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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O liberalismo económico no Chile elevou o país a "país desenvolvido"

As consequências do Liberalismo económico : A ligação entre liberalismo económico e político nem sempre acontece, mas existe uma clara correlação. Como podemos ver abaixo, o Chile moderno não é caso único de ligação entre liberdade económica e política. A correlação existe e é muito forte, possivelmente porque para um mercado funcionar são precisas boas instituições democráticas e a abertura que um mercado livre exige dificulta a a vida de regimes não democráticos (veja-se o caso de Hong Kong).

Em resumo, décadas de liberalismo por contraponto a outros modelos económicos testados na região, ajudaram a criar um país que, para os níveis da América do Sul, é dos mais ricos, com menos pobreza, melhores serviços públicos, melhor educação e saúde. Muitos olharão para estes dados e insistirão que as pessoas não “comem estatísticas” o que é uma forma de quem deseja negar a realidade e fingir que ela não existe. Afinal, o negacionismo não se limita a outras áreas da ciência.

O liberalismo económico trouxe progresso económico e social ao Chile, mas trouxe também outro tipo de responsabilidades. Durante este artigo comparei sempre o Chile aos seus pares na América do Sul, mas o liberalismo económico colocou o Chile noutro campeonato: o dos países desenvolvidos. O Chile é hoje um país que aspira ser de primeiro mundo, mesmo que inserido numa região que tende sempre para o terceiro.

UM PAÍS CHAMADO CHILE - Prof Raul Iturra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Este canto do mundo, foi descoberto em 1539 por um capitão castelhano denominado Diego de Almagro. Existia, como refiro no meu texto Os heróis do Chile, em http://bandalargablogue.blogs.sapo.pt/os-herois-do-chile-prof-raul-iturra-1054627 O Chile, como Chili, existia desde milhares de anos antes que a Europa. Era a época em que o Reino da Espanha andava nas descobertas na expansão do seu poder. O Adiantado Almagro pensou que o território descoberto era pobre, duro, seco, selvagem e ameaçador: havia nações nativas impossíveis de domar, como o povo Mapuche. Povo que falava uma língua que ninguém entendia, apenas mais tarde na vida soube-se que era o mapudungu, palavra composta de um substantivo e um verbo. Mapu em castelhano significa terra e dungun, falar. Com as suas hostes, abandonaram o território e tornaram para o seu acampamento de origem, ao norte do novo território, a nação Quéchua ou quíchua en língua nativa) dos Inka (em Quíchua,Inca em Castelhano), ferozmente conquistada pela família Pizarro e os seus soldados, que mataram a população do Império de Tahuantinsuyu, ou Império dos Quatro Cantos, governado pela casta Inca, do qual o Chile era parte até o Século XV. Ameaçado o Império, os Quíchua correram a defender seu Imperador e abandonaram tudo. Incluindo a educação Quíchua dos Mapuche do Chile. Arauco, como eram denominados pelos invasores espanhóis, porém, não nasceu domado. Teve que ser dominado a partir de 1542 pela nova vaga de conquistadores comandados pelo capitão castelhano Pedro de Valdivia em 1542. História conhecida por todos, como tem sido referida por mim em outros textos do Blogue raulitura http://rauliturra.wordpress.com/2013/02/10/um-pais-chamado-chile/ em meses anteriores a este. Todos sabemos que o país é comprido e estreito, como mostra o desenho do mapa do país. São 4. 300 Quilómetros no Chile Continental, mais o território antártico de milhares de quilómetros e as ilhas da Oceânia, Juan Fernández e a de Rapa-Nui. Há um debate sobre o significado do nome Chile. Em língua Aimará, habitantes nativos do norte da república, dizem que significa país distantes, os Mapuche nunca o nomearam, denominando a sus habitantes winca ou estrangeiros. Como sabemos também, a Nação Mapuche lutou com as forças coloniais contra a independência do Chile, por terem reconhecido os Mapuche como uma Nação autónoma e independente.

Quatro factos caracterizam a existência do Chile. O primeiro, ter conquistado a sua independência como colónia da Espanha em 1810, sendo assim a segunda colónia da hoje América Latina e se emancipar. A primeira tinha sido o vice-reinado do Rio da Plata, hoje a República Argentina, liberada pelo General José de San Martín, quem ajudara o Chile, com seu Diretor Bernardo O’Higgins, a ganhar sua independência a 18 de Setembro de 1810, com duras batalhas lutadas entre esse dia e o ano de 1818, que teve como resultado um Chile emancipado e autónomo. O segundo fato que carateriza o país, é a existência, anos mais tarde, da poetisa laureada com o Prémio Nobel, Lucila Godoy Alcayaga, nascida no vale de Elqui centro norte do país, quem usava o nome de Gabriela Mistral para poder ser uma pessoa anónima. Costumava dizer nas nossas conversas: tenho duas vidas, a que me dão os outros na história do país em que nasci, e a minha e que a mais ninguém pertence, como teve a sorte da ouvir nos meus catorze anos de idade. Nasceu em Vicuña, Chile, a 7 de Abril de 1889, era professora primária, mais tarde, após estudos e graduações, professora e diretora de escolas de meninas no Sul do Chile em que ensinou a Pablo Neruda como escrever poemas, até ser nomeada pelo seu amigo o Presidente do Chile Don Pedro Aguirre Cerda, consulesa na Itália, mais tarde em Portugal e depois no México e no Brasil. Escreveu a poesia mais triste que uma pessoa que sabe o que é a prosa, a literatura, o poemário, podia escrever. Os seus livros, todos comigo, parecem ser o resultado de uma mulher revoltada. Ou assim o comenta também o seu antigo estudante da escola primária de Parral, sul do Chile Neftalí Reyes Basualto, denominado mais tarde Pablo Neruda. Foi a sua professora quem o iniciara nas leituras dos clássicos da literatura universal, emprestando-lhe livros da sua biblioteca pessoal, como Tolstoi e Dostoiéski, Gorki e Theckov, D’Annuzzio e Croce, Baudelaire e outros como Cervantes e Quevedo, uma entrada triunfal à literatura Universal do futuro laureado com o Nobel de Literatura. O seu antigo estudante pergunta-se nas suas memórias porque Gabriela tinha que escrever tão amarga poesia, sendo como nera uma mulher doce, sorridente como borboleta, mas a morte do seu antigo namorado a marcara para o resto da sua vida, a feridas moram na pele da alma e não se restabelecem facilmente. Foi com essa amargura que viveu, como comenta Pablo Neruda: Llevas, Gabriela, amada hija de éstos yuyos, de estas piedras, de este viento gigante. Todos te recibimos con alegría. Nadie olvidará tus cantos a los espinos, a las nieves de Chile. Eres chilena. Perteneces al pueblo. Nadie olvidará tus estrofas a los pies descalzos de nuestros niños. Nadie ha olvidado tu <palabra maldita>. Eres una conmovedora partidaria de la Paz. Por esas, y otras razones, te amamos. (Neruda, 1974, Confieso que he vivido. Memorias, Planeta, Chile-Argentina-Uruguai-Paraguai 1ª edição, página 391). Gabriela Mistral foi o melhor acontecimento que podia acorrer a uma antiga República em permanente formação. Gabriela Mistral, sempre ofendida, raramente visitava o Chile. Após de ser laureada com o Nobel, apareceu no Chile na época do Presidente Ibáñez, em 1955 como tenho relatado em outro texto meu neste blogue rauliturra, onde colaboro, guardando os meus textos numa pasta que tenho criado à espera de publicação. Faleceu em Long Island, Nova Iorque a 10 de janeiro de 1957, seu 68º aniversário. Praticamente, dois anos após a sua visita ao Chile. O povo a não conhecia e, por ser uma mulher popular, assistiu massivamente aos seus funerais e a acompanharam no seu velório no sítio escolhido da Universidade do Chile. Embalsamado, o seu corpo foi transferido para a sua terra e repousa no cemitério de Montegrande, no seu vale de Elqui, com uma imagem que a representa. Tinha eu dezasseis anos. A chorei como narro no meu texto Mi Gabriela Mistral, que pode ser acedido em http://estrolabio.blogs.sapo.pt/700642.html

O terceiro facto que faz do Chile um país, é o de ter nascido no território o poeta Pablo Neruda. Foi a leitura do seu livro Confieso que he vivido. Memorias, Publicado pela Editora Planeta, Chile, que têm-me inspirarado estas linhas. Nasceu no sul do território, em Parral, a 12 de Julho de 1904. Foi com Lucila Godoy Alcayaga, mais tarde Gabriela Mistral, que aprendera as suas primeiras letras na escola primária onde ela ensinava. Costumava dizer que era ser filho de um empregado dos caminho-de-ferro, mas a sua mãe, professora primária, faleceu quando ele era uma criança de um mês e foi enviado a morar a casa do seu avô materno que tinha casa e terras em Parral, Província do Maule. Neftali Ricardo Reyes Basoalto nasceu a 12 de Julho de 1904, filho de José del Carmen Reyes Morales, um operário do caminho-de-ferro, e de Rosa Basoalto Opazo, professora primária. Ainda jovem adotou o pseudónimo de Neruda retirado do poeta checo Jan Neruda.

Era tímido e os poemas que ele escrevia, os entregava ao seu pai. Aprendeu literatura com a sua professora primária que lhe emprestava os livros antes citados quando era estudante já do Liceu de Temuco e ela, a Diretora do Liceu de Meninas de Temuco, palavra mapuche que significa água de Temo, a flor do eucalipto, nascente do rio Temuco. Todas as suas referências as tenho registado nos meus textos.

As minhas recordações de Pablo Neruda, que pode ser acedido em http://estrolabio.blogs.sapo.pt/793959.html, hoje aviagemdosargonautas ou http://aviagemdosargonautas.net/  em que narro estas recordações da nossa intimidade de vizinho de casa em Valparaíso, ele na sua que nomeu La Sebastiana, nos na nossa da cidade, rua Montealegre. Morou com o seu avô materno temporalmente. O seu pai transferiu-se para Temuco em 1906, onde casara com Trinidad Cândia Marverde, a quem ele denomina Mamama nas suas memórias póstumas de 1974 e no seu livro Memorial de Isla Negra, Buenos Aires, Losada, 1964. 5 Vols.

 Isla Negra era sua casa na praia, perto da de Algarrobo onde passávamos férias no dia em que tornamos a Chile por três anos e três meses. Éramos vizinhos de férias, mas a nossa família nunca perturbou o seu descansado e merecido silêncio. A obra de Pablo Neruda, o seu nome oficial após pedido em tribunal e registo de notário, é cumprida e extensa. A sua obra é extensa como as suas viagens. Foi enviado a Madrid e México como Cônsul. Na Espanha, após perder a libertação da Segunda República e os falangistas do general rebelde, por nome Francisco Franco, escreve o seu livro España en el corazónem 1936. A sua obra completa inclui O Canto General de 1950 e Alturas de Machu Pichu, bem como Los versos del capitán, 1953,dedicados a sua amante, mais tarde a sua mulher, Matilde Urrutia.

A sua obra é tão grande e poética, que ganhou os prémios de Lenine, o de Estalinegrado e o Nobel de Literatura em 1971. O interessante de ele é a pessoa, refletida na sua obra. Ainda estudante de Literatura em Francês na Universidade de Santiago, ingresa ao Partido Comunista do Chile, é eleito Senador em 1945, após dar apoio ao denominado Presidente Traidor, Gabriel Gonzáles Videla, um pequeno advogado da cidade da Serena, Norte Chico do Chile, eleito com os votos do Partido Radical como deputado e com os do Partido Comunista, que o leva à Presidência do Chile entre 1946 e 1952. Pablo Neruda era Senador pelo PCP Ch, mas teve que fugir, como todos os seus membros para não ir a prisão e assassinado a mansalva. O seu exílio decorreu na Itália onde era consulesa Gabriela Mistral, quem o reconhecera como o seu antigo estudante e como o melhor poeta do mundo, entregando-lhe a papelada que o acreditava como cidadão chileno. A sua fugida do Chile foi tão escondida e rápida, que apenas contava com papéis falsificados como argentino. Os homens da direita chilena ajudaram a esconder o poeta nas suas terras, porque a lei era um terror, publicada e promulgada em 1949, mas mais tarde abolida pelo Senado.

A personalidade de Pablo Neruda é a mais-valia de um país que esta sempre em mudança. Os seus versos não são apenas os de um sociólogo formado na vida, são os de um político que sabe entender a vida e a forma em que ela se apresenta sem raiva nem rancor. Para as eleições a Presidente da República de 1970, foi-lhe solicitado ser candidato, o que aceitou com a ideia de como unir a esquerda na figura de apenas um candidato, baixo a ideia que apenas um poeta pode entender: Unidad Popular. No dia em que os partidos da esquerda chilena acordaram escolher o Senador Allende como candidato, Neruda retirou-se de imediato e trabalhou com ele e para ele durante toda a campanha para que o seu amigo Salvador pudesse vencer à quarta eleição. Allende ganhou. Como diz nas suas Memórias, o Presidente Allende o enviou de imediato como Embaixador para a França. Representar o país em frente de outro, requer a votação do Senado. Neruda comenta nas suas memórias que não sabe quem facilitou a sua nomeação, porque também os hipócritas-cristãos (democratas cristãos) votaram contra ele, escondidos trás as bolas branca e preta. Por três votos, a proposta de Allende prosperou e Neruda, que tinha sido Cônsul nos mais variados sítios, desde o México a Rangum, estava habituado a este tipo de enigmas. Em Paris trabalhou como Embaixador e não como poeta que tenta conquistar um galardão.

Em 1971 torna a Chile já Nobel de Literatura, mas doente de cancro à próstata. Acabou as suas memórias 11 dias a seguir a morte do seu amigo, o Presidente Allende e faleceu a 23 de Setembro de 1973. Dizem que foi assassinado por um agente da ditadura que inoculou um vírus no seu corpo que falecia. A sua casa de Santiago, como eu observei, foram as pessoas mais comprometidas com o poeta do povo. A Chascona foi barbarizada, destruída pelos membros da ditadura, essa única no Chile da democracia mas o velório transcorreu ai. Baixo o cuidado da Embaixada Sueca e do Embaixador que defendeu com a sua vida a morte do poeta do povo, cada vez que entravam os esbirros do ditador que queriam encarcerar o Vate.

A morte do seu amigo Salvador e a injeção a mansalva, aceleraram a sua morte. O seu funeral foi muito concorrido com os gritos de viva Chile, viva Allende, viva Neruda, que se ouviam entre a grande multidão ladeada de soldados traidores.Repousa o seu corpo na casa da Isla Negra que ele oferecera para os sindicatos reunir.

A quarta valia do país, foi Salvador Allende, de quem já falei no meu texto anterior, ainda baixo estudo para publicação. Remeto-me a ele. Os amigos morreram no mesmo mês, com dias de diferença: Salvador Allende a 11 de Setembro de 1973, Pablo Neruda a 23 de Setembro do mesmo mês

Raúl Iturra

lautaro@netcabo.pt

4 De Fevereiro de 2013-reescrito e revisto e passado para o acordo ortográfico, a 19 de Setembro de 2014 e em português para todos entenderem no nosso país. Até hoje tenho escrito em Castelhano, como se estiver no Chile. Especialmente assim escrito para Maximina Costa e Bernardete Alves, amigas e colaboradoras, às que tanto devo.

Código para vídeo: https://www.google.pt/#q=video+de+pablo+neruda

Código para ouvir:

 http://www.youtube.com/watch?v=_a_12U5wNTI

 

 

 

 

EL POR QUÉ DE LA CELEBRACIÓN DE LA INDEPENDENCIA DE CHILE - Prof Raul Iturra

 

Para nuestros descendientes

Normalmente, nos hablamos en inglés. Es el hábito de vivir 45 años fuera de Chile, vuestra madre, yo y nuestra hija mayor, tantos como nosotros si no más. Ella vivió en Alemania, en Inglaterra y otros países: la carrera de embajadores de su padre y tíos. Los míos también representaban Chile fuera del país, pero, descendiente de españoles como lo era, me agarré a la tierra de nuestro país y nadie me tiraba de allí. Mi padre que viajara si quisiera por Europa, África, India y otros sitios a que lo obligaba ir su profesión de Ingeniero. Nuestra madre venía del territorio español y por largo tiempo no volvió. I am very sorry for our sons-in law and grand children, but it is high time that they also learn the language of their wives and mothers of their children. Any couple has to be vice-versa.

Vuelvo al castellano que en Europa llaman español, gran incorrección. En la península hispánica se hablan siete lenguas diferentes y ¡ay de quién vaya a Cataluña y no hable por lo menos en portugués!

Hasta 1536, el territorio estaba habitado por la Nación Mapuche, que la arrogancia española llamaba indios. La tribu del Norte, denominaba el amplio y largo territorio Chili, o los quichuas de las hoy Repúblicas del Perú, Bolivia y Ecuador, que en lengua Aimara significa país distante o los confines del mundo. Se pensaba que después de Chile no había más que agua de mar y el territorio Antártico. Chili era un país aislado, todo el norte de la hoy América Latina, pertenecía a Tintuansuiu o Império Inca, en lengua quícha. Chili era habitado por la Nación Mapuche que casaba, pescaba, labraban la tierra y, a veces, guerreaban entre ellos, especialmente cuando clanes entraban en la tierra de otro clan y robaban sus mujeres: en la lengua de ellos, el mapudungu-no mapudungun como incorrectamente es denominado por los diccionarios organizados por la Compañía de Jesús o Jesuitas que los entendían mal- el pueblo era la gente de la tierra, derivado de mapu=tierra, y che= gente y mapudungu es el habla de la gente de la tierra. Lengua difícil de hablar y de entender, pero que se aprendía con facilidad si se persistía. Así fue como lo aprendí al estudiar uno de sus clanes, los Picunche, siendo picun la palabra castellana norte por oposición a la palabra huilli o sur en castellano. Referencia retirada de mi libro de 1812 História sintética y política de los nativos de Chile, Estrolábo 2010-2012, partes en http://estrolabio.blogs.sapo.pt/2010/11/?page=17, otras, Monografia de la empresa española Monografias en Español.

Livres y tranquilos vivían en sus tierras, hasta el dia 1490 fueron conquistados por los Inca para enseñarles a tejer, trabajar la tierra, disciplinarse, especialmente los Mapuche del centro o Diaguitas, que aún viven allí en el território de Pelequén.

En 1536 apareció una expedición de castellanos, venidos del entonces virreinato del Perú, antiguo império inca, desecho por los castellanos, liderados por Diego de Almagro, quén no encontró lo que ambicionaba: oro, y volvieron a Lima todos sucios, pobres y rotos, que es de dóde nació la palabra con que se denomina al proletariado chileno, reforzada por la primera guerra que Chile, ya independiente, ganó con el general Bulnes a la cabeza, ente 1839-1842 contra la Confereación Perú-Boliviana al mando del déspota Andrés de Santa Cruz, boliviano, que huyó cuando la perdió.

En 1542, volviendo atrás, apareció la expedición del Extremeño castellano Don Pedro de Valdivia, con su manceba Inés de Suárez, que buscaba a su marido, perdido en uno de los nuevos países o etnias. Vinieron porque querían quedarse y fundar un país. Eran 35 castellanos, con arcabuzes y caballos, bien apertrechados. La nación Mapuche la temió y huyó a sus bosques húmedos del Sur de Chile.

El hijo de un toqui, rey en castellano, no tuvo dudas que eran como los otros, se vistió como uno de los esclavos que los castellanos prendíanpara trabajar sus tierras, y reparó que las piernas extras no eran de los beligerantes, sino de las bestias que los cargaban y se llamaban caballos y que el juego que esgrimían, provenía de armas denominadas arcabuces. Por otras palabras, no era con natural a los invasores que podían ser muertos como cualquier otro. Quien quiera saber más, que lea mi libro citado en lugar en que se encuentra. Pedro de Valdivia era llamado Don porque era Fidalgo, pertenecía a la aristocracia de Extremadura en España, pero carecía de dinero y se fue a la aventura a juntarse a los expedicionarios, solicitó permiso al antiguo soldado Francisco Pizarro, ahora Don con el título de Marqués otorgado por el Rey Carlos I o Carlos de Austria o Habsburgopara recompensar las riquezas con que inundó a España, robadas a los Inca y al pueblo por los belicosos soldados sin educación, aventureros que querían enriquecer. Historia en http://es.wikipedia.org/wiki/Carlos_I_de_Espa%C3%B1a

Pedro de Valdivia fue un fundador. Fundó su primera ciudad, Santiago y La historia de Santiago de Chile se remonta a los primeros habitantes de la cuenca del río Maipo, aproximadamente en el X milenio a. C. Sin embargo, recién en el siglo XV con la conquista de la región por el Imperio inca existirían las primeras comunidades en la zona.

La ciudad fue fundada hace 473 años, como Santiago de la Nueva Extremadura (Santiago del Nuevo Extremo), por el conquistador extremeñoPedro de Valdivia, el 12 de febrero de 1541. Desde esa fecha, la primera ciudad fundada en Chile sería, casi ininterrumpidamente hasta el día de hoy, la capital y principal urbe de la nación.

Pedro de Valdivia pasó a ser el gobernador, antecediendo a su nombre el apetecido Don. Le gustó el niño Mapuche, lo hizo su servidor y lo bautizó Felipe, a Lautaro, quién aprendió todos los ardides castellanos, después de cinco años huyó, se reunió con su clan y con otros, dijo esta verdad y los Mapuche comenzaron a atacar Santiago. Más de un centenares de veces. Con Inés de Suárez, valerosa mujer, la ciudad era defendida y vuelta a construir, cada vez mejor. Y con más defensa. Valdivia trajo tropas de repuesto desde Birú, nombre quichua del Perú y fueron arrinconando a los Mapuche en reducciones lejos de Santiago. En una de éstas aventuras, Lautaro, ya nombrado Toqui, tendió una emboscada a los castellanos, apropiase de Valdivia, lo sometió a juicio por sus pares Toqui, en la perdida batalla de Tucapel.

El ataque a los fuertes de la zona provocó el abandono de Tucapel por los españoles. Valdivia se dispuso a restablecerlo y a aplastar de paso el levantamiento que desafiaba su dominio en la región. Pero al llegar a Tucapel fue atacado por un gran número de mapuches, a los que opuso los cuarenta soldados españoles que le acompañaban y unos dos mil indígenas auxiliares.

Enfrente hallaba esta vez una fuerza que, además de su número, poseía una estrategia de combate y cierta adaptación a las condiciones del enemigo. Los mapuches habían celebrado sus juntas de aillarehues, en las que se eligió el toqui que les conduciría en la guerra, resultando escogido Caupolicán, Con él estaba Lautaro, joven araucano hijo del cacique Curiñanco que había servido entre españoles y que incluso había sido caballerizo del conquistador Valdivia.

Lautaro conocía el modo de actuar de los españoles, el armamento que empleaban y el uso del caballo, factores que le daban una evidente superioridad militar y deberían contrarrestarse si se aspiraba a vencerles.

En Tucapel, el 25 de diciembre de 1553, los mapuches comandados por Lautaro derrotaron a Pedro de Valdivia y le dieron muerte. En el curso del día habían mantenido el combate con sucesivas oleadas de indígenas que manejaban la macana y las lanzas largas, y podían relevarse, mientras se obligaba a los españoles y a sus aliados a combatir ininterrumpidamente hasta llevarles a la extenuación. Así fueron diezmándolos hasta extinguir el grupo, siendo Valdivia el último en ser apresado. El golpe de una maza en su cabeza le arrancó la vida. Su corazón fue repartido entre los principales jefes y comido siguiendo los ritos locales. Poco después llegaría de España la carta real por la que se le confirmaba la gobernación hecha por la Real Audiencia de Lima, sin que se accediese a sus peticiones de ampliar la provincia hasta el Estrecho ni sobre nombramientos, sueldos y privilegios. Fuente: http://www.biografiadechile.cl/detalle.php?IdContenido=1157&IdCategoria=15&IdArea=214&TituloPagina=Historia%20de%20Chile

Muerto Valdivia, llegaron refuerzos, otra ves tuvieron que esconderse en sus bosques de la que pasaron a llamar Región de La Araucanía, el Rey de España reparó que perdía más tropa en la guerra, mandó un grupo diplomático, la reconocieron como Nación y juntos españoles, después del pacto del Biobío, acabaron por pacificar Chile, y Mapuche y españoles lucharon contra los que querían libertar Chile.

Quién quiera saber más, puede leer libros de historia, Especialmente Francisco Javier Frías Valenzuela(Parral, 24 de mayo de 1900 - Ñuñoa, 13 de enero de 1977, Jaime Eyzaguirre y mi monografia.

Con todo, como sabemos por otras fuentes, especialmente los 16 tomos de la Historia de Chile de Diego Barros Arana escritos entre 1881 y 1902, libros todos conmigo (Santiago, 16 de agosto de 1830 - ibídem, 4 de noviembre de 1907)

Es así que hay motivos para conmemorar el Día de la Independencia. Libre Chile de los castellanos, gobernado por chilenos, definidos por el Director Supremo Bernardo, el Libertador, escribió en la Constitución, con aprobación del Congreso bicameral, que todos los que nacían y vivían en Chile eran denominados chilenos.

Los Mapuche nunca lo aceptaron y han sido y serán de nacionalidad de Gente de la Tierra. España acabó el tratado coyuntural con ellos, que había sido apenas una forma de luchar, y viven orgullosamente solos entre Chile y Argentina, gobernándose por sus leyes, o en reducciones que el gobierno de Chile construyó para ellos.

La independencia, en consecuencia, no es digna de celebración porque los propietarios de la tierra no la han reconquistado, como se puede leer en Luís Silva Pereira, ISPA, 2000: Médico, Xamã ou Ervanária, que vivió con ellos, o en mis varios libros sobre los Picunche de Chile.

Lo que celebramos es la chilenización de los castellanos, el nacimiento de una nueva patria en el siglo XIX y su lenta construcción.

Es lo que pido a mi familia europea enseñar a sus hijos y nietos, maridos y consuegros. En castellano, por favor.

¿Por qué recibo el saludo de Fiestas Patrias en inglés a las 7 de la mañana? ¿Esos otros que aun nada han dicho los otros, que aún nada han dicho?

Soy portugués, hijos de españoles, me eduqué en Gran-Bretaña y hablo en inglés con ellos. La madre y abuela, como yo, luchamos como Mapuche (no tiene s, el che=persona, no tiene plural en mapudungu.

Celebros a los dos mil que quedan, de esos millones que eran y que los castellanos y los chilenos han liquidado. Vice-versa, quien deja su reducción y se una a los chilenos, deja de ser nacional Mapuche.

¡Viva Chile, viva la nación Mapuche!

¡Vivan los indigenistas como Pepe Bengoa, Luís Silva Pereira y familia y yo propio y los indigenistas que vamos quedando en la familia!

Nuestros nietos los estudiarán, tocarán trutruca y quena y cantarán las canciones milenarias, más antigua que la europeas.

 

Raúl Iturra

18 de setiembre de 2014

lautaro@netcabo.pt

 

 

 

 

 

 

 

OS HERÓIS DO CHILE - Prof Raul Iturra

 

Chile Jura a Independência a 12 de Fevereiro de 1818

 

http://www.youtube.com/watch?v=ddkqqTjN0nE&feature=related

Primeira Versão, 1919, com música do Hino Argentino e letra do Chileno-Argentino Bernardo Vera e Pintado, a pedido do Director SupremoBernardo O'Higgins

Versão definitiva 1828

Terceira versão

O Hino Nacional do Chile tem letra de Eusebio Lillo, Bernardo de Vera y Pintado e música de Ramón Carnicer.

OS HERÓIS DO CHILE

Escrevia ontem sobre as cantineiras ou companheiras, que acompanham aos soldados a guerra, lutam como os seus colegas de armas e recebem um estipêndio do exército pelo qual lutam, neste caso, o do Chile. Escrevia também sobre as Damas da Aristocracia que lutavam pela causa da Pátria, como Paula Jaraquemada e Javiera Carrera, as mais conhecidas, salientadas e honradas por serem da aristocracia.

No caso dos varões, acontecia de forma semelhante. A guerra era para os homens, diz o ditado, apesar de haver mulheres nas escaramuças. Mas os que lutavam sem medo, eram os jornaleiros chilenos convertidos em soldados, enquanto os patrões faziam política no país, ou organizavam a guerra desde o Congresso ou desde a sede dos seus partidos políticos. Em tempos, pensei que os senhores da terra ficavam nas suas fazendas e os inquilinos, que tenho definido como metáfora de escravos que trabalham, se pago em dinheiros, mas sim em terras trabalhadas pela sua família, da que, no entanto, deviam entregar parte ao proprietário eminente - era terra entregue em usufruto.

A guerra era dura, mas aliviava da miséria rural de ser um sem terra dentro de um país rural, com um PIB baseado nas exportações.

O tratamento dado aos inquilinos, como apreciei antes de ser expulso das terras da minha família por ser socialista materialista histórico, era ignóbil. Pensei que os escritos de Grachus Babeuff de 1785 sobre o manifesto dos plebeus, e o de Silvain Marèchal, 1795, sobre a Igualdade, além da revolução francesa, tinham libertado aos servos. Enganado estava eu, e continuo enganado por causa da teoria neoliberal que nos governa. Textos e factos que inspiraram o Manifesto Comunista de Karl Marx, Johana von Westphalen, a sua mulher, e palavras de Friedrich Engels, o terror, também, dos burgueses actuais.

Ideias que influenciaram aos heróis do Chile, os de Babeuf e Marèchal. O de Marx ainda não existia, pelo que a educação de José Miguel Carrera de quem falei latamente no meu ensaio o meu texto sobre as mulheres heroínas, as de Bernardo O´Higgins, José de San Martín, foram diferentes e Simón Bolívar, que coincidiram em Europa para completar a sua educação en épocas diferentes foi mais influenciada pelas ideias libertárias de Benjamim Franklin e o Conde Republicano, venezuelano e em exílio em Paris Francisco de Miranda. Foi uma feliz casualidade estarem juntos maestros e discípulos, os primeiros, após ganhar guerras de independência, os segundos, a aprender como realizar o seu sono de libertar as colónias espanholas de domínios estrangeiros. Também, as causa que serviam e os países em que estavam, apenas permitiu que O´Higgins (Chillán, 20 de Agosto de 1778 – Lima, 24 de Outubro de 1842) fora discípulo de Benjamim Franklin, enquanto José de San Martín ( (Yapeyú, 25 de Fevereiro de 1778 - Boulogne-sur-Mer, 17 de Agosto de 1850) e Simón Bolívar, (24 de Julho de 178317 de Dezembro de 1830), aprenderam deles. Carrera era oficial da monarquia espanhola, mas, ao tornar ao Chie e pela influência da sua irmã Javiera, em 1811 não apenas era patriota pró Chile, bem como queria o mando, que tomou após um golpe palaciano e acabou em 1814, com a reconquista dos espanhóis que já tinham Monarca espanhol, porém, proprietário das colónias que quis recuperar, mas não conseguiu. A Batalha de Chacabuco foi uma batalha decisiva da independência do Chile, na qual combateram o exército dos andes e o exército espanhol. Ocorreu em 12 de Fevereiro de 1817 na fazenda de Chacabuco, redondezas de Santiago Fonte: Documento de Bartolomé Mitre detalhando a batalha. Pode ser acedido em: http://www.crucedelosandes.com.ar/batalla_chacabuco.asp

 

 

 

 

 

 

 

WE, CHILEANS, SUFFER - por Prof Raul Iturra

 

 

                                                                     Arica’s hillock or Morro de Arica

 

Along these days, we, Chileans, have deeply suffered. As I have related in a previous text: Chile, país de terramotos that you may read at http://bandalargablogue.blogs.sapo.pt/search?q=Raul+Iturra, you shall know the reasons: we are suffering a very long earthquake in Northern Chile. The earth is always trembling, is always into movement, even up to the point of not realizing the need of gaining a new balance in order to walk. As I said on my already mentioned yesterday's essay, we are use to have quakes of the land that destroys more of the goods, homes, motorways, the canons of pure, clean, drinking water, lights, cables for the telephone and causes panic into the population who fears that the sea comes into the land a so called tsunami . Chile's territorial shape is among the worlds most unusual. From north to south, Chile extends 4,270 km (2,653 mi), and yet it only averages 177 km (110 mi) east to west. On a map, it looks like a long ribbon reaching from the middle of South America's west coast straight down to the southern tip of the continent, where it curves slightly eastward. Diego Ramírez Islands  and Cape Horn , the southernmost points in the Americas, where the Pacific and Atlantic oceans turbulently meet, are Chilean territory. Chile's northern neighbors’ are Peru and Bolivia , and its border with Argentina to the east, at 5,150 km (3,200 mi), is the world's third longest.

 

Chile is a Country of earthquakes all along the area where it lays The northern two-thirds of Chile lie on top of the telluric Nazca Plate , which, moving eastward about ten centimeters a year, is forcing its way under the continental plate of South America. We know well that Chile is a Country of tremors and earthquakes, but never so long as the one we are now suffering in Northern Chile, at the provinces of Arica, Iquique, Tarapacá and Pisagua. The land has been trembling nonstop ever since January of this year, then it seems to stop and a heavy silence comes upon us. Even our Chilean Lady President, has stayed in Iquique, the most dangerous part of these days happenings, to directly take care of the inhabitants and of all suffering citizens, praising those who are prepared to escape up to the hillocks in case there is and outgoing of the sea into towns.

 

people has learned a new ballance to go to places and work, or accpet with resihnation the fire's squads de molish their homes. Homes who, yesterday has only small problems eassy to mend. today are a threat t the lives of the passing by beings. People of the north who survived two wars against Perú and Bolivia and the killing, the murderer in fact, of 3000 workers of mines of of sodium or nitrate, wihich belonged to the British. Soldiers did not care, they murdered kids. women and workers by order of te President of the Chilean Republic; or, the work on copper mines. Neruda and Advis made poems and songs to be kept in our memury the killing of the workrrs of Santa María of Iquique, the exact point where danger lays down now, where President Bachellet has transferred her governing the country, to never forgett what has always happenned in orthen Chile. We Chileans, suffer and cry these days

 

 

 

CHILE, UM PAIS DE TERRAMOTOS - Prof Raul Iturra

 

 

O terramoto de ontem no norte do Chile, sabemos pelas notícias que é grau 8.2 da escala de Richter e o epicentro se centrou no centro do mar, em Pisagua, palavra da etnia Aimará que habita esse norte atingido pelo sismo. A Presidente do Chile e os seus ministros já estão em Arita e Tarapacá, as províncias mais afetadas e com aviso de Tsunami, que acaba de ser retirada as nossas 14 horas, 10 da manhã no Chile.

 

Não é novidade. Chile sempre está a tremer, quer por causa de bandagem política, quer porque a terra treme e as casas caim.

 

Dada a minha longa idade, e porque de todos estos anos apenas morei 25 no Chile, não estou habituado. Mas lembro-me do que cotavam os mais velhos de população, como o de 1906, que destrui a cidade de Valparaíso, ao pé do mar e as então vilas, hoje cidade, que fazem parte da província. Teve que ser reconstruído porque o grau 8, mata pessoas. Semelhante ao de 1973, que colapsou Viña del Mar, a Cascais do Chile

 

A seguir e o mais devastador, foi o de 1939, entre Chillán e Concepción, casas de barro que colapsaram, incluindo as mansões em que os ricos moravam, incluindo parte da minha família. As casas de mármore aguentaram apenas as balaustradas e as paredes apoiadas em elas. As ruas eram rios de água por terem rebentado os canos de condução e os das sanitas. Emergiu uma cidade limpa, elegante e com casas antissísmicas. Chillán foi todo construído porque eram casas de adubo do tempo em que o Chile era o Reyno do Chile, colónia da coroa espanhola. Desse terramoto, já com República declara a 18 de Setembro de 11810 e jurada em Fevereiro de 1822, uma esplêndida cidade apareceu. O grau 10 do terramoto destruíram a maior parte das aldeias, abriram fosos na terra que engoliram pessoas, casas e monumentos coloniais, recuperados por imitação.

 

Em 1954, um terramoto com tsunami afeitou e destruiu a Cidade de Valdivia, criadas pelos alemães para as suas indústrias o grau 11 do temor, colocou um barco mercante no centro da cidade. Chillán não tem mar e fica a 400 quilómetros ao sul de Santiago, Concepción, a 600 quilómetros de distância. As famílias perderam tudo e foi preciso recomeçar.

 

Em Santiago, um terramoto deste siglo aos começos, destruiu as casas pobres, mas os prédios novos que oscilam e não caim, salvaram-se. Os pobres passaram a habitar bairros de lata, vulgar num país da América Latina em que o PIB é baixo e o 60% das cidades contam com as denominadas poblaciones callampas, que um dia estão e depois desparecem a renascem em outros sítios. Morei nelas para advogar pelos desvalidos, até os meus 24 anos, quando deixara o Chile de vez.

 

Quando o visito, morro de pânico, mal habituado estou a estabilidade da velha europa. Visitava família, tentava pôr-me em pé e caia. Estava num 12º andar, impossível de abandonar. O prédio, montado sobre railes, como os caminhos-de-ferro, avançava e voltava para trás. O temor, especialmente as denominadas réplicas, destruíam seres humanos porque o coração rebentava. A parte pior, eram os assaltos as casas desocupadas pela população pobre, que rapinha o que têm mais acabam por abandonar.

 

O terramoto de ontem, é mais um de um país que lentamente se afunda no mar Pacífico, nos seus 12.000 quilómetros continentais de cumprimento. Cada terramoto, leva para o mar uma parte da Nação.

 

Os da parte do sul, onde há noite seis meses y luz de dia outros eis, como quando morava na Escócia com a minha família, Punta Arenas e Porto Aysén têm sido destruídas várias vezes, ficando as pessoas abandonadas na neve que a core. O Chile é como o Japão, apenas que o Japão tem casas de bambu e o Chile é de construção europeia.

 

Esses são os terramotos que eu me lembro ou tenho ouvido falar. Mas, tremores, um ou dois por dia, e ninguém alarma-se.

 

Escrito a correr no dia em que o Chile tem sido declarado pela Presidente Bachelet, país de catástrofe, especialmente Arica e Tarapacá, a nossa fronteira com o Perú, terramoto que se sentia nesse país e na vizinha Bolívia. Mais notícias saberemos, porque a catástrofe é o investimento em reconstruir casa, escola, hospitais, ruas, canalizações. Todo terramoto melhora o aspeito do Chile, até o dia que já não exista mais.

 

Raul Iturra

 

2 de abril de 2014,

 

lautaro@netcabo.pt

 

PS: não há Presidente da República que no inicie o seu mandato, que o país não se sacuda como se o quiser abafar. Allende teve o seu em 1972, quando nacionalizo o cobre e o pai da atual Presidente o dirigira todo por meio da CODELCO. O nosso salário era nosso e Bachelet pai faleceu por essa causa, trucidado o general pela colaboração do Presidente Socialista que acabou por fazer do cobre a riqueza do Chile, o que levara a Nixon e Kissinger, a derroca-lo e fazer dele um Presidente Mártir, como o General Bachelet, morto em torturas que a filha nunca mencionou para ser duas vezes a Presidente do Chile. Os terramotos do Chile são de tipo matar e empobrecer, para arrebitar como a salamandra.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Este é um país de desiguais - por Prof Raul Iturra

 

As primeiras palavras da Presidente do Chile, Doutora em médica-cirurgiã pediatra com menção em epidemiologia pela Universidade Humboldt de Berlin e a Universidade do Chile, en Santiago de Chile. Todavia, aproveitou uma bolsa do Colégio Médico do Chile para se especializar em Pediatria e Saúde Pública no Hospital Roberto del Río. Ingressou num curso sobre Defesa Continental na Academia de Assuntos Políticos e Estratégicos, onde, devido ao seu bom desempenho e graças ao financiamento de uma bolsa estatal, foi convidada a estudar no Inter-American Defense College em Washington D.C., Estados Unidos. Fonte: os meus textos prévios sobre a Presidente do Chile

 

Mas não é isso o que interessa, apenas revela as suas capacidades em ciência e em saber político que lhe permitiram ser Presidente do Chile entre 2006-2010, para tornar a ser eleita para 2014-2018. O seu programa foi já apresentado por mim neste sítio de ensaios, pode ser lido em http://bandalargablogue.blogs.sapo.pt/search?q=O+programa+da+Senhora+Presidente+de+chile&Submit=OK e ouvido em http://cnnchile.com/noticia/2014/03/11/michelle-bachelet-desde-la-moneda-chile-tiene-solo-un-gran-adversario-y-se-llama-desigualdad

O seu programa é simples e direto: reformar o sistema educativo e a constituição de República. Conta para esta tarefa com a colaboração da Presidenta do Senado, eleita ontem antes de empossar a Presidente, a terceira filha de Salvador Allende, a Senadora Isabel Allende Bussi.

Os dias 11 no Chile são dias surpreendentes. Foi num dia 11 de Setembro de 1973, faz este ano já 40, em que as Forças Armadas e a burguesia do Chile se levantaram contra o Presidente Constitucional do Chile, Salvador Allende, como todos sabemos e foi lembrado pela sua filha Senadora Isabel, que esteve com ele nesse dia. Isabel Allende Bussi, prima direta de Isabel Allende Llona a escritora, com Michelle Bachelet vão mudar todo o que o raro tempo de governo permita.

No seu discurso inaugural, a Presidente do Chile, denominada Presidenta como corresponde, se colocamos a gramática lusa de parte e trazemos a castelhana em frente, disse essa feliz frase que dá título a este texto. Frase organizada no seu discurso inaugural na Praça da Constituição, desde o Balcão presidencial do Paço da La Moneda: estamos reunidos na praça da Constituição, que será remodelada durante o meu governo as 19.15 da tarde de primavera que teve o Chile para a receber pela segunda vez como Presidente da República, acrescentando que deve-se guardar o povo de assaltantes e latrocínios, e preveni-los, educando. Todas as suas palavras do discurso de inauguração presidencial proferido durante quinze minutos, centrou-se na reforma educativa, pública e gratuita: sou filha da educação pública e assim devem todos aprender par ser cidadãos que serve o sei país, en castelhano, como é natural.

Este texto é para cumprimentar às duas mulheres que governam a República, a Presidente e, em substituição por conta da lei, a do Senado. Se Salvador Allende entre 1966 a 1969 foi o primeiro socialista a presidir o Senado e o Congresso pleno quando acontece no parlamento bicameral do Chile, estas Senhoras são as primeiras em juntar e igualizar os géneros masculino e feminino para bem da Nação. Texto que é apenas uma homenagem a mulheres que sabem de política como ninguém soube antes: finanças, economia, saúde e educação. Os meus rendidos parabéns para a s duas, que farão do Chile um País de iguais pelos impostos sobre os mais ricos, como Salvador Allende fez.

O discurso Presidencial Bachelet, é a reencarnação do homem que é internacionalmente reconhecido como excelente estadista, causa da sua morte, como a do General Alberto Bachelet, pai da recentemente empossada por Isabel Allende Bussi, como Presidente da República para cumprir o programa que já todos sabemos.

Raul Iturra

12 de Março de 2014.

lautaro@netcabo.pt

A Presidente do Chile - Por Prof Raul Iturra

 

Verónica Michelle Bachelet Jeria, nasceu emSantiago do Chile, no dia 29 de setembro de 1951. É uma médica e políticachilena, atual presidente-eleita do país. Foi presidente da República do Chile, e, desde 23 de maio de 2008, é também presidente da União de Nações Sul-Americanas. Depois de cumprir um mandato de quatro anos entre 2006 e 2010, voltou a ser eleita para um segundo mandato presidencial em 15 de dezembro de 2013.

Filha de Alberto Bachelet, brigadeiro-general da Força Aérea do Chile e membro do governo da Unidade Popular liderado por Salvador Allende, Michelle Bachelet estudou medicina na Universidade do Chile, período durante o qual ela se juntou às fileiras do Partido Socialista. Após o golpe de 11 de setembro de 1973, seu pai foi preso pela ditadura militar, morrendo na prisão, e Michelle passou à clandestinidade. Em 1975, ele foi detida em Villa Grimaldi por agências de aplicação da lei da ditadura, antes de ir para o exílio.

Membro do Partido Socialista do Chile, ocupou o lugar de ministra da Saúde no governo de Ricardo Lagos, entre 2000 e 2002, e posteriormente o cargo de Ministra da Defesa, tendo sido a primeira mulher a exercer este cargo na América Latina. Foi eleita presidente do Chile em 2006, para um mandato de quatro anos, sucedendo ao ex-presidente Ricardo Lagos. Em 2013, foi novamente eleita para novo mandato presidencial de quatro anos, tornando-se a primeira a vencer duas eleições presidenciais na história do país. Fonte: o meu texto em https://www.google.pt/#q=Raul Iturra A Presidenta eleita do Chile apresenta a sua equipa ministerial

Amanhã, dia 11 de Março, às 11 horas da manhã, o atual Presidente em exercício, Sebastian Piñera, contabilista do antigo ditador para criar um Chile mais rico e presidente do seu próprio partido, Renovação Nacional, criado para se distanciar da Unidade Democrata Independente o UDI, partido que apoiava aos pinochetistas, deve transferir a banda tricolor y a piocha presidenciais, a sua antiga rival, Michelle Bachelet. A partir de essa hora e esse minuto, os destinos do país ficam entregues a ela e o seu Gabinete, que já referi en um texto anterior.

O seu programa político é a educação, com a colaboração das associações de estudantes de Chile e o Sindicato do Magistério. Bem como, emendar a Constituição, herança ainda do passado ditatorial do general que causou o levantamento das forças armadas, assaltou o paço presidencial, La Moneda, causando a morte do legítimo presidente do Chile, Salvador Allende, a quem ela conheceu como amigo do seu pai o General Alberto Bachelet, quem teve entre as suas mãos a direção da empresa da gestão do salário do Chile, confiscado pelo Presidente Allende em 1972, com pago de indemnizações pelo tempo em que as empresas norte-americanas lucraram com posses da soberania do Chile. Indemnizações que foram pagas. O mineral cuprífero é a base da riqueza do Chile. Quem tomara conta da nova empresa, CODELCO, foi o general Alberto Bachelet quem pagara com a sua vida tamanha proeza, nas mãos dos seus antigos companheiros de armas de Força Aérea do Chile o FACH.

Parece irónico, mas é uma realidade, a outra candidata à Presidência do Chile, do partido pinochetista UDI, Evelyn Maffei, é filha de um dos generais que torturaram a Alberto Bachelet. Ele não participou na sua morte, mas nada fez para o impedir.

Michele Bachelet nunca falou deste atropelo, do seu e da sua mãe, nem quando foram resgatadas pela Cruz Vermelha y levadas para Austrália primeiro e para Alemanha Oriental a seguir, continuando os seus estudos de medicina na Universidade Alemã Oriental, até voltar ao Chile nos anos 80, em que se graduara como médico cirurgião a Universidade do Chile.

O seu tempo estava muito preenchido entre a sua prática médica, o cuidado do crescimento das suas filhas e a sua adesão ao partido Socialista Allendista, ao qual entrou pelas mãos do Presidente Socialista dos anos 11 de Março do ano 2000 até o 11 de Março de 2006. Foi ele que a solicitara como Ministro da Defessa, após a presidente Bachelet ter complementado os seus estudos de Mestrado em Defessa. Esse Ricardo Lagos que foi ministro da economia no governo de Salvador Allende, o mais novo de todos nos seus trinta e três anos, quem também sofrera prisão e exílio, como todo o gabinete de Allende. O Presidente socialista marxista morreu da sua própria mão no assalto ao paço dos Presidentes, La Moneda. Foram resgatados pela pressão internacional que o mundo inteiro, especialmente as instituições as que pertenço: Amnistia Internacional e Human´s Rights Watch, lutáramos pela sua liberdade, nós também os exilados que conseguimos escapar de essa visita ao Chile de Allende, a partir da Grã-Bretanha para ir a Chile e votar por ele, tivemos o problema dos receber nas nossas casas di Reino Unido e encontrar sítios de trabalho dignos do seu saber e valentia, Há os que foram acolhidos pela, nesse tempo, União Soviética, hoje Rússia, México e outros sítios. O primeiro-ministro da Grã-Bretanha colaborou, bem como a parlamentária laborista, Dame Judith Heart. Com o meu amigo Iain Wright organizamos uma instituição Academics for Chile e 1.500 chilenos entraram ao Reino Unido.

Michelle Bachelet passou por todo tio de perseguições das que não se lamenta nem as usa para as suas candidaturas. Quem mais falou dela foi a sua rival da UDI, Evelyn Matthei, amiga da infância. Bachelet nunca respondeu nem ouviu. No seu arrependimento, Matthei foi cumprimentar a sua antiga amiga, quem a convidara a tomar o pequeno-almoço com ela. Michelle Bachelet com su 62% de votos do povo chileno, e Matthei com sus magros 27.8, teve a valentia da cumprimentar.

A historia se escreve com letras de ouro, a da Matthei, com papel de carvão. O seu caminho fechou-se, o da Presidenta Eleita que amanhã recebe a banda das mãos de um Presidente perto das Forças Armadas e da alta burguesia, Renovação Nacional, devolve o que pertence a uma mulher que sabe ver, ouvir e calar. As 11 da manhã, no Parlamento bicameral do Chile en Valparaíso, passa a ser a quinquagésima Presidente da República do Chile, criada a 18 de Setembro de 1820 e jurada em Fevereiro de 1820.

Todos esperamos com ansiedade este segundo mandato que prometeu, com o movimento A Nova Maioria, reformar a Constituição e introduzir reformas na educação, sempre a pensar na frase de Abraham Lincoln: A democracia é o governo do povo, pelo povo, para o povo.

Gran sucesso, Senhora Presidenta do Chile

Raul Iturra

10 de Março de 2014.

lautaro@netcabo.pt

EL SOCIALISMO DE LA NUEVA PRESIDENTA DE CHILE - Prof Raul Iturra

 

Para Ana Paula Silva, antigua estudiante, hoy especialista en Antropología de la Educación, en el día de su cumpleaños.

 

Es necesario, me parece a mí, primero definir el concepto socialismo, para entender la forma de gobierno da la nueva Presidente de Chile. Concepto que ha variado a través de los tiempos. El Diccionario de la Real Academia de la Lengua Española, lo define así:

Sistema de organización social y económico basado en la propiedad y administración colectiva o estatal de los medios de producción y en la regulación por el Estado de las actividades económicas y sociales, y la distribución de los bienes.

2. m. Movimiento político que intenta establecer, con diversos matices, este sistema.

3. m. Teoría filosófica y política del filósofo alemán Karl Marx, que desarrolla y radicaliza los principios del socialismo.

4. m. socialdemocracia. Fuente: http://lema.rae.es/drae/

Pero estas definiciones son de tiempos pasados, cuando la aristocracia, es decir, los pocos más ricos de un pueblo o país, eran propietarios de todos los bienes de producción, tenían títulos como los de Rey, propietario hasta de las personas, y, por supuesto, de las tierras, que él iba donando a sus parientes, amigos y personas de su servicio de defensa y ataque de su Estado, de su reino, de su monarquía. Había pocos y pasaron a su servicio con nombres de condes, marqueses, príncipes. Duques no, porque esos título, que involucraban propiedad, también eran los parientes del monarca, siendo, a veces propietarios, a veces, de más bienes que la propia corona. Los monarcas eran pocos y tenían muchos bienes, el pueblo era mucho, y solo tenía lo que, desde la época de Karl Marx se denominaba su fuerza de trabajo o proletarios, concepto definido por Marx e su compañero de trabajo, el abastado productor de fábrica de tejidos en el Reino Unido, aun cuando él fuera alemán como Marx, Engels, como hombre rico y poco intelectual, sostenía a la familia Marx, de la que ya he hablado en libros y textos de este blog de Banda Larga.

El tiempo pasó, con el descubrimiento de nuevas tierras las monarquías se enriquecían y nombraban virreyes o vice reyes a sus representantes en las nuevas tierras, destruyendo todos los sistemas sociales que habían conquistado, matando personas en cargos jerárquicos como los que existían en Europa: Reyes, Emperadores, les destituían, les robaban sus cargos de los que estos conquistadores se apropiaban en nombre de su monarca. Fueron 500 años de robos y ultrajes, que se puede leer en los libros de historia y en otros libros míos y en textos de este blog. Los que venían pobres, se hacían ricos y por servicios prestados, eran creados aristócratas marqueses y condes y mandaban en nombre del Rey Europeo. Europa también se enriqueció con lo que era robado de los pueblos conquistados y la población se dividió entre los pocos que tenían mucho y los mucho que nada tenían, excepto la emigración a las tierras conquistadas. Fue así que el socialismo nació, por rebelión de dos fuerzas: la de los proletarios de Europa y los convertidos en esclavos de sus propias tierras. Seres que, pasado el malestar de la conquista, también se rebelaran y nació la independencia de os pueblos, nuevas repúblicas y los reyes europeos y sus tropas fueron expulsados de tierras que quedaron con sus propios problemas. Problemas copiados de los de Europa, de donde venían la cultura y el saber científico, hasta crearse en los nuevos Estados libres, lugares donde aprender. Uno de los problemas derivados, fue el del inquilinaje o personas que trabajaban para empresas extranjeras o nacionales, por un salario. La estructura social europea fue copiada como si fuera con papel de carbón, de la de Europa, en la nuevas Repúblicas y nació el hecho de los pocos que tenían mucho y de los muchos que tenían, también, su familia para trabajar y repartir sus salarios. La revolución social nació en las nuevas Repúblicas como en el, llamado ahora, Continente Viejo, en contra posición con lo Nuevos Continentes, como África libre, América Latina que no habla español, esos es para los viejos, habla castellano. Aprendieron la lengua fuera de las autóctonas, como el mexi, el quechua, el mapudungu, el aimara, de los castellanos conquistadores. Olvidadas las lenguas originales, el castellano pasó a ser una ensalada de lenguas originales mezcladas con el castellano de tipo andaluz, en que las letras consonantes son pronunciadas de formas duras o tan suaves que no se entienden y las vocales, o faltan, o son aspiradas. El canto de las lenguas nativas quedó y las formas de hablar son alegres y llenas de palabras inventadas, por falta de conocimiento, por parte de la población, de las lenguas nativas. En Chile la palabra can es perro en Perú y Chile, o quiltro en Chile.

Lo más grave, es la estructura social. En Chile lo que la nueva presidenta hereda, es un sistema como el europeo, lleno de pobreza y sin estado social que ayude a los carenciados: o se tiene o no se tiene. Es así la forma de vida. Cuando Allende subió al poder por votación libre, definió, por primera vez en 163 años de libertad da la Patria, lo que era chileno y lo que los extranjeros se habían apropiado y nacionalizó toda la riqueza de Chile, para malestar de la burguesía que compartía parte de esos bienes. Le costó la vida al Presidente. Michelle Bachelet, va, como hemos analizado en textos anteriores, dedicarse a la educación, libre para todos, lo que Allende no logró hacer porque le faltó tiempo: su mandato era de seis años y fue cortado a los casi tres años, a pesar de haber corrido tanto. La Presidenta redistribuirá los impuestos, retirando de los más pobres, la gran parte de la población, y agravando los de los más ricos, que han comenzado a sacar sus inversiones fuera de Chile por temor al socialismo Bachelet. ¡Los patriotas chilenos! No solo estas medidas, también las que ha combinado con la dirección general de la sociedad de estudiantes y su asamblea, y con la repuesta central única de trabajadores o C.U.T.

El socialismo de la nueva Presidenta, se puede definir como una democracia social, de la siguiente manera: 1. f. Disidencia del marxismo, consistente sobre todo en rechazar la orientación revolucionaria de la lucha de clases, y en propugnar una vía democrática hacia el socialismo.

2. f. Cada uno de los sistemas derivados del socialismo que, al renunciar a la propiedad pública de los medios de producción, aunque no a su regulación y control, tienden a confundirse con el estado de bienestar capitalista.

Fuente: como la anterior: http://lema.rae.es/drae/

Y su programa de gobierno, comentado por mí en textos anteriores:

queremos que la educación de los colegios públicos y subvencionados sin lucro sea tan buena o mejor que la pagada. Eso no es un sueño, hay diverso países de Europa y Norteamérica que lo han logrado”.

La Presidenta de La Nueva Mayoría ha dicho de que el país debe seguir creciendo, pero con “inclusión y esto implica más protección social, pero también implica que debemos ser capaces de ir más allá para garantizar el acceso a servicios de calidad y mejores oportunidades a todos y todas. Sin discriminaciones de ninguna clase”.

La ex Presidenta manifestó que es necesario fortalecer el rol del Estado, volver a prestigiar la política y sus instituciones frente a los ciudadanos. “Es el momento de un nuevo ciclo social y político, que se construye colectivamente”, dijo Bachelet.

La ex jefa de Estado agradeció a los más de 620 expertos que trabajaron en las 33 comisiones que dieron luz a este programa.

En cuanto al tiempo que tomó la presentación del programa, Michelle Bachelet comentó que “quiero decirles que somos de las pocas candidaturas que han hecho un programa participativo y no entre amigos o entre cuadro paredes. Y es cierto, eso demora un poco más”. Fuente: http://www.ppd.cl/sala-de-prensa/programa-de-gobierno-2014-2018-de-la-presidenta-michelle-bachelet

En mi visión, es una nueva Allende a gobernar. Lagos también quería, pero estaba atado por la Constitución del Estado heredada del dictador. La Nueva Mayoría, consciente de esto, lo rimero que va a atacar es la mudanza constitucional, para lo cual tiene mayoría e el Parlamento, excepto el grupo político U.D.I. de Pinochet, retirando de entre ellos al parlamentario rebelde Larraín, que apoya a la Presidenta electa.

Y es todo por hoy. El CONICYT o consejo para la Ciencia y la tecnología me coloca preguntas que con placer respondo por tratarse del gobierno de una socialista materialista, para quién he trabajado sobre su campaña desde mi exilio en Portugal.

Analizaremos más, a seguir en otro texto. Este texto es también mi comentario.

Feliz Navidad a la Presidenta Electa y su equipo de trabajo, al que adherí, en su Nueva Mayoría. Un Gobierno Feliz y bien llevado por la fuerza de la Presidenta Electa-

Raúl Iturra

20 de Diciembre de 2013.

lautaro@netcabo.pt

 

 

O PROGRAMA DA SENHORA PRESIDENTE DO CHILE - Prof Raul Iturra

 

 

Portugal não conta dentro da sua história com mulheres Presidentes da República, pelo que o cargo é sempre masculino. Primeiros-ministros têm havido, como Maria de Lurdes Pintasilgo, que correu para Presidente, mas perdeu e, a seguir, faleceu.

No caso de Michelle Bachelet, no Chile, é um caso diferente, como em toda América Latina e que existem pelo menos sete mulheres que presidem a República, como denominei no texto de ontem 16 de Dezembro. A Europa é mais conservadora. Tem rainhas por causa de linhagem, mas não por eleição, e uma mulher Primeiro-ministro na Grã-Bretanha. E outras, em outro países, como Ângela Merkel na Alemanha.

Com Bachelet, tornas o socialismo para o Chile, o socialismo que procura a igualdade entre as pessoas, diferente do europeu que parece ser uma Social-democracia, ou pelo menos entre eles se entendem, melhor que o socialismo da América Latina.

Michele Bachelet ganhou porque sabia os pontos mais fracos do país e se propôs muda-los, juntando no seu grupo político Nova Maioria (Nueva Mayoria en Castelhano), um grupo de especialistas em educação, lei, finanças, fazenda, especialistas en direito constitucional, a minha mais querida especialidade quando advogava, e em política para governar um país. A maior parte destes especialistas eram do seu partido socialista, que tem como objetivo não apenas igualar as pessoas, bem como Allende fez no seu tempo, uma redistribuição da riqueza por meio de impostos e outras imposições para taxar os mais ricos a minoria do país, entre os quais o Presidente ainda em exercício, Sebastián Piñera, o ente mais rico da América Latina, bem como todas as riquezas acumuladas durante o período da ditadura, entre eles a própria família do ditador já falecido, os generais que se apropriaram do poder, coronéis, capitães e até tenentes. A riqueza confiscada por Allende não tornou as mãos dos seus antigos proprietários, incluindo membros da minha família: foi entregue a os apoiantes do golpe de Estado contra o Presidente Allende. Por ser uma causa perdida, a Presidente Eleita, que já começara a trabalhar como si houver assumido o cargo, não vai perder o seu raro tempo em assuntos irrecuperáveis e protegidos pelas forças armadas e a nova burguesia que se ampara em elas.

O seu primeiro objetivo e mudar a Constituição do Estado, organizada pelo ditador, que da poderes omnímodos ao Senado, composto também por antigos Presidentes da República de formação ditatorial. Desses, já não há nenhum, mas antes de falecer podiam nomear o seu sucessor, pelo que as forças armadas fazem parte do Congresso bicameral, no Senado. A sorte tem sido que antes de se retirar da chefia de General en Chefe das Forças Armadas, o General Izurieta, o nosso parente por afinidade, solicitou que nenhum soldado estiver no Congresso, o que tem acontecido. As Forças Armadas queriam recuperar o seu prestígio como defensoras da soberania do país, o que conseguiu. Há apenas civis nas duas câmaras, apesar de existir parlamentários do partido UDI de Pinochet. Mas as eleições presidenciais foram em conjunto com a dos parlamentários, municípios e juntas de Freguesias ou Juntas de vizinhos e Bachelet e a sua nova maioria arrasou em todos os sítios do poder. A educação deve tornar ao Ministério do ramo, será gratuita para o povo e os colégios privados, se subsistirem, tornam a tutela do governo.

Michelle Bachelet, a candidata do centro-esquerda, ganhou as eleições presidenciais de domingo no Chile e disse, no discurso de vitória, que os eleitores voltaram a “por o país no rumo certo”.

O rumo certo, como já tinha dito na longa campanha eleitoral, as eleições tiveram duas voltas — é o das reformas. “Muito obrigada, sobretudo aos mais jovens, que expressaram veementemente o seu desejo de criar um sistema de educação pública que seja ao mesmo tempo gratuito e de qualidade. Estas prioridades chegaram ao topo [da agenda política]”, disse Bachelet, definindo o seu primeiro objetivo assim que regressar, em Março de 2014, ao Palácio de La Moneda, onde já esteve entre 2006 e 2010.

A educação pública gratuita, incluindo a universitária, tinha sido um dos temas maiores do programa eleitoral de Bachelet, que deve ser cumprido no seu governo. Juntou-lhe uma reforma do sistema fiscal — bastante centrada nas contribuições das empresas —, que disse ser necessária para custear a educação. Uma terceira parte do seu programa, para alguns a mais importante, foi a redação de uma nova Constituição, uma vez que a Lei Fundamental chilena já teve várias alterações, mas a sua base ainda é a da ditadura militar de Augusto Pinochet.

Bachelet e os partidos de su coligação: socialistas, democrata cristão e comunistas, conseguiram 62% dos votos.

Na primeira volta das presidenciais, os chilenos também votaram para eleger um novo Parlamento. O centro-esquerda venceu, mas não conseguiu a maioria de dois terços no Senado e na câmara baixa que garantia a Michelle Bachelet um mandato tranquilo — um efeito da alta abstenção na primeira eleição no Chile em que votar não foi obrigatório; 50% dos eleitores não foi às urnas na primeira volta, 60% na segunda. Terá que negociar com a direita as suas reformas, o que pode atrasar, ou inviabilizar, algumas das suas promessas de campanha.

A maioria parlamentar com que Bachelet conta é um grupo fragmentado. Bachelet é socialista e está aliada à democracia-cristã, que tem posições opostas em muitas matérias (por exemplo o aborto terapêutico, que Bachelet quer despenalizar), e ao Partido Comunista, que se junta pela primeira vez desde o fim da ditadura a uma coligação e que tem aspirações no futuro governo e tem expectativas muito altas quanto ao trabalho de uma Presidente de esquerda.

Esta fragmentação, é outro potencial problema para a governação. Pelo que será difícil à Presidente eleita repetir o sucesso do seu primeiro mandato, marcado também pelo crescimento económico do Chile.

A economia contínua estável — apesar das quebras nas exportações e no rombo dos cofres provocado pela descida do preço do principal produto, o cobre —, mas as desigualdades acentuaram-se em quatro anos e, de acordo com o El País, esse será de facto o grande desafio da futura Presidente. “A economia chilena é pungente — diz o jornal espanhol — e desde 2010 que o PIB cresce em média 5,5%. Porém, o dinheiro concentra-se em poucas mãos e o ingresso de riqueza per capita [no grupo mais rico] é 40 vezes superior ao de 81% da população”. Fonte para vários dados, o Jornal Mundo P de 16 de Dezembro de 2013.

Este é o socialismo que torna ao Chile. Ricardo Lagos foi também Presidente Socialista, mas atado de mãos pela Constituição ditatorial, que Bachelet vá a atacar.

Como uma serie de outras medidas: eleição em dias feriados, transporte gratuito para as mesas de votação e outros, que veremos mais em outros textos.

Existe o temor do ataque da direita a coligação de governo, porque para Bachelet o Chile é um Estado Democrático, baseado na soberania popular, que tem por objetivo sua transição para o socialismo mediante a criação de condições do exercício democrático do poder pelas classes trabalhadores e as instituições criadas por elas.

E deixamos em paz a Bachelet e o seu programa até mais em frente.

Raul Iturra

17 de Dezembro de 2013.

lautaro@netcabo.pt