não é.

A direita, ou melhor, as direitas, em Portugal são um poço de problemas, o Observador como um jornal moderno, quase que revolucionario para o ambito nacional, poderia e parecia querer ser um elemento para ajudar à resolução daqueles problemas, mas na verdade vem acontecendo precisamente o contrario, não só não ajuda à sua resolução, como parece agravar aqueles problemas.

A nossa direita tem problemas com traumas antigos e recentes que tem de encarar e ultrapassar. A nossa direita há muito deixou de pensar, preferindo ruminar as suas frustrações. Esta direita não irá a lado nenhum enquanto for a direita de alguns interesses e não a direita dos principios, só com base em principios a direita pode vir a traçar uma estrategia vencedora, até lá ela será apenas a dos leitores que se comprasem em ler Alberto Gonçalves ( que aliás afirma que não é de direita), pensando para eles proprios "somos optimos e havemos de dar cabo de todos esses comunas corruptos e incompetentes".

Porque o Observador tem culpa? Porque se a nossa direita é incapaz de ler a realidade, é pouco culta, traumatizada, não tem nem ideias, nem principios, nem projecto, o Observador ou é um instrumento de melhoria dessa direita ou é um logro. Hoje, julgo que é claramente um logro.

Se eu fosse dado a teorias da conspiração, diria até que um jornal "cheio" de gente que vem da extrema esquerda, até mesmo daquele partido que se dizia estar ao serviço da CIA, um jornal assim, tem tudo para ser um "infiltrado" ao serviço da Internacional Socialista, ou de outros projectos de esquerda mais radicais.

Claro que não acredito naquela conspiração, o que até certo ponto é ainda mais grave, porque não sendo assim, resulta que o Observador trabalha para a esquerda mas de graça, ou melhor, pago pelos seus acionistas e assinantes.

Esta "radicalização verbal" tem vindo a crescer de uma forma lenta, quase imperceptivel, ao longo da curta vida do Observador. O Passismo terá tido grande culpa neste processo, não intencionalmente, mas pela mentalidade que foi criando.

Para o Observador ser útil à direita teria de a ensinar a pensar, em lugar de dar prioridade a insultar a esquerda, apenas porque isso é mais facil e vende. Teria que discutir ideias e projectos, para depois ajudar a traçar as estrategias e a as desenvolver. A simples masturbação de equivocos auto-congratulatorios, pode ser comoda mas não leva a lado nenhum, para além do crescimento da esquerda.

É neste quadro que o Observador acaba por ser negativo para a nossa direita, porque como tem fama de ser radical, sem o ser de facto, tudo quanto defenda é logo considerado pelo mundo exterior como "inaproveitavel", mas, ao mesmo tempo, abre as portas a reportagens e artigos de opinião de esquerda (estes, muitas vezes os mais ponderados do jornal, juntamente com os de Espada). Ou seja, não "educa" a direita, e com o seu tom-radical não atrai e até afasta o centro, tornando assim impossivel a construção de uma imagem credivel do jornal fora da sua área de influencia directa.

Li recentemente o livro de Nuno Garoupa sobre a direita portuguesa, subscrevo quase tudo o que nele é dito, e é muito e muito polemico, só que sou menos pessimista do que ele, não porque pense que a nossa direita é melhor do que ele diz, mas apenas porque ela é tão má, tão má, que lhe bastaria ser razoavel para poder ter sucesso e isso talvez seja possivel a medio prazo.

O país precisa de ter direitas, que consigam ver a realidade, que tenham ideias e ideais e que a partir daí construam projectos mobilizadores. Até agora o que fez o Observador por isso?

Tudo isto é tanto mais grave quanto acontece na mesma altura em que o Expresso, tradicionalmente um jornal do centro, virou claramente à esquerda. Não foi apenas o recrutamento de Louçã (porquê??), nem só os artigos de Santos Guerreiro, quase tudo no jornal virou à esquerda, com a honrosa excepção de Ricardo Costa, que mantem a sua posição ao centro, agora isolado.

Os tempos continuam dificeis para a direita em Portugal, mas continuo a pensar que pelo menos 90% da culpa é apenas dela mesma.

Texto alt automático indisponível.
 
 
 

Sem medo de ser de direita

DIREITA. Em Portugal, cada um interpreta o fenómeno Bolsonaro como mais lhe interessa. O grau de conexão com a realidade é o menos. Toda a Esquerda e o Centro, apostaram fortemente pelo PT (um partido de Esquerda tipo BE, que tinha como candidata a vice-Presidente a líder do PCdoB, comunistas). Gente de pergaminhos democratas, defendendo um a Venezuela e outro Cuba. Pois. E para todos eles Bolsonaro era a Extrema-direita, o fascismo. O facto de terem chamado isso a Freitas, a Cavaco, a Passos Coelho, a Merkel, a Trump... não os envergonha. Já o Centro-Direita mostrou a sua subjugação ao pensamento esquerdista. Se o PS diz que o outro é fascista, é porque é.

E então alguns CDS e alguns PSD atrevem-se a dizer que não votariam. Para escândalo de alguns arruaceiros de Esquerda que exigem o pensamento único. E mais uma vez não há Direita. No Brasil a Direita que não quer ser centro, que não quer ser socialista, juntou-se e ganhou. Ao contrário do que se diz no artigo, há um forte peso Liberal na Direita brasileira. Tal como há um forte peso Conservador... mais popular, mais religioso, mais nacionalista. Mas na realidade a solução Liberal-Conservadora só está na Extrema-direita para o socialismo que teme a sua popularidade.

É esta Direita que vai dar um caminho diferente ao Brasil. E é esta Direita, sem medo de ser de Direita, que nos falta em Portugal. Santana Lopes? Ou alguém que surja da Aliança? Ou noutro lado? “Ainda é Cedo”

Aliança com a Democracia

Mais vozes mais Democracia. Mais sociedade civil mais Democracia.

A direita democrática Portuguesa tem de gritar bem alto o seu compromisso com o Estado de Direito, com a defesa dos direitos fundamentais, com a defesa da soberania e da identidade cultural do País, com a segurança dos seus cidadãos e com a garantia da economia de mercado e da livre iniciativa privada.

Ao Estado estará reservado o papel (fundamental) de assegurar que todos estes valores não sejam postos em causa por quem quer que seja.

Por isso, cabe à sociedade civil (ainda deficitária em Portugal) desenvolver o País, criando a riqueza necessária para fazer de Portugal uma sociedade feliz, porque sociedades pobres são e serão sempre sociedades tristes e enfadonhas.

Não é o Estado que gera riqueza e emprego, mas sim as empresas privadas enquanto expressão de uma economia de mercado ancorada numa sociedade civil livre.

E sem uma sociedade civil livre não há verdadeira democracia.

 

A oferta em bandeja de ouro ao PS do centro político

É o que acontecerá se o PSD for empurrado para a direita e disputar o eleitorado natural do CDS. E é esta a razão primeira da guerra que Rio comprou dentro do seu próprio partido.

Voltemos às razões estruturais para a contestação interna a Rui Rio. A primeira tem que ver com a máquina partidária. Há demasiada gente instalada e que vive basicamente à custa do partido (seja por poder exercer influência, seja por empregos diretos, seja por outra razão qualquer) que se sente ameaçada pela previsível mudança. Por outro lado, a máquina está alinhada, o que é normal, com a estratégia de posicionamento do partido dos passistas. Mudar a máquina de alto a baixo é muito difícil, se não impossível. Mais uma vez, Rio terá de ganhar o partido de fora para dentro. Ou seja, há uma parte da máquina que terá de ser mudada, mas há outra parte que será convencida se o presidente do partido mostrar que pode ganhar eleições com um novo posicionamento político.

E é aqui que entra a segunda parte da razão da contestação a Rui Rio. Há um conjunto de pessoas que acredita que o PSD deve ser claramente de direita - os deputados rebeldes dividem-se entre os que já perceberam que vão perder o lugar, os aparelhistas e os que defendem a viragem à direita.

PCP embrulha PS no "pacote da direita"

Os avanços conseguidos devem-se ao PCP e as suas limitações ao "pacote de direita" PS, PSD e CDS .

Reagindo à promulgação pelo Presidente do Orçamento do Estado, os comunistas colocam o PS no pacote dos “partidos da direita”. “Nos limites e insuficiências do Orçamento do Estado para 2018, estão bem visíveis, as opções estruturais do PS e que convergem com opções e práticas do PSD e CDS”, afirma o PCP, em comunicado, onde também insiste em que “a resposta aos problemas do país não está no regresso a um passado de agravamento da exploração e do empobrecimento, não está na continuação da política de direita seja pela via do PS, seja por via do PSD ou do CDS, seja ainda em torno de um aclamado consenso entre estes partidos que consagraria tal política”.

Isto porque segundo o PCP é preciso reforçar a votação na CDU para ir mais além. Só que como se viu nas últimas eleições o povo não quer ir mais além. E como bem diz o PCP " é o povo quem mais ordena" .

O que é que marca a diferença face às esquerdas ?

São os caminhos não são os objectivos e muito menos a natureza das pessoas . Entre o ser bom e o ser mau para os outros. Entre dois wisquies e um arroto e uma tirada sobre a justiça social.

Ser ministro há vários anos e a sua principal defesa é "não saber nada" não é de esquerda nem é de direita. É cobardia. Entre o roubo da "Raríssimas" e as mortes dos incêndios está o Estado e os seus serviços que não funcionam. Indigência, incompetência, entrar às nove e sair às cinco . Todos iguais todos medíocres.

"Onde a esquerda nos prepara para viver protegidos do mundo global e competitivo, nós ambicionamos vencer nesse mundo. Onde a esquerda receia a inovação e a mudança, nós aceitamo-las com abertura. Onde a esquerda desconfia da iniciativa, nós confiamos em quem quer subir na vida. Onde a esquerda limita a liberdade individual e empresarial, nós queremos alargar a liberdade de cada um escolher o seu projecto de vida. Onde a esquerda pede à Europa de Centeno que se resolva e que aprove mais regulação, nós exigimos à Europa que acabe com tanta regulação. Onde a esquerda olha para os serviços públicos como dogmas de funcionalismo público, nós queremos aperfeiçoá-los em benefício dos utentes. Onde a esquerda apregoa o igualitarismo e o facilitismo, nós pugnamos pela igualdade de oportunidades e pela exigência. Onde a esquerda descura a negociação de directivas, nós não queremos o Governo a importar mais burocracia. Onde a esquerda defende mais Estado, nós queremos um Estado mais justo.

O que nos diferencia das esquerdas é precisamente esta ideia de abertura à mudança, porque a grande questão do nosso tempo é precisamente esta: como reagimos à mudança? Com abertura ou com medo? A nossa aspiração deve ser a de um país aberto ao mundo, a de uma sociedade aberta ao novo, a de uma economia aberta à concorrência, na convicção de que só uma atitude de abertura nos permitirá vencer, crescer, num planeta mais competitivo e global. Não podemos ser espectadores receosos da mudança, temos de ser líderes nesse processo, processo que a Europa (de que Centeno será um rosto) tem vindo a perder para a América e a Ásia. 

Acossado pela direita e sem apoio na esquerda

O PCP já há algum tempo que disse com todas as letras que não quer mais acordos com o PS e o discurso do BE em matéria de energia renováveis passou a papel selado a morte da solução comum.

Perdido o apoio da esquerda o PS volta-se agora para a direita. Começou com António Costa " O Governo quer uma relação normal e tranquila com o principal partido da oposição". Continuou com Carlos César : " O país precisa de outros consensos e de consensos mais vastos ". E Pedro Nunes Santos, " Em matérias estruturais vamos procurar o PSD e o CDS ". E Maria Manuel Leitão :" Desejo que com o futuro líder do PSD seja possível um entendimento".

O PS não quer chegar às eleições de 2019 colado ao PC e ao Bloco, previsivelmente para onde o PSD o quererá empurrar.

Sem apoio da esquerda o PS quererá ocupara o centro, onde se ganham eleições, antecipando-se ao PSD .

O PS quer agora aliar-se a um partido a quem impediu a governação depois de ter ganho as eleições . Largar a bóia que o salvou no curto prazo e agarrar-se a uma bóia que o salve a longo prazo.

Um governo que vai de trapalhada em trapalhada e que vai estar em perda e agonia lenta até ao final da legislatura. Daqui para a frente só há dragões. Remodelar ou fazer eleições antecipadas talvez não fosse má ideia até porque o PSD continua sem secretário geral e só o terá lá para Março.

O PSD a dar tempo ao PS que bem precisa dele.

PS : a partir do Expresso

O PS é de direita diz Jerónimo de Sousa

Como o PS no essencial perfilha os tratados europeus para o PCP é de direita. Não há volta a dar. Quem não pensa como o PCP é reaccionário e de direita . E são 80% dos portugueses.

...referiu que a resposta plena aos "problemas continua muito condicionada pelo limitado alcance das opções do Governo minoritário do PS que, nas questões mais estruturantes e fundamentais, continua a pautar-se pelas grandes orientações da política de direita".

"Por exemplo, vir afirmar, como o senhor ministro das Finanças afirmou, de que a dívida é sustentável, fugindo à questão de sabermos que temos uma das maiores dívidas do mundo e um serviço da dívida que constitui uma autêntica sangria desatada, já que pagamos oito mil milhões de euros só em juros.

É, claro, que se a economia crescer mais e a taxa de juro descer a dívida é sustentável mas, para isso, é necessário fazer o trabalho de casa que não agrada ao PCP . Como suster o défice e controlar a despesa do estado. Daí até crismar o PS de direita vai um saltinho .

Ser de esquerda é quando um comunista quiser