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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Centeno não vê dificuldade em alcançar 2,7% de aumento do PIB proposto por Rio

Continuamos a ser um país poucochinho a crescer abaixo das necessidades de um país pobre e desigual. Há muito que não crescemos porque apostamos no crescimento da despesa pública em detrimento do investimento e da elevada carga fiscal.

A alternativa, a alternativa que vale a pena, é fazer crescer a riqueza produzida pela iniciativa privada e isso faz-se incentivando o investimento e tornando o país competitivo fiscalmente.

Tudo mantendo as contas públicas equilibradas. Estes últimos quatro anos foram neste contexto uma oportunidade perdida. Aliás, o programa eleitoral apresentado pelo PS com Centeno a coordenar também propôs o PIB a crescer. Só que os parceiros da geringonça obrigaram a dirigir as políticas para os "avanços" com o resultado poucochinho que está à vista.

Quando a economia cresce no seu todo cresce para todos embora cresça mais para uns do que para outros. Não há outro forma de combater a pobreza.Tirar à classe média para dar a alguns grupos que dependem do estado não é justo e não termina com o desagrado como se vê pelas greves.

Como evitar o 4º resgate ?

O país precisa de doze anos de crescimento económico e de contas equilibradas.

Tivemos três resgates financeiros (em 1977; em 1983 e em 2011) e não queremos mais nenhum. Para isso não basta a vontade. É preciso uma estratégia para o crescimento económico, para a sustentabilidade das finanças públicas e para novas práticas e reformas institucionais que potenciem ambas. Portugal necessita de mais doze anos (três legislaturas completas) de crescimento económico e de finanças públicas quase equilibradas para sair da zona de risco financeiro em que ainda se encontra apesar das significativas melhorias dos últimos anos.

Mas António Costa promete aumentar os vencimentos dos funcionários públicos ( a sério), assim aumentando a despesa pública numa conjuntura em que temos as projecções do PIB a descer, uma elevadíssima carga fiscal e uma dívida pública monstra. 

É preciso deixar António Costa beber a taça até à última gota.

O Euro, a modernização do país e a dívida

Portugal modernizou-se com a entrada no Euro. Cento e trinta mil milhões de Euros entraram no país em condições de que nunca o país beneficiaria fora do Euro.

Com excessos resultantes de decisões políticas erradas a dívida cresceu demasiado mas a culpa não é do Euro. Mesmo assim a dívida ( de que resultou a modernização do país) é paga em condições extraordinariamente favoráveis graças a juros baixíssimos e ao programa de compra de dívida do BCE.

A alternativa, com moeda própria, seria um país atrasado, sem as estruturas necessárias a uma economia sólida e sem a qualidade de vida que o povo tem hoje como nunca teve antes.

O actual governo cortou como nunca no investimento favorecendo a despesa com pessoal. Espera-se o quê na economia nos próximos anos ? Que tenha um crescimento forte sem investimento ?

Diz-se que há países com cujas economias nos comparamos que crescem muito mais do que nós estando no Euro e outros fora do Euro.  Porque não crescemos nós se o Euro não impede o crescimento nesses países também eles integrados no Euro ? Más decisões de investimento e esse espírito anti-empreendedorismo que desgraçam o país.

É, claro, que há vantagens e desvantagens em pertencer ao Euro em conjunto com economias em situações de desenvolvimento muito diferentes. Mas ter moeda própria para a desvalorizar empobrecendo o país como aconteceu desde sempre não parece ser uma alternativa inteligente.

45 anos depois, o desafio é pôr a economia a crescer

Há 20 anos que não crescemos e isso explica os problemas com que nos confrontamos.

Os partidos e os sindicatos tradicionais terão de arranjar coragem para desatarem o grande nó górdio que impede Portugal de avançar: Fazer as reformas necessárias para que a economia possa voltar a crescer de verdade, após 20 anos de quase estagnação. Só assim será possível melhorar o nível de vida dos portugueses, manter o estado social e, no fim do dia, preservar a democracia e a liberdade que Abril nos trouxe.

Potenciar crescimento económico é preciso

Não me espanta nada ( tanta cativação em muitas áreas, aumento de impostos e mais algumas coisas os resultados estão à vista) e atrevo a ir mais longe dizer que este ano será mais baixo que o previsto e até haver um excedente orçamental, muito bem.

Mas o que importa é se tiverem um saldo positivo nos próximos anos o que irão fazer com o mesmo? Aproveitam para potenciar um choque fiscal e com isso atrair IDE e investimento interno e por fim potenciar crescimento económico e o mesmo gerar receitas, riqueza e emprego que se veja ou ser chapa ganha, chapa gasta?
Não será melhor ter um saldo positivo e acompanhado por um forte e robusto crescimento económico acima dos 3%? Pretendem finalmente fazerem reformas estruturais para atrair IDE e investimento interno e potenciarem medidas de relançamento da economia?
Não se esqueçam que até 2024 têm de reembolsar 51 mil milhões de € à outra parte da troika. Acham que com um saldo orçamental de 1% e baixa de juros nos mercados como consequência da mesmo conseguem cumprir esse objectivo, crescer economicamente acima de 3%, potenciar choques fiscais e reinvestir nos serviços e sectores públicos mais necessitados? E em que campo fica a despesa corrente primária? Muitas perguntas para responderem!

Sem poupança não há investimento e sem investimento não há crescimento

Estamos alegremente a empobrecer enquanto o governo anda maldosamente a enganar-nos. Infelizmente estes gráficos não mentem. E a ratoeira em que este governo meteu o país está bem explicado no texto . Há sempre quem não queira ver apesar da experiência recente com Sócrates.

O crescimento é medíocre e está a descer como não pode deixar de ser com o alarve corte no investimento. E a pergunta que já se impõe é : como sair disto ?

Até 2023, as nossas taxas de crescimento andarão na casa dos 1,5%. É difícil imaginar um cenário mais medíocre. 

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Um país cada vez mais pobre

Espanha nos últimos dez anos cresceu economicamente em termos agregados 31% . No mesmo período Portugal cresceu economicamente em termos agregados 7,5% . O governo anda a vender-nos como uma grande vitória um crescimento de 2,2% que já será de 1,8% em 2019 . Espanha e Portugal são vizinhos e pertencem à mesma zona economica pelo que os factores que afectam um afectam o outro.

Este é o resultado de uma política económica que corta no investimento e aumenta as cativações enquanto distribui o pouco que há pelas clientelas eleitorais.

As exportações estão em queda porque os países compradores, que são os mesmos de sempre, também já estão a travar.

Neste momento, o governo atacado por todos os lados pelos sindicatos, espera que a crise não se abata sobre o país antes das eleições pelo que em desespero procura continuar a distribuir o que tanta falta faz à economia.

O Turismo está a ser prejudicado pelos países nossos concorrentes que já saíram das situações turbulentas que afastaram boa parte dos turistas que nos procuraram .

O que é bom devemo-lo a terceiros como é o caso dos juros que, graças ao programa de compra de dívida do BCE, é agora mil milhões de euros mais baixo/ano.

De que te ris, António ?

Sem mais e melhor crescimento económico

Portugal não consegue satisfazer as aspirações de maior nível de vida e de equidade entre os portugueses sem mais e melhor crescimento económico.

“É claro para todos que as aspirações de bem-estar individual e de equidade coletiva da sociedade portuguesa excedem hoje a capacidade de produção da economia. Nós temos aspirações para as quais não temos capacidade de produção disponível e tal desalinhamento só pode ser colmatado com mais e melhor crescimento económico, caso contrário viveremos sempre com aspirações limitadas pela nossa própria incapacidade de gerar o rendimento que as permite satisfazer”, defendeu Carlos Costa.

Portugal é pobre e está em vias de empobrecimento relativo

É assim com as meias verdades de António Costa e as cativações de Centeno. Portugal é pobre e vai continuar a empobrecer.

E eis como, por felicidade, não incorreremos no triste destino da Noruega, que, além de nos vender bacalhau, é produtora de petróleo (nós, não!), 7.º país mais rico, próspero e feliz do Mundo (nós, não!), tem um PIB per capita de mais de 62.000 euros (nós, 29.000), e é a 16.ª nação mais competitiva do Mundo (nós, 34.ª).

Não queremos ser como a Noruega. Não há nada como as nossas renováveis e a nossa «transição energética», que sempre permitem mais um imposto, mais um emolumento, mais uma taxa – para custo actual e felicidade futura, como no credo socialista.

Em 1999, Portugal tinha 84% do rendimento per capita europeu; divergiu e tem hoje apenas 78%. A economia desacelerou para o ritmo mais lento desde a primeira metade de 2016, e tem a quinta taxa de crescimento mais baixa da Zona Euro. A previsão de crescimento por parte da Comissão Europeia para 2019 é de 1,8%, o que corresponde à 21.ª posição entre 28 países e ficará abaixo da média europeia de 1,9%. Em 2018, ultrapassar-nos-ão em riqueza a República Checa, a Eslovénia, a Eslováquia, a Lituânia e a Estónia. E, continuando as coisas como estão, a próxima década promete-nos que seremos também mais pobres que Croácia, Hungria e Polónia.

O «milagre económico» é como o «fim da austeridade» e a «redução da carga fiscal» – não existe. Portugal é pobre e está em vias de empobrecimento relativo.