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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O governo não diz quem é que ficou com o dinheiro da CGD e do BES

Provavelmente são os mesmos nos dois bancos assinala Rui Rio . Mas o governo não diz quem são. Esse dinheiro era mais que suficiente para equilibrar o orçamento da saúde e aumentar os funcionários públicos.

"Por que é que o Governo se recusa a dizer quem foram os credores que ficaram com o nosso dinheiro?", questionou Rio, explicando que "repor o poder de compra dos funcionários públicos custaria 300 milhões de euros" e "só na CGD e no Novo Banco o Estado meteu um total de oito mil milhões de euros", o que "são 25 vezes mais do que os 300 milhões de euros".

Mais uns milhões para a RTP

Rui Mendes Ferreira
41 min ·
SAPO Vídeos
·
 

Fechem-na, privatizem-na, vendam-na, ou ofereçam-na grátis! Porra.

Mas por favor, haja alguém com coragem para retirar esta canga (a somar a muitas outras) de cima de nossos pescoços, e de uma vez por todas. Porra!

Esta miserável e inútil empresa só de Taxas cobradas na factura da EDP, roubou-nos em 6 anos, mil milhões de euros.

E chamo a vossa atenção, que nestes montantes, não estão ainda incluídos as centenas de milhões de euros, saídos dos cofres do dinheiro público, provenientes dos nossos impostos, que andam há dezenas de anos a ser literalmente para lá despejados, desbaratados e esbulhados, através do Orçamento de Estado.

Só através do OE, e das dívidas desta empresa que o erário público teve que assumir, foram já vários milhares de milhões de euros. Têm sido milhares de milhões de euros, desde que passaram a existir televisões privadas que conseguem fazer exactamente tudo o que a RTP faz, muito melhor e a mais baixo custo.

Pensem bem no seguinte:

Mil milhões confiscados directamente dos nossos bolsos, só em 6 anos. para sustentar um cancro do regime, ao serviço dos interesses e da voz do dono que num dado momento governa, e autêntico albergue de boys, chulos, e parasitas.

Sabem quantos hospitais se podiam construir em 6 anos, com mil milhões de euros, e que ficariam pagos em 6 anos, sem empréstimos, e sem mais dívidas para as seguintes gerações? Sabem quantos centros de saúde comunitários podiam ser construidos e manter a operar?

Sabem quantos médicos mais podiam ser formados e contratados, com mil milhões de euros? Para que de uma vez por todas, todos os cidadãos tivessem acesso a um médico de família?

Sabem quantas consultas, quantos tratamentos, quantas operações, podiam ser realizadas com mil milhões de euros? Para que de uma vez por todas deixássemos de ter listas de espera e doentes anos seguidos à espera de uma consulta ou de um tratamento ou de uma operação,

Sabem quantas camas mais podiam existir nas enfermarias, com mil milhões de euros? Para que de uma vez por todas deixássemos de ter a pouca vergonha que são as centenas de doentes em macas nos corredores dos hospitais?

Pensem bem em tudo isto, nas opções que já há muito devíamos ter feito, e nas decisões que por cobardia, ou interesses pessoais e partidários, ninguém quer tomar.

Descongela mas não há dinheiro

Dia 15 de Dezembro recomeçam as reuniões entre o Ministério da Educação e os sindicatos. O objectivo é o descongelamento das carreiras e a contagem do tempo congelado.

O Ministro da Educação nesta entrevista veio dizer o que se adivinhava. Descongela mas não há dinheiro. O governo não pode avançar para a decisão a curto prazo e daqui a uns tempos ter que congelar novamente tudo. Até porque há, mas isso já é da conta do primeiro ministro, outros profissionais que também querem o mesmo. 

E deixa um aviso: "temos de criar as condições para que no dia 31 de dezembro de 2018, de 2019, de 2020 ou a 31 de dezembro de 2025 não tenhamos de proceder, como país, novamente a um congelamento das carreiras".

Descongelar ao ritmo das possibilidades orçamentais o que, com o nível da dívida, do défice e da enorme carga de impostos não parece fácil. E o crescimento da economia em redução também não assegura a receita necessária. 

Os sindicalistas ficam assim a saber que não há motivos para manifestações nem para greves . A austeridade está congelada mas não acabou, longe disso.

 

Atirar dinheiro para cima dos problemas

Os funcionários públicos já receberam parte dos salários, a GNR quer melhorar a grelha salarial e a rapidez nas promoções, a Frenprof já marca manifestações. A administração pública já anda de dente afiado à procura de mais um bocado. Médicos e enfermeiros marcam greve .

O PS nunca foi capaz de dizer não aos seus apoiantes pelo que o país corre o risco de perder em pouco tempo o que tanto custou a ganhar. E estamos ainda tão longe de atingir os objectivos globais a que o país se propôs.

O crescimento da economia, como todos os estudos apontam, com excepção do governo e presidente da república, é poucochinho e transitório. As exportações estão à mercê do crescimento dos mercados de destino. O programa de compra de dívida do BCE dá sinais que brevemente acabará . Os juros da dívida são superiores três vezes aos juros espanhóis . A dívida não desce. O défice levanta dúvidas lá fora . O desemprego continua nos dois dígitos.

Mas o pior é que tudo aponta para a situação se deteriorar ainda este ano, com 2018 e 2019 com um crescimento bem mais lento. Com o PS é sempre assim, ainda não recebeu já está a gastar. Não foi assim há tanto tempo que Sócrates fez o mesmo e nos levou a bancarrota.

Não aprendemos nada ?

Livro de Sócrates não vende

Não há dinheiro dos amigos, a generosidade acabou . A narrativa para o dinheiro aparecer não cola . Empréstimo ?

O carisma está pelas horas da morte, uma tortura mesmo . A compra de livros a esmo não pode repetir-se dá (deu) nas vistas .Como é que Sócrates cheio de carisma vai explicar o falhanço é que vai ser giro de ver. Aposto que a culpa é do Juiz Carlos Alexandre ( sem ironia)

Pelos dados da GFK, “O Dom Profano” vendeu, nas primeiras três semanas de comercialização, 583 exemplares (pouco mais do que um décimo da obra anterior). Nas mesmas primeiras três semanas, o livro de estreia de Sócrates chegou ao 5º lugar do top de vendas; “O Dom Profano” ainda não conseguiu melhor do que o 58º lugar.

Recorde-se que as vendas de “A Confiança no Mundo” estão sob investigação na Operação Marquês. Segundo os indícios recolhidos pelas autoridades, Carlos Santos Silva, o amigo e financiador de Sócrates, terá canalizado milhares de euros para a compra em massa daquele livro, para garantir que chegaria às tabelas de vendas.

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Mais uma enganada por Sócrates

Não é a primeira nem será a última. Começou com a Fernanda Câncio que escreveu na sua coluna no DN que não sabia que o dinheiro com que o ex-PM pagava as despesas era de um amigo. Se soubesse não teria aceitado a situação. Sempre lhe foi dito que a família tinha meios de fortuna ( cito de memória) .

Com a revelação do processo muitos outros dirão o mesmo. Não sabiam, mas bateram palmas, encheram salas e criticaram quem deles discordava.

Agora também sabemos que o "Abrantes" era mesmo um funcionário pago por Sócrates para dizer bem dele e do seu governo . E, evidentemente, o dinheiro vinha de uma conta pertencente a um tal Mão de Ferro, arguido no Processo Marquês. Nunca é como nos é contado, há sempre um tio, um primo, uma ex-namorada, um amigo, um amigo de um amigo...

E dinheiro, muito dinheiro...

Isabel Moreira: ‘Sócrates teve um comportamento que é eticamente condenável

 

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Perdi o prazer de gastar dinheiro

Agora quando me alargo num bom restaurante fico a matutar no dinheiro que gastei. Lá se vai metade do prazer. É a isto que se chama insegurança face ao futuro do país ? Ou sou eu que vou para velho ?

Antigamente gastava e não se falava mais nisso. Nunca fui de gastar em carros por exemplo, talvez porque na minha profissão no pacote remuneratório incluía o uso de um carro da empresa. Por isso nunca tive uma bomba embora tivesse usufruído de bons carros. Mas chapa ganha chapa gasta foi o padrão.

Ao longo da vida fui comprando a casa onde vivo, construí uma casa na praia e um apartamento para rendimento. O resto era para o dia a dia. E não se pensava mais nisso. Mas já não é assim. E isso irrita-me e é por ter acordado a matutar no dinheiro que gastei no fim de semana. Não me faz falta, basta compensar nas próximas semanas mas acordei assim. Será por causa da instabilidade fiscal ? Onde é que o governo me vai sacar mais uns impostos ? E os anunciados são mesmo como nos são apresentados?

Recebi uma notificação para pagar uma "taxa municipal para a protecção civil", que não vem no orçamento. Quer dizer para além dos tais impostos que aumentam mas não carregam na carga fiscal, à socapa, apanhamos com estas taxinhas. Sempre que me chega um envelope das finanças ou da câmara fico fulo.

Como querem eles que a economia cresça pelo consumo interno se nos tiram o dinheiro ? Já um homem não pode dormir descansado. Qual vai ser o próximo imposto, taxa ou taxinha ? A mim tiram-me o dinheiro e a alegria. Chega, não ?

 

 

"Mas quem é que põe dinheiro num país dirigido por comunistas e bloquistas?

Não há almoços grátis e António Costa está a perceber à sua custa. O investimento afundou e isso tem como razão o facto de comunistas e bloquistas quererem acabar com o capitalismo e saírem da União Europeia. Quem é que nestas condições põe cá dinheiro ?

E o atraso dos dinheiros da UE e do baixíssimo investimento público ?  "Se se tivesse de mudar de política na prática o parlamento mudava de Governo porque os comunistas e bloquistas não aceitariam um Governo que não estivesse a fazer aquilo que, no fundo, é reclamado por estes partidos da extrema-esquerda".

PC e BE querem sair da UE e da economia social de mercado mas estendem a mão aos subsídios europeus. Quem é que nestas condições põe cá o dinheiro ?

Sem dinheiro não há investimento e sem investimento a economia não cria postos de trabalho nem a economia cresce. E sem mais riqueza não é possível pagar a dívida que cresce todos os dias.

António Costa e os socialistas esperavam o quê ?

Já temos um BES público

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 Pronto, já temos um BES público...a Caixa é nossa. A diferença é que no caso da CGD não há suspeitos nem investigações, nem mesmo vítimas. Paga e não bufes...é tudo muito melhor, mais limpo e mais transparente sem tribunais e sem manifestações ruidosas . 

Não há dinheiro

Gastaram-no à tripa forra e mal na maioria dos casos. Agora andamos aos caídos com medo que a banca vá parar às mãos dos espanhóis. E dos Angolanos.

Isto é tão certo que temos o PCP e o BE a defender a nacionalização do Novo Banco que é só a melhor solução para os banqueiros. Se o Novo Banco for vendido abaixo do montante que os outros bancos lá meteram serão estes últimos a sofrer o prejuízo. Se for nacionalizado serão os contribuintes a pagar.

Só se chega a este extremo porque na verdade não há dinheiro e não sabemos onde o ir buscar. É que onde há dinheiro (US, Alemanha, UK) não há interessados. O tal capital estrangeiro que é preciso como de pão para a boca.

Acresce que a CGD também precisa de aumentar o capital e aí o único accionista é o estado que não tem dinheiro. Vendemos ao capital privado uma parte da CGD  e com o dinheiro assim conseguido compramos a maioria do capital do Novo Banco ? E quem compra a parte da CGD não serão os espanhóis? É que se são lá estaremos onde começamos. No inicio. E sem dinheiro.