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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Uma Europa verde - 300 mil milhões de Euros para a transição

Pagar a actual dívida pública com a emissão de dívida verde . Quer acabar com os subsídios aos combustíveis fósseis e promover os incentivos necessários à expansão da economia verde. Quer garantir que os mais desfavorecidos não são prejudicados com esta transição e quer colocar o setor financeiro como instrumento catalisador de toda esta mudança de fluxos de investimento.

Para toda esta mudança será necessário investimento: privado e público. Atingir a neutralidade carbónica em 2050 na Europa implica investimentos adicionais anuais entre 175 mil milhões e 290 mil milhões de euros. Em Portugal este valor adicional anual está estimado entre 2,1 mil milhões de euros e 2,5 mil milhões de euros. Quer a nível europeu quer a nível nacional os documentos oficiais são claros ao afirmarem que a grande maioria destes investimentos serão feitos pelas empresas e pelos consumidores, ou seja pelo setor privado.

Existem vários países que já emitiram as chamadas obrigações verdes, ou seja, obrigações cujo capital levantado se destina a investimentos ou despesa pública com impactes ambientais positivos, e que são previamente identificadas e comunicadas aos potenciais investidores. Alguns desses países que já emitiram obrigações verdes são a França, a Bélgica, a Holanda, a Polónia e a Irlanda. A Alemanha comunicou ao mercado no final de 2019, que irá em 2020 emitir uma obrigação verde para promover os investimentos verdes necessários à descarbonização da economia. A Itália também fez semelhante comunicação. Ou seja, muitos Estados europeus estão a ver nas emissões verdes soberanas uma forma de incorporar questões ambientais nos investimentos necessários a realizar nos seus países de forma a alcançar a neutralidade carbónica. Os investimentos em tecnologias verdes e em energia limpa contribuem também para uma maior produtividade do país, o que terá consequências positivas a médio prazo nas contas nacionais e na criação de novos empregos.

Berardo não caiu do céu, Joe Berardo não é uma invenção de si próprio

Usar truques para fugir ao pagamento de uma dívida de 900 milhões a três bancos não é um desplante é um crime. Berardo assumiu o empréstimo mas não a dívida .

Manuel Fino também não tem com que pagar 300 milhões e, como é sabido, os devedores milionários não ficam por aqui. Então que fazer ?

Espera-se que os bancos prejudicados avancem com as penhoras e a PJ avance com as acusações no plano judicial e criminal. Porque é certo que o dinheiro não saiu dos bancos pelos próprios pés, alguém tomou as decisões   .

À direita, Paulo Rangel esteve em Santa Maria da Feira e procurou ligar Joe Berardo à anterior governação socialista. Depois de dizer que “não queremos mais ‘Berardos'”, Rangel considerou que personalidades como o comendador existiram em Portugal “para que a Caixa Geral de Depósitos assaltasse o BCP, e a Caixa e o BCP ficassem nas mãos de gente próxima do Governo socialista de José Sócrates”.

“É que Berardo não caiu do céu, Joe Berardo não é uma invenção de si próprio. É uma invenção de uma conjuntura político-económica em que havia um governo que queria controlar a banca e o usou a ele”, atirou o candidato social-democrata.

O desplante do governo para com o desplante do Joe Berardo

O governo em 2016 conhecendo já o desplante de Joe negociou com o comendador novo contrato para a exposição das suas obras no CCB.

Em 2016, já depois de ser pública a penhora de 75% dos títulos da ação Coleção Berardo por três bancos, o Ministério da Cultura renovou o protocolo com a Coleção, afirmando publicamente que não tinha conhecimento de qualquer penhora sobre as obras. Pela mesma altura, José Berardo e o seu advogado punham em prática um golpe jurídico para chamar novos acionistas (por si controlados, suponho) à Associação Coleção Berardo, diluindo a posição dos bancos credores. E como se tudo isto não fosse mau demais, o Estado ainda aceitou perder a opção que tinha de comprar a Coleção a um preço fixo determinado em 2006, tendo agora que se sujeitar à chantagem de Berardo e ao preço de mercado de obras que valorizam graças ao CCB e ao investimento do Estado.

Quem é que quer ser representado por um Estado que dá a mão a salteadores ?

A economia não cresce o suficiente sequer para pagar os juros da dívida

A dívida continua a crescer e o PIB cresceu pouco e já está a travar. Conjugado não crescemos o suficiente para pagar os juros da dívida.

A situação financeira de Portugal continua muito frágil. Façamos umas contas de algibeira. Um país que deve mais de 700 mil milhões de euros paga por cada um por cento de juros sete mil milhões de euros por ano. Um crescimento de 3% – ao qual não se chegou nesta recuperação – para um PIB da ordem dos 200 mil milhões de euros dá seis mil milhões de euros. Se usarmos o crescimento nominal – ou seja, somando a inflação e que é mais correcto – um crescimento de 4%, do qual nos aproximaremos em 2019, dá-nos 8 mil milhões de euros. Não crescemos em termos reais o suficiente sequer para pagar os juros da dívida e, em termos nominais, pouco nos sobra.

Estão todos à nossa frente mas cá faz-se uma festa enorme

Parece que está tudo bem mas não está .

"Portugal tem de ter estratégia de crescimento económico diferente. Tem de crescer acima de 3% ao ano, de outra forma não ganha o desafio europeu", disse. "Vemos o governo a fazer a festa e apanhar as canas. Este crescimento é dos mais baixos entre os 28 na União Europeia. Estão todos à nossa frente e cá faz-se uma festa enorme, alguns estão a crescer o dobro e o triplo como a Irlanda, que cresce 6% ao ano". Para o social-democrata a Irlanda deve ser mesmo o "grande exemplo que Portugal deve seguir na Europa".

Marques Mendes defendeu que é preciso incentivar a competitividade fiscal porque sem ela não há estímulo ao investimento e ao crescimento, tal como apostar na internacionalização da economia. A dívida pública, que considerou "uma bomba ao retardador", deveria em duas legislaturas estar ao nível de 100% do PIB, quando no primeiro semestre deste ano era de mais de 125%.

Crédito e dívida elevados conduzem a recessões

Temos as duas o que mostra que não aprendemos nada. Aliás, instituições internacionais já prevêem que Portugal caminha alegremente para ser o país mais pobre da Europa nos próximos dez anos.

Quando as expectativas extrapolativas são combinadas com um sistema financeiro inerentemente frágil, o resultado é um ciclo previsível de booms e crises. Em algum momento durante os tempos de prosperidade económica, o entusiasmo irracional ganha força e empurra os preços das acções, dos imóveis ou de ambos para a estratosfera. Quando eles inevitavelmente caem, os bancos entram em colapso, arrastando o resto da economia com eles.

Outros documentos encontram uma correlação entre o rápido crescimento do crédito e o aumento do risco de recessão.

Todos esses documentos têm uma coisa em comum - usam a dívida para prever recessões com anos de antecedência. Isso condiz com a sabedoria popular que surgiu depois da crise de que os problemas nos mercados de crédito são a fonte tanto dos colapsos financeiros como das desacelerações económicas que vêm depois.

 

Sigilo bancário para esconder incumpridores e maus gestores bancários ?

O sigilo bancário serve para esconder as batotas feitas por clientes incumpridores e maus gestores bancários ? Não creio. É caso para perguntar  : quem tem medo ?

Os tribunais já deram autorização de divulgação mas os deputados na Assembleia da República acham que não e a administração da Caixa excusa-se a divulgar .

O BE não muge e o PCP , para diluir a responsabilidade do banco público ( nosso) quer alargar a divulgação a outros bancos. Nada a dizer mas comecemos pelo banco público que tem maiores responsabilidades.

“A decisão que temos dos tribunais é que o Parlamento tem direito a conhecer, mas os partidos da esquerda juntaram-se para terminar a comissão”, sublinhou o social-democrata. Leitão Amaro deixou, por isso, duas questões à esquerda: “o que têm a esconder? De que têm medo?”

Na opinião do parlamentar, “quando os portugueses são chamados a um esforço tão grande de injeção de uma verba tão elevada no banco público, é inaceitável” que não se conheçam os maiores beneficiários de créditos que acabaram por ficar incumpridos, o que terá levado, em última instância, a essa necessidade de assistência pública.

Não conseguimos sair do ciclo crescimento-dependência-crise?

As contas externas estão numa situação bem mais periclitante do que parece. Devíamos estar a acumular reservas para pagar a dívida.

O crescimento potencial da economia depende do aumento do investimento, o que só pode ser conseguido: I) ou com aumento da poupança, para o que é necessário que o consumo, privado e público, cresça menos do que o PIB, e assim se preserve o equilíbrio externo e, desejavelmente, se consiga reduzir a dívida externa; II) ou se continua a estimular os consumos e voltam a acumular-se défices externos, aumentando a dívida externa, a vulnerabilidade do país e a sua dependência do exterior.

Uma dívida enorme uma carga perigosa

As agências financeiras continuam receosas :

Embora não perspetivem crises ou cataclismos (há o brexit, mas dizem que será gerível), os economistas das quatro grandes agências mostram alguma inquietação com os próximos dois anos. Por muito que faça, Portugal tem uma dívida enorme, uma carga perigosa.

A economia é "pouco produtiva", desinvestiu demasiado nos últimos anos, as empresas estão muito descapitalizadas, sobretudo as mais pequenas. O país apostou pouco nos negócios de valor acrescentado, ainda que esteja a recuperar o tempo perdido nesse domínio. Mas basta um rastilho de turbulência nos mercados e alguma coisa pode correr mal. Além disso, o estado da banca ainda convence pouco, o que, no pior cenário, pode deitar por terra a estabilização do défice. E fazer a dívida subir, outra vez.