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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A economia do Mar em crescimento

Várias empresas ligadas à construção naval e aos portos ligaram-se numa "hub" para potenciar o crescimento e a internacionalização. O sector tem cerca de 500 empresas muitas das quais com menos de 10 empregados.

É preciso prepara recursos humanos para as novas tecnologias. 

Com potencial de empregabilidade elevado e localização geográfica privilegiada, o sector da construção e reparação naval, assim como a área de gestão de portos, enfrenta, porém, um problema: não tem quadros qualificados, o que tem levado esta indústria a subcontratar pessoal no estrangeiro, como Espanha, Argélia e Marrocos.

"Trata-se de criar uma parceria sólida e sustentável entre ‘stakeholders’ estratégicos em Portugal neste sector, oriundos da indústria naval, universidades, centros tecnológicos e organismos nacionais e regionais, que permitam dinamizar, inovar, criar emprego qualificado, gerar maiores níveis de competitividade, impulsionar a internacionalização e acompanhar os desafios do paradigma económico e tecnológico da digitalização da industria no quadro da indústria 4.0", explica Pedro Matias, presidente do ISQ, em comunicado.

Construção e Reparação Naval recuperam nas mãos de privados

Lembram-se da ópera bufa à volta dos estaleiros de Viana do Castelo, sem encomendas, nas mãos dos sindicatos , não cumprindo prazos nem as condições acordadas com os clientes ? Pois como seria de esperar, após mudar para mãos que conhecem o negócio, está a prosperar .

Mais uma vez se prova que o Estado não pode estar metido em sectores que não conhece e deve deixar para quem sabe os negócios em concorrência .

A recuperação da actividade da construção naval em Portugal em 2015 fica a dever-se em particular às encomendas garantidas pela West Sea, do grupo Martifer, que opera nos antigos estaleiros Navais de Viana do Castelo em associação com outra empresa de construção naval do grupo, a Navalria, sediada em Aveiro; e também à Nautiber – Estaleiros Navais do Guadiana, que opera em Vila Real de Santo António.

“ são sectores estratégicos para Portugal, por proporcionarem geração de emprego e riqueza num vasto conjunto de indústrias”.

“Portugal dispõe de estaleiros com capacidade relevante. No entanto, enfrenta uma forte competição por parte de países com mão-de-obra barata ou de países de tecnologia mais avançada”, explica o barómetro da PwC.

É, claro, que isto é mais uma campanha reaccionária e contrária aos interesses dos trabalhadores .

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Não falta trabalho nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo ( agora West Sea )

Construir dois navios - hotel, um para o Douro Azul, outro para um armador estrangeiro a que se juntam agora dois navios patrulha para a Marinha Portuguesa. Quer dizer, não só regressou o trabalho como regressaram os trabalhadores ( 400 ) e, não menos importante, a construção de navios que há muito tinha sido substituída pela reparação .

O desastre anunciado, com o fecho dos Estaleiros públicos falidos e sem trabalho, converteu-se numa empresa ( a West Sea ) sem problemas sociais e sem greves. Acabaram as excursões de políticos e sindicalistas, os jogos de cartas que preenchiam o tempo dos trabalhadores sem trabalho e os vencimentos que nós todos contribuintes pagávamos.

O argumento era para os Estaleiros o mesmo que é utilizado para todas as empresas públicas. É uma empresa pública é nossa. Não precisava de mostrar  trabalho nem preocupação com os salários. Os contribuintes pagavam e os sindicalistas promoviam as greves necessárias.

Metidas as violas nos sacos, políticos e sindicalistas estão agora virados para a defesa de outras empresas públicas igualmente falidas e em greves consecutivas. Até que haja coragem de as fechar ou privatizar. A partir dessa decisão os contribuintes passarão a fazer a pergunta certa : cumprem ?

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