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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Portugal está afogado no empobrecimento

Este exemplo, comparando o crescimento de Israel com o crescimento de Portugal, mostra bem que o nosso país esté megulhado num processo de empobrecimento do qual só sairá com reformas estruturais profundas que o PS nunca fará.

Em 2004 o PIB per capita de Israel era de 19.877 dólares e o de Portugal de 18.046 dólares. Catorze anos depois do início da era de Netanyahu, o PIB per capita israelita mais do que duplicou para uns incríveis 41.614 dólares, enquanto que o português cifrou-se nos 23.146 dólares (dados do Banco Mundial). Em 2004, Israel ocupava a 35ª posição no ranking de PIB per capita e Portugal a 41ª. Em 2018, Israel ocupava a 25ª posição no ranking e Portugal a 38ª. Se, ao anlisarmos estes dados, ainda tivermos em conta as peculiaridades de Israel, que vive em constante ambiente de guerra e gasta 11% do seu orçamento em Defesa, face aos 4% de Portugal, que a dívida é de 60% do PIB e a de Portugal cerca de 117% e de que Portugal se encontra integrado e apoiado pela U.E., percebemos que, em contextos semelhantes, as diferenças no crescimento económico entre os dois países seriam ainda mais marcadas.

Um dos quatro mais pobres países da Europa

Ultrapassados pelos países do Leste Europeu que entraram na UE vinte anos após Portugal.  O que fizeram estes países na economia para terem estes resultados ? O que é preciso fazer por cá? Proposta de mais um grupo de trabalho.

"Não podemos ficar parados à espera que todo este desastre se concretize sem fazer nada para o contrariar", alerta o Fórum para a Competitividade na nota de conjuntura de fevereiro divulgada esta terça-feira, 3 de março. O objetivo é estudar o que está a ser feito nesses países para que consigam "tão bons resultados e Portugal compare tão mal com eles". 

O que há a fazer é mudar de modelo de desenvolvimento assente na intervenção do estado de que o PS é líder apoiado pela extrema esquerda.

Na criação de riqueza estamos a correr para 2008

De 1999 a 2019 crescemos 8% uma miséria que nos levou a ser ultrapassados pelos países do nosso campeonato. Os países do Sul e Leste Europeu.

A incapacidade do PS levar a efeito políticas públicas capazes de relançar a economia é bem evidente. Nesses 20 anos o PS governou 80% do tempo.

Nas últimas duas décadas a economia Portuguesa perdeu competitividade e estagnou do ponto de vista do crescimento económico. Entre 1999 e 2019 a economia Portuguesa cresceu cerca de 0.5% ao ano em média. Teve três recessões (2003; 2008-2009; 2011-2013). Como resultado disto, o PIB per capita (ou seja, a riqueza gerada por habitante) cresceu em termos reais, isto é, descontando o efeito da inflação, apenas 8% em 20 anos. Ou seja, entre 1999 e 2019 cada Português, ficou em média, apenas 8% mais rico. Um resultado medíocre.

Adicionalmente a este baixo crescimento, há uma espécie de barreira ao crescimento da economia Portuguesa em torno dos 2%. Isto é, a economia nacional não consegue, de forma duradoura e sustentada, crescer acima dos 2%/ano. Isso resulta de um PIB potencial que estará em torno de 1.5%, um dos mais baixos da União Europeia.

É verdade que as exportações deram um salto muito significativo em percentagem do PIB entre 2010 e 2015. Passaram de cerca de 28% do PIB para 42%. Mas desde então que praticamente não cresceram em termos do seu peso no PIB. Passaram de 42% para 44% nos últimos 5 anos.

Manter as políticas do PS é manter o país na pobreza, baixos salários, baixas pensões e maus serviços públicos. Não vale a pena fazer de conta com as histórias que o governo nos conta.

E a esquerda continua a governar ?

Nuno Garoupa

O país está estagnado há 25 anos. E isso corresponde a uma longa governação PS (18 anos) com dois sobressaltos da direita (7 anos). Prova evidentemente que o PS não sabe executar políticas públicas para colocar a economia a crescer (se soubesse, a economia não estaria estagnada depois de 25 anos). Mas também levanta a outra questão da qual a direita foge porque não sabe ou não quer responder - se a economia está estagnada há 25 anos em resultado da governação socialista, porque é que é a direita, e não o PS ou a esquerda, que está em mínimos históricos ao fim desses 25 anos?

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O propósito de qualquer governo não pode deixar de ser o crescimento económico

Com este governo não houve na anterior legislatura crescimento visível e na presente ainda haverá menos. Assim sendo como podemos nós pagar a dívida, aumentar os salários e melhorar os serviços públicos ?

Em cada ano o Estado gasta mais de 7 mil milhões de euros em Educação, quase 9 mil milhões em Saúde, mais de 13 mil milhões em Segurança e Ação Social. Outra conversa é se este dinheiro é bem gasto ou se pode continuar a ser gasto – veja-se o exemplo das despesas com a segurança social que triplicaram em menos de duas décadas.

Os players que competem no nosso campeonato oferecem a quem quer investir nos seus países muito melhores condições: na Holanda são 25% tal como aqui ao lado em Espanha. Na Eslováquia 21% (menos 1/3 que em Portugal!). Na Estónia ou na Letónia, 20%. Na Polónia ou na República Checa 19%. A mesma taxa é praticada na Eslovénia. Na Lituânia são 15% e na Irlanda 12,5%. Como podemos atrair investimento?

Mas mantenha as mãos no ar. Quando vai ao supermercado paga, normalmente, 23% de IVA. Na Holanda só pagaria 21%. Tal como na Letónia, na Lituânia, na Bélgica ou em Espanha. Na Estónia, na Roménia, na Eslováquia ou até em França 20%. Enfim, são apenas 6 os países com taxas normais de IVA superiores à nossa no contexto da União Europeia.

As receitas do Estado são muito importantes. Certo. Mas elas devem suceder em função de uma economia robusta e não de um assalto fiscal. A continuarmos assim, de facto, será mais difícil prosperar do que conseguirmos erguer um balde connosco lá dentro.

Um orçamento de continuidade é um orçamento que não melhora nada

Qual é o argumento para não se lançar mão ao descalabro no Serviço Nacional de Saúde ? Porque este orçamento devia apontar ao crescimento da economia e não o faz.

A antiga ministra das Finanças acusou o Governo de reduzir o défice apenas através do aumento de impostos e deterioração dos serviços públicos, comparando-a a "uma operação sem anestesia", defendendo que o equilíbrio das contas públicas deve ser atingido pela via do crescimento económico.

"Sem crescimento económico, o equilíbrio das contas públicas será posto em causa no primeiro dia em que houver alguma crise e nem precisa de ser muito profunda, basta que aumentem as taxas de juro", avisou.

Só quatro países da Europa crescem menos que Portugal

Sem mais crescimento não conseguiremos resolver os cada vez mais evidentes problemas com que nos debatemos apesar da mais elevada carga fiscal de sempre. Crescer redireccionando o crescimento é a chave do problema que afecta a degradação dos serviços públicos e mantém na pobreza dois milhões de portugueses. Bem pode Centeno cativar e Costa mentir.

O que diz o ritmo de Portugal é que a economia nacional vai em abrandamento: face ao primeiro semestre o crescimento passou para metade.

PME exportadoras - a chave para ultrapassar a pobreza

Já vamos em 43,7% do PIB mas precisamos de chegar a 50%/PIB para tirar o país dos crescimentos medíocres.

Recordando que as exportações têm sido o motor da recuperação económica, sendo que nos últimos dez anos o peso no PIB aumentou de cerca de 30% para 43,7% (1.º semestre de 2019), sublinha que a aposta em mercados externos é uma realidade com tendência de crescimento.

E foi precisamente a pensar nas metas do crescimento e da diversificação que o PE aponta o foco para três mercados, apostando em concreto em Espanha, Alemanha e Angola (que representam 34% das exportações); e para três setores estratégicos, o agroalimentar, metalomecânica e e-commerce. “Temas como a alimentação saudável (aposta em produtos com menos sal, gorduras ou açúcar) ou a economia circular, fazem parte da equação do futuro do comércio mundial e os especialistas convidados são atores importantes que darão pistas às PME para se posicionarem na vanguarda destas tendências

Finalmente, diversificar porque esta é a mais fácil e mais saudável forma de crescer. Dois terços das exportadoras (cerca de 33 mil) exportam apenas para um país e que os cinco principais países de destino representam cerca de 61% do nosso mercado”, conclui. Em seu entender, “se conseguirmos consolidar, crescer e diversificar estamos no bom caminho para continuarmos a aumentar o peso das exportações no PIB. Estamos a evoluir neste sentido sendo que as exportações já representam 44% do PIB, mas os outros países europeus da nossa dimensão têm valores superiores a 50% e a média europeia é de 46%”.

Então o primeiro ministro não diz que crescer se faz pela procura interna ?

É ao contrário Catarina, não há crescimento sem contas certas

O BE diz que quer contas certas mas à custa do crescimento económico. Era bom, estamos todos de acordo, só não se percebe é como é que temos crescimento económico sem ter contas certas.

Como é que crescemos com uma dívida elevadíssima da ordem dos 120% do PIB e com juros da ordem dos 4 000 milhões/ano apesar das taxas de juros estarem historicamente baixas graças à política do BCE ?

Por mais que o PIB cresça se a despesa pública estiver fora de controlo ( é por isso que Centeno faz as cativações que tanto enfurecem Catarina) não há défice que resista, nem dívida que não aumente. E o pior é que a carga fiscal já está em níveis nunca vistos não pode aumentar mais. Resta cativar despesa como faz Centeno. Aumentar o crescimento económico exige políticas de médio e longo prazo que a geringonça nunca esteve interessada em implementar. Não dá votos.

A UE nunca disse para controlar a despesa cortando no investimento. O que a UE diz é que é preciso controlar a despesa de funcionamento, precisamente a despesa que o BE tanto quer aumentar.

E é por estas e por outras que António Costa diz que um governo de coligação com o BE e o PCP é impossível. 

Centeno não vê dificuldade em alcançar 2,7% de aumento do PIB proposto por Rio

Continuamos a ser um país poucochinho a crescer abaixo das necessidades de um país pobre e desigual. Há muito que não crescemos porque apostamos no crescimento da despesa pública em detrimento do investimento e da elevada carga fiscal.

A alternativa, a alternativa que vale a pena, é fazer crescer a riqueza produzida pela iniciativa privada e isso faz-se incentivando o investimento e tornando o país competitivo fiscalmente.

Tudo mantendo as contas públicas equilibradas. Estes últimos quatro anos foram neste contexto uma oportunidade perdida. Aliás, o programa eleitoral apresentado pelo PS com Centeno a coordenar também propôs o PIB a crescer. Só que os parceiros da geringonça obrigaram a dirigir as políticas para os "avanços" com o resultado poucochinho que está à vista.

Quando a economia cresce no seu todo cresce para todos embora cresça mais para uns do que para outros. Não há outro forma de combater a pobreza.Tirar à classe média para dar a alguns grupos que dependem do estado não é justo e não termina com o desagrado como se vê pelas greves.