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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A tentação da esquerda de fazer mais despesa

Contra a opinião de Centeno e de Costa a extrema esquerda quer fazer mais despesa e não reduzir a dívida. O habitual para quem não queria pagar a dívida ou queria renegociá-la com hair cut . Até se deram ao trabalho de escreverem tratados que ninguem leu e que cairam rapidamente no esquecimento tal era o mérito das soluções apresentadas.

Na entrevista à TSF, disse que quanto mais depressa o país se colocar numa trajetória de redução da dívida pública, mais rapidamente chegará a um "porto seguro". Foi neste contexto que avisou que "quando em Portugal o sol brilha assim por três ou quatro meses há sempre uma enorme tentação de ultrapassar um conjunto de condições orçamentais".

Entre a opção do governo e as que defendem os parceiros de esquerda, o economista João Duque observa que dar mais dinheiro aos serviços públicos não é sinónimo de resolução dos problemas e acentua que, na impossibilidade de o dinheiro dar para tudo (ir mais além no investimento e, simultaneamente, na redução da dívida), o mais acertado é reduzir o endividamento público.

A dívida é sustentável ?

Mesmo que se mantenham por mais algum tempo as condições extraordinárias conjugadas actuais a dívida é sustentável ?

Basta que os juros regressem para níveis mais próximos do que é historicamente normal para que nem estes saldos primários, ainda que prolongados por muito tempo, tenham hipótese de assegurar uma trajectória descendente.

A sustentabilidade da dívida não é um problema meramente matemático, mas político e social.

Segundo a base de dados AMECO da Comissão Europeia, o investimento público em 2017 foi o mais baixo de toda a União Europeia – menos de um terço do nível de há vinte anos. A cada semana que passa surgem novas demonstrações das graves carências por que passa o Serviço Nacional de Saúde: esta semana foram as condições do serviço de pediatria oncológica do Hospital de S. João e as listas de espera de mais de dois anos para consultas de especialidade em mais de uma dezena de hospitais do país.

Portugal deve preparar-se para este debate e, de preferência, procurar antecipá-lo. Agora, o que não faz sentido, e pelo contrário é claramente nefasto, é colocar todas as fichas no cenário improvável da manutenção por tempo suficiente das actuais condições extraordinárias, afirmando a indesejabilidade de uma reestruturação e indo além das exigências de Bruxelas ao nivel da consolidação orçamental. Fazê-lo tem uma reduzida probabilidade de ajudar a resolver o problema no futuro e contribui, no imediato e de forma certa, para a continuada degradação de serviços públicos essenciais.

 

O crescimento da dívida não engana

A Verdade da Mentira

A dívida pública é como o algodão: não engana.

Podem martelar contas, cozinhar a contabilidade e fazer todas as engenharias financeiras que quiserem, para esconder deficit, e podem até inventar crescimento económico, e inflacionar os valores do PIB, que tudo isso não passam de esquemas de reporte das contas, que só serve para enganar o zé povinho, os eleitores, a UE e o Eurostat.

Podem até reportar excedentes e superavits, meros embustes, e falácias, que mais tarde ou mais cedo, não resistem ao teste da dívida.

No final, a evolução da dívida pública, acaba sempre por espelhar a verdade das contas públicas, e das governações.

Até que a dívida continue a crescer, é porque existe deficit, mesmo que não reportado, não totalmente reportado, martelado ou escondido.

Até que a dívida cresça, continuam a gastar mais que o que deviam e mais que o que temos. É assim simples, simples, e o resto é conversa da treta para enganar tolos, ignorantes e demais gentes que gostam de ser enganadas.

Mas porquê agora este disparo no valor acumulado da dívida pública? É muito simples a resposta: andaram a martelar contas nos últimos dois meses do ano, a atrasar despesa e lançamento de facturas, e a acumular dívidas a fornecedores, com o objectivo único de "alindar" os números de final do ano, e assim poderem apresentar ao povo português, aos credores, e a Bruxelas, uma fotografia a cores, de uma realidade a preto e branco. E agora a dura realidade, começa a vir á superfície, e a tomar o seu caminho.

Basta is analisar a variação dos valores em caixa, a variação dos montantes das dívidas a fornecedores, e a variação do total da dívida pública, e facilmente se apanham todas as manigâncias com os números reportados no deficit.

Mas ela, a dívida, vai aumentando

Tornou a subir em Janeiro. É fácil compreender porque sobe. Não é o país que cria riqueza, são os novos empréstimos contraídos que pagam a dívida vencida e, pelo caminho, baixam os juros à conta do BCE. 

O Banco de Portugal anunciou esta quinta-feira, 1 de Março, que a dívida pública atingiu 243,6 mil milhões de euros em Janeiro, o que traduz um aumento de mil milhões de euros face ao nível registado no final de 2017.

Este aumento, segundo o banco central, traduz o acréscimo dos títulos de dívida pública em 2,2 mil milhões de euros, que foi "parcialmente compensado pelo reembolso antecipado de aproximadamente 800 milhões de euros de empréstimos concedidos pelo Fundo Monetário Internacional.

A dívida aumentou mas o título do jornal diz que afundou

Vale tudo . Já se sabia que o valor tinha aumentado para 242,6 mil milhões de euros em Dezembro de 2017, contra os 240,9 mil milhões de euros no final de 2016. Mas só agora se sabe o peso do endividamento público na economia, que se situou em 126,2% do PIB, bem abaixo dos 130,1% registados em Dezembro de 2016. Assim, apesar do aumento de 1,6 mil milhões em termos nominais ao longo de 2017, em percentagem do PIB a descida foi de 4 pontos percentuais.  

É óbvio que, apesar do título enganador desta notícia, a dívida pública não "afundou" em 2017, antes aumentou em cerca de 1700 milhões de euros.

Corremos o risco de não corrigir o aumento da dívida

No mesmo dia em que António Costa e Rui Rio faziam profissão de fé nas obras públicas e regionalização, o governador do Banco de Portugal e a presidente do Conselho de Finanças Públicas alertavam para outros problemas do país, esses sim, críticos: 1 - “corremos o risco de não corrigir o aumento da dívida” (Carlos Costa); 2 – atingido o pleno emprego e esgotando o efeito cíclico da retoma, o crescimento só virá do aumento da população ativa e/ou da produtividade (Teodora Cardoso).
O Presidente, António Costa e Rui Rio não deviam estar mais preocupados com estes temas do que com obras públicas e regionalização?

PS : Camilo Lourenço

Dívida de Portugal é de alto risco

Com o crescimento económico que atravessamos o governo devia constituir almofadas financeiras para absorver os choques externos quando eles chegarem. Em vez disso os partidos da extrema esquerda insistem em querer aumentar salários e pensões . Aumentar a despesa pública para a seguir exigirem a renegociação da dívida .

O BCE já anunciou que irá recuar na compra de dívida, embora de forma prudente, o que irá aumentar a taxa de juros em pelo menos 1% o que corresponderá a 7 pontos percentuais.  Portugal é dos países que mais sofre com a subida dos juros.

Portugal faz parte de um grupo de cinco países cuja dívida pública é de alto risco num cenário base (de políticas invariantes), ao lado de Itália, França, Bélgica e Espanha. A longo prazo, o risco de Portugal é baixo, mas os técnicos avisam que o mau histórico do país dá razões para desconfiar ou, pelo menos, colocar essa classificação em perspetiva.

O aumento dos juros nos mercados internacionais poderá acontecer, por exemplo, se o Banco Central Europeu decidir subir a taxa de juro diretora. Neste momento, Mario Draghi tem afastado esse cenário: “Ainda não podemos declarar vitória”, afirmou o presidente do BCE, assinalando que vê poucas hipóteses de uma subida da taxa de juro ainda em 2018.

Mas há mais cenários de risco para além dos juros. O crescimento económico, por exemplo, também é um fator essencial para a evolução da dívida pública uma vez que o rácio se calcula com base no PIB. Num cenário em que o crescimento económico é inferior em 0,5 pontos percentuais face ao estimado, o rácio aumentará 7,1 pontos percentuais, tendo em conta o mesmo período de dez anos. ( 2018-2028) .

As derrotas do século de António Costa

O que é bom não depende do governo : As remunerações declaradas pouco cresceram desde 2015. Excluído o aumento do salário mínimo, a variação é mesmo negativa.

A 3ª maior dívida pública : No 3º trimestre de 2017, a Dívida Pública de Portugal situou-se em 130,8% do PIB e a da Zona Euro em 89,1%, avançou o Eurostat.

Com a economia a crescer ao ritmo actual vamos precisar de 40 anos para atingir a média da dívida da Zona Euro. No mínimo necessitamos de um crescimento entre 3% e 4% para conseguirmos pagar a dívida e baixá-la para 90%.

Mas o que verificamos pelos números apresentados é que nem os salários cresceram significativamente nem a dívida desceu . E a carga fiscal é a mesma senão mesmo maior.

As exportações que não entravam na estratégia de crescimento do governo cresceram para 42% do PIB . Precisamos de chegar aos 50% . E o governo nada tem a ver com este crescimento . 

Resumo : sem as reformas que PCP e BE impedem nem o avô morre nem a gente almoça. Mas António Costa chama-lhes as vitórias do século.

Pagamentos ao FMI são " fogachos "

É preciso descer a dívida a sério. "Temos de ser mais ousados e estabelecer objectivos perfeitamente claros. Se não houver mais nenhum, no mínimo pôr a dívida em 90% ou 100% do PIB no espaço de 10 anos. Isso estabelece um quadro claro sobre o que tem de ser a gestão orçamental até lá", defende o economista e presidente não executivo da SIBS.

Os pagamentos ao FMI são fogachos sem consequências

A dívida a descer para cima

Pensamento do dia: "Descer....para cima".

De acordo com a dupla Costa & Centeno, a dívida pública diminuiu 2,4 mil milhões de euros, em resultado de terem pago mais uma tranche da dívida ao FMI.

Até aqui, tudo bem. Mas o problema é que também só ficaram por aqui, e nada mais falaram sobre o restante.

A saber:

Esta redução de 2,4 mil milhões é só face ao valor do mês anterior, ou seja, são variações pontuais que existem obrigatoriamente em função das datas de vencimento das tranches de dívida antiga. São movimentos e oscilações normais ao longo de um ano. Assim sendo, mandam as regras, que o que se deve medir, é a variação da dívida que um país tem no início de cada ano (transitada do final do ano anterior) e o seu valor no final desse mesmo ano.

Ora neste caso, Portugal, chegou ao final de 2017, com uma dívida muito maior, que a que tinha acumulado no final de 2016. Logo, em correcto rigor, ao fim de mais um ano de governação, o país aumentou ainda mais a sua dívida, contrariando a tese de que a tem estado a conseguir fazer diminuir.

As diminuições registadas, são meramente pontuais, e têm sempre sido antecedidas ou sucedidas, por novos aumentos de dívida, e sempre de montante superior, aos montantes dos pagamentos que foram realizando. E irá continuar a ser assim, até que exista um deficit anual nos gastos públicos.

Em termos líquidos, face ao valor no início do ano de 2017, e o registado no final desse mesmo ano, a dívida aumentou mais de 4 mil milhões de euros.

A dívida pública líquida de depósitos das administrações públicas ficou em 222,2 mil milhões de euros em novembro, menos 620 milhões de euros em relação a outubro, mas mais 3,5 mil milhões de euros face a novembro de 2016. Ou seja, não desceu, mas sim aumentou o que devemos a outros.

E como se não bastasse, os activos em depósitos das administrações públicas diminuíram 1,8 mil milhões de euros. Ou seja, as reservas de caixa que o Estado tinha, são hoje muito menores que no final de 2016. Para explicar um pouco de forma mais simples, estes valores de caixa são as tais famosas "almofadas" que o anterior governo tinha deixado nos cofres públicos. Eram no tempo de Passos Coelho, perto de 20 mil milhões de euros, e no final de 2017, já nem 8 mil milhões lá existiam na caixa.

Mas então, sendo assim, como é que os pagamentos ao FMI não baixam em termos líquidos a nossa dívida? É simples a explicação: é que os pagamentos que o governo tem andado a fazer ao FMI, andam a ser feitos com recurso a dinheiro que andam a pedir emprestado a outros credores. Na prática, andamos a pagar a uns, com dinheiro pedido emprestado a outros. Por isso as variações mensais, de descida e subida, mas no final de cada ano, a dívida está sempre maior, e não menor, como nos andam a tentar impingir.

Mas então se andamos a pedir a uns, para pagar a outros, não devia o montante total da dívida no mínimo manter-se o mesmo no final de cada ano? Em termos simplistas deveria ser assim, mas não é o nosso caso.

É que aos valores dessa dívida, temos que também pagar aos credores os valores dos juros entretanto devidos. Ou seja, para pagar ao FMI, fomos pedir emprestado a outros credores, mas tiveram que pedir emprestado um montante superior à dívida inicial do FMI, para que pudessem pagar o montante do empréstimo, acrescidos dos valores dos juros. Logo, andar a pagar a outros, com dinheiro emprestado por outros, irá sempre fazer a dívida acumulada subir, pois quer FMI quer quem empresta para pudermos pagar, naturalmente estão a cobrar sempre juros desse dinheiro. E por isso, ao final de cada ano, o valor da dívida, irá ser sempre maior e não menor. Acresce a esse valor dos juros, também o valor da nova dívida gerada pelos deficits anuais nas contas públicas.

Em resumo, o actual governo, quando pagar 1 euro a um credor, faz notícia disso, mas não explica ao seu povo, que para pagar esse 1 euro, foi pedir emprestado a um outro credor, 1,25 euros, e entretanto fez uma nova dívida de mais 0,25 euros, e no final, em termos reais, chegámos ao final de mais um ano de governação, com uma dívida pública maior e não menor.

Há quem chame a isto "descer para cima". Mas o mais correcto seria chamar de "EMBUSTE". ou de "engana tolos".

Posso desde já avançar com uma previsão: independentemente de todos os pagamentos de dívida pública, e todas as variações nos saldos, que acontecerem ao longo de 2018, e fale o governo o que falar, ou prometa seja lá o que for, garanto-vos com 100% de certeza, que no final do ano de 2018, início de 2019, a nossa dívida pública, líquida, acumulada, irá ser maior que a que temos no final de 2017. Tudo o que vos digam diferente disto, é nada mais que conversa de treta.

Um bom ano para todos os meus amigos, reais e virtuais.