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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O Euro, a modernização do país e a dívida

Portugal modernizou-se com a entrada no Euro. Cento e trinta mil milhões de Euros entraram no país em condições de que nunca o país beneficiaria fora do Euro.

Com excessos resultantes de decisões políticas erradas a dívida cresceu demasiado mas a culpa não é do Euro. Mesmo assim a dívida ( de que resultou a modernização do país) é paga em condições extraordinariamente favoráveis graças a juros baixíssimos e ao programa de compra de dívida do BCE.

A alternativa, com moeda própria, seria um país atrasado, sem as estruturas necessárias a uma economia sólida e sem a qualidade de vida que o povo tem hoje como nunca teve antes.

O actual governo cortou como nunca no investimento favorecendo a despesa com pessoal. Espera-se o quê na economia nos próximos anos ? Que tenha um crescimento forte sem investimento ?

Diz-se que há países com cujas economias nos comparamos que crescem muito mais do que nós estando no Euro e outros fora do Euro.  Porque não crescemos nós se o Euro não impede o crescimento nesses países também eles integrados no Euro ? Más decisões de investimento e esse espírito anti-empreendedorismo que desgraçam o país.

É, claro, que há vantagens e desvantagens em pertencer ao Euro em conjunto com economias em situações de desenvolvimento muito diferentes. Mas ter moeda própria para a desvalorizar empobrecendo o país como aconteceu desde sempre não parece ser uma alternativa inteligente.

45 anos depois, o desafio é pôr a economia a crescer

Há 20 anos que não crescemos e isso explica os problemas com que nos confrontamos.

Os partidos e os sindicatos tradicionais terão de arranjar coragem para desatarem o grande nó górdio que impede Portugal de avançar: Fazer as reformas necessárias para que a economia possa voltar a crescer de verdade, após 20 anos de quase estagnação. Só assim será possível melhorar o nível de vida dos portugueses, manter o estado social e, no fim do dia, preservar a democracia e a liberdade que Abril nos trouxe.

Potenciar crescimento económico é preciso

Não me espanta nada ( tanta cativação em muitas áreas, aumento de impostos e mais algumas coisas os resultados estão à vista) e atrevo a ir mais longe dizer que este ano será mais baixo que o previsto e até haver um excedente orçamental, muito bem.

Mas o que importa é se tiverem um saldo positivo nos próximos anos o que irão fazer com o mesmo? Aproveitam para potenciar um choque fiscal e com isso atrair IDE e investimento interno e por fim potenciar crescimento económico e o mesmo gerar receitas, riqueza e emprego que se veja ou ser chapa ganha, chapa gasta?
Não será melhor ter um saldo positivo e acompanhado por um forte e robusto crescimento económico acima dos 3%? Pretendem finalmente fazerem reformas estruturais para atrair IDE e investimento interno e potenciarem medidas de relançamento da economia?
Não se esqueçam que até 2024 têm de reembolsar 51 mil milhões de € à outra parte da troika. Acham que com um saldo orçamental de 1% e baixa de juros nos mercados como consequência da mesmo conseguem cumprir esse objectivo, crescer economicamente acima de 3%, potenciar choques fiscais e reinvestir nos serviços e sectores públicos mais necessitados? E em que campo fica a despesa corrente primária? Muitas perguntas para responderem!

Sem poupança não há investimento e sem investimento não há crescimento

Estamos alegremente a empobrecer enquanto o governo anda maldosamente a enganar-nos. Infelizmente estes gráficos não mentem. E a ratoeira em que este governo meteu o país está bem explicado no texto . Há sempre quem não queira ver apesar da experiência recente com Sócrates.

O crescimento é medíocre e está a descer como não pode deixar de ser com o alarve corte no investimento. E a pergunta que já se impõe é : como sair disto ?

Até 2023, as nossas taxas de crescimento andarão na casa dos 1,5%. É difícil imaginar um cenário mais medíocre. 

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Um país cada vez mais pobre

Espanha nos últimos dez anos cresceu economicamente em termos agregados 31% . No mesmo período Portugal cresceu economicamente em termos agregados 7,5% . O governo anda a vender-nos como uma grande vitória um crescimento de 2,2% que já será de 1,8% em 2019 . Espanha e Portugal são vizinhos e pertencem à mesma zona economica pelo que os factores que afectam um afectam o outro.

Este é o resultado de uma política económica que corta no investimento e aumenta as cativações enquanto distribui o pouco que há pelas clientelas eleitorais.

As exportações estão em queda porque os países compradores, que são os mesmos de sempre, também já estão a travar.

Neste momento, o governo atacado por todos os lados pelos sindicatos, espera que a crise não se abata sobre o país antes das eleições pelo que em desespero procura continuar a distribuir o que tanta falta faz à economia.

O Turismo está a ser prejudicado pelos países nossos concorrentes que já saíram das situações turbulentas que afastaram boa parte dos turistas que nos procuraram .

O que é bom devemo-lo a terceiros como é o caso dos juros que, graças ao programa de compra de dívida do BCE, é agora mil milhões de euros mais baixo/ano.

De que te ris, António ?

Sem mais e melhor crescimento económico

Portugal não consegue satisfazer as aspirações de maior nível de vida e de equidade entre os portugueses sem mais e melhor crescimento económico.

“É claro para todos que as aspirações de bem-estar individual e de equidade coletiva da sociedade portuguesa excedem hoje a capacidade de produção da economia. Nós temos aspirações para as quais não temos capacidade de produção disponível e tal desalinhamento só pode ser colmatado com mais e melhor crescimento económico, caso contrário viveremos sempre com aspirações limitadas pela nossa própria incapacidade de gerar o rendimento que as permite satisfazer”, defendeu Carlos Costa.

Portugal é pobre e está em vias de empobrecimento relativo

É assim com as meias verdades de António Costa e as cativações de Centeno. Portugal é pobre e vai continuar a empobrecer.

E eis como, por felicidade, não incorreremos no triste destino da Noruega, que, além de nos vender bacalhau, é produtora de petróleo (nós, não!), 7.º país mais rico, próspero e feliz do Mundo (nós, não!), tem um PIB per capita de mais de 62.000 euros (nós, 29.000), e é a 16.ª nação mais competitiva do Mundo (nós, 34.ª).

Não queremos ser como a Noruega. Não há nada como as nossas renováveis e a nossa «transição energética», que sempre permitem mais um imposto, mais um emolumento, mais uma taxa – para custo actual e felicidade futura, como no credo socialista.

Em 1999, Portugal tinha 84% do rendimento per capita europeu; divergiu e tem hoje apenas 78%. A economia desacelerou para o ritmo mais lento desde a primeira metade de 2016, e tem a quinta taxa de crescimento mais baixa da Zona Euro. A previsão de crescimento por parte da Comissão Europeia para 2019 é de 1,8%, o que corresponde à 21.ª posição entre 28 países e ficará abaixo da média europeia de 1,9%. Em 2018, ultrapassar-nos-ão em riqueza a República Checa, a Eslovénia, a Eslováquia, a Lituânia e a Estónia. E, continuando as coisas como estão, a próxima década promete-nos que seremos também mais pobres que Croácia, Hungria e Polónia.

O «milagre económico» é como o «fim da austeridade» e a «redução da carga fiscal» – não existe. Portugal é pobre e está em vias de empobrecimento relativo.

A economia devia ter crescido muito mais

Sem a influência negativa da extrema esquerda a economia devia ter crescido muito mais.

Segundo Catroga, tendo em conta o contexto favorável de crescimento ao nível europeu dos últimos anos, Portugal devia mesmo já estar a criar excedente orçamental. “O défice público, em 2010, estava na casa dos 11% do PIB. Sem fatores extraordinários, estava à volta de 8,5%. Pedro Passos Coelho, em 2015, passou de 8,5% para 3% [do PIB]. Este Governo tinha obrigação nacional de passar de 3% para zero e criar excedente orçamental. Isto é um processo de ajustamento que começou em 2011 e que tem sido desenvolvido nos sete últimos anos e vai continuar a ser desenvolvido, porque temos de criar condições para a redução do stock da dívida pública; precisamos de criar condições para a melhoria da produtividade e da competitividade da economia portuguesa”, diz.