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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O Infarmed entre uma decisão e uma intenção

A decisão é manter o Infarmed em Lisboa a intenção é deslocá-lo para o Porto. No meio fica uma trapalhada das antigas e uma equipa de técnicos altamente preparados em polvorosa. Mas, entretanto, não se fala nos verdadeiros problemas e isso é que está a dar.

Vejam bem como tudo foi planeado a prazo, pensado e decidido :

Em entrevista ao Público, a presidente do Infarmed revela ainda que no mesmo telefonema o governante lhe disse que a mudança "não era uma decisão, mas uma intenção".

"Tenho um telefonema do senhor ministro às 8 da manhã do dia 21 de Novembro, dizendo "ontem tive uma reunião com o senhor primeiro-ministro e decidimos que o Infarmed ia para o Porto. Posso contar consigo?", detalhou Maria do Céu Machado, médica há mais de 40 anos.

O presidente da Câmara de Lisboa não se faz ouvir e o da Câmara do Porto vai subindo a parada para colher mais tarde. E faz muito bem .

E aí está uma pequena amostra do que António Costa pensa sobre a descentralização, "a reforma das reformas ", segundo as suas próprias palavras

Esvaziado de poder e capacidade de decisão

Isto não é bom e tem tudo para acabar mal e cedo

António Costa, que parte de uma confrangedora derrota eleitoral, que já lá chega em défice de autoridade, ainda tem de caminhar para a tomada de posse com um Presidente da República agarrado à perna. O plano B de Cavaco não é evitar que tal aconteça mas tão-simplesmente transformar a indigitação do XXI Governo Constitucional mais penosa e humilhante.

Paradoxalmente, e porque não tem uma alternativa credível, quanto mais Cavaco enfraquecer Costa, mais forte fica a esquerda radical. Nas condições em que se prepara para governar, António Costa será o chefe do executivo mais esvaziado de poder e capacidade de decisão desde que o Conselho da Revolução foi extinto.

A Constituição não define prazo limite para Cavaco Silva decidir

Podem chamar-lhe o que quiserem mas o Presidente da República não só pode tomar uma de várias decisões que tem ao seu dispor como não tem limite temporal para o fazer. A Constituição que a oposição tanto louvou durante o governo de Passos Coelho é agora atropelada . E a superioridade da esquerda vem ao de cima . Gangster, trauliteiro, sr. Silva...

Pedro Passos Coelho, líder do PSD e primeiro-ministro em funções, afirmou que, depois de o PS ter de forma "irresponsável" derrubado o executivo, cabe-lhe agora construir uma solução de Governo com "uma maioria estável, duradoura e credível", que "ainda não tem".

Pelo CDS-PP, parceiro de coligação do PSD, Paulo Portas, líder do partido, considerou que cabe a Cavaco Silva verificar a sustentabilidade do "projecto negativo" da esquerda parlamentar e sublinhou que o poder presidencial de indigitar o primeiro-ministro ministro é "livre e não sindicável".

Quanto ao PS, PCP e BE continuam a gritar que têm um acordo estável, credível e duradouro no que ninguém acredita. Mesmo uma parte importante do PS não acredita nos acordos envergonhados.