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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A crise humanitária da Venezuela

Sem legitimidade e sem apoio social é uma questão de tempo. Quanto mais tempo demorar a cair mais sofrimento.

“Há milhões de euros colocados à disposição da Venezuela pela União Europeia, milhões de euros canalizáveis em ajuda humanitária sem nenhuma espécie de contaminação política”, disse o ministro Augusto Santos Silva, chefe da diplomacia e número dois do Governo do primeiro-ministro, António Costa.

O “colapso do Estado” é visível em três frentes: abastecimento (alimentos), funcionamento de serviços públicos mínimos (atendimento hospitalar) e provisão de bens essenciais (medicamentos). “Esta dimensão humanitária deve ser reconhecida. Infelizmente, o regime de Nicolás Maduro tem sido intransigente na negação desse reconhecimento.”

O ministro refere-se à “ajuda humanitária organizada apenas por instituições humanitárias como a Cruz Vermelha, a Igreja Católica, a Cáritas e as Nações Unidas”. Essa ajuda não chega à Venezuela “porque as operações são impedidas pelas autoridades de facto que controlam o aparelho de segurança da Venezuela, as autoridades ligadas ao senhor Nicolás Maduro”

PS : há por aí uns camaradas que dizem que embrulhadas nos alimentos há bombas e granadas

 

O que é que o governo sabe que nós ainda não sabemos ?

Os indicadores de várias instituições nacionais e internacionais confirmam que as condições para se formar uma crise estão a reunir.

A agitação social é muita e permanente. Os sindicatos forçam o governo. O governo apressa-se a apresentar um plano de obras públicas . António Costa anda de Metro e de autocarro . Luís Montenegro dá sinais de que está disposto a avançar para a presidência do PSD. Há novos partidos na forja.

Na Saúde já há quem afirme que o sistema está a bater nas lonas. Médicos e enfermeiros em guerra. Administrações e directores demitem-se. Publica-se que a dívida do SNS cresceu enormemente .

O novo sistema aeroportuário de Lisboa avança mesmo sem estudo ambiental e Portela não sai do centro de Lisboa.

Os combustíveis descem com a redução de um imposto e no dia seguinte tornam a crescer com o aumento de outro imposto. Os professores já perceberam que não há dinheiro e suspiram por terem uma reforma mais rápida com os 9  anos, três meses e dois dias.

O que é que eles sabem que nós ainda não sabemos ?

António Costa pode acabar cozido como o sapo na panela

Quem o veio dizer a Lisboa foi Paul Kazarian investidor internacional.

Perante as notícias que dão conta dos aumentos a funcionários públicos e pensionistas em detrimento do investimento para travar a degradação das infra-estruturas e equipamentos públicos, este perito alerta que o governo português não está ser financeiramente prudente ao gastar para ganhar votos em vez de investir na criação de riqueza e no desenvolvimento do país.

Portugal tem mesmo de correr mais e melhor para conseguir escapar da crise que está aí a chegar. E quando chegará a crise ? Quanto mais tarde chegar pior será porque o Estado ainda estará mais endividado .

O problema do primeiro ministro é mesmo este. A crise chegará antes das eleições de 2019 ?

O governo dá aos professores o que deu aos outros servidores do Estado

Como não há dinheiro para mais dá o que pode e, quem dá o que pode, a mais não é obrigado. O governo tem culpa ? Claro que tem, deixou que se pensasse que havia dinheiro para todos mas, a realidade, chega sempre . O problema do governo agora é a crise que já chegou devagar não vá acelerar e rebentar ainda antes das eleições.

Há uma "enorme virtude" no que propõem bloquistas e comunistas, disse. "Vêm demonstrar que tínhamos razão. O que o PCP e o BE agora vêm propor, não é a mesma norma do ano passado, mas o que eles diziam que estava na norma do ano passado e nós dizíamos que não estava e a melhor demonstração de que não estava é que eles agora sentiram a necessidade de explicitar e dizer aquilo que no ano passado não foi dito".

E o PSD vai pescar em águas turvas não apoiando o governo nesta matéria .Temo que perca a coerência e não ganhe votos.

O BE diz que a crise que aí vem é inevitável

Mariana Mortágua na discussão do Orçamento disse que a próxima crise é inevitável e que, por isso, é fundamental preparar os serviços públicos, investindo . Isto traduzido, o que a deputada bloquista propõe é que se gaste mais em despesa pública.

O governo ao contrário tem-se preparado para a próxima crise reduzindo o défice e a dívida . Faz bem mas as medidas usadas é que são más. Aumenta a despesa pública para a pagar aumenta a carga fiscal sobre as famílias e as empresas.

Preparar o país para a próxima crise implicaria por a economia a crescer pelo menos 3% como acontece com vários países europeus e por essa via reduzir o défice e a dívida . E também assim criar mais emprego bem remunerado ( e não só o emprego afecto ao turismo), mais receita sem aumentar a carga fiscal e mais receitas para a Segurança Social.

Ao invés Centeno faz cativações da despesa de serviços fundamentais como na Educação e na Saúde e não consegue baixar a enorme carga fiscal de Vitor Gaspar.

Quando vier a crise o país não tem almofadas para se proteger . Mariana Mortágua disse-o com todas as letras porque sabe que o crescimento da economia é poucochinho e já está a decrescer.   

 

Se houver uma crise como a anterior apanha-nos em cheio

 Vem na primeira página do Expresso. Basílio Horta diz alto o que todos pensam incluindo os governantes. Não estamos preparados para a próxima crise que é certa só não se sabe quando.

Sem reformas estruturais, com a dívida elevadíssima, o crédito a particulares em montantes preocupantes, com a bolha imobiliária a encher, uma economia que cresce muito poucochinho e nos empurra para os últimos lugares, o melhor mesmo é o governo começar a arranjar bodes expiatórios. Talvez o BCE com o programa da compra de dívida a terminar e as taxas de juro a subir.

As condições excepcionais que este governo teve não se repetem tão depressa mas não foram aproveitadas .  A última má notícia é a degradação acelerada das contas externas .

Um país que não pensa na próxima crise

Felizes os países que em tempos de bonança pensam nos tempos infelizes da próxima crise.

Temos assim crescimento económico baixo, um crescimento potencial baixo, fruto da falta de investimento e capital, contas públicas que continuam desequilibradas do ponto de vista estrutural, dívida pública elevada e dívida externa também bastante elevada. É este o contexto e as restrições que Portugal enfrenta. Os desafios são muitos e muito exigentes. Mas desde 2015 que andamos a “fazer de conta”, numa fantasia “cor-de-rosa avermelhada”, sem preparar o futuro.

Como tenho aqui escrito: “Feliz o país que em tempos de alguma bonança económica pensa na próxima crise”.

Lentamente os (maus) sinais estão a começar a aparecer

Se lermos os "destaques" que o INE publica regularmente começamos a perceber a sistemática da orientação dos novos dados.

O PIB só cresceu 2,1% no primeiro trimestre deste ano divergindo da Europa. O Consumo Privado sobre o qual assenta o sucesso da política orçamental cresceu em linha com o PIB e é preciso recuar a 2013 para vermos um crescimento tão baixo num 1ª trimestre do ano.

O Investimento está a abrandar e as exportações com o pior crescimento dos últimos sete trimestres começam agora a ser sistematicamente superadas pelo crescimento das importações.

As taxas de juro estão a crescer e a dívida das famílias está outra vez a crescer. E a dívida pública não desce consistentemente .

O recente indicador da actividade económica diminuiu e o indicador do clima económico estabilizou.

Sem as reformas estruturais que não se fizeram que podemos nós esperar do futuro ?

PS : Expresso - a partir do texto de João Duque

Com a dívida ao nível actual não estamos preparados para nova crise

Com as taxas de juro a subir ao primeiro abanão é hoje mais que visível que a prioridade deveria ter sido a redução consistente da dívida. Infelizmente os acordos e as cedências mútuas entre os partidos da "geringonça" impediram o que sempre foi evidente. Com este nível de dívida que impõe pagamentos de juros na ordem dos 8 mil milhões de euros/ano e com o crescimento da economia a definhar, o país continua a não estar preparado para enfrentar as dificuldades que se apresentam.

Os sinais que nos chegam revelam-nos que a tempestade esteve sempre lá. A bonança não é eterna. Na verdade, o primeiro-ministro acusou o toque quando esta semana nos veio dizer que este não era o momento para mexer na carga fiscal ou para aumentar a despesa. As atenções, dizia António Costa, são todas para a redução da dívida. O ponto é este: não deveria ter sido esta a prioridade da legislatura? Não deveria ser esta uma matéria de acordo de regime?

Alguma coisa mudou mas para que tudo fique quase na mesma.

Estamos em pior situação para enfrentar a nova crise

Com menos espaço para aumentar impostos e com uma maior dívida para pagar é fácil prever que o buraco pode não ter fim.

Nas vésperas da crise em 2010 a dívida pública era de 90% do PIB, em 2017 foi 125% ; a carga fiscal era de 34,5%, em 2017 foi de 34,7%.

Assente numa política errada de aumento da procura interna via rendimento dos funcionários públicos, reformados e famílias em geral, levou à redução da poupança e ao aumento do endividamento das famílias . Tudo o resto foi induzido pela conjuntura internacional.

E cá estamos na véspera de nova crise na cauda do pelotão, em termos de crescimento só cinco países vão ter pior registo do que Portugal. Em 2019 serão quatro os que crescerão menos do que nós.

Os dois últimos ( Hungria e Polónia) os mais perto de nós, vão crescer mais de 4% este ano e mais de 3% em 2019. Ultrapassarem-nos é uma questão de tempo.

PS : texto a partir do Expresso - João Vieira Pereira