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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Só quatro países da Europa crescem menos que Portugal

Sem mais crescimento não conseguiremos resolver os cada vez mais evidentes problemas com que nos debatemos apesar da mais elevada carga fiscal de sempre. Crescer redireccionando o crescimento é a chave do problema que afecta a degradação dos serviços públicos e mantém na pobreza dois milhões de portugueses. Bem pode Centeno cativar e Costa mentir.

O que diz o ritmo de Portugal é que a economia nacional vai em abrandamento: face ao primeiro semestre o crescimento passou para metade.

PME exportadoras - a chave para ultrapassar a pobreza

Já vamos em 43,7% do PIB mas precisamos de chegar a 50%/PIB para tirar o país dos crescimentos medíocres.

Recordando que as exportações têm sido o motor da recuperação económica, sendo que nos últimos dez anos o peso no PIB aumentou de cerca de 30% para 43,7% (1.º semestre de 2019), sublinha que a aposta em mercados externos é uma realidade com tendência de crescimento.

E foi precisamente a pensar nas metas do crescimento e da diversificação que o PE aponta o foco para três mercados, apostando em concreto em Espanha, Alemanha e Angola (que representam 34% das exportações); e para três setores estratégicos, o agroalimentar, metalomecânica e e-commerce. “Temas como a alimentação saudável (aposta em produtos com menos sal, gorduras ou açúcar) ou a economia circular, fazem parte da equação do futuro do comércio mundial e os especialistas convidados são atores importantes que darão pistas às PME para se posicionarem na vanguarda destas tendências

Finalmente, diversificar porque esta é a mais fácil e mais saudável forma de crescer. Dois terços das exportadoras (cerca de 33 mil) exportam apenas para um país e que os cinco principais países de destino representam cerca de 61% do nosso mercado”, conclui. Em seu entender, “se conseguirmos consolidar, crescer e diversificar estamos no bom caminho para continuarmos a aumentar o peso das exportações no PIB. Estamos a evoluir neste sentido sendo que as exportações já representam 44% do PIB, mas os outros países europeus da nossa dimensão têm valores superiores a 50% e a média europeia é de 46%”.

Então o primeiro ministro não diz que crescer se faz pela procura interna ?

É ao contrário Catarina, não há crescimento sem contas certas

O BE diz que quer contas certas mas à custa do crescimento económico. Era bom, estamos todos de acordo, só não se percebe é como é que temos crescimento económico sem ter contas certas.

Como é que crescemos com uma dívida elevadíssima da ordem dos 120% do PIB e com juros da ordem dos 4 000 milhões/ano apesar das taxas de juros estarem historicamente baixas graças à política do BCE ?

Por mais que o PIB cresça se a despesa pública estiver fora de controlo ( é por isso que Centeno faz as cativações que tanto enfurecem Catarina) não há défice que resista, nem dívida que não aumente. E o pior é que a carga fiscal já está em níveis nunca vistos não pode aumentar mais. Resta cativar despesa como faz Centeno. Aumentar o crescimento económico exige políticas de médio e longo prazo que a geringonça nunca esteve interessada em implementar. Não dá votos.

A UE nunca disse para controlar a despesa cortando no investimento. O que a UE diz é que é preciso controlar a despesa de funcionamento, precisamente a despesa que o BE tanto quer aumentar.

E é por estas e por outras que António Costa diz que um governo de coligação com o BE e o PCP é impossível. 

Centeno não vê dificuldade em alcançar 2,7% de aumento do PIB proposto por Rio

Continuamos a ser um país poucochinho a crescer abaixo das necessidades de um país pobre e desigual. Há muito que não crescemos porque apostamos no crescimento da despesa pública em detrimento do investimento e da elevada carga fiscal.

A alternativa, a alternativa que vale a pena, é fazer crescer a riqueza produzida pela iniciativa privada e isso faz-se incentivando o investimento e tornando o país competitivo fiscalmente.

Tudo mantendo as contas públicas equilibradas. Estes últimos quatro anos foram neste contexto uma oportunidade perdida. Aliás, o programa eleitoral apresentado pelo PS com Centeno a coordenar também propôs o PIB a crescer. Só que os parceiros da geringonça obrigaram a dirigir as políticas para os "avanços" com o resultado poucochinho que está à vista.

Quando a economia cresce no seu todo cresce para todos embora cresça mais para uns do que para outros. Não há outro forma de combater a pobreza.Tirar à classe média para dar a alguns grupos que dependem do estado não é justo e não termina com o desagrado como se vê pelas greves.

Como evitar o 4º resgate ?

O país precisa de doze anos de crescimento económico e de contas equilibradas.

Tivemos três resgates financeiros (em 1977; em 1983 e em 2011) e não queremos mais nenhum. Para isso não basta a vontade. É preciso uma estratégia para o crescimento económico, para a sustentabilidade das finanças públicas e para novas práticas e reformas institucionais que potenciem ambas. Portugal necessita de mais doze anos (três legislaturas completas) de crescimento económico e de finanças públicas quase equilibradas para sair da zona de risco financeiro em que ainda se encontra apesar das significativas melhorias dos últimos anos.

Mas António Costa promete aumentar os vencimentos dos funcionários públicos ( a sério), assim aumentando a despesa pública numa conjuntura em que temos as projecções do PIB a descer, uma elevadíssima carga fiscal e uma dívida pública monstra. 

É preciso deixar António Costa beber a taça até à última gota.

O Euro, a modernização do país e a dívida

Portugal modernizou-se com a entrada no Euro. Cento e trinta mil milhões de Euros entraram no país em condições de que nunca o país beneficiaria fora do Euro.

Com excessos resultantes de decisões políticas erradas a dívida cresceu demasiado mas a culpa não é do Euro. Mesmo assim a dívida ( de que resultou a modernização do país) é paga em condições extraordinariamente favoráveis graças a juros baixíssimos e ao programa de compra de dívida do BCE.

A alternativa, com moeda própria, seria um país atrasado, sem as estruturas necessárias a uma economia sólida e sem a qualidade de vida que o povo tem hoje como nunca teve antes.

O actual governo cortou como nunca no investimento favorecendo a despesa com pessoal. Espera-se o quê na economia nos próximos anos ? Que tenha um crescimento forte sem investimento ?

Diz-se que há países com cujas economias nos comparamos que crescem muito mais do que nós estando no Euro e outros fora do Euro.  Porque não crescemos nós se o Euro não impede o crescimento nesses países também eles integrados no Euro ? Más decisões de investimento e esse espírito anti-empreendedorismo que desgraçam o país.

É, claro, que há vantagens e desvantagens em pertencer ao Euro em conjunto com economias em situações de desenvolvimento muito diferentes. Mas ter moeda própria para a desvalorizar empobrecendo o país como aconteceu desde sempre não parece ser uma alternativa inteligente.

45 anos depois, o desafio é pôr a economia a crescer

Há 20 anos que não crescemos e isso explica os problemas com que nos confrontamos.

Os partidos e os sindicatos tradicionais terão de arranjar coragem para desatarem o grande nó górdio que impede Portugal de avançar: Fazer as reformas necessárias para que a economia possa voltar a crescer de verdade, após 20 anos de quase estagnação. Só assim será possível melhorar o nível de vida dos portugueses, manter o estado social e, no fim do dia, preservar a democracia e a liberdade que Abril nos trouxe.

Potenciar crescimento económico é preciso

Não me espanta nada ( tanta cativação em muitas áreas, aumento de impostos e mais algumas coisas os resultados estão à vista) e atrevo a ir mais longe dizer que este ano será mais baixo que o previsto e até haver um excedente orçamental, muito bem.

Mas o que importa é se tiverem um saldo positivo nos próximos anos o que irão fazer com o mesmo? Aproveitam para potenciar um choque fiscal e com isso atrair IDE e investimento interno e por fim potenciar crescimento económico e o mesmo gerar receitas, riqueza e emprego que se veja ou ser chapa ganha, chapa gasta?
Não será melhor ter um saldo positivo e acompanhado por um forte e robusto crescimento económico acima dos 3%? Pretendem finalmente fazerem reformas estruturais para atrair IDE e investimento interno e potenciarem medidas de relançamento da economia?
Não se esqueçam que até 2024 têm de reembolsar 51 mil milhões de € à outra parte da troika. Acham que com um saldo orçamental de 1% e baixa de juros nos mercados como consequência da mesmo conseguem cumprir esse objectivo, crescer economicamente acima de 3%, potenciar choques fiscais e reinvestir nos serviços e sectores públicos mais necessitados? E em que campo fica a despesa corrente primária? Muitas perguntas para responderem!

Sem poupança não há investimento e sem investimento não há crescimento

Estamos alegremente a empobrecer enquanto o governo anda maldosamente a enganar-nos. Infelizmente estes gráficos não mentem. E a ratoeira em que este governo meteu o país está bem explicado no texto . Há sempre quem não queira ver apesar da experiência recente com Sócrates.

O crescimento é medíocre e está a descer como não pode deixar de ser com o alarve corte no investimento. E a pergunta que já se impõe é : como sair disto ?

Até 2023, as nossas taxas de crescimento andarão na casa dos 1,5%. É difícil imaginar um cenário mais medíocre. 

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