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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Cuba já não avança para o comunismo

Ventos fortes de mudança sopram em Cuba na discussão da nova Constituição do país. Elimina-se o "avanço para o comunismo" e aceita-se a propriedade privada.

Por outro lado, o artigo 21 do novo texto submetido a debate reconhece "outras formas de propriedade, como a cooperativa, a propriedade mista e a propriedade privada", e admite o investimento estrangeiro como "uma necessidade e um elemento importante de desenvolvimento".

O que isto mostra é que não é sustentável um sistema que mantém todo um povo na miséria. Na China também há "um país dois sistemas" sendo que um deles é o sistema de economia de mercado.

E cá na União Europeia temos um sistema onde nunca tantos viveram com esta qualidade de vida durante tanto tempo . Não se pode tentar derrubar este último e endeusar o primeiro.

E em vários países já aconteceu o mesmo ou para lá se caminha.

Também tu, Cuba ?

A iniciativa privada está a abrir caminho em Cuba após anos e anos de miséria resultado da economia planificada.

Nunca consegui perceber como é que um estado pode prescindir da iniciativa de milhares de cidadãos. Em Portugal temos 640 000 empresas que representam 80 % do emprego e 60% das exportações. Até o PCP há muito que diz " os trabalhadores e as pequenas e médias empresas".

A Constituição em Cuba como existe atualmente, apenas reconhece a propriedade estatal, além de cooperativas, agrícolas e empresas por sociedade. Além da propriedade privada, que o regime cubano considerava ser uma das características do capitalismo, passará também a ser reconhecido o mercado livre.

A economia de mercado também já faz o seu caminho na China com crescimentos na ordem dos 6,7% este ano tirando da miséria 400 milhões de trabalhadores nos próximos 10 anos.

Nunca tantos viveram com esta qualidade de vida e quantos mais a alcançarem mais paz haverá neste mundo. E, sim, foi o Ocidente que desbravou este caminho que mais cedo que tarde chegará a todo o planeta.

PCP desafia BE a dizer de facto o que pensa de Cuba

O BE não aceitou acompanhar o Presidente Marcelo na sua visita de Estado a Cuba. O PCP não gostou e exige que o BE diga o que pensa de Cuba : “O Bloco acha que o facto de o Presidente da República portuguesa visitar Cuba é um fator político negativo para as relações externas portuguesas? Está contra o aprofundamento das relações entre os dois países? Cuba deve ou não ter relações diplomáticas, culturais, políticas, com Portugal? E económicas? É o BE a favor ou contra o bloqueio a Cuba? Considera que o Presidente da República não deve visitar aquele país?”.

O BE mete os pés pelas mãos e diz que o problema é de agenda e que normalmente não participa nas comitivas das visitas presidenciais. Só quando no país visitado existe uma grande comunidade portuguesa.

Todos os outros partidos se fazem representar até porque o vento sopra a favor do fim do isolamento da ilha e o regime vai acabar com a morte dos irmãos Castro . Mas o BE não podia perder a oportunidade de xingar a cabeça ao PCP insinuando com a sua ausência que não visita países governados por ditaduras. Como já havia feito em relação a Angola.

O BE corre, é cada vez mais evidente, para ser governo com o PS afastando-se da ortodoxia ideológica do PCP. E este que percebe muito bem as intenções do rival atira-lhe o que tem à mão.

"“Nada como ser tudo e não ser nada para agradar a toda a gente. Neste caso, como nos outros, o marketing pode funcionar para o BE, mas o futuro não se fará de indefinições. Em cima do muro não se fazem revoluções. Em cima do muro não há socialismo, só oportunismo”.

Quando os irmãos Castro morrerem...

Nessa altura vamos ser testemunhas do fim do embargo comercial a Cuba e veremos o fim do regime. Até lá, Cuba vai jogando as pedras no novo xadrez da região - a América Central e do Sul.

A Venezuela, que segurava Cuba economicamente, está de rastos o que levou Raul Castro a diversificar relações com os países da região a maioria dos quais estão também a atravessar um mau momento. É neste contexto que se deve analisar esta aproximação aos US.

Ao Norte prepara-se uma união comercial entre os US, o Canada e o México onde Cuba quer ter lugar. Ao Sul já existe o Mercosul, com Brasil, Argentina e Equador. Não há revolução que resista a esta mudança. E com a liberalização das relações com todos estes países, em termos de trocas comerciais e de mobilidade das pessoas, a aproximação nos sectores políticos e sociais vai acelerar. Manda quem tem dinheiro e capacidade de liderar e Cuba não tem nem uma coisa nem outra. Com cerca de 10 milhões de pessoas não tem mercado interno para se desenvolver como se viu nestas décadas. Faz-me lembrar Portugal no contexto da UE. E há quem queira sair...

Mas nada disto pode acontecer com os irmãos Castro vivos.

 

Agora em Cuba - Esses aborrecidos erros e desvios

 

Cuba começa a dar os primeiros passos num caminho que nos é familiar: prepara-se para, de facto se não imediatamente de jure, abandonar o modelo marxista de economia centralizada comandada pelo Estado. Ou seja, para dar um chuto no rabo da distopia comunista. É um rabo cheio de nódoas negras, de tantos pontapés que já levou.
Mais uma vez, uma "experiência" comunista falhou em toda a linha. Os fiéis desta religião - que ainda os há e não são poucos - virão explicar que foram cometidos erros e que houve desvios da pureza do modelo. Erros e desvios que produziram campos de concentração, tortura, prisão e morte de críticos e minorias (como os homossexuais), privilégios obscenos para as elites, supressão da liberdade de expressão, de viagem, de propriedade, de escolhas de vida, pensamento único, polícia política ... E, como se tudo isso não bastasse, uma imensa destruição de riqueza e dos meios para a produzir. Os cidadãos estão na miséria, um médico ganha 15 euros por mês, falta quase tudo nas "lojas" do estado, o racionamento impera, a luta clandestina e desesperada por dólares é a razão maior para um cidadão se levantar da cama e mexer-se. Gerações de cubanos vergados à glória da revolução. Miséria material, miséria moral, miséria humana.
E para nada. Não se fazem omeletas sem partir ovos, dizem os fiéis. Curiosamente, nunca conseguem chegar à omeleta.
Erros e desvios. Coisa pouca, segundo os camaradas. Só precisam de experimentar mais vezes, partir mais ovos, arruinar mais nações, destruir mais vidas, que um dia ainda vão atinar, vão produzir a omeleta perfeita! É científico, percebem?

 

 

 
 

Os programas de reformas em Cuba e na Venezuela não resultaram

Chegou ao fim o regime cubano. Pode manter-se na miséria todo um povo durante 50 anos mas não pode manter-se para sempre. É essa a grande lição da queda do Muro de Berlim. Cuba conhece o estado caótico da Venezuela só lhe resta preparar-se para um tempo novo. Que Obama se apressou a facilitar. Vai demorar algum tempo até que a geração "Castro" desapareça fisicamente. Mas os dados estão lançados :  Com Hugo Chávez, Cuba encontrou um aliado que lhe oferecia um generoso balão de oxigénio: 80 mil a 100 mil barris de petróleo diários. Paralelamente, os cubanos asseguravam grande parte dos serviços médicos e escolares ao regime bolivarista. Estavam presentes em quase todos os níveis do aparelho de Estado. A economia venezuelana entrou entretanto em descalabro. A queda do preço do petróleo faz o resto. Os cubanos conhecem melhor do que ninguém o estado caótico da Venezuela e sabem que vão perder o “benfeitor”. Daí a urgência de abertura aos Estados Unidos.

Cuba não quer afundar-se com o colapso da Venezuela

20% do PIB de Cuba depende da ajuda da Venezuela. Apesar do imenso petróleo, a Venezuela está prisioneira de um conglomerado de interesses que mantém o povo venezuelano na miséria. São esses 300 000 barris diários de petróleo que os USA, a um preço não superior a 60 dólares , querem fornecer. E Cuba não quer ir para o fundo com o colapso da Venezuela.

A presente decisão de Cuba é um sinal claro que o Partido Comunista, as forças armadas e os serviços secretos cubanos concluíram que a Venezuela está a caminho do desastre. A sobrevivência do regime cubano dependeu sempre do apoio financeiro externo. Moscovo desempenhou esse papel na fase da "guerra fria". Seguiu-se a Venezuela.

Na próxima década USA, Canadá e México vão criar um gigante energético a nível mundial e uma área comercial e económica ainda mais integrada. O poder de atracção e influência desta área geográfica será enorme. O Partido Comunista Cubano está a tentar criar um modelo económico que encoraje o investimento e a actividade privada para garantir o seu monopólio político tal como aconteceu na China. Havana aproxima-se de Washington para tentar imitar Pequim.

PS : Paz e Guerra - Expresso

Cubanos ansiosos por Coca-Cola e McDonald's

Cuba é um país extraordinariamente pobre. "“A vida aqui é mesmo muito difícil. Em particular, espero que melhore a comida que vemos aqui chegar, se houver comércio com os EUA. Neste momento, até as cebolas se tornaram um luxo.”

Mas quem estiver à espera da chegada do primeiro McDonald’s talvez faça melhor em sentar-se: Cuba é um país pobre, onde as pessoas não têm dinheiro para extras, como um hamburger ao lanche.

Para perceber quão pobre Cuba é em relação aos EUA: o produto interno bruto cubano, diz o Banco Mundial, com dados relativos a 2011, é de 68 mil milhões de dólares. Isto é o mesmo valor que os EUA produziram nesse ano durante um dia e meio, de acordo com dados compilados pela Bloomber.

E para aqueles que não sabem ou não lhes interessa saber, Portugal, um dos mais pobres países do euro tem um PIB de 170 mil milhões de euros para uma população aproximada.

Cuba abre-se à democracia

Após meses de intensas negociações entre Cuba e os USA com intermediação do Vaticano chegou-se ao reatamento diplomático interrompido por 50 anos.

Após a saída de cena de Fidel, Raúl Castro tem dado pequenos passos na direcção da liberalização do regime. Não pode ir muito mais além sem ajuda externa, que lhe chegará, com uma maior abertura aos países do continente americano. Onde há democracias, mais à esquerda ou mais à direita mas democracias. Ora não vai ser todo um continente a converter-se.

O regime de partido único não se aguentaria após o inexorável desaparecimento da geração que lutou na Sierra Madre contra Baptista. É necessário colocar o país em posição de, chegado o momento, reunir as condições mínimas para implementar um regime liberal, pluripartidário e de economia de mercado. Exigem-no todos quantos ambicionam uma vida melhor e que de uma forma ou outra já a experimentaram. Ou em contacto com os milhões de turistas que já visitaram a ilha ou em experiências em países irmãos .

Tal como aconteceu com a ex-URSS e a China, só para falar nos dois maiores, o desenvolvimento vai acelerar com a liberalização da economia. Única forma de tirar os respectivos povos da miséria.