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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Quem são os privados que pilham os CTT ?

Catarina Martins : " Os privados pilham a empresa e assaltam as suas reservas" . Quem são estes privados assaltantes dos CTT ?

Acontece que nos CTT só sete accionistas tem mais de 2% do capital, totalizando estes menos de 30% do capital representado por 106 milhões de acções . Quer isto dizer que a esmagadora maioria do capital dos CTT está disperso por milhares de pequenos accionistas, ou seja, privados.

Imaginar que todos eles andam "a pilhar a empresa e a assaltar as suas reservas" é do mais puro delírio. Ainda por cima quando os CTT são uma concessão do Estado regulada por uma entidade pública, a Anacron.

O objectivo desta esquerda, já o sabíamos é acabar com o capital nacional ou estrangeiro, mas só o privado. No dia em que tudo for do Estado e os trabalhadores viverem da Segurança Social será o paraíso na terra.

Um paraíso de miséria mas paraíso.

PS : Expresso - Luís Marques

 

 

A ideia romântica de ver o carteiro a tocar duas vezes

carteiro com o saco carregado de cartas e encomendas é uma ideia romântica que morreu.

E ninguém se lembra quando foi a última vez que escreveu uma carta. E as cartas que recebemos, incluindo as provenientes do Estado, também vão acabar. E há no mercado várias empresas que entregam encomendas mais rapidamente e por menor custo .

Os sindicatos empurrados pela solução governativa de esquerda ainda não perceberam que o correio tradicional está morto e não têm consciência do valor de um banco a funcionar nos balcões dos CTT .

Há empresas a abrir minicentros de recolha de cartas e encomendas junto de grandes empresas para as distribuir imediatamente . E um dia destes vamos ver os drones com as encomendas a entrar-nos pela janela.

Mas quem grita indignado não sabe nada sobre o futuro do negócio . São os mais conservadores de todos e tudo se resume a terem medo de perder o "seu".

Ouça o Bloco de Esquerda sobre os CTT mas não inale - é meio caminho andado

Os CTT estão numa transformação profunda e têm que ao mesmo tempo cumprir o serviço público salvaguardado no contrato de concessão com o Estado. Devemos ouvir o Bloco de Esquerda mas não inalar não vá ficarmos com o pensamento enevoado.

É que na altura própria o regulador que monitoriza o contrato irá pronunciar-se conforme o contrato está ou não a ser cumprido . É isto e nada mais.

Estão a fechar lojas ? Pois estão, mas a Caixa Geral de Depósitos está a fechar muitas mais e a despedir muito mais pessoal, é uma empresa 100% pública ( logo tem maior responsabilidade no serviço prestado às populações) e não se ouvem as meninas do Bloco. Porque será ? É mesmo por amor ao povo, aos pobrezinhos ?

Imagens televisivas mostram o balcão aqui das Olaias que vai fechar mas não mostram que 500 metros mais à frente há outro balcão dos CTT que não vai fechar. Batota da grossa.

A empresa referiu que o encerramento de 22 lojas situadas de norte a sul do país e nas ilhas "não coloca em causa o serviço de proximidade às populações e aos clientes, uma vez que existem outros pontos de acesso nas zonas respectivas que dão total garantia na resposta às necessidades face à procura existente".

Por aqui é assim, fecha uma loja mas fico cá com outra. Mas eu não inalo ao contrário da rapaziada do Bloco e do PCP .

Das 608 lojas dos CTT só uma aderiu à greve

Contrariamente aos 80% indicados pelos sindicatos só 17% dos trabalhadores aderiu à greve que não teve qualquer impacto entre a população .

Na terça-feira os CTT, que empregam 12 mil trabalhadores, dos quais cerca de sete mil são da área operacional (rede de transportes, distribuição e carteiros), divulgaram um plano de reestruturação que prevê a redução de cerca de 800 postos de trabalho nas operações da empresa ao longo de três anos, devido à queda do tráfego do correio.

E é isto, entre 12 000 trabalhadores reduzir em 800 em três anos e está encontrado um argumento para entrar em greve. Felizmente que os CTT já não são uma empresa pública porque se fossem, garantidos os direitos, a greve teria sido uma festa. 

Um Natal cheio de dias sem trabalho e sem cartas. Antes garantir as filhós decidiram e bem a esmagadora maioria dos trabalhadores.

Quando foi a última vez que Catarina e Jerónimo enviaram uma carta ?

A reestruturação é inevitável nos CTT e já vem tarde. Já se sabia em 2001 o que se sabe hoje. O correio tradicional está a ser substituído pelo correio electrónico e o BancoCTT demorou a arrancar. Caíram os lucros mas, atenção, os CTT continuam a dar lucro e não têm passivo bancário.

Há quem ameaça os CTT com a nacionalização ou o resgate do contrato de concessão. Da nacionalização, não é preciso dizer nada, pois não? Seria feita como? Com os nossos impostos? Se há virtude neste plano é precisamente essa, a de não usar dinheiros públicos, como sucedeu por exemplo no setor financeiro. Os CTT estão a tratar da sua vida, com os seus meios. A concessão, essa, tem regras e exigências de serviço que têm de ser cumpridas, mas convém ter em conta, quando se lança a discussão, qual é a alternativa. Vai agora o Estado criar uma empresa de raiz para prestar o serviço postal universal? O Estado, hoje, não paga nada pela concessão…

Quando foi a última vez que Catarina e Jerónimo enviaram uma carta ?

Os CTT apresentaram lucro e não têm passivo bancário

Os CTT estão a passar por uma inevitável profunda reestruturação .

Os lucros caíram até setembro 58% para 19,5 milhões de euros. Mas acima de tudo, a empresa liderada por Francisco Lacerda anunciou que vai propor um corte dos dividendos que serão distribuídos aos accionistas referente ao actual exercício. É este o drama que faz agitar os defensores dos CTT públicos.

A grande aposta para o futuro é no Expresso & Encomendas (comércio tradicional) e no Banco CTT para fazer face à quebra do correio tradicional.

Sobre o Banco CTT disse que “está a correr muito bem”, “o numero de contas e clientes está a crescer. “Apresentámos 190 mil contas em um ano e meio, temos 240 mil clientes e mais de 500 milhões de euros em depósitos”.

A companhia diz que o volume do correio endereçado tem estado numa diminuição continua desde 2001, sendo hoje cerca de 50% inferior a esse ano hoje é de 0,7 mil milhões de correio endereçado. E que assiste-se a uma aceleração da queda nos últimos trimestres com uma queda de 6% nos primeiros nove meses de 2017, o que compara com quedas médias de 4% entre 2014 e 2016.

Nas cartas a empresa de correios é o líder e incumbente e detém a concessão do Estado, mas há cerca de um ano, o Governo  anunciou que ia deixar maioritariamente de enviar cartas aos cidadãos, passando o email a ser o meio de comunicação utilizado.

Os CTT dizem no entanto que há um forte potencial de crescimento do mercado do comércio eletrónico, que continua com uma penetração reduzida em Portugal e Espanha.

Francisco Lacerda disse ontem à TVI 24 que este plano é “a reinvenção da atividade dos CTT, que como todas as empresas do mesmo setor noutras partes do mundo, estão numa transformação profunda que é provocada pela alteração das preferências dos consumidores”. O que temos visto é uma redução forte no volume de correio e um aumento das encomendas e das encomendas ligadas ao comércio electrónico. “Esta mudança não se conseguirá nunca fazer de uma forma suave”, disse o presidente dos CTT.

“Quando há uma redução do volume dos correios o preço sobe” dentro de determinadas balizas (a maior parte delas regulatórias), diz Francisco Lacerda .

O que se passa nos CTT é uma adequação da empresa ao mercado imposta pela preferência dos clientes . Nada mais natural e imperativo para manter o serviço público concessionado.O Estado não paga nada pela concessão do serviço público .

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 Ovo eléctrico que os CTT apresentaram em Aveiro .A fase de testes deste veículo, produzido pela UOU mobility, uma startup de São João da Madeira, teve início na passada terça-feira, conforme adiantou ao Motor24 uma fonte oficial dos CTT, revelando igualmente que este foi um veículo "especialmente adaptado para a distribuição urbana de correio e encomendas"

A actividade postal dos CTT está a morrer há muito seja pública seja privada

Como sempre cá por casa o problema resume-se a ser público ou a ser privado. Infelizmente no caso dos CTT, como na maioria dos outros casos, o problema é bem mais complexo.

Quem ouviu a discussão do assunto na Assembleia da República sobre os CTT e à noite ouviu a entrevista com o presidente da empresa Francisco Lacerda, só pode concluir que os senhores deputados não fazem ideia nenhuma do que se está a passar nos CTT.

Francisco Lacerda diz que se está a fazer em Portugal com atraso o que os outros países da Europa já fizeram há três/quatro anos. Reinventar a empresa.

Com ou sem Banco Postal a actividade principal está a morrer depois das pessoas terem substituído as cartas por SMS, emails e redes sociais e as empresas estarem a seguir o mesmo caminho. E o Estado com o famoso Simplex também está a matar o correio tradicional

Mas, realmente, há uma grande diferença entre os CTT serem públicos ou serem privados. É que sendo públicos pagam os contribuintes mas sendo privados pagam os accionistas.

Como se viu na Caixa Geral de Depósitos pública, nossa, foram lá injectados milhões de euros do erário público, foram despedidos centenas de trabalhadores e o Estado ( contribuintes) continua a suportar os prejuízos.

Por razões ideológicas o PCP e o BE preferem que sejam os contribuintes a pagar a conta.

Com os meus impostos não, obrigado.

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 PS : só foi pena que os CTT públicos não tivessem a iniciativa de lançar um banco aproveitando a rede de milhares de balcões que os CTT possuem. Compreende-se a amargura . Proximidade com as populações.

 

Os CTT e a difícil transformação digital

Os CTT começaram tarde a preparar-se para a era digital e estão a pagar caro.

Os resultados. É sempre esse o cerne da questão. As contas mostram uma erosão acelerada do negócio do correio tradicional, o que não espanta mas preocupa porque 70% das receitas ainda vêm daí. Pior vão também os serviços financeiros, com a quebra na venda de certificados de aforro e do Tesouro. Já a aposta na entrega de encomendas, em crescimento com o comércio electrónico, foi tardia e a empresa paga o preço: não é ainda rentável. A isto acrescem os custos do investimento no Banco CTT, que também ainda não gera lucros.

Tudo o que uma eventual nacionalização não resolveria bem pelo contrário, a não ser que o orçamento transferisse uns subsídios que os contribuintes pagam . Como acontece com as empresas públicas . E os problemas a resolver seriam os mesmos a não ser que, por decreto, o correio electrónico fosse barrado . Quem comprou, oferecendo um grande negócio ao Estado, à espera que a curto prazo os CTT gerassem lucro, enganou-se. Acontece a quem joga na bolsa à espera de grandes e rápidos lucros. É o lado para onde me deito melhor.

Os CTT estão numa fase de transformação e de investimento a preparar a empresa para o futuro que neste negócio é bem diferente dos correios tradicionais. Há que dar tempo ao tempo .

 

Os CTT que vão acabar vão ser nacionalizados ?

Vejam bem que até o governo vai passar a fazer as notificações por e-mail . O correio está a acabar, há privados com "nichos de mercado" , há correio electrónico que está em crescendo : e-mail, SMS, internet que estão a substituir aceleradamente o correio tradicional.

Os partidos da extrema esquerda perdidos no tempo e nas suas ideologias serôdias face ao abrandamento inevitável propõem reverter a concessão nacionalizando uma empresa que é cada vez mais um banco.

Talvez para continuar a pagar a funcionários que pagam as quotas aos seus sindicatos.

Ó Arménio, pá, querem fechar metade da CAIXA !

E, é claro, que os balcões que vão fechar são aqueles dos lugares despovoados , sem viv' alma , abre os olhos ó camarada. Os mesmos lugares onde fecharam os balcões dos CTT ( que faziam serviço público) e fecharam os centros de saúde, as maternidades, os tribunais e as escolas, ó Arménio. Que te indignaram e te levaram para a rua em manifestações populares e espontâneas...

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