Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

O cuco comunista

O PCP chama "cuco" ao BE porque este está sempre, nas horas certas, a apoiar o imperialismo. Mete a cabecinha de fora e... cucu .

"Em matéria de política internacional, o BE parece um relógio suíço. Com uma pontualidade de fazer inveja a qualquer passaroco profissional, desses que saem de caixas coloridas em formato de casinha, com telhados e tudo, aí aparecem eles, sempre a colocar-se ao lado dos interesses do imperialismo”, lê-se em artigo de opinião de um dirigente comunista na edição de hoje do jornal “Avante!”.

Já o PCP é cuco nos contratos das câmaras controladas por militantes seus. Adjudica milhões sem concurso . Sempre na hora certa .

"Há uma rede vermelha de adjudicações entre empresas ligadas ao Partido Comunista Português e municípios controlados pelo partido. Vinte e três autarquias e seis outras entidades públicas lideradas pela CDU adjudicaram, desde 2009, contratos de mais de 2 milhões de euros a cinco empresas geridas por militantes do PCP. A maioria destes contratos são por ajuste direto e referem-se a serviços diversos que vão desde a mediação de seguros a assessoria de comunicação."

Ora, porra, e nós a pensar que era só no alojamento local que o cuco comunista fazia das suas.

cuco.jpg

 

 

Ninguém atacou o PCP acho eu

O PCP atacou a TVI por esta ter  revelado que o genro de Jerónimo de Sousa beneficiou de vários contratos de serviços junto da Câmara de Loures presidido por outro comunista, Bernardino Soares.

Contratar directamente ( sem concurso) tem regras e pessoalmente estou mesmo convicto que as regras foram cumpridas. Mas não é isso que está em discussão. O que se discute é que quem contrata e quem é contratado tem relações amigáveis e até mesmo familiares e mais que provável, partidárias.  E aqui entra a igualdade de oportunidade tão cara aos comunistas.

É, claro, que o genro do secretário geral foi contratado por ser quem é. Pelo menos tem sido sempre esta a interpretação quando há casos semelhantes  nos partidos que exercem o poder. Não podemos dizer que a filha ou a mulher de um governante socialista está no governo por ser quem é e, ali em Loures, um comunista contrata outro e perante a verdade grita-se "aqui de el-rei que há uma campanha anti comunista".

O comunicado do PCP é bastante ridículo vitimizando-se daquela forma tão cínica.

Guerras evitáveis em que o governo tem tudo a perder

A reposição das 35 horas colocou o governo sob observação permanente do Presidente da República e sob a ameaça que ao mais pequeno sinal de deslize a lei segue para o Tribunal Constitucional.

António Costa já veio dizer que leva o aviso muito a sério e mostra que percebeu que a fractura está exposta. E o tempo não corre a favor do governo atente-se nas previsões pessimistas de hoje do Banco de Portugal. Serão necessárias mais medidas para conter o défice mas o governo insiste em reverter medidas que continham a despesa. Aumento de impostos só não se sabe em quanto.

Na Educação, os colégios não desarmam e as manifestações de rua vão manter-se. Agora no Porto. Os colégios esperam a notificação do ministério para avançarem para os tribunais. Entretanto mantêm as matrículas nos anos em discussão. Lá para Setembro temos uma tempestade com os alunos inscritos nos colégios e as escolas estatais a meio gás, como sempre estiveram.

Alunos sem aulas e professores sem colocação é uma mistura explosiva, com as famílias a não terem tempo para planear as suas vidas. E as autárquicas tão próximas.

O PS já esteve antes no governo e nunca atacou os colégios com contratos em associação. É óbvio que está a pagar a factura do apoio do PC e do BE.

Nos contratos de associação a PGR não dá toda a razão ao Estado

Mexeram no que estava bem nos contratos de associação e levantaram um vespeiro de problemas. A PGR fez um relatório salomónico sobre o assunto . O Estado pode mas os colégios também podem. Está o caldo entornado e temos aqui muito pano para mangas. Segue nos tribunais.

Na prática, não dá razão aos colégios na questão principal – a da abertura de novas turmas nos inícios de ciclo –, mas também não dá razão integral ao ministério naquele que tem sido um dos seus cavalos de batalha, de que os contratos de associação são só para zonas onde a rede pública não é suficiente para as necessidades. 

E o Ministério da Educação bem pode fazer de conta que não está presioneiro dos sindicatos comunistas. Há só uma primeira vez para causar boa impressão.

PS já foi governo várias vezes e nunca esta questão se tinha colocado, havendo o entendimento de que “a rede pública inclui toda a rede que é protocolada com outras instituições, desde que respeitem as normas públicas, de acordo com as regras do Estado, desde que os custos com o ensino, com a saúde e com o apoio social sejam dentro daquilo que o Estado possa praticar”.

 

 

A cavar um fosso entre alunos ricos e alunos pobres

António Barreto foi hoje entrevistado na RTP3 e falou na decisão do governo quanto aos contratos de associação na Educação. E foi claro. A decisão não é ilegal tal como não foi e não será ilegal que outro governo reponha novamente os contratos de associação. Mas a forma acintosa como o governo não fez caso de professores, alunos, empregados, famílias,  economia local vai levar a que o assunto não morra. De um lado a maçonaria, os comunistas e os bloquistas do outro, a Igreja Católica, as autarquias e os moderados. E todos estão a gostar da luta e das manifestações de rua.

António Barreto acha que os privados devem seguir o seu caminho mas que, o estado, deve ter consciência que está a cavar um fosso intransponível. Os alunos no privado terão cada vez mais e melhor ensino, no público, os alunos serão pasto para ideologias, luta política e luta sindical.  Entre os dois estará um fosso cada vez mais acentuado porque faltam as boas escolas acessíveis aos mais pobres. Que agora desaparecem com esta decisão apressada e prepotente.

Entretanto a secretária de estado explica a frequência das suas filhas no elitista Colégio Alemão com a necessidade das filhas terem uma segunda língua materna que lhes assegure uma carreira além fronteiras. Se não fosse assim estariam na escola pública. Esta explicação é rigorosamente igual a todos os que pagam centenas de euros por mês aos bons colégios privados. Afastar os filhos da escola pública porque não lhes assegura uma carreira internacional e na maioria dos casos nem sequer nacional.

O problema é que os pobres não têm oportunidade nenhuma de fugir à escola pública.

Os contratos de associação na saúde com os privados

Foram emitidos 111 mil vales de cirurgia para que os doentes possam ser operados nos hospitais privados. Mesmo assim há uma lista de espera ( supõe-se que dentro do prazo terapêutico indicado) de 194 mil cirurgias. Que fazer ? Construir hospitais públicos e abandonar os hospitais privados já construídos ? A capacidade instalada desperdiçada por dar lucro ?

Porque é esta, não tenhamos dúvidas, a lógica que hoje se discute na Educação e que uma vez ultrapassada se orientará para o SNS e assim sucessivamente. Um assalto óbvio dos estatistas à iniciativa privada.

A factura vai nos 100 milhões de euros mas os vales-cirurgia relativa a 2015 podia ser ainda superior. Como o Jornal de Notícias noticiou em Março, vários hospitais do Norte e do Centro do país estão a boicotar a possibilidade dos doentes que não conseguem operar dentro dos prazos regulamentados serem intervencionados noutros estabelecimentos hospitalares. A Entidade Reguladora da Saúde já registou mais de três centenas de reclamações a nível nacional desde o início de 2015.

Hoje os alunos amanhã os doentes ?

adse.jpg

 

 

O Tribunal de Contas é taxativo na interpretação que faz dos contratos dos colégios

O relatório do Tribunal de Contas que autoriza os contratos celebrados entre o Estado e os colégios particulares e cooperativos é taxativo.  Os colégios têm razão. Não se aplica a subsidiariedade da rede pública e há espaço para novas turmas de inicio de ciclo.

O Tribunal de Contas tem também aqui uma visão completamente oposta. Num relatório de Setembro de 2015, que só agora foi entregue à Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (Aeep), afirma-se que na "mudança legislativa" entretanto ocorrida, nomeadamente com a aprovação do novo Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo, não "existe referência a qualquer eventual regime de supletividade face à inexistência de respostas na rede pública".

O que é reafirmado nesta constatação prévia: todos os contratos sujeitos a visto “dizem respeito à constituição de turmas de início de ciclo, nos anos lectivos 2015/2016 a 2017/2018, com efeitos de 1 de Setembro de 2015 a 31 de Agosto de 2018”.

O contrário da interpretação feita pelo ministério da educação. Diz o povo que cadela apressada tem os filhos cegos...

O ministro Tiago é acusado de se ter apropriado indevidamente de uma bolsa do estado

Que um governo obrigue os alunos a frequentar escolas que rejeitam é algo de inaceitável e é também uma humilhação para essas escolas. Só à porrada é que conseguem ter alunos. Há gente que acha que isto é estimável.

Quando esses alunos ( os que se vergarem) começarem a ter maus resultados logo aparecerá uma qualquer desculpa e um ou mais culpados. Mas nunca o estado e os neo-comunistas.

Entretanto o ministro da Educação é acusado por um seu ex-orientador de doutoramento de se ter apropriado ilegalmente de uma bolsa atribuída pelo estado ( por quem havia de ser) . Estas figurinhas sempre tão preocupadas com os dinheiros públicos...

 

 

Pensa-se em tudo menos no bem-estar dos alunos

A discussão à volta dos contratos de associação mostra que o interesse dos alunos não está no centro das preocupações do sistema de ensino. Discute-se o custo, a propriedade das escolas mas não a sua qualidade, que é o que verdadeiramente interessa aos alunos.

Há muito que defendo que para os alunos e suas famílias não há escolas públicas e escolas privadas, há escolas boas e más. Seja no público seja no privado. Há que fechar as más escolas seja no público seja no privado. Só assim se protegem os alunos.

O presente sistema dá este resultado que não me canso de escrever : boas escolas privadas cheias de alunos ricos; boas escolas públicas cheias de alunos remediaddos; más escolas públicas cheias de alunos pobres sem qualquer oportunidade de chegarem a uma boa escola. E não se diga que é preciso investir na escola pública para resolver este problema. Não é, aqui no meu bairro, as más escolas já eram más quando para aqui vim há quarenta anos.

No curto prazo, que se resolva a situação dos contratos de associação com a devida moderação: em caso de duplicação de oferta entre uma escola pública do Estado e um contrato de associação, que se evitem as precipitações e se preserve a escola que melhor responde às necessidades dos alunos – seja esta estatal ou privada. E, no longo prazo, que se procure discutir como introduzir liberdade de escolha no sistema educativo, ao serviço dos alunos, em particular dos alunos mais desfavorecidos e em risco de insucesso escolar. Porque esses precisam mesmo de liberdade para escolher: ao contrário de outros que podem pagar, sem o apoio do Estado esses alunos não poderão optar por uma escola ou projecto educativo que melhor responda às suas necessidades. Estão, por fatalismo da sua condição social, excluídos das oportunidades que outros têm. E essa injustiça tem de acabar.

O Estado devia perceber porque estão as escolas privadas cheias

Antes de tomar decisões que podem prejudicar os alunos o Estado devia perceber porque estão as escolas privadas em associação cheias. E porque entre duas escolas - uma pública e outra privada- as famílias escolhem a privada. Esta é a única obrigação do estado. Assegurar um serviço de ensino universal e gratuito de qualidade.

Na actual situação o que temos são bons colégios privados cheios de alunos filhos de famílias abastadas; boas escolas públicas cheias de alunos filhos de famílias que vivem bem; más escolas públicas cheias de alunos filhos de famílias pobres. E o pior é que estes últimos não têm oportunidade de frequentar uma boa escola.

O Governo devia tentar perceber porque é que há escolas com contrato de associação cheias e escolas estatais vazias. Como não quer reconhecer concorrência e qualidade, como não quer respeitar os direitos destas famílias, fá-lo por despacho que obriga cada pai a matricular o filho onde o Estado manda.” — Emanuel Jacinto, professor de Artes Visuais no Colégio de São Miguel, em Fátima.

Se existe uma escola pública que não tem alunos e se há uma escola particular com contrato de associação cheia, porque é que está? O Estado deve entrar em campo e verificar o que se está a passar nessa escola e perceber porque os pais não a escolhem.”— Rui António, membro da associação de pais do Colégio de São Miguel, em Fátima.