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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Todos ralham mas Costa tem razão

Até que enfim que no nosso país há coragem de dizer a verdade. Aumentar a despesa pública é uma calamidade como já se viu quando Guterres chegou ao pântano e Sócrates chegou à bancarrota.

O actual governo com o seu apoio parlamentar fez crescer a despesa pública ( só pessoal) em 2 mil milhões contando com um ligeiro crescimento do PIB e a mais alta carga fiscal de sempre . Aceitar mais o aumento exigido pelos professores e logo reivindicado pelos restantes sectores obrigaria a aumentar o défice, a aumentar os impostos, a congelar os investimentos ou a aumentar a dívida. Um de cada vez ou um bocadinho em todos mas de qualquer maneira um desastre anunciado.

O argumento agora é há muito conhecido. É a política do "já agora ". Como nas obras públicas sempre se pode acrescentar mais uma despesa. É o já agora. O próprio Louçã diz que aumentar os professores era só aumentar em 0,001%. É, claro, que aumentar a despesa é sempre aumentar poucochinho de cada vez até ao dia que o governo tem que fazer cortes dolorosos.

Vejam lá quem tem estes objectivos: rebentar com o défice, não pagar a dívida e aumentar os impostos aos privados ?

Ah, pois é...há muita maneira de matar pulgas

Com a maior carga de impostos e a maior degradação dos serviços públicos

Bom, seria o PIB crescer 3/4% e sem cortes no investimento.

“redução que vai para além das exigências da União Europeia” se traduz em “falta no investimento público”.

São 577 milhões para além do que estava previsto, mas isso tem de ser comparado com os menos 600 milhões que existiram em relação aos serviços públicos. O investimento público sofre desta contradição. Foi uma escolha do Governo PS porque nada obrigava a esta redução do défice tão exigente que vai para além das próprias exigências da União Europeia”, disse Jerónimo de Sousa no Porto, citado pela Lusa.

 

Costa já percebeu de que lado está a maioria da sociedade civil

É claro que não ter dinheiro ajuda muito. Não havendo dinheiro não há palhaço e Centeno diz o que Costa não pode dizer. Mas o Primeiro Ministro também sabe de que lado está a opinião pública.

Só o PC e o BE e aquela ala esquerda do PS é que não se importariam de estragar todo o trabalho orçamental realizado e aumentar a despesa pública . Mas como não há dinheiro, o défice não pode aumentar, a dívida não pode crescer, a carga dos impostos não pode ser maior e a economia já está em trajectória descendente, resta a coragem de dizer "não" aos sindicatos.

Mário Centeno: “Não há margem para mais despesa”

Ministro das Finanças recusa, em declarações ao Expresso, gastar mais com enfermeiros e professores. Como António Costa vai gerir o ano eleitoral sem mais dinheiro. Empresários pedem estabilidade política. Marcelo pressionou primeiro-ministro a negociar

 

 

 

Os milhares de milhões que o Orçamento encobre

A despesa pública é cada vez maior e a carga fiscal é a maior de sempre. Nas costas dos portugueses há milhares de milhões que são entregues às grandes empresas e grupos económicos.

O Orçamento do Estado (OE) foi entregue no Parlamento, apresentado publicamente; mas muitas das suas principais medidas continuam ocultas da opinião pública. Mais uma vez, em 2019, os grandes grupos económicos irão ser favorecidos com milhares de milhões, numa dimensão que ninguém imagina. Em participações de capital irão ser enterrados milhares de milhões, sem benefícios directos para os cidadãos, e em quantias nunca antes atingidas.

O Estado não sabe gastar melhor o dinheiro do que as pessoas ou as empresas que o ganham

Aumentar a despesa pública e aumentar os impostos para a pagar. O PS não aprende com os erros cometidos .

A redução que se verificou no deficit orçamental e na dívida pública relativamente ao PIB, ficou assim a dever-se, exclusivamente, ao aumento das receitas fiscais e do próprio PIB, ou seja, a variáveis associadas essencialmente à actividade do sector privado. O mérito da redução do deficit orçamental coube assim apenas ao sector privado, uma vez que o contributo do actual Governo foi negativo.

A forma saudável de promover o crescimento da economia é através do investimento nos sectores que podem exportar, de modo a proporcionar, a médio e longo prazo, um crescimento sustentado do nível de vida dos portugueses e consequentemente do seu consumo privado. Esta é também a forma de promover a sustentabilidade das finanças públicas, pois é o crescimento económico a variável que mais pode contribuir para a redução relativa dos actuais níveis excessivos de despesa e dívida pública.

Com este orçamento só um louco não ficaria preocupado

A maior carga fiscal dos últimos 22 anos, transformar a receita conjuntural em despesa estrutural . Como é que isto é sustentável com a economia a arrefecer ?

É por isso que quando olhamos para o que nos espera com este Orçamento só um louco não ficaria preocupado. Só se fala de aumento da despesa corrente e aumento de impostos sobre a produção. Ou seja, onerar ainda mais quem cria valor para distribuir por quem vota.

Em lado algum há uma palavra para o investimento (que continua em valores miseráveis apesar da retórica do Governo sobre o assunto), o único aspeto que poderia garantir crescimento e no futuro a sustentabilidade das políticas sociais agora aplicadas.

A redução dos juros da dívida em 1 400 milhões ( graças à politica de compras do BCE) rapidamente transformada em 1 100 milhões de benefícios sociais dá votos e é dificil de criticar mas a pergunta fica. Como é que isto se mantem quando inevitavelmente os juros subirem ?

Quem vier atrás resolve. Já vimos isto diversas vezes.

O que os professores exigem é simplesmente intolerável

Já chega, Mário Nogueira, já chega ! Mas ao mesmo tempo que vemos esta aparente unidade, não encontramos na opinião pública sinais de compreensão por mais esta luta e por mais esta greve dos professores. Bem pelo contrário: mais de dois terços dos portugueses estarão contra as exigências sindicais, menos de um em cada cinco as apoiarão.

Querer voltar ao "monstro" da despesa pública que nos levou à bancarrota é simplesmente intolerável.

O estudo, elaborado entre os dias 5 e 12 de setembro, mostra uma tendência clara: para 69% dos inquiridos, o Governo não deve aceitar a exigência dos docentes, que querem os nove anos, quatro meses e dezoito dias contados de forma integral. Apenas 19,4% dos inquiridos dá razão aos professores.

Se há para os professores tem que haver para todos incluindo os que perderam o emprego.

Não há dinheiro o que é que não percebem ?

A despesa aumentaria 1 100 milhões de euros/ano o que é incomportável . O que é que não percebem ?

Agora, aos professores juntam-se também os funcionários judiciais, os guardas prisionais, os polícias e os profissionais da Guarda Nacional Republicana, que também têm carreiras com regras próprias de progressão e promoção.

As progressões foram congeladas durante o Governo de José Sócrates no âmbito de um dos pacotes de austeridade que entrou em vigor em janeiro de 2011, altura em que deixou também de ser possível qualquer valorização remuneratória.

António Costa ao fazer crer que que o país está melhor do que realmente está, semeou ventos está a colher tempestades.

E lá se vai a margem eleitoralista que o governo guardava na manga para 2019.

Santana Lopes : reduzir a carga fiscal sobre as empresas

Consolidar as contas públicas pelo lado da despesa é bom mas ainda melhor é fazê-lo pelo lado das receitas. E reformas para descer as despesas do Estado de forma permanente não se vê nenhuma.

Mas com o nível elevadíssimo da carga fiscal (especialmente nas empresas.)  isso só é possível com o crescimento da economia que continua muito aquém do necessário,

Portugal já devia estar a convergir com a média europeia, a pagar a dívida e a aumentar significativamente o investimento para quando chegar a crise estarmos preparados para a enfrentar. Como sabemos, na crise anterior fomos profundamente afectados, muito mais que a maioria dos países porque não tínhamos feito o trabalho de casa . Exactamente o que está a acontecer agora .

A economia a nível Europeu e mundial está a crescer ( e não me venham dizer que é devido ao mérito da geringonça), aproxima-se o momento de a compra de dívida por parte do BCE terminar com o consequente aumento das taxas de juro . Com o nível de dívida que temos é um desastre anunciado que só aguentamos com o crescimento da economia a 3/4% .

As reformas prioritárias serão na vertente económica. “Continuamos abaixo das médias europeias em vários domínios, apesar de fazermos parte dessa comunidade há mais de 30 anos. O Estado continua a gastar demais e, por isso, pagamos impostos a mais. A economia cresce de menos e o país encolhe em relação àquelas que são as suas necessidades e responsabilidades”, apontou o candidato.

Questionado sobre se a redução da carga fiscal é uma prioridade, Santana Lopes admitiu que sim, sobretudo para as empresas. “É [uma prioridade], dentro das possibilidades do país. O primeiro objetivo é a consolidação das contas públicas, mas o equilíbrio orçamental não deve ter uma obsessão pela despesa, deve focar-se também na receita. Para isso, é muito importante o crescimento económico e, nesse âmbito, defendemos uma redução da carga fiscal, nomeadamente sobre as empresas.

Ao contrário o governo é incentivado pelos seus apoios, PCP e BE, a aumentar a carga fiscal ( como vai fazer sobre a derrama do IRC), a aumentar a carga fiscal via impostos indirectos e, como diz Mariana Mortágua ir buscar o dinheiro onde ele está.

E os aumentos de preços anunciados em produtos essenciais de primeira necessidade levam boa parte das reversões dos rendimentos.

Os problemas nos fundamentais da economia permanecem e com a presente solução conjunta governativa não há como resolvê-los. E após dois anos de governo a culpa é de todos menos de Costa e companhia. Acredita quem quer.