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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Fechar boas escolas é uma má ideia

Há que encontrar soluções para ultrapassar desigualdades e encargos. Fechá-las é um desperdício. Não se fecham boas escolas. As escolas caras são as más escolas públicas que, mantendo-se no actual sistema, nunca irão melhorar. As boas escolas devem ser apoiadas embora não de forma a constituírem encargos insuportáveis. Antigos alunos e governo têm que se sentar à mesa e procurar uma solução justa e equilibrada. Não nos podemos dar ao luxo de fechar boas escolas enquanto as más escolas públicas permanecem imutáveis e sem qualquer perspectiva de melhorarem. A má qualidade é que é cara.

 

 

Querem matar o Colégio Militar. Porquê ?

As razões que são apresentadas para que os colégios militares mudem, passam-me ao lado. A questão para mim é que custam muito mais que o aluno normal. Se o estado pagar por aluno o mesmo que paga na escola pública para mim está bem. Todos têm o direito de escolher a escola para os seus filhos e os colégios militares são bons colégios.

Que não juntam meninas e meninos pode fazer muita confusão a militantes "fracturantes" mas cada qual come do que gosta. Não pode é ser à conta do contribuinte. Um colégio com valores próprios, curriculuns que têm dado provas, são uma mais valia. Não podem é constituir uma casta à parte num país onde o estado gasta  muito mais do que pode . O Colégio Militar é um luxo que o país não consegue sustentar.

A reforma das escolas militares

Escrevi sobre este assunto aqui e aqui. Tenho recebido muitos comentários de antigos alunos, alguns indignados outros nem tanto, mas todos eles apontando para outras soluções para os colégios. Este texto indica alguns caminhos.

(...)E chega a ser chocante ver pessoas ditas de esquerda, que tanto criticam os apoios estatais a escolas privadas, a oporem-se à presente reforma, que os reduz, e deixando a ideia de que tudo serve de "arma de arremesso" contra o Governo. (...)
o Estado não deve gastar nos EME mais do que o custo médio por aluno do ensino público, atribuindo este valor aos encarregados de educação com um cheque-ensino."

Todos defendem os "seus" colégios sejam militares sejam públicos...

O Colégio Militar e a liberdade de escolha da escola

Agora é o Colégio Militar. Não pode ser misto, isto numa altura em que as próprias Forças Armadas são mistas. Um país profundamente conservador que se opõe a toda e qualquer mudança. Um aluno no colégio militar custa, aproximadamente, mais cerca de 3 000 euros por ano que um aluno normal numa escola pública. Mas há personalidades que, por terem frequentado o colégio, acham que isto é razoável. Ao mesmo tempo que, no mesmo país, se discute o direito de as famílias escolherem a escola para os seus filhos. O menu neste país dá para tudo. De um lado impedir o exercício da liberdade aos mais pobres. Do outro manter uma escola de elite embora com merecido prestígio .

É o mesmo país que teve que lutar pelo direito à liberdade sindical, ao direito de associação e de expressão para só falar nestes. Neste país há sempre alguém preparado para cortar o direito à liberdade. E fechar os olhos às injustiças que persistem.

Não se trata de fechar o Colégio Militar, trata-se de o transformar num colégio misto e de racionalizar custos, como está a acontecer em todas as actividades. Um país que não quer mudar enquanto lá fora a mudança é vertiginosa.