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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Entre os 25 maiores devedores da CGD há três clientes mistério

Fizeram tudo para que os devedores milionários da CGD não fossem conhecidos pela nação. A representante da empresa revisora que fez a auditoria veio agora avisar na Assembleia da República que há três clientes mistério grandes devedores.

Os outros sabemos quem são porque eles estão em todo o lado onde há grandes falcatruas . Conhecemos os devedores e os banqueiros que meteram as mãos na massa . Aliás, eles continuam a andar por aí e ninguém os acusa de nada . Bem pelo contrário tudo fazem para os encobrir e manter activos  partilhando o poder. E quem está no poder em Portugal pode muito quando se trata de pescar em águas turvas .

Entretanto no Montepio/ Mutualista o cenário repete-se com o apoio de conhecidas figuras públicas.

Os devedores dos bancos

É preciso vir um banqueiro, ainda que português, dizer com coragem o que os cá de dentro não dizem

.

  1. Há muito que reclamo – tal como outros – que os bancos que tiveram ajudas do Estado devem divulgar a lista dos seus principais devedores. Os banqueiros, a começar no Banco de Portugal, normalmente opõem-se. 
  1.      Esta semana, tivemos esta coisa curiosa: um dos mais prestigiados banqueiros do mundo – Horta Osório, Presidente do Lloyds Bank em Inglaterra – veio dizer o seguinte:
  •        Se há lucros, os accionistas dos bancos beneficiam. Se há perdas, os accionistas têm de assumir as suas responsabilidades e injectar capital.
  •        Se não o podem fazer e o Estado tem de intervir, então é da mais elementar justiça que o país saiba ao menos quem foram os grandes devedores dos bancos que originaram prejuízos, buracos e imparidades.

 

  1.      Foi preciso ser um banqueiro vindo de fora – e um dos mais influentes do mundo – a dizer o que nenhum banqueiro em Portugal ousa dizer, apesar de ser de meridiana clareza e transparência. Afinal, ainda somos muito provincianos.

 

  1.      Esperemos, agora, que o Parlamento mude a lei para que a transparência se afirme em definitivo.

 

Rui Rio : quem são os 50 principais devedores da CGD ?

Esconder os principais devedores da CGD, banco público, é um enorme escândalo até porque somos nós os contribuintes que estamos a pagar o enorme buraco . Qual sigilo bancário ?

"Se agora vierem com subterfúgios do ponto de vista legal, dizendo que não o podem fazer porque a lei não o permite, então podem contar com o apoio do PSD para mudar a lei que não permite que os portugueses saibam quem é que deve tanto dinheiro ao banco público".

Se todos os partidos falam em transparência então a primeira coisa a fazer é mudar a lei que impede essa mesma transparência . Então num banco público onde é que está a dúvida ? Será que a divulgação dos nomes dos devedores nos trás mais surpresas sobre gente ligada aos partidos ?

É esse o medo ?

Os fregueses da CAIXA

Esconde-se a lista dos clientes malparados da CAIXA porque com eles se perceberá em que negócios milionários e ruinosos andou a CAIXA envolvida .

Na PT , em Vale de Lobos , no BCP , no GES há imparidades que resultaram de empréstimos feitos a certas pessoas - sem garantias ou com garantias dadas pelo objecto do próprio empréstimo  ( no que resultava que o risco ficava sempre do lado da CAIXA ) .É preciso agora que do conhecimento abstracto se passe para o conhecimento informado que só pode ser fornecido pela CAIXA .

Ora, como muito bem diz o acórdão do Tribunal, esse conhecimento é mais importante que o sigilo bancário que não pode servir para esconder a verdade material dos factos. É perante esta constatação que a pergunta se impõe . De que têm medo os que querem esconder os clientes que estiveram envolvidos nos grandes negócios do estado ? É porque a grande maioria são do tempo da governação de Sócrates agora em investigação ?

Porque foi com esses empréstimos da CAIXA que se controlaram as Assembleias Gerias de sócios da PT e do BCP. Que se criaram empresas fantasma ( Ongoing) para controlar a comunicação social e que sem a mama da PT logo entraram em falência.

Conhecidos esses clientes relapsos , as suas ligações políticas , os seus amigos milionários, os negócios em que estiveram envolvidos, saberemos muito acerca dos muitos milhões que desapareceram . E saberemos também quem os autorizou naquelas condições com total risco do lado do banco público.

Quem tem medo da verdade ? PS, BE e PCP já não se indignam ? É preciso uma acção potestativa ( que não precisa de apoio na AR ) para que esta questão central na vida do país seja discutida na Assembleia da república ? Vai-se ao ponto da CAIXA não cumprir a determinação de um Tribunal superior ?

E que dizer dos cidadãos deste país que se dizem de esquerda mas que têm medo da verdade ? Esquerda ou canhota ? É que na CAIXA não há ninguém indiciado ao contrário de todos os outros bancos em investigação.

Proteger os segredos da CAIXA passou a ser um desígnio nacional . É preciso avisar a malta !

Se a CAIXA não fosse pública, talvez...

Eis as razões apresentadas para a não revelação pública dos maiores créditos concedidos pela CAIXA . Se não houvesse aquele montante monstruoso de imparidades , se tudo fosse transparente, talvez estas razões fossem razoáveis . 

O argumento para pedir a nulidade do acórdão do Tribunal da Relação que determina o levantamento do dever de segredo da CGD.

“Basta pensar em matérias como o acesso ao crédito, questões concorrenciais, segredo comercial, e mesmo da intimidade da vida privada dos cidadãos e das empresas”, sublinha o Banco de Portugal no mesmo documento.

Ora, tudo isto estaria muito bem e seria de considerar se a reputação do banco público não fosse o que é , se em vez de andar em negociatas milionárias financiasse as Pequenas e Médias Empresas e a economia . Mas do que se sabe é tarde para esconder o rabo do gato escondido.

Banco de Portugal diz que publicação de créditos da CGD trará “ameaças graves”

Alberto Gonçalves (Observador ) : Estratégia A Minha Pátria é a Banca Portuguesa. Excepto quando se encontra à disposição de indivíduos devidamente credenciados pela oligarquia, a CGD é uma instituição sensível que deve ser tratada com consideração e pinças. Perder tempo com irrelevâncias, mesmo que as irrelevâncias incluam, entre habilidades sortidas, as intrujices cometidas pelas mais altas figuras do Estado, é matar a Caixa, é descurar os “enormes desafios que o país enfrenta” (cito um patriota aflito) e é, vendo bem, um acto de traição.

O Banco de Portugal tem medo que se publique a lista de devedores da CAIXA ?

A gente lê e não acredita . Aqueles cinco mil milhões que já foram sete mil milhões e que faltam na CAIXA, não devem ser tornados públicos porque como diz o Banco de Portugal teria consequências gravíssimas .

Mas, então, o banco público que anda a fazer negócios de braço dado com governos e empresas do regime, nem sequer é obrigado a revelar os devedores milionários ? A gente fina que se entretém com dinheiro público fazendo negócios manhosos ? E ninguém discute esta questão ? A balbúrdia na CAIXA é mesmo para abafar os negócios finos ?

É que a CAIXA, contrariamente ao que nos querem impingir (é pública, é nossa) não financia a economia através das Pequenas e Médias Empresas. Isso já é público . São, pois, as grandes empresas e os grandes devedores com as suas imparidades ( uma forma fina de falar em assaltos à mão armada ) que constam na tal lista .

O que é que o Banco de Portugal sabe que o país não sabe ? Quem são os grandes devedores e quem é que autorizou os empréstimos milionários que agora são imparidades ? Têm medo de quê o Banco de Portugal, o governo, a Assembleia da República, o Presidente da República e a Procuradoria Geral da República ? 

Porque é que a lista dos devedores milionários da Caixa Geral de Depósitos assusta um país inteiro ?

Na CGD os amigos são para sempre

 É ver os principais devedores da CGD para se perceber como é o negócio. Conceder crédito a quem já era devedor duvidoso é prática corrente. E como é nossa, pública, vamos pagar.

E não vejo nesta lista os nomes de quem ajudou ao assalto do BCP com o dinheiro da CGD. O CM  avança que a situação tem como consequência a exposição de “mais de 2,3 mil milhões de euros de empréstimos em risco de não serem pagos” que o banco público concedeu. Mais uma festa .

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