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BandaLarga

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Visão estratégica recebeu mais de 700 contributos

A Visão estratégica do Prof Costa e Silva teve mais de 700 contributos durante a discussão pública que terminou agora.

Já foram tornados públicos os contributos de várias entidades, como a Zero, Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Confederação Nacional da Agricultura, Associação Comercial do Porto, Comité Olímpico de Portugal, entre outras entidades

Da parte do PSD exige-se que o dinheiro seja investido nas empresas privadas e não em obras públicas. Nos últimos 20 anos a aposta nas obras públicas pouco favoreceu a produção de riqueza. Os salários actuais em termos reais estão ao nível de 2000 .

Do lado do PCP, que recusou estar presente na apresentação do documento, chegaram elogios à defesa da produção nacional, mas duras críticas quanto à omissão da valorização dos trabalhadores e salários. A crítica relativamente aos direitos dos trabalhadores foi partilhada pelo Bloco de Esquerda.

O PAN critica a política ambiental ( a falta dela ) como seja a exploração do lítio.

O documento entregue por Costa Silva colocou várias ideias em cima da mesa: quer expansão dos metros de Lisboa e Porto, a aposta na ferrovia e portos, um pacto entre as empresas e o Estado, a criação de um fundo soberano nacional e assinala a importância de recursos endógenos como hidrogénio verde ou lítio para a transição energética. O objetivo é que haja um “equilíbrio virtuoso entre o Estado e os mercados”, uma vez que os mercados “auto regulados não funcionam para o bem comum”.

Visão estratégica para a economia no período 2020/2030 - 1

Aí está o tão aguardado plano para a economia do Costa e Silva. Há vários capítulos importantes mas para mim o mais importante de todos é o seguinte :

  É crucial prestar atenção às pequenas e médias empresas (PME), porque representam mais de 95% do tecido empresarial português e empregam mais de 75% das pessoas. A saída da economia do estado de coma, a sua recuperação e a criação de condições para o crescimento económico, implica ter empresas mais saudáveis, ajudá-las a resolver problemas de financiamento e considerar a possibilidade de aliviar a sua carga fiscal, que é muito elevada e torna o país menos competitivo”,

É crucial que este Pacto Estado/empresas seja uma plataforma para corrigir muitas das vulnerabilidades do nosso tecido empresarial”, resume António Costa Silva. O objetivo do consultor é produzir uma nova geração de “campeões globais” capazes de venderem não só produtos, mas também ideias e serviços à escala global.

E quando a economia portuguesa for mais saudável e as empresas estiverem capitalizadas, “é importante o Estado ter uma estratégia de retirada, porque o seu papel não deve ser o de substituir-se às empresas, mas pelo contrário criar condições para elas poderem operar, crescer e competir”.