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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Começa cedo o passa culpas

A culpa fosse qual fosse era do Passos Coelho agora passa a ser do comportamento da economia mundial.

Mas durante quatro anos não andamos todos a avisar António Costa que a sua governação era "poucochinho", que o PIB não crescia o suficiente, que estamos na cauda dos mais pobres (PIB/per capita)? Passadas as eleições e ainda a formar governo aí está a primeira barragem de fogo.

Afinal a economia está mesmo a arrefecer e o diabo está a caminho. 

“Da Assembleia a eleger sairá um Governo que, tal como a própria AR, terá desafios de peso pela frente.” Exemplos: “Apostar em mais crescimento, mais emprego, combate à pobreza e às desigualdades, também entre litoral e interior, melhor educação e saúde, segurança social garantida para um futuro mais longo...”

Mas não está tudo bem ?

 

 

 

 

 

António Costa não tem culpa de nada depois de tantos anos como governante

Várias vezes ministro e agora primeiro ministro Costa não tem culpa de nada. É verdade que se um ministro fizer que faz mas não faz até pode passar por vários governos e não ter culpa de nada. Mas não é o caso.

Estivesse o Manel vivo e, se calhar, lembraria os portugueses que foi Costa, enquanto ministro da Administração Interna do governo de José Sócrates que extinguiu os guardas florestais, em 2006; foi Costa quem reduziu o orçamento da protecção civil em 10%; foi Costa quem cortou fundos aos bombeiros; foi Costa quem renegociou o contrato com o SIRESP, que custou 5 vezes o valor real, que depois o readquiriu e que continua sem funcionar; Foi Costa quem recusou a compra de 2 Canadair, negociados pelo anterior governo e financiados, em grande parte, pelos fundos europeus; Foi Costa quem mandou encerrar os 236 postos de vigia a 1 de outubro de 2017, apesar das previsões meteorológicas; Foi Costa quem aceitou mudar toda a estrutura e chefias da Protecção Civil poucos meses antes do início da época de fogos, cedendo a interesses, amizades e compadrios, mesmo contra o parecer dos generais que sublinharam a falta de competência e preparação das mesmas.

Mas António Costa não tem culpa dos resultados das suas decisões . 

O governo a atirar a culpa dos próximos incêndios para cima dos municípios

Os autarcas estão possessos. O governo quer que limpem as matas em dois meses e meio algo que o Estado não conseguiu em quarenta anos. 

António Costa sabe que não tem margem de credibilidade para aguentar uma época de novos incêndios depois do que aconteceu no verão passado . E, bem à sua maneira manhosa de proceder começa a preparar a fuga. É realmente preciso limpar as matas e é correcto o governo castigar quem o não faça mas é necessário primeiro falar com quem conhece o terreno e transferir os meios necessários e só após tomar medidas duras.

"Tanto o presidente da Associação Nacional de Autarcas Socialistas (ANA/PS), Rui Santos, como o dos Autarcas Social-Democratas (ASD), Álvaro Amaro, mostram-se indignados em declarações ao DN contra o que qualificam como ameaça e penalização dos municípios - dezenas de milhares de euros mensais em muitos deles - por parte de um poder central que, lamentam, desconhece o território e procura desresponsabilizar-se se este ano ocorrerem incêndios trágicos como os de 2017."

O governo numa tremideira quer tirar dinheiro à accão social de apoio às populações para as encaminhar para a limpeza das matas.

Álvaro Amaro critica o governo quanto a essa opção, porque "não teve a coragem de disponibilizar, com rigor e controlo, os dinheiros para desencadear" as ações de limpeza. "É um empréstimo e toda a gente sabe que, se quero fazer algo, ou pago ou a burocracia para pedir um empréstimo atrasa tudo", lamenta o autarca da Guarda.

Rui Santos alerta ainda que a retenção das verbas do FEF pela tutela vai penalizar as populações, pois essas verbas "servem para manter as ruas limpas, destinam-se às escolas, à ação social, à cultura, etc".

 

 

Ele não sabe e não tem culpa o que é verdade

António Costa não sabe e não tem culpa o que é verdade. Estar nas várias funções que exerceu foi para António Costa o percorrer de um caminho que o levasse a primeiro ministro.

Ora, para chegar a primeiro ministro como António Costa, é necessário destituir um camarada seu secretário geral . Sem sentir culpa .

Para, mesmo perdendo as eleições, chegar a primeiro ministro, é preciso não saber que PCP e BE a troco do apoio parlamentar iriam sugar o país o mais que pudessem. E sem culpa aceitar governar sem ter ganho as eleições. 

É preciso não sentir culpa por não fazer uma única reforma que prepare o país para os maus momentos que inevitavelmente aí vêem, apesar de a sua governação coincidir com um momento positivo da economia internacional.

É preciso tratar os seus contribuintes como apanhados pela legionella, mantendo o enorme aumento de impostos à maioria da população . Sem sentir culpa e contando-nos aquelas histórias das maiores vitórias do século.

Também não sabe que os juros descem à boleia do programa de compra do BCE e que o Turismo já cá estava mesmo quando era presidente do Turismo de Portugal . Ou apesar dele.

Não tem culpa dos mortos nos incêndios nem da compra do SIRESP e nada sabe sobre os mortos da legionella. Sobre as armas roubadas não sabe nada e terem aparecido à sombra de uma azinheira ainda menos.

Não sabe nada sobre a insustentabilidade da Segurança Social  nem sobre as listas de espera na Saúde e muito menos sobre as políticas do Mário Nogueira com barba que está no ministério da Educação . E não podemos levar a mal que nada saiba sobre os outros ministérios onde não se passa nada.

E, como ministro de Sócrates, também não sabia de nada nem sabe e não sente culpa por tirar o tapete ao seu ex-primeiro ministro de quem foi segundo.

O homem não sabe e não tem culpa. O que é verdade.

Não há corpos no Panteão mas há responsáveis

António Costa diz que o jantar de encerramento da Web Swmmit no Panteão Nacional foi indigno. O que não diz é que a autorização foi concedida por um membro do seu governo . Como é que o jantar é indigno e a autorização não é culpa do seu governo ?

Mais um passa culpa "à Costa ". Este governo trouxe a Lisboa a Web Swmmit e tudo o que de bom aconteceu já o que de mal aconteceu é culpa do governo anterior. Não é preciso fazer desenho nenhum.

A responsável pelo monumento diz que tudo foi feito segundo as regras e segundo a autorização concedida por quem de direito ( autorização com data de 2017) como não podia deixar de ser.

Mas socialistas, comunistas e bloquista estão possessos "não se pode mercantilizar os monumentos nacionais" . Nem é preciso ir muito longe para surgir a pergunta : então  os casamentos nos Jerónimos ?  E o restaurante no Museu Nacional de Arte Antiga ? ( ir para o museu logo de manhã, almoçar no seu belo jardim e continuar a visita de tarde ) E a venda de recordações ? E as fotografias ?

Como bem nos ensina o BE, tudo isto não passa de indigna comercialização há que arrancar tudo pela raiz e colocar os contribuintes a pagar. Já no orçamento para 2018.

Mas o pobre do Tuga vai a outros países bem mais ricos e janta em belos castelos ( bem conservados ao contrário dos nossos que caiem de velhice e de falta de manutenção), ouve e vê belos espectáculos em mosteiros com igrejas que guardam túmulos milenares (com corpos) e os cemitérios adjacentes ( seculares) são belos jardins por onde se passeiam os visitantes.

A culpa não é deste governo e muito menos de António Costa, podia lá ser ? Não apertem muito com o primeiro ministro que ele ainda dá de frosques e vai de férias.

Apoiar as ditaduras comunistas não custa votos ?

Jerónimo de Sousa acha que a culpa é dos outros.  "“Vimos uma intervenção do PS a desenvolver uma ação a partir dos seus candidatos e alguns dirigentes partidários, particularmente concentrada em municípios de maioria da CDU, de ataque à gestão da CDU baseada em argumentos falsos e muitas vezes ofensivos”, garantiu.
Já em relação ao BE, segundo o secretário-geral comunista, houve a “opção de fazer da redução da influência da CDU o seu objetivo principal, não olhando a meios para, por via da falsificação e mesmo da calúnia, denegrir a CDU e o poder local”.

O que é certo é que o partido comunista obteve o pior resultado de sempre em eleições autárquicas passando de 34 para 24 presidências de municípios e perdendo mais de 63 mil eleitores, ficando-se pelos 489.189 votos. Almada (Setúbal) e Castro Verde (Beja) foram dois dos municípios que estavam sob a sua liderança desde 1976 e que passaram para a alçada socialista. 

Certo é que a Jerónimo de Sousa é permitido dizer que o resultado das autárquicas, o pior de sempre do PCP, não pode ter nenhuma leitura a nível nacional. Por seu lado, Pedro Passos Coelho, que sempre defendeu que não se podia fazer leituras a nível nacional das eleições de domingo, foi engolido pelas análises imediatistas a seguir ao ato eleitoral. É certo que o PSD levou um banho monumental em Lisboa e no Porto, tendo ainda perdido oito câmaras - menos duas que o PCP - mas, no cômputo geral, teve apenas menos 1177 votos do que em 2013.

No PSD demitiu-se Passos Coelho no PCP não muda nada a começar pelo discurso .

O governo já ensaia o discurso

culpa será sempre do exterior nunca nossa. Até quando será sustentável esta estratégia? A cada ano que começa, a despesa está mais elevada, os impostos são mais e mais pesados, e o crescimento económico continua a não ser suficiente para sustentar este caminho.

Ao mesmo tempo, os parceiros do Governo insistem na reestruturação da dívida e são secundados por vozes do núcleo duro do Governo. Que devem pensar os investidores? Que ao mesmo tempo que Portugal lhes pede que confiem na sua divida pública, vai avisando que talvez não recebam de volta o dinheiro nas condições prometidas. Alguém se pode surpreender com o facto de as taxas de juro da dívida pública portuguesa estarem cada vez mais altas? Só mesmo quem ache que quem investe milhões e tem alternativas não sabe o que anda a fazer e ignora os avisos que lhes vão sendo dirigidos.

O Governo já vai ensaiando o discurso. Apregoa que tudo está a correr pelo melhor, mas lá vai dizendo que há coisas que não dependem de nós, que há riscos do exterior. O Ministro Vieira da Silva veio dizer "se houver um estremeção nos juros da dívida, dependemos sobretudo mais dos poderes europeus que dos nossos". Pois, já percebemos que se alguma coisa acontecer, quando acontecer, não será responsabilidade deste Governo e desta maioria…

A União Europeia e a Zona Euro são o nosso seguro de vida

Os que levaram o país à bancarrota, aqui e em Itália, por exemplo, atribuem à Europa a culpa de não crescerem o suficiente, a elevada dívida, os juros e aí por diante. O que eles não dizem é que se não fosse a Europa, a dívida seria maior e os juros muito maiores . Quando há um problema, governo que se preza sacode a água do capote e acusa a União Europeia. Esta é uma razão para o Brêxit e para o "não" em Itália.

"O que os políticos europeus não dizem aos seus eleitores é que a integração europeia tem sido o seu grande recurso para adiarem reformas, aliviarem ajustamentos, disfarçarem erros. Sem os juros baratos do Euro, muitos Estados nunca teriam conseguido financiar, através da dívida, o que já não conseguem pagar com a actividade económica. Sem as compras de dívida pelo BCE, já teriam sido confrontados pela repugnância dos investidores e aforradores. A Europa tem prolongado o modo de vida de um país como a Itália, com uma economia parada há quinze anos e uma dívida pública equivalente a 130% do PIB. A Europa tem permitido à maioria de governo, num Portugal igualmente estagnado e endividado, devolver rendimentos e repor regalias. Mas perguntem-lhes qual é o problema? Dirão logo: o Euro e o BCE. Na Europa, talvez os novos populismos sejam um problema, mas não são um problema tão grande como a demagogia das elites instaladas, que ao mesmo tempo usam a integração europeia e a expõem a todas as culpas."