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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Reformas terão que ser a quatro ou seja não serão

Consensos exigem a extinção da geringonça no que ninguém acredita :

Antes de haver qualquer acordo substancial entre o PSD e o PS (e eventualmente o CDS) teria de ser decretado o funeral da “geringonça”. Ninguém acredita numa reforma da Educação, na Saúde, no Estado e ainda menos na Segurança Social que fosse capaz de juntar na mesma mesa Catarina Martins, Jerónimo de Sousa, António Costa e Rui Rio. Se o Bloco e o PCP não se entendem com o PS em tudo o que vá para lá da devolução de rendimentos aos funcionários públicos, como iriam fazê-lo com o PSD? Juntar o PSD ao clube numa agenda de reformas só tornaria a engenhoca ainda mais instável e incoerente. E António Costa sabe-o bem. Tão bem que já veio dizer que, a haver acordos sobre reformas, terão de ser a quatro  – ou seja, não serão. Ou serão meios acordos baseados em propostas do Governo, como o pacote da descentralização, ou em desenhos vagos sobre o ciclo de fundos estruturais que chegará depois de 2020.

E é isso, PCP e BE amarram o país impedindo qualquer reforma

O segredo de António José Seguro

Está de acordo com o objectivo que é sanear as contas públicas. O PS, lembrou, até concordou que a regra de ouro ( limites para o défice e dívida façam parte do Tratado Orçamental) pelo que os credores não têm que estar apreensivos. Portugal vai cumprir e não é com o que propõe o manifesto dos 70. O que o afasta de Passos Coelho "é insanável". Está de acordo com o objectivo mas não com o caminho. E qual é o caminho alternativo? Bem, isso não diz, já falhou com Hollande não vá falhar novamente. Isso do caminho é segredo, chegará o dia...

Uma plataforma consensual entre os partidos tira-nos da crise

Uma plataforma de entendimento entre os três partidos, PS, PSD e CDS tira-nos da crise já em 2014/15. É este o desafio ao sentido de responsabilidade  de quem tem fortes culpas da situação em que nos encontramos. Nenhum deles faz nada de mais, face à intervenção governamental que têm tido no Portugal democrático.

Esse consenso gerado à volta do Orçamento para 2014 ( negociado entre eles) levará o Tribunal Constitucional a perceber que a sua interpretação das normas constitucionais não pode esquecer a opinião comum do Presidente da República, Assembleia da República e instituições comunitárias que nos têm ajudado.

O Presidente do TC, em visita a um dos países de leste, disse expressamente que os juízes não podiam ignorar as consequências das suas decisões. Pois bem, estamos entre um país que pode continuar a sua trajectória de pobreza e um país que pode desde já consolidar o crescimento económico e a criação de postos de trabalho.

Dar emprego a quem precisa, no meio desta tempestade, é o objectivo mais nobre de quem governa. Têm a palavra PS, PSD e CDS. Chega de fazer de conta e de políticas ridículas e frases bombásticas que não acrescentam nada .É só isto o que o país espera dos políticos!

E o consenso faz o seu caminho

Pese o discurso oficial a narrativa do consenso entre o PS e o governo faz o seu caminho . Não pode ser de outra maneira. É notória a insistência no consenso o que indica que há portas abertas e que há um certo desejo de encontro ( André Freire). Esse consenso pode também vir na base dos compromissos internacionais que PS ,PSD e CDS subscreveram ( Costa Pinto). Este discurso faz sentido mesmo que o PS o recuse, dado o sentimento antipartidos existente na sociedade e as posições dos grupos de interesses.

Mesmo que o que agora se discute esteja muito longe do que foi a votos nas últimas legislativas.

O erro original foi o governo minoritário de Sócrates

Sócrates já o admitiu e há cada vez mais quem o reconheça, como Joge Miranda. Ter dado posse a um governo minoritário numa altura em que a crise já estava instalada foi um erro de palmatória. Naquela altura a falta de dimensão política dos vários actores levou-os a dar prioridade aos seus interesses pessoais em detrimento do interesse nacional. Um queria o "quero, posso e mando" o outro queria ser reeleito.

Os consensos que a situação exigia foram bloqueados. Um governo frágil e minoritário entrou em delírio perante o silêncio de um Presidente que  esperou que a situação caísse de podre. O egoísmo do então primeiro Ministro e do Presidente da República colocou o país nesta situação. Os partidos estão de costas voltadas e não estabelecem os consensos que a gravidade da situação impõe.

Na altura não faltou quem fizesse os avisos necessários.

O reino da partidarite aguda

É lamentável mas o que se constata é que aos partidos não os preocupa o interesse nacional. Perante uma crise séria, cujos únicos culpados  são os partidos, não se disponibilizam para consensos em redor dos grandes objectivos nacionais.

O PS quer convencer-nos que tem agora as soluções que não teve em quinze anos de governação nos últimos 17 anos ; o PCP e o BE querem que o país deixe de ser europeu e ocidental para ser uma qualquer ditadura e o PSD faz tudo para afastar o PS desses consensos. O CDS quer estar no governo, neste ou noutro.