Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Para ir a um hospital privado é preciso ser rico ?

Não, não é. É só preciso estar doente e não ter acesso a um hospital público. E não ter acesso a um hospital público é entrar nas listas de espera que chegam a mais de um ano. Não vale a pena embrulhar a questão.

É que o PCP defende que a saúde privada é um negócio, logo, uma coisa diabólica, mas António Filipe com a sua ida a um hospital privado mostra que para um doente o que lhe interessa mesmo é ser bem tratado da sua doença.

Tal como na Educação, ao aluno não interessa que a escola seja pública ou privada, interessa que seja boa . Ao PCP interessa que seja pública . O PCP na Saúde e na Educação não defende o interesse de doentes e alunos.

O problema do Partido Comunista é ideológico . O problema para quem defende o privado em paralelo com o público é o alargamento de oportunidades de oferta disponíveis na sociedade.

E foi só por isso, por haver vários prestadores do serviço que António Filipe escolheu um hospital privado. Não foi por ser comunista nem por ser rico .

 

Um comunista num hospital privado

Governos funcionais que tomam as medidas que interessam à maioria dos governados e não governos ideológicos que partilham uma cartilha. Foi assim que chegamos ao que se passa na China - um país dois sistemas - onde um partido único comunista segue as medidas capitalistas na economia.

Por cá sorte a de António Filipe que tem alternativa e ADSE. Azar dos utentes do público que encontram hospitais do Estado a rebentar pelas costuras, com gigantescas listas de espera, sem meios e com falta de pessoal. E, quem sabe, com uma manifestação da CGTP à porta que grita contra o orçamento de austeridade que, imagine-se, foi também aprovado pelo PCP.

Diz o PCP e o BE que a saúde não é um negócio é um direito mas, o que estes partidos nunca perceberão é que, ao doente, o que interessa mesmo é ser bem tratado.

O controlo comunista da escola pública

Não interessa a preferência das famílias e dos alunos nem os resultados. Onde houver uma escola pública e outra privada fecha a privada. Há razão mais burra?

Num orçamento de 5,5 mil milhões as escolas com contrato representam 150 milhões de euros. A razão não pode ser financeira. Trata-se da velha e sempre presente tentativa dos comunistas impor aos outros o seu modelo centralizado e de modelo único. Com os resultados que se conhecem .

O que é preciso saber é se o serviço público de ensino deve tender a ser um sistema fechado, monopolizado por escolas do Estado, comandado a partir da 5 de Outubro e onde os professores são tratados como números arrumados em “listas ordenadas” que determinam as escolas em que são colocados, ou se nesse serviço público podem coexistir e concorrer diferentes tipos de escolas.

Em vários sectores o estado já percebeu que o monopólio, seja público ou privado, não responde ao interesse dos cidadãos, como é o caso da saúde onde há complementaridade e uma salutar concorrência, única forma de aperfeiçoamento. 

A rede de farmácias, que serve qualquer doente do SNS, é predominantemente privada, assim como a de centenas de laboratórios que realizam exames auxiliares de diagnóstico.

A rede pública de educação também integra, no pré-escolar, uma maioria de estabelecimentos privados, sobretudo de instituições particulares de solidariedade social.

A visão estatista, iliberal e jacobina do serviço público de Educação entende que o Estado deve ser, à soviética, o proprietário de todas as escolas e o patrão de todos os professores. "Como em tempos expliquei, ainda no tempo de Nuno Crato, isso faz de Mário Nogueira o verdadeiro ministro da Educação."

O problema está em termos o sistema educativo mais centralizado, mais burocratizado e mais dependente das negociações com os sindicatos do Hemisfério Ocidental.

Os únicos heróis e as principais vítimas

Ser comunista é ser bom/ é ser maior/ beber como quem tem sede/ beijar como quem deseja. Todos os outros são medíocres, reaccionários e maus.

O mais curioso é que os comunistas conseguiram convencer grande número dos seus adversários, a começar pelos seus mais abominados rivais, os socialistas, a serem complacentes e a pensar como eles. São estes os responsáveis pelo resgate moral e político dos comunistas.

Não querer os comunistas no governo, nem sozinhos nem acompanhados, é preconceito, é considerar que há partidos de segunda e é censura... Ao invés, não querer fascistas nem a direita no governo é patriótico.

Detestar os capitalistas, a direita, os sociais-democratas e mesmo alguns socialistas é honroso e patriótico. Detestar os comunistas é pior do que racismo.

Mas o povo não os quer. Na última votação nacional tiveram 3,3% dos votos. Mas já se sabe que a Democracia, uma pessoa/ um voto é uma invenção burguesa.

A palavra dos comunistas não convence o PS

A palavra de um comunista não precisa de assinatura. Mas se é para cumprir não custa nada assinar o acordo escrito. Como vai o Presidente da República apreciar um acordo que não está escrito ?  Se nem um acordo escrito lhes apanham como é que esperam responsabilizá-los no governo ?

Os "barões" do PS já perceberam a tramóia. Querem-nos no governo. Ficam com o pescoço no pelourinho . Esta de a palavra de um comunista ser mais segura que a palavra dos não comunistas faz parte da velha melodia que dá o comunismo como moralmente superior. Não é . Se querem ficar eternamente  na posição confortável de quem oferece a lua então não andem a vender supostos acordos de incidência governamental

capa_jornal_i_06_11_2015_a.jpg