Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

A confiança e a energia de Santana Lopes são contagiantes

A entrevista de Santana Lopes transmite uma energia, um entusiasmo e uma confiança que é todo um programa.

Percebe que o caminho que António Costa trilha é poucochinho, que sem crescimento económico sustentado e duradouro o resultado será o mesmo de sempre. Aqui ao lado, em Espanha, o PIB cresce 3% há três anos consecutivos. E o que nos vale é Espanha, a França e a Alemanha que crescem e que são os nossos principais compradores . E já agora o BCE com o seu programa de compra de dívida. Logo que estes factores terminem vamos olhar à volta e percebemos que estamos no lugar que sempre ocupamos. O fundo da tabela. 

Santana Lopes não se resigna e não consegue aceitar que Portugal pelo menos não seja igual à média europeia. O PS gosta de governar com o PCP e o BE que tudo fazem para que o país saia da União Europeia e da Zona Euro . Governo este que cumpre escrupulosamente os ditames de Bruxelas. Se fossemos ouvir o que dizia António Costa antes das legislativas, o que ele disse dos compromissos de Passos Coelho com Bruxelas.

Os mesmos que aplaudiam o "menino de ouro" são os mesmos que hoje aplaudem este governo que se apoia no PCP e no BE . E quanto ao "menino de ouro" depois viu-se o que foi.

Em vez de um governo poucochinho apoiado em partidos que tudo fazem para que Portugal não tenha sucesso numa Europa de sucesso, o país tem que seguir uma linha de entusiasmo só possível para quem acredita  no objectivo que procura alcançar.

A reorganização do território sector de que António Costa foi ministro e que os incêndios e as mortes mostraram a situação caótica a que chegou . A saúde que tem listas de espera de doentes cada vez maiores e que não paga a fornecedores e que tem médicos e enfermeiros indignados. A Segurança Social com um ministro fragilizado e que paga pensões profundamente desiguais. Sem nenhuma reforma estrutural à vista, são sectores que Santana Lopes elege como prioritários.

Este entusiasmo e esta confiança em Portugal e na União Europeia é o caminho certo, percorrendo-o com quem acredita nele e não com quem só o percorre por razões tácticas de curto prazo.

É muito e mais que suficiente para não haver dúvidas . Caso ganhe cá estarei a favor de Santana e contra a geringonça ou quem a substituir.

 

Costa tem dificuldade em destruir o que criou

Costa precisa de ganhar tempo e para isso empurra com a barriga o inquérito para lá das autárquicas. A ideia é evitar ter que assumir que foi a sua criação nos anos em que foi ministro da Administração Interna a principal responsável pelo sucedido .

Mas com o verão que está ainda no inicio a ansiedade é muita e com cada fogo que lavre a confiança das populações terá um abalo . Até lá o primeiro ministro vai manter a ministra para não haver um vazio do poder e não deixar Costa na primeira linha do combate político.

Costa evitou situações que o expusesssem a eventuais vaias - apenas foi ao enterro de uma das 64 vítimas do fogo e não apareceu ao lado de Marcelo no concerto da MEO Arena.

No PS há a percepção nítida que a confiança das pessoas ficou abalada e o recente rouba de armas em Tancos não está a ajudar nada à recuperação da confiança.

O governo não pode arriscar nova tragédia, a intenção é baixar o tom e o assunto ser engolido por outras narrativas.

 

O verão da tolerância zero para António Costa

António Costa correu para as televisões para fazer o "damage control" mas o seu desconforto era visível e a coisa não correu bem. É óbvio que, politicamente, há um antes e um depois do incêndio de Pedrógão Grande . 

Catarina Martins reza para que venha chuva e Jerónimo diz que é preciso saber a verdade. A confiança foi-se. António Costa faz perguntas mas o que se exige dele é que dê respostas. Para mais sendo um ex-ministro das florestas.

O PS pela voz do César "pater família" ensaia o discurso do "não é conveniente a partidarite" tentando evitar as perguntas a que o governo terá que responder. A população está em choque e exige a verdade. Já há versões terríveis de testemunhas presenciais do descontrole da coordenação do combate ao incêndio .Veja-se que por enquanto o verão está no início mas todos sabemos que este verão vai ser tão mau como todos os outros. A confiança foi-se.

Num artigo duro sobre o que se está a passar em Portugal, o correspondente do “El Mundo” escrevia que esta tragédia pode por fim à carreira política de António Costa. A profecia parece-me claramente exagerada, mas toca numa questão que está ainda adormecida no debate: quais são as consequências políticas? É lícito concluir que se fosse com outro Governo, e sobretudo com outra oposição, a discussão política já teria subido de tom. 

Mas nas próximas semanas será inevitável .

 

 

Excesso de estupidez...perdão, de confiança

O pessoal anda a gastar a toda a força. Isto está a ir para muito melhor é preciso bombar desde já . O crédito ao consumo voltou e a confiança acelera . Poupança, nem vê-la . O Prof Daniel Bessa avisa :

expconf.jpg

O comportamento é perigoso, a DECO publica números assustadores , a coisa não é sensata mas o pessoal não aprendeu nada . É o caso das famílias sobreendividadas que pedem ajuda - 30 000, só à DECO - número que não cessa de aumentar desde 2011 . Há coisas que não batem certo diz Daniel Bessa.

 

 

 

Com António Costa nada é o que parece

Camilo Lourenço

O artigo de hoje: O Presidente da República disse duas coisas completamente diferentes entre 5a e 2a feira. Na primeira jurou por Mário Centeno. Na segunda disse que o segurava porque isso é importante para o sistema financeiro.
Marcelo sentiu-se enganadom (só não se sabe se foi por Costa se por Centeno). De tal forma disse expressamente que tomou essa decisão porque o primeiro-ministro mantinha a confiança no ministro das Finanças. Mas Costa virou o bico ao prego e disse, explicitamente, que Centeno só continuava no governo depois de saber que o Presidente lhe mantinha o apoio.
É verdade que o comunicado da Presidência, onde Marcelo fez aquelas declarações (manter a confiança em Centeno), saiu a altas horas de 2a feira. Ou seja, já depois de Costa ter falado. Mas o que passou para a opinião pública foi a ideia de que o primeiro-ministro segura Centeno porque Marcelo o segurou também. Grande jogada do primeiro-ministro

Sem confiança os juros não baixam

Quem o diz é Teodora Cardoso, economista reputada e independente que chefia a Comissão das Finanças Públicas. E não são as variáveis externas que explicam os juros muito mais altos que Portugal suporta em relação aos outros países que saíram de intervenções externas .

O governo não tem apoio bastante que restaure a confiança e faça baixar os juros como se vê nesta situação da TSU. Não, PCP e BE são anti-União Europeia não oferecem confiança aos credores. E cada vez mais o governo não terá apoio nos seus apoios parlamentares. Estão a chegar as medidas que exigem a tomada de opções políticas e aí, tudo passará pela fractura pró - anti- União Europeia e Zona Euro.

"Este elemento da confiança que é uma coisa difusa, mas [a subida das taxas de juros] significará que os mercados não estão convencidos de que aquilo que estamos a fazer seja suficiente para garantir que a nossa dívida é sustentável", reforçou.

E acrescentou: "O facto de neste ajustamento orçamental haja uma parte muito importante que efetivamente vem de despesas de investimento e ao mesmo tempo haja despesas muito rígidas, como é o caso das despesas com o pessoal que estão a subir, não é um fator de confiança na sustentabilidade da dívida portuguesa".

É isto o que este governo está a fazer desde que tomou posse e foi desde aí que os juros subiram numa trajectória permanente. Não há coincidências e é melhor não dar cabo do futuro com o corte no investimento público. Outro crime.

Tempestade perfeita : Juros altos, dívida monstruosa, economia que não cresce por falta de investimento e descontrolo orçamental . Depois digam que é o PEC IV...

Onde está a confiança e a estabilidade ?

Todos os dias se fala de perigos, de sanções, de falhanços, de mais medidas. Onde está a estabilidade ?

A narrativa chega ao ponto de os porta vozes do governo começarem a apontar para "indicadores positivos" na economia. Isto quando o governo foi baixando a estimativa de crescimento de 2,1% para 1,8% e a realidade apontar para 1% senão menos. Querem dizer que vai ser melhor que o pior estimado ?

Saímos bem das sanções mas já se apontam mais medidas adicionais para chegarmos ao défice de 2,5%, meta generosa da Comissão Europeia. Ao aceitar um défice de 2,5% em vez de 2,3% a Comissão enviou um importante sinal de mudança nas políticas europeias. Este sim muito importante mas que mesmo assim exige mais austeridade embora mais confortável.

Mas para o PCP uma austeridade menos exigente é aceitável ?

i-2016-07-28-ef2d12.jpg

 

Fala-se em confiança quando há falta dela

Há cada vez mais instituições a falar em confiança. Ou melhor na falta dela. Agora é a Católica que coloca em causa o crescimento que ela própria havia previsto (2%) . O orçamento aponta para 2,4%.

O cenário macroeconómico do PS, apresentado em Abril, apontava para que, fruto das suas medidas, o crescimento acelerasse para 2,4% em 2016, acima dos 2% previstos pelo anterior governo e dos 1,8% então estimados pela Comissão Europeia que, em Novembro último, baixou a sua previsão para 1,7%.

Se uma política orçamental expansionista poderia, em condições normais, ser favorável ao crescimento económico no curto prazo, o elevado nível de endividamento público pode dissipar este efeito caso a desconfiança dos investidores vier a aumentar os custos de financiamento da economia portuguesa", alertam os economistas da Católica. Ora o que se sabe, para já, é que a dívida pública vai crescer 11 mil milhões

O preço do petróleo e a almofada do BCE suavizam os perigos mas há óbvias dificuldades na preparação do orçamento com as pressões internas do PCP e do BE e as externas a começar por Bruxelas.

Portugal acusado de minar a confiança dos investidores

O Financial Times falou com Jujtaba Rahman, do grupo de consultoria Eurasia Group, que indicou que o Executivo português "enfrenta a tarefa impossível de concilicar exigências contraditórias entre os parceiros de esquerda e a comunidade de investimento internacional. Algo que, segundo disse Rahman ao jornal, terá um "impacto negativo sobre o ambiente empresarial português durante anos".

As embaixadas de países de onde eram oriundos os grupos compradores, como o México, já se pronunciaram e mostraram-se contra a opção, lembrando que os contratos de subconcessão estão incluídos em entendimentos de maior dimensão.

Não há nada mais importante para Portugal, nesta altura, que o investimento internacional que está a ser tratado com os pés. Sem investimento privado externo não há criação de emprego.