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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Devemos calar e esperar pelo PEC IV de Sócrates ?

Uma das vantagens de Portugal integrar a União Europeia é que há um contínuo escrutínio do que que se faz por cá em termos de governação. Cá dentro a verdade oficial é que andamos sempre a dar lições ao mundo. Nós é que estamos certos. Mas a realidade encarrega-se de mostrar que nós é que estamos errados.

Agora é o BCE, o mesmo que anda com uma mão por baixo do menino a amparar, vem dizer que é "surpreendente" que Portugal e a Croácia não avancem com as reformas necessárias. Estamos sempre bem acompanhados. 

O apoio parlamentar de que o governo minoritário PS necessita de dois partidos anti-UE necessariamente impede a tomada de medidas pró- europeias. Sempre se soube que este era o custo de tal apoio. Nada na manga, valha a verdade. Não há almoços grátis e PCP e BE nunca o esconderam.

""Isto é particularmente surpreendente no caso de Portugal e Croácia, uma vez que estes países comprometeram-se a uma agenda de reformas ambiciosas em 2016" e que foi por isso que "a Comissão decidiu não aplicar o procedimento por desequilíbrios excessivos".

Como se vê o "lixo", os avisos, as taxas de juro elevadas, o crescimento da dívida e a sua (não) negociação, a fuga dos mercados na compra de dívida são mais que justificados e não se trata de injustiça nenhuma.

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Devemos calar e esperar pelo PEC IV de Sócrates ?

Por uma vez na vida fomos cínicos

Já vi a seleção portuguesa perder jogos por ser optimista, aventureira e ter a cabeça onde tem os pés. Desta vez fomos cínicos à Fernandos Santos que nem parecer ser luso-descendente. Mal encarado parece trazer o mundo às costas.

O Moutinho não jogou, não por problemas físicos como nos conta o cínico mas por estar fisicamente rebentado. O mesmo com o Ricardo Carvalho. Meteu o José Fonte, grande e a jogar à inglesa ( joga em Inglaterra) com pontapés para onde está virado e o Adrien que tem pulmão e coração que não mais acabam. E não deixou jogar a Croácia.

É o que nos fazem, frequentemente. Deixa-os jogar, dá-lhes a bola para eles correrem e fecha-te como o caracol. Depois com a bola no pé é tentar. 

Por uma vez, o cínico, teve um pampejo de lógica e meteu o Renato. Fresco, no meio da fadiga geral, começou a levar a bola lá à frente. A seguir, agora já com o cinismo todo, meteu o Quaresma ( estás a ver até meti o Ricardo).

Não sei se sabem mas o cínico é crente, acredita em milagres e na Senhora de Fátima. Não está com meias e mete o Danildo a jogar ao lado do William a ver se ia para o prolongamento. Defender, defender até às grandes penalidades.

Mas há milagres e o crente acredita e sabe que há milagres. O Quaresma roubou uma bola junto da nossa área( ele que muitas vezes não joga porque não defende), passou-a ao Renato que correu 40 metros com ela e que, à entrada da área,  tinha três matadores para a receber. Como é jovem achou  que o melhor mesmo era passá-la aos três( o respeitinho é muito bonito). Deu-a ao Nani, que a deu ao Ronaldo, que a deu ao Quaresma. Ganhamos.

São assim os cínicos. É claro que estou doido de alegria. Já perdi tantas vezes quando merecia ganhar.

 

 

A Croácia entra, livremente, no inferno da UE a 1 de Julho

Depois da Eslovénia, a Croácia é o segundo país da antiga Jugoslávia a entrar para a União Europeia. Estão muito felizes e orgulhosos. Contra a opinião dos detentores da verdade, deixam o paraíso para entrarem no inferno. Livremente! Um dia histórico : Desde a nossa independência, que ocorreu há 20 anos, a Croácia conheceu um período de profundas reformas políticas, económicas e sociais. Foi um longo caminho, de um sistema autoritário e não democrático até à democracia plena", considera Zeljko Vukosav, numa referência à turbulenta e violenta década de 1990 nesta região da Europa. "O país foi forçado em simultâneo a lutar pela sobrevivência e pela integridade física. Penso que reconstrução do país no pós-guerra correu bem e estou especialmente satisfeito por termos garantido o início de um processo de reconciliação com os nossos vizinhos", argumenta. A reconciliação e estabilização regional têm sido as prioridades da EU. Todas as ex-repúblicas da antiga Jugoslávia, em particular a Sérvia, já anunciaram que a adesão à União constitui uma prioridade estratégica. Assim, e 20 anos após um divórcio violento, os novos Estados dos Balcãs surgidos na década de 1990 optaram por trilhar um percurso idêntico e em direcção a um objectivo comum.