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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Na TAP o governo vai nacionalizar uma dívida brutal

Quem ficar com a companhia aérea vai responsabilizar-se por uma dívida brutal .A acontecer, o Estado passará a ter o controlo da TAP mas, no pacote, para além de aviões e trabalhadores, vem ainda uma dívida de 3.300 milhões de euros.

Assim, no pacote, o Estado vai ficar com uma companhia aérea que diz ser fundamental para o país, mas com uma dívida de vários milhares de euros, que está a perder aviões e que já dispensou mais de mil trabalhadores.

Há muito que ouvimos falar de uma parceria com uma grande companhia aérea europeia mas nunca conseguida.

A racionalidade da atual intervenção assenta na ideia da salvação da empresa. Isso é fácil de perceber. Mas, a seguir, qual é o plano? Qual é o projeto industrial? Quando Bruxelas obrigar a uma reestruturação profunda, é o Estado que vai assumir esse ónus? Em quantos anos a nova gestão garante pôr a empresa no verde? Se os prejuízos se acumularem, obrigando a novas injeções de capital - sempre com remédios de Bruxelas - vamos brincar como no Novo Banco e fingir que não sabíamos o que aí vinha nos muitos anos difíceis que tínhamos pela frente?

O Estado nem sequer paga aos fornecedores

É o mínimo que se pede é que o estado pague a quem deve. Não só tem que o fazer como é a melhor forma de ajudar as empresas e suster o emprego. Não contente com a dívida até a faz crescer.

Mas o governo vai vendendo que o país está melhor preparado para enfrentar a crise. De acordo com a execução orçamental, entre março e abril, o stock de dívida a fornecedores cresceu 64 milhões de euros, totalizando agora 1.624 milhões de euros. Dos 1.624 milhões de euros em dívidas, as dívidas a mais de 90 dias correspondiam a 477 milhões de euros em abril, mais 44 milhões do que no mês anteriores.

É assim que o governo ajuda as empresas enquanto espera que os fundos europeus caiam nas suas mãos. Depois irá distribuir pelos mesmos de sempre. Os que têm influência e que sempre comeram à mesa do orçamento.

E se o Estado pagasse o que deve ?

Uma medida que deve ser estudada e implementada é o pagamento da dívida total do Estado aos fornecedores. Um montante de 4 a 5 mil milhões de € de dívida a entrar na economia seria uma forma eficaz e rápida de salvar empregos e garantir a viabilidade de muitas empresas.

O Estado central, local e regional deve entre 4 a 5 mil milhões de euros aos fornecedores. Basta pagar o que deve como fazem as pessoas de bem e há imediatamente uma injecção de liquidez na economia. Nem sequer conta para o défice nem para a dívida.É só tirar da manga as cativações que deram ao país um supéravite e colocaram os serviços públicos no estado pouco digno que sentimos na pele.

Quanto à proposta avançada esta quinta-feira de pagamento da dívida total do Estado aos fornecedores, Miranda Sarmento considerou ser a de “mais fácil aplicação” entre as que o PSD tem em estudo, e que significaria “um primeiro injetar de liquidez em milhares e milhares de empresas”.

A mutualização da dívida chegará mas não quando Costa quiser

É um economista alemão que o diz. António Costa com o repugnante só quis desviar as atenções .

As contribuições para o orçamento da UE já são uma grande confusão, com tantas isenções e excepções. Eu usaria a chave de capital do Banco Central Europeu (BCE). Faria uma emissão conjunta de dívida a muito longo prazo, fosse através do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), fosse através de uma nova agência (o MEE é a solução natural para isto, mas os seus estatutos teriam de ser alterados), o dinheiro seria distribuído por todos os países da zona euro de acordo com a participação de cada um no capital do BCE. E, depois, todos os países do euro pagariam juros por essa dívida. Seria um grande passo e realmente mutualizaria o risco da taxa de juro, com os países que têm spreads mais altos a beneficiarem de taxas de juro bem mais favoráveis. E convém lembrar que até reduziria o valor médio das taxas de juro. Juntos seríamos mais fortes do que individualmente. Teria ainda mais uma vantagem, estar-se-ia a criar um instrumento europeu de grande dimensão nos mercados de capitais, que o BCE também poderia comprar e deter. E dessa forma poderíamos dizer que este era um crédito de muito longo prazo, que não é suposto amortizar e que iria sendo sucessivamente renovado, com o BCE a garantir sempre que há mercado para estes títulos.

Emissão de dívida comum dos países da Zona Euro

É a primeira vez que a Alemanha e a França se mostram recetivos à emissão de dívida comum. Com a garantia dos dois mais poderosos países da UE a dívida seria altamente apetecível pelos investidores a juros muito baixos.

É a primeira vez que a chanceler admite esta dívida comum, que implicaria custos de financiamento mais baixos para muitos países do euro. É que havendo dívida alemã, mas também francesa, neste “bolo” — as duas maiores potências da região –, o apetite por estes títulos seria elevado num contexto de juros em mínimos históricos, fazendo baixar as taxas exigidas pelos investidores nos mercados internacionais.

A emissão de dívida comum volta a estar em cima da mesa depois da Itália, Espanha e Portugal voltarem a pagar taxas de juros bem mais elevadas. Em Portugal cresceu 5 vezes nos últimos dias de 0,3% para 1,5%.

Para uma dívida da dimensão da nossa - elevadíssima - manter os juros baixos é vital.

Uma Europa verde - 300 mil milhões de Euros para a transição

Pagar a actual dívida pública com a emissão de dívida verde . Quer acabar com os subsídios aos combustíveis fósseis e promover os incentivos necessários à expansão da economia verde. Quer garantir que os mais desfavorecidos não são prejudicados com esta transição e quer colocar o setor financeiro como instrumento catalisador de toda esta mudança de fluxos de investimento.

Para toda esta mudança será necessário investimento: privado e público. Atingir a neutralidade carbónica em 2050 na Europa implica investimentos adicionais anuais entre 175 mil milhões e 290 mil milhões de euros. Em Portugal este valor adicional anual está estimado entre 2,1 mil milhões de euros e 2,5 mil milhões de euros. Quer a nível europeu quer a nível nacional os documentos oficiais são claros ao afirmarem que a grande maioria destes investimentos serão feitos pelas empresas e pelos consumidores, ou seja pelo setor privado.

Existem vários países que já emitiram as chamadas obrigações verdes, ou seja, obrigações cujo capital levantado se destina a investimentos ou despesa pública com impactes ambientais positivos, e que são previamente identificadas e comunicadas aos potenciais investidores. Alguns desses países que já emitiram obrigações verdes são a França, a Bélgica, a Holanda, a Polónia e a Irlanda. A Alemanha comunicou ao mercado no final de 2019, que irá em 2020 emitir uma obrigação verde para promover os investimentos verdes necessários à descarbonização da economia. A Itália também fez semelhante comunicação. Ou seja, muitos Estados europeus estão a ver nas emissões verdes soberanas uma forma de incorporar questões ambientais nos investimentos necessários a realizar nos seus países de forma a alcançar a neutralidade carbónica. Os investimentos em tecnologias verdes e em energia limpa contribuem também para uma maior produtividade do país, o que terá consequências positivas a médio prazo nas contas nacionais e na criação de novos empregos.

Berardo não caiu do céu, Joe Berardo não é uma invenção de si próprio

Usar truques para fugir ao pagamento de uma dívida de 900 milhões a três bancos não é um desplante é um crime. Berardo assumiu o empréstimo mas não a dívida .

Manuel Fino também não tem com que pagar 300 milhões e, como é sabido, os devedores milionários não ficam por aqui. Então que fazer ?

Espera-se que os bancos prejudicados avancem com as penhoras e a PJ avance com as acusações no plano judicial e criminal. Porque é certo que o dinheiro não saiu dos bancos pelos próprios pés, alguém tomou as decisões   .

À direita, Paulo Rangel esteve em Santa Maria da Feira e procurou ligar Joe Berardo à anterior governação socialista. Depois de dizer que “não queremos mais ‘Berardos'”, Rangel considerou que personalidades como o comendador existiram em Portugal “para que a Caixa Geral de Depósitos assaltasse o BCP, e a Caixa e o BCP ficassem nas mãos de gente próxima do Governo socialista de José Sócrates”.

“É que Berardo não caiu do céu, Joe Berardo não é uma invenção de si próprio. É uma invenção de uma conjuntura político-económica em que havia um governo que queria controlar a banca e o usou a ele”, atirou o candidato social-democrata.

O desplante do governo para com o desplante do Joe Berardo

O governo em 2016 conhecendo já o desplante de Joe negociou com o comendador novo contrato para a exposição das suas obras no CCB.

Em 2016, já depois de ser pública a penhora de 75% dos títulos da ação Coleção Berardo por três bancos, o Ministério da Cultura renovou o protocolo com a Coleção, afirmando publicamente que não tinha conhecimento de qualquer penhora sobre as obras. Pela mesma altura, José Berardo e o seu advogado punham em prática um golpe jurídico para chamar novos acionistas (por si controlados, suponho) à Associação Coleção Berardo, diluindo a posição dos bancos credores. E como se tudo isto não fosse mau demais, o Estado ainda aceitou perder a opção que tinha de comprar a Coleção a um preço fixo determinado em 2006, tendo agora que se sujeitar à chantagem de Berardo e ao preço de mercado de obras que valorizam graças ao CCB e ao investimento do Estado.

Quem é que quer ser representado por um Estado que dá a mão a salteadores ?

A economia não cresce o suficiente sequer para pagar os juros da dívida

A dívida continua a crescer e o PIB cresceu pouco e já está a travar. Conjugado não crescemos o suficiente para pagar os juros da dívida.

A situação financeira de Portugal continua muito frágil. Façamos umas contas de algibeira. Um país que deve mais de 700 mil milhões de euros paga por cada um por cento de juros sete mil milhões de euros por ano. Um crescimento de 3% – ao qual não se chegou nesta recuperação – para um PIB da ordem dos 200 mil milhões de euros dá seis mil milhões de euros. Se usarmos o crescimento nominal – ou seja, somando a inflação e que é mais correcto – um crescimento de 4%, do qual nos aproximaremos em 2019, dá-nos 8 mil milhões de euros. Não crescemos em termos reais o suficiente sequer para pagar os juros da dívida e, em termos nominais, pouco nos sobra.

Estão todos à nossa frente mas cá faz-se uma festa enorme

Parece que está tudo bem mas não está .

"Portugal tem de ter estratégia de crescimento económico diferente. Tem de crescer acima de 3% ao ano, de outra forma não ganha o desafio europeu", disse. "Vemos o governo a fazer a festa e apanhar as canas. Este crescimento é dos mais baixos entre os 28 na União Europeia. Estão todos à nossa frente e cá faz-se uma festa enorme, alguns estão a crescer o dobro e o triplo como a Irlanda, que cresce 6% ao ano". Para o social-democrata a Irlanda deve ser mesmo o "grande exemplo que Portugal deve seguir na Europa".

Marques Mendes defendeu que é preciso incentivar a competitividade fiscal porque sem ela não há estímulo ao investimento e ao crescimento, tal como apostar na internacionalização da economia. A dívida pública, que considerou "uma bomba ao retardador", deveria em duas legislaturas estar ao nível de 100% do PIB, quando no primeiro semestre deste ano era de mais de 125%.