Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Portugal não está fora de perigo de outra crise

Juros da dívida agravam com as decisões do BCE e com o aproximar do limite de compra de dívida a Portugal.

Em Outubro as exportações portaram-se mal nas mercadorias e nos bens, há que esperar pelo turismo para uma informação mais completa.

Em duas notas divulgadas entre ontem e hoje, o Commerzbank diz que as alterações anunciadas pelo BCE após a reunião de governadores dos bancos centrais europeus desta quinta-feira são “más notícias” para Portugal, sendo a dívida pública nacional uma das principais “vítimas”. “Está a tornar-se óbvio que o programa [de compra de ativos] irá atingir o seu limite em 2018. Isto são más notícias para Portugal, onde o limite do emitente [33% de aquisições] está próximo de ser atingido”, diz o banco alemão.

Os juros nacionais têm oscilado esta manhã entre subidas e quedas ligeiras. Depois de ter tocado um máximo de 3,849%, a ‘yield’ na maturidade a dez anos sobe 1,7 pontos base, para os 3,763%.

Recorde-se que o Commerzbank, esta quarta-feira, reconheceu os progressos feitos por Portugal, mas não descarta a hipótese de uma crise. O Commerzbank não acredita que a economia já esteja fora de perigo e relembra os problemas por resolver na banca.

divida-01.png

 

Só com gente vinda de fora

Tal como sempre disse e defendi, o BCE não deveria nunca ter comprado títulos de dívida pública de nenhum país, sem que esses países ficassem obrigados a implementar as reformas que cada um deles necessita para eliminar os seus déficits, iniciarem trajectórias descendentes nas suas dívidas públicas acumuladas, e tomarem as medidas necessárias para melhorar a produtividade e competitividade das suas economias.

Ao ter comprado títulos de dívida de todos os países membros do euro, gerando dessa forma uma baixa generalizada dos juros, a todos os países, sem no entanto ter recebido em troca, nenhum compromisso, nem obrigação, por parte dos países, de fazerem as reformas necessárias, só andaram a adiar o problema, e a dar balões de oxigénio, mais tempo e liberdade aos países faltosos, para que pudessem continuar a adiar e a empurrar prá frente com a barriga as resoluções dos seus problemas de governação e de contas públicas.

Pode ser que um dia a UE, deixe de acreditar no pai Natal, e acabe mesmo por ter que meter na cabeça, que com alguns países, só mesmo à força e com gente vinda de fora é que alguma vez farão o que tem que ser feito.

Mas pelos vistos, ainda não foi desta que aprenderam.

Juros da dívida de Portugal já estão a subir

BCE prepara-se para reduzir a sua intervenção na compra de títulos nos mercados incluindo Portugal. Foi quanto bastou para os juros iniciarem nova alta. É um dos tais eventos externos de que falávamos aqui há bem pouco tempo. Uma corrente de ar pode ser uma pneumonia para as nossas finanças.

A Bloomberg não especifica as fontes que lhe transmitiram a informação, dizendo que se trata de responsáveis do Banco Central Europeu. Mas a notícia pode ter um impacto significativo nos juros da dívida de Portugal e dos outros países, já que aponta para uma alteração no ritmo de compras mensais ao abrigo do programa decisivo de “quantitative easing“, ou seja, de estímulo monetário. Já ontem o comissário europeu alemão dizia que a "probabilidade de um segundo resgate é maior que zero". Azar, tinha o microfone ligado ( também disse que não o diria publicamente )

index.jpg

A nossa taxa de juro a 10 anos estava ontem a 3,43% e a mesma taxa espanhola estava a 0.9% enquanto, o PIB em Portugal cresce a 1%( no máximo) e em Espanha cresce a mais de 3%. 

Chamem-me o que quiserem mas sou só o "go-between " , não atirem no mensageiro.

Sem o programa do BCE as taxas de juro podem chegar a 5,5%

O BCE já fez saber que o seu programa de compra de dívida está a chegar ao limite em Portugal. Prevê-se que o fim do programa tenha um impacto nas taxas de juro de 2,2 p.p. o que atiraria as taxas de juro a 10 anos para os 5,5%. Um desastre.

O pedido de resgate em 2011 foi feito com as taxas de juro acima dos 7% limite imposto pelo então ministro das finanças. Podemos estar perigosamente perto ainda para mais com a economia a abrandar e com uma dificílima execução orçamental .

As taxas de juro a 10 anos subiram de ligeiramente acima dos 1% para acima dos 3% já com o actual governo e não dão indicação de baixar bem pelo contrário. As reversões de algumas medidas e agora a implementação das 35 horas que PCP e BE impõem não são bem vistas pelos mercados e pelas instituições internacionais.

Parece estar na hora de se redesenhar a estratégia antes que seja tarde.

Oremos

O BCE está quase a atingir o limite de compras da dívida portuguesa. A partir daí não há mais compras e sem o programa de compras da dívida é mais do que certo que as taxas de juro vão crescer.

"A taxa de juro das obrigações a 10 anos em Portugal subiu dos 1,744% do fecho na sexta-feira para 3,342% esta segunda-feira, o nível mais alto em seis meses". Entretanto já desceram mas não para o nível anterior, estão à volta dos 3%. Quanto subirão sem a ajuda do BCE ?

Esta limitação poderá atenuar  o efeito do programa de compras do BCE nos juros da dívida pública de Portugal e Irlanda, bem como de outros países onde o limite esteja mais próximo de ser atingido, realça a Reuters.

Era só o que faltava para o desastre ser completo depois dos índices económicos revelados para o 1º trimestre . Se tudo isto se confirmar e não vejo que pelo andar da carruagem a situação possa ser muito diferente, as taxas de juro podem iniciar nova rota de crescimento . Se assim for a preparação do Orçamento para 2017 vai ser um tornado com epicentro em Bruxelas.

Mas cá vamos, não cantando e rindo, mas com as barrigas de aluguer ...

Na TAP só os privados não têm culpa

Os privados assinaram um contrato com o Estado para comprarem 61% da TAP. E meteram lá dinheiro para manter a operação diária da companhia. Se o Estado tinha problemas ou dúvidas os privados não têm culpa nenhuma.

"...Mas tudo isto choca com um pequeno pormenor: o Governo anterior negociou a venda da TAP, empenhando o nome do Estado português nessas negociações. É verdade que o fez mesmo em cima do final do seu mandato e que o acordo foi assinado um dia depois do Governo ter sido demitido. Só que os privados não podem ser culpados por isso."

António Costa diz que com acordo ou sem acordo a maioria do capital da TAP reverterá para o Estado :

A gravidade destas declarações não encontra paralelo na história recente de Portugal. Com duas simples frases é passado um atestado de inutilidade à palavra dada pelo Estado através de um Governo legitimamente eleito, o anterior.

Alô, António Costa, temos um problema por mais que desagrade aos seus parceiros ocasionais (PCP e BE) . Não há privado que queira ser accionista minoritário na TAP  e o Estado não tem dinheiro para manter a TAP a voar . E para indemnizar os privados se é que eles aceitam ser indemnizados

Três bons sócios para a TAP

Com conhecimento do negócio do transporte aéreo e com dinheiro. E com companhias a operar ao nível  da própria TAP do outro lado do Atlântico.

Estas empresas como não podem crescer organicamente ( operam num mercado estável) querem crescer comprando a TAP que lhes garante uma porta de entrada na europa e lhes assegura novas rotas. É bom para todos. E querer uma porta de entrada na europa garante que Lisboa será sempre um "hub" das operações das duas empresas. De e para a Europa.

E há dinheiro disponível e capacidade concorrencial única forma de manter a TAP a voar. O Executivo promete decidir rapidamente o nome do vencedor que irá ficar com uma fatia de até 61% da companhia aérea nacional e, daqui a dois anos, os restantes 34% que agora ainda ficam na mão do Estado.

BCE - Criar bases para o crescimento

O BCE de Mário Graghi avançou hoje com o tão aguardado programa de compra de dívida. Draghi considera que este programa é “grande“, mas alerta que “seria um erro se os governos achassem que a existência deste programa era um incentivo para expansão fiscal”, ou seja, para aumentar o endividamento. “O que a política monetária pode fazer é criar bases para o crescimento. Mas para que a economia cresça é preciso investimento. Para haver investimento tem de haver confiança. Para haver confiança tem de haver reformas estruturais”.

Sessenta mil milhões de euros por mês até que a inflação atinja os 2%, seguindo os exemplos dos bancos centrais dos Estados Unidos, Reino Unido e Japão.

Com esta compra o banco central espera aliviar os operadores financeiros da Zona Euro (bancos e não só) de dívida pública que têm em carteira, trocando-a por dinheiro que espera que gastem aplicando em novos financiamentos: seja na compra de outros activos, seja no crédito à economia. O BCE espera ainda que aumentar o dinheiro em circulação gere aumentos de preços. E que a taxa de câmbio do euro baixe, ajudando os exportadores da Zona Euro. É também esperado uma redução das taxas de juro que, no entanto, já estão em mínimo históricos. Além disso, e talvez ainda mais importante para muitos economistas, o BCE pretende fortalecer a sua credibilidade quanto à meta de garantir uma inflação de 2% no médio prazo.

O ouro do BdP não pode servir de garantia?

A compra de títulos de dívida pública pelo BCE está a fazer progressos. Para já o BCE tenta ultrapassar as reticências da Alemanha. Uma hipótese sobre a mesa é que o risco da operação caia sobre os países beneficiados. Nesse caso Portugal e Grécia teriam que oferecer garantias para o caso de as respectivas dívidas entrarem em incumprimento.

Por exemplo, a Grécia por cada 10 mil milhões teria que desembolsar em garantias 1,1 mil milhões, valor incomportável. Outra hipótese é que sejam os bancos centrais nacionais a aumentarem as reservas de dinheiro disponível.

As reservas de ouro do Banco de Portugal não poderiam ser oferecidas como garantia? Apesar de a ideia poder ajudar Mario Draghi a ganhar o apoio de líderes como Angela Merkel ao aguardado programa de compra de dívida soberana - que deverá ser lançado no início de 2015 -, a verdade é que tais limitações poderão ser um forte constangimento ao seu impacto nas economias que mais necessitam dele. A ideia passa por exigir aos bancos centrais dos países mais beneficiados pelo programa, como Portugal e Grécia, por exemplo, que ponham de parte dinheiro extra, ou aumentem consideravelmente o valor das suas provisões, para cobrirem eventuais perdas do 'quantitative easing'.

Esta é uma medida fundamental para ultrapassar o problema das dívidas nacionais com um peso excessivo.

 

Os "sabichões" que assinaram o manifesto ainda andam por aí ?

O BCE ( Banco Central Europeu) informou hoje que está pronto a comprar dívida pública e privada dos países em dificuldades. Bastou esta afirmação pública para que as taxas de juro baixassem em todos os prazos .  A abertura do Banco Central Europeu (BCE) para a utilização de medidas não convencionais, que poderão compreender a compra de dívida pública e privada, está a levar os juros da dívida portuguesa para mínimos, numa tendência que se estende aos restantes países periféricos.

O governador do Bundesbank também mudou o discurso relativamente ao programa de compra de activos pelo Banco Central Europeu como forma de impulsionar a recuperação da economia europeia.

Os "sabichões" ignoravam esta medida que faz parte de um pacote para resolver globalmente o problema da dívida ou sabiam e queriam mesmo estragar?