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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Vamos ter que voltar à austeridade

O crescimento é medíocre e já lá vão cinco anos. Quanto tempo mais teremos sem que apanhemos de frente com nova crise ? Não é se é quando e, nessa altura, o país não está minimamente preparado. Porque não fez as reformas que o bom momento propicia.

Tudo isto é extraordinariamente frágil. Aliás, o Conselho das Finanças Públicas e a UTAO, no Parlamento, têm dito isto repetidamente. Tudo foi conseguido sem realmente ter resolvido o problema. É como se pusesse uma cinta sem fazer dieta, a gordura está lá toda, mas mais apertada. Parece que está elegante, mas não está, porque isto vai rebentar. E quando tudo isto rebentar vai ver-se como foi ilusório este período, pois este crescimento é medíocre: estamos com taxas abaixo de 2,5%. Nenhuma outra recuperação portuguesa das últimas décadas teve níveis tão baixos. Nós não estamos com um novo surto de desenvolvimento que leve o país a atingir os parceiros da Europa. Estamos com um período de alívio, mas com os mesmos vícios que nos levaram à crise anterior e que certamente vão gerar a próxima

O crescimento da dívida não engana

A Verdade da Mentira

A dívida pública é como o algodão: não engana.

Podem martelar contas, cozinhar a contabilidade e fazer todas as engenharias financeiras que quiserem, para esconder deficit, e podem até inventar crescimento económico, e inflacionar os valores do PIB, que tudo isso não passam de esquemas de reporte das contas, que só serve para enganar o zé povinho, os eleitores, a UE e o Eurostat.

Podem até reportar excedentes e superavits, meros embustes, e falácias, que mais tarde ou mais cedo, não resistem ao teste da dívida.

No final, a evolução da dívida pública, acaba sempre por espelhar a verdade das contas públicas, e das governações.

Até que a dívida continue a crescer, é porque existe deficit, mesmo que não reportado, não totalmente reportado, martelado ou escondido.

Até que a dívida cresça, continuam a gastar mais que o que deviam e mais que o que temos. É assim simples, simples, e o resto é conversa da treta para enganar tolos, ignorantes e demais gentes que gostam de ser enganadas.

Mas porquê agora este disparo no valor acumulado da dívida pública? É muito simples a resposta: andaram a martelar contas nos últimos dois meses do ano, a atrasar despesa e lançamento de facturas, e a acumular dívidas a fornecedores, com o objectivo único de "alindar" os números de final do ano, e assim poderem apresentar ao povo português, aos credores, e a Bruxelas, uma fotografia a cores, de uma realidade a preto e branco. E agora a dura realidade, começa a vir á superfície, e a tomar o seu caminho.

Basta is analisar a variação dos valores em caixa, a variação dos montantes das dívidas a fornecedores, e a variação do total da dívida pública, e facilmente se apanham todas as manigâncias com os números reportados no deficit.

Ainda nos vão acusar que só gostamos de copos e gajas

É como se estivéssemos num carro, a acelerar estrada fora, numa perfeita reta de autoestrada, sem transito, sem buracos, mas também sem travões.

E que além da festa animada que vai dentro do carro, temos uma vasta claque que nos encoraja indiferente à curva que se vai aproximando.

Quando batermos de frente vamos ter os mesmos que agora, de quando em vez, nos embalam a dizer que somos maus e preguiçosos.

Se não conseguimos fazer o que é preciso quando o ambiente é único de forte crescimento económico europeu e de baixíssimas taxas de juro de certeza que estamos a cometer os mesmos erros do passado.

PS: A partir de : Expresso - João Vieira Pereira

 

 

Portugal a afundar perante os rivais europeus - 1

Portugal apesar do "maior crescimento do século" arrisca-se a afundar na tabela de desenvolvimento da UE caindo para uma inédita 20º posição entre os 28 estados membros entre a Lituânia e a Estónia ( dois sucessos da antiga União Soviética)

Virado para dentro, o país até se pode congratular por estar a crescer ao ritmo mais forte desde o inicio do século e ter voltado a crescer acima da média europeia. Mas, virado para fora,constata-se que a generalidade dos Estados-membros está a crescer bem acima da economia portuguesa, surfando uma onda que Portugal não está a conseguir aproveitar.

( Eurostat-Expresso)

 

O crescimento do PIB a cair

Há cada vez mais  instituições a reverem em baixa o crescimento do PIB para os próximos anos.

Em 2017 teremos 2,5% mas em 2018 andaremos nos 1,7% e não se espera melhor para os anos mais próximos. Aqui ao lado em Espanha que também passou por um programa de ajustamento o PIB cresce a 3% há já 3 anos.

E o que se passa na AutoEuropa pode significar um impacto bem negativo já este ano no PIB e no próximo ano. E este impacto ( a acontecer) ainda não está reflectido nas previsões.

A Moody´s espera um défice de 1,8% este ano (acima da perspectiva do Governo) e espera subida do défice para 2% em 2018 devido a algum relaxamento fiscal.

É, por isto, e não só que a dívida não desce e não sai do "lixo" nos próximos 12 meses .

É preciso continuar com a consolidação orçamental sem o que, o país, sentirá de imediato a pressão dos mercado,. Por cada "aumento" no lado da despesa temos um aumento no lado da receita. Agora é sobre a "fast food" como se fossem os ricos e os remediados a comerem a comida rápida e barata.

Parece que o governo lhes quer tratar da saúde. Bom argumento.

 

 

Este crescimento do PIB não é sustentável

O crescimento do PIB desacelerou fortemente e vai continuar. Mesmo em 2018 .

“O PIB do 2.º trimestre foi revisto em alta ligeira, de 2,8% para 2,9%, embora a sua composição não seja inteiramente tranquilizadora. O crescimento em cadeia desacelerou fortemente, de 1,0% para 0,3%, com queda das exportações e consumo privado, compensada pela subida do investimento”.

A equipa de economistas liderada por Pedro Ferraz da Costa diz ainda que, com o crescimento de emprego (3,5%), “o PIB deveria estar a crescer claramente acima dos 4%”.

O que isto quer dizer é que o emprego é pouco produtivo e a economia está a produzir para armazém à espera que apareçam compradores .  

E a dívida continua a crescer

Apesar dos pagamentos ao FMI a dívida continua a crescer . A notação só deixará o "lixo" daqui a 18 meses, os juros não descem .

Uma montante de 250 mil milhões de que raramente se fala.

A subida no sexto mês do ano retoma a trajectória de agravamento que se regista este ano e que foi interrompida apenas em Maio, quando desceu mais de 200 milhões face ao anterior recorde de 247,5 mil milhões de euros fixado em Abril.

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Desafios colocados pela elevada dívida e baixo crescimento potencial

É, claro, que quando alguma coisa cai não passa do chão. Ou permanece lá ou alguém faz um esforço e levanta-a . Foi o que aconteceu com a economia em Portugal. Depois de bater no fundo com a bancarrota foi preciso fazer um esforço tremendo para a levantar do chão. A austeridade deu-lhe leveza e asas para crescer . O ritmo a que cresce é que depende de medidas que esta forma de governo impede de implementar. O PCP e o BE são um travão ao crescimento da economia porque estão contra às reformas que ainda são necessárias.   

..."é particularmente gratificante ver que todos os antigos países de programa – Espanha, Irlanda, Portugal, e Chipre – estão entre os campeões de crescimento na Europa". Para o líder do fundo de resgate "isto mostra que a abordagem do MEE de providenciar solidariedade aos países da Zona Euro em troca de reformas económicas funciona". Mas foram inicialmente dolorosos e não necessariamente ? Agora todos concordamos.

Face aos desafios colocado pela elevada dívida e baixo crescimento potencial, o país "deve continuar a adoptar as medidas recomendadas pelo Conselho da UE que visam promover a competitividade. [Assim como] continuar a lidar com o elevado stock de crédito malparado no balanço dos bancos", recomenda o MEE, que é maior credor do país, com um empréstimo de 26 mil milhões de euros.

Como se vê todos os países que estiveram sujeitos ao programa de ajustamento estão todos actualmente a beneficiar de bons resultados. Todos. Será que é por a geringonça estar a governar cá no rectângulo ?

É que há quem, alheio ao ridículo, ainda fale do PEC IV...

O mais forte crescimento é obra do governo anterior

No PIB, no emprego, no investimento, Portugal continua abaixo de 2008 . Apesar do petróleo barato, do Euro depreciado, do crescimento dos nossos principais mercados de destino ( a Espanha cresce 3,4% há 18 meses consecutivos ) . Com os actuais números da economia nem sequer estamos a convergir com a Zona Euro, precisamos de crescer acima de 3% . E, pior, as previsões é que o crescimento vai perder fulgor nos trimestres seguintes. 

Mesmo destacando o crescimento homólogo de 2,8% como "o mais alto desde 2007", a instituição Informação de Mercados Financeiros (IMF) faz questão de lembrar que o PIB luso "ainda não recuperou os níveis anteriores à crise de 2008".

A IMF dá, em simultâneo, razão a quem defende que o mais forte crescimento é obra das reformas do anterior Governo, tal como fez o PSD ainda esta manhã, e quem argumenta que são as políticas seguidas pelo actual Executivo a animar a economia.

"Estes são números bastante positivos porque confirmam o crescimento contínuo da economia portuguesa desde meados de 2013 (considerando variações homólogas) e também confirmam uma aceleração do ritmo de crescimento, o que é uma novidade", referem os analistas da IMF que falam em "bonança perfeita" para fazer referência ao conjunto de circunstâncias (como o euro em baixa ou o petróleo ainda barato) que ajudaram a potenciar o crescimento do primeiro trimestre.