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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O governo a jogar sozinho

Quando se compara os indicadores com os outros países da Europa percebemos que o país que nos vendem é uma ilusão.

Vamos voltar a crescer a um bom ritmo este ano. Mas o que importa é saber como estamos a evoluir em termos relativos. Qualquer jogador pode pensar que é o melhor do mundo se jogar sozinho, mas é quando se compara com os outros que percebe em que campeonato pode jogar. E no do crescimento estamos perto da despromoção para a terceira divisão distrital.

Temos o menor défice da democracia, mas é o sexto pior da zona euro. A dívida pública está em queda, mas é a medalha de bronze no pódio dos que mais devem. Vamos crescer 2,3% (ou qualquer valor próximo), mas é o sétimo pior registo entre os 28 países da União Europeia. Temos a taxa de desemprego mais baixa dos últimos 14 anos, mas temos o segundo menor crescimento de produtividade de toda a Europa.

A dívida é um céu de chumbo que paira sobre nós

Todos têm razão perante a degradação evidente dos serviços públicos mas a sua melhoria tem que ser conseguida em paralelo com a redução agressiva da dívida pública .

Sem isso não resistimos ao próximo choque, não podemos garantir um estado funcional e muito menos sonhar com uma menor carga fiscal.

Até 2022 continuaremos esmagados por esse céu de chumbo que condiciona a vida de todos nós. Desde 2011 são 11 anos da nossa vida que carregamos um peso superior a 100% do PIB. Desde o humilhante resgate pedido externamente .

E é também o maior travão ao investimento, que condiciona no presente e no futuro o crescimento da economia e nos obriga a um esforço brutal em juros , bem como a recorrer aos mercados para nos financiarmos.

Até lá dependemos de factores externos que não controlamos.

Daniel Bessa e a visão medíocre de Centeno

É tudo poucochinho . Em 27 países temos 19 a crescer mais do que nós.

Não há uma visão de futuro, não há uma única reforma . Quando o presente ciclo de crescimento da economia cessar o país estará no mesmo lugar medíocre.

De novo, o tema das exportações, que o economista considera como a “maior reforma que se fez em Portugal“. ( pelas empresas privadas tão mal tratadas pelo governo)

“O fator de arrasto é a economia europeia mas a rede são as exportações. Se eu não tiver exportações de pouco vale…”, adianta.

Mas logo a seguir volta a falar em mediocridade. “Portugal está muito melhor, temos hoje mais exportações, mas de novo é medíocre”. E dá os exemplos da Áustria, Hungria, República Checa. “Tudo a exportar mais do que nós, mas estamos muito contentes com os nossos 40%”.

Há quem não vá na narrativa de António Costa, a das sucessivas vitórias históricas.

Economia portuguesa mal colocada para manter crescimento

Atrás de nós só está a Grécia, quem havia de ser...

As perspectivas para Portugal são penalizadas pelos dados demográficos, sendo o país com maior perda de população estimada para 2030 e com a população activa mais envelhecida nessa data. Também no capítulo do investimento, Portugal apresenta indicadores modestos nos anos analisados. O cenário apenas melhora no que toca à produtividade do trabalho, embora o indicador da produtividade total dos factores de produção também seja dos mais baixos.

Alguém reconhece uma política fiscal amiga da demografia e do investimento por parte deste governo ? Mais apoios aos casais jovens com filhos e ao investimento. Saíram 100 000 portugueses para a Europa em 2016 na maioria gente jovem e bem preparada . E qual é a prioridade dessa esquerda estupidamente ideológica ?

Os funcionários públicos e os pensionistas. Vamos longe .

Ranking

 

 

1- Irlanda

2- França

3- Bélgica

4- Holanda

5- Alemanha

6- Áustria

7- Espanha

8- Itália

9- Portugal

10- Grécia

Um milagre iniciado por Passos Coelho e continuado por António Costa

Passos Coelho iniciou o "milagre" do crescimento económico, Costa preservou-o. Quem o diz é o Presidente da República.

Em entrevista ao jornal espanhol La Voz de Galicia, Marcelo comenta as notícias recentes sobre a economia portuguesa lembrando que houve um “primeiro tempo, a primeira fase do milagre, que foi o período crítico em que os portugueses souberam sofrer sacrifícios muito pesados sem os quais não teria sido possível a segunda fase do milagre”.

Houve “mérito, há que dizê-lo, do governo anterior, do dr. Pedro Passos Coelho. O milagre começou aí”, atira Marcelo Rebelo de Sousa. Mas houve, então, uma “segunda fase do milagre, que foi quando com o novo governo — com uma composição oposta da anterior e apoiado por partidos que tinham uma posição muito crítica das políticas anteriores — se receou que pudesse romper com a recuperação das finanças públicas, isso não aconteceu”.

Foi assim não foi como a esquerda apresenta a narrativa tomando para si os méritos que pertencem a outros.

A economia só em 2018 voltará ao nível de 2008

 Na atualização das projeções que faz esta terça-feira, o Banco de Portugal compara a evolução da economia desde 2008 até 2020. Nessa trajetória é possível verificar que 2018 será o ano em que Portugal voltará a ter a mesma dimensão da economia que tinha em 2008.

Quem ouve o governo julga que a criação de riqueza é um máximo histórico naquele registo a que nos habituou, uma mentira encoberta pelo diáfano manto da fantasia. Segundo a mentirinha estamos todos melhor e sem maior carga fiscal ainda que com menor riqueza.

São rosas, senhor.

Não recuperamos o tempo perdido de divergência com a Europa

A economia portuguesa já está a abrandar o que nos impede de recuperar face à Europa.

Este ano o PIB deverá aumentar 2,3% – menos do que os 2,7% registados em 2017 .

Em 2019 o crescimento económico deverá abrandar para 1,9% e em 2020 a economia já só deverá crescer 1,7%.

O mesmo de sempre, o ciclo infernal que nos deixa na cauda da Europa . Sem as reformas incontornáveis que este governo está impedido de fazer ( devido à sua composição) não há recuperação face à Europa.

Há pouco mérito no crescimento da economia portuguesa

Beneficiamos de condições externas excepcionais. Estímulos do BCE, preço do petróleo, crescimento elevado dos nossos principais parceiros comerciais. Mas mesmo assim não conseguimos chegar aos 3% valor que, por exemplo a Espanha ultrapassa desde 2015.

Nos últimos dois anos, pouco ou nada tem sido feito para ultrapassar os bloqueios estruturais ao crescimento económico. Pelo contrário. Em alguns casos, como na área da fiscalidade, o movimento tem sido no sentido de deteriorar a competitividade da economia portuguesa face aos seus parceiros comerciais. Também a forte redução do investimento público – que poderia não ser grave se existisse uma estratégia clara de afectação dos recursos – pode vir a pôr em causa a competitividade da economia portuguesa. Na área do ensino superior e investigação, há estratégia, mas, infelizmente, não há dinheiro. Pode ser que se aproveite o movimento da descentralização para reformar o Estado…

Resumindo, no crescimento de 2017, há muito pouco mérito do actual Governo. E não quero com isto dizer que há uma solução fácil para pôr a economia portuguesa a crescer de forma sustentada em torno dos 3% ao ano. O problema é que essa não parece ser uma prioridade deste Governo. E, assim sendo, só nos resta esperar que os ventos internacionais nos continuem a soprar de feição.

 

Um dos mais baixos crescimentos da economia

A economia portuguesa teve um dos mais baixos crescimentos da economia, no quarto trimestre, abaixo da média europeia. Só seis economias tiveram pior

O PIB de Portugal cresceu a uma taxa homóloga de 2,4% nos últimos três meses de 2017, abaixo da média da Zona Euro (2,7%) e da União Europeia (2,6%). Tendo em conta todos os 28 países da UE, apenas seis cresceram menos do que Portugal. Reduzindo a análise à Zona Euro, apenas quatro cresceram abaixo de 2,4%.

Apesar do bom momento da economia europeia, o nosso crescimento é poucochinho para mais tendo nós a segunda mais alta dívida .

A grande questão financeira é a dívida

Mas a dívida não desce apesar do crescimento da economia. Competência é fazer crescer a economia e reduzir a dívida. E nos bons momentos preparar as soluções para os maus momentos.

Ambos concordam num ponto: é preciso cumprir a regra de ouro das finanças públicas — “o endividamento só deve acontecer em situações de investimento reprodutivo“, sintetiza Bagão Félix, algo que nem sempre aconteceu no passado do país. Para Guilherme d’Oliveira Martins “não deve haver endividamento se não for para despesas de investimento”. Mas, acima de tudo, ambos priorizam a criação de condições de sustentabilidade para não existir mais dívida no futuro.

Qual é a solução para reduzir a dívida pública? Além da redução do défice e o aumento dos excedentes orçamentais, os ex-ministros das Finanças argumentam que é preciso aliar o crescimento económico com a redução da dívida bruta, de forma a baixar o rácio.