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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Os anjos da guarda

A DBRS que nos mantém acima do "lixo" e assim permite ao país beneficiar do "Quantative Easing" do BCE - outro anjo - tem sido bem benévolo para Portugal atendendo ao seu comportamento com outros países. Se seguisse apenas as medidas e objectivos quantificáveis, a sua percepção quanto à nossa dívida seria igual às outras agências. Lixo.

E é mesmo possível estimar quanto é que esta subjectividade ajuda o rating português: entre 2010 e 2016 ela reforçou-o, em média, num nível. Ou seja, pelo menos durante grande parte desse período, foi essa subjectividade que permitiu manter Portugal fora da classificação "lixo".

Convinha que por cá se abrandasse a euforia, as coisas não são como as pintam. Lá fora há muito quem tenha sérias dúvidas sobre a sustentabilidade do modelo de governação. E as restantes agências de notação financeira recentemente não melhoraram a visão que têm sobre Portugal. Não podem estar todas erradas ou juntas em campanha contra a novel "tróika" - PS, PCP e BE.

E assim como quem não quer a coisa saltaram com estrondo - do PCP e do BE - as cativações que foram enganando alguns cá dentro mas que não enganaram as agências que cedo perceberam como se baixou o défice. 

O mais baixo de sempre . Pois...

A forma como o défice foi reduzido é preocupante

A DBRS está preocupada. "Do lado da receita, algumas medidas que foram tomadas em 2016 foram temporárias. Um programa especial de pagamento de dívidas ao fisco e à Segurança Social permitiu um impulso não repetível das receitas fiscais até ao final do ano. A utilização das cativações contribuiu para controlar os gastos, mas os pagamentos aos fornecedores nos hospitais atrasaram-se mais e o emprego no setor público aumentou, o que pode levar a alguma pressão sobre a despesa. Além disso, a despesa de capital [investimento] foi fortemente limitada. Tudo isto gera receios sobre a durabilidade e a qualidade da consolidação orçamental”.

Ai o aumento do emprego foi no sector público ? Assim é fácil . Não é preciso criar postos de trabalho, basta preencher as prateleiras que nos últimos anos ficaram vazias de boys e girls.

Um país ligado ao ventilador DBRS

Nem "coiso" nem sai de cima . O tão apregoado sucesso não é reconhecido por ninguém lá fora. A DBRS - a única agência que nos mantém acima do "lixo" - é o fio vital que nos mantém acima da linha que nos permite ir ao mercado e evitar novo resgate .

No relatório divulgado esta sexta-feira, 21 de Abril, a DBRS justifica a manutenção do "rating" da dívida de longo prazo de Portugal com vários factores positivos: ser membro da Zona Euro e aderir à estrutura de governança económica da União Europeia; possuir uma estrutura favorável da maturidade da dívida pública, bem como um pequeno excedente das contas correntes.

No entanto, deixa um alerta: "Portugal também se depara com desafios substanciais, incluindo os elevados níveis de endividamento no sector público e privado, o baixo potencial de crescimento, as pressões orçamentais e o elevado endividamento do sector corporativo".

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Nacionalizar o NB pode mandar o país para o " lixo "

A Agência DBRS está encalhada. Ser a única agência que mantem Portugal acima do "lixo" dá à pequena agência Canadiana uma projecção que nunca teve. Mas com o agudizar da situação no país a DBRS anda à deriva. Primeiro disse que estaria "pouco confortável " se os juros da dívida ultrapassassem os 4% . Recuou no dia seguinte quando lhe fizeram notar que esse limite estava próximo. Depois veio dizer que o comportamento da economia também contava e agora crescer 1,2% já é "crescer " . A seguir descobriu que a CAIXA tem um buraco de 5 mil milhões e há um ano que o governo joga às escondidas com as fraudes que por lá estão adormecidas.

Mas com o que não contava é com o buraco de uns 4 mil milhões que apareceram no Novo Banco. Ninguém quer o NB a não ser que seja de borla. A extrema esquerda já veio com a receita habitual - nacionalizar. Olhando para a CAIXA não se vê a vantagem mas enfim. O pior é que a nacionalização vai contra o estabelecido pelo BCE e por Bruxelas. Sem autorização da UE lá se vai o défice e a saída do país dos "países com défices excessivos" e correspondentes vantagens.

Puxa-se a manta para a cabeça fica-se com os pés de fora. Estamos feitos.

Segundo a SIC Notícias, a agência canadiana considera que seria “muito difícil” aprovar o plano de nacionalização do Novo Banco pelo Banco Central Europeu (BCE) e por Bruxelas”.

Recorde-se que o Governo tem até agosto deste ano para vender o Novo Banco, tendo-se comprometido com Bruxelas em avançar para uma “liquidação ordeira” se não conseguir fechar o dossier até esta data.

Nacionalizar é que não mas PCP e BE insistem enquanto o PS já começou a recuar. Estamos feitos e a DBRS 

 sinaliza descida de rating nesse cenário.

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Estão a empurrar a CAIXA para o "lixo "

DBRS ameaça baixar a avaliação da Caixa para "lixo" se a brincadeira do governo continuar. Mas Costa diz que não há responsáveis. A seguir à Caixa vai o governo e o país.

"Apesar do grupo estar num processo de recapitalização que iria fortalecer o seu balanço, foram tidos em conta para este período de revisão os atrasos e o risco de execução nesse processo", refere a nota da DBRS. "Como resultado, a DBRS espera que o grupo esteja fracamente capitalizado por um maior período que o inicialmente previsto".

E, acrescenta, que tem dúvidas quanto à capacidade da Caixa ir ao mercado buscar os capitais privados de que necessita e quanto à capacidade do estado manter o apoio a médio e longo prazo.

O governo está, literalmente, a mexer no nosso bolso.

Taxas de juro a 4% na zona de perigo

As taxas de juro a 10 anos já estão na zona de perigo aproximando-se perigosamente dos 4% meta imposta pela agência DBRS . Não é só o custo da dívida que impede que se faça a substituição de dívida mais cara por dívida mais barata é também a capacidade do estado conseguir colocar mais dívida no mercado para atender às necessidades do estado.

O problema para Portugal, espelhado nesta subida das taxas, não é, apenas, uma questão de encargos com juros mas é, também, uma questão de acesso ao mercado. David Schnautz, estratega do Commerzbank, questiona, em declarações enviadas ao Observador esta segunda, até que ponto o IGCP terá condições para agendar um leilão de dívida de longo prazo para a próxima semana. E não só: até que ponto terá o Estado condições para emitir os quase 16 mil milhões de euros em dívida de longo prazo que quer emitir em 2017.

De 1% a taxa de juro subiu acima dos 3% e já chegou aos 3,66%, depois de já ter tocado nos 4%. É claro que com a economia a crescer 0,9% não é possível ao país pagar a dívida

Cá dentro está tudo bem lá fora há cada vez maiores preocupações com Portugal. A geringonça vai ficar-nos bem cara.

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E a DBRS aguenta com a responsabilidade ?

Em Abril próximo a DBRS terá que avaliar novamente a dívida portuguesa. É verdade que a agência Canadiana tem, à custa de Portugal, uma enorme  publicidade mas, também corre o perigo de as três principais agências continuarem a manter Portugal no "lixo". E o feitiço voltar-se contra o feiticeiro .

Enquanto, pelo menos uma das agências principais não elevar a notação do País, corremos o risco de o caldo se entornar, como seja as taxas de juro crescerem acima dos 4% referidos pela DBRS. Ora, a verdade, é que já lá andamos este ano .

Aquilo que foi uma grande alavanca para a DBRS pode tornar-se um peso insuportável . Até o BCE sacode a água do capote dizendo que manterá a compra de dívida enquanto a agência mantiver o país acima de "lixo". É um passa responsabilidade que não augura nada de bom e mostra bem que o percurso da economia e das contas do estado não convencem. É uma questão de tempo se o governo continuar a governar à vista. Sem reformas estruturais , sem crescimento da economia e controlo da dívida que foi das que mais cresceu em toda a europa no último ano.

Cantemos ossanas quando uma das agências principais tirar o país do "lixo". Até lá estamos com a cabeça no cepo.

Uma prenda envenenada : taxas de juro a 4%

DBRS manteve a classificação para Portugal afastando assim o país da classificação de "lixo" mas, deixou uma prenda envenenada. Só se manterá confortável se as taxas de juro da dívida no mercado primário não ultrapassarem os 4%. Ora a taxa está nos 3,5% e já esteve este ano nos 4%. Lembram-se dos 7% de Teixeira dos Santos na era Sócrates meses antes de pedir ajuda externa ?

Ora, pelo que se sabe do orçamento para 2017 não há reforma nenhuma estrutural e o crescimento da economia é pífio pelo que a taxa vai manter-se ou crescer . Bem que muitos avisam que continuaremos a ouvir falar da DBRS. 

Refere ainda que "reduzir a despesa de uma forma duradoura pode ser difícil, já que as pressões para diminuir a austeridade podem aumentar". Nesse aspecto, refere que "a dependência do governo dos partidos mais à esquerda no parlamento pode impedir a adopção de medidas duradouras". 

Não creio que só nos reste rezar

Na próxima semana a agência DBRS vai rever a avaliação sobre Portugal. Não me parece que a revisão se faça em baixa pois isso teria consequências desastrosas no financiamento do país. A política faz-se de pesos e contrapesos e atirar o país para o "lixo" seria como a detonação de uma bomba.

O BCE andou a vender que queria colocar um ponto final na influência das agências de rating mas nada fez quanto a isso. Estamos nas mãos de uma só agência a única que nos mantém acima do lixo. Centeno já se deslocou ao Canadá para falar com os responsáveis da DBRS e, parece, que conseguiu algumas garantias. Com a apresentação do orçamento que acolhe as linhas vermelhas de Bruxelas estarão afastadas as previsões mais pessimistas.

No entanto, consideram que a meta para o défice de 1,6% "como muito ambiciosa, dados os ganhos optimistas para as medidas de poupança e a estimativa de crescimento de 1,5%". E, dadas estas estimativas e as actuais regras de elegibilidade do BCE, prevêem que "nos próximos trimestres regresse o ruído sobre o "rating" da DBRS". 

Continuamos a um passo do abismo mas não à distancia de um Padre Nosso.

Circulo vicioso de reformas empatadas, baixo crescimento e dívida sufocante

Aproxima-se o dia 21 e o nervosismo está instalado. Os avisos da DBRS começam a ser entendidos como a preparação de uma revisão em baixa, embora talvez não o suficiente para atirar o país para o "lixo". Seria uma catástrofe.

Reformas nem uma, bem ao contrário, há reversões. A economia era para crescer 1,8 % ( começou em 2,4%) e vai crescer metade. A dívida não para de crescer e os juros sobem todos os dias. E este cenário é para se manter pelo menos até 2020.

A agência de notação financeira alertou que Portugal está preso num “círculo vicioso” de reformas empatadas, crescimento baixo e dívida sufocante, o que foi visto pelos investidores como um sinal de que pode vir aí, pelo menos, uma despromoção da chamada perspetiva do rating, atualmente em estável, para negativa.