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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Apertem com o Joe que ele conta a história toda

Não  há mais de duas ou três pessoas que tiveram o poder de abrir as portas aos empréstimos a Joe Barardo . E como não foi só na CGD essas pessoas só podem ter sido membros do governo da altura. E como tudo aconteceu num período curto e bem determinado é fácil saber quem são essas pessoas.

Depois é só juntar os governantes e os decisores bancários envolvidos e temos a história toda cantada pelos próprios.

Chegamos então ao conteúdo da audição de JB: o que aconteceu mesmo de diferente face a outras audições? Disse mais do que qualquer outro e se não tivesse sido impedido de falar pelo seu advogado, teríamos ficado a saber muitos "detalhes picantes". Não mentiu ao dizer que não pediu nada à CGD, não mentiu quando com descaramento explicou que tinha blindado o acesso à sua colecção!

A CGD é uma entidade gerida por pessoas. Quem determinou estas operações? Quem aceitou títulos como contrapartida? Quem deixou passar dez anos e a blindagem dos estatutos da Associação detentora da colecção de arte? Afinal, JB provocou um estrondo enorme com a sua audição como se tivesse sido o mandante e o operacional.

Talvez por mera coincidência temporal, iniciou-se o ataque de poder, vergonhoso, de um banco público ao maior banco privado português (BCP). Para esta e para outras operações agora reconhecidas como duvidosas, a CGD precisou de usar umas personagens, tais como JB, Manuel Fino e outros.

Apertem com eles que eles cantam.

Entre os 25 maiores devedores da CGD há três clientes mistério

Fizeram tudo para que os devedores milionários da CGD não fossem conhecidos pela nação. A representante da empresa revisora que fez a auditoria veio agora avisar na Assembleia da República que há três clientes mistério grandes devedores.

Os outros sabemos quem são porque eles estão em todo o lado onde há grandes falcatruas . Conhecemos os devedores e os banqueiros que meteram as mãos na massa . Aliás, eles continuam a andar por aí e ninguém os acusa de nada . Bem pelo contrário tudo fazem para os encobrir e manter activos  partilhando o poder. E quem está no poder em Portugal pode muito quando se trata de pescar em águas turvas .

Entretanto no Montepio/ Mutualista o cenário repete-se com o apoio de conhecidas figuras públicas.

O que faz correr o Bloco de Esquerda contra Carlos Costa

Carlos Costa como ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos está a ser investigado no âmbito do processo a correr na Assembleia da República. Há só que esperar pelos resultados.

Mas o BE tem pressa em considerar Carlos Costa culpado uma forma eficaz de retirar credibilidade a um dos principais intervenientes do processo em que está envolvido Ricardo Salgado. Se os outros partidos forem na conversa será um Carlos Costa completamente descredibilizado que se apresentará perante a Justiça.

O BE há muito que nos habituou a um oportunismo folclórico, populista, na ânsia de mostrar trabalho . Infelizmente na maioria dos casos o que apresenta é uma falta de trabalho de casa perigoso. Nalguns casos roça o rídiculo .

O BE foi o primeiro a exigir a cabeça de Carlos Costa a pretexto das novas revelações sobre a Caixa. Muitas vozes se lhe juntaram num aparente desejo de justiça. Mas não é nada disso.
Por mais voltas que se queira dar ao que Carlos Costa fez ou deixou de fazer, um facto é inegável: foi ele o agente direto da queda de Ricardo Salgado que era há muito o verdadeiro dono de Portugal aquém e além da banca. Ao fazê-lo revelou uma coragem que poucos teriam nas mesmas circunstâncias. E, claro, gerou uma animosidade que só tem crescido com os desenvolvimentos conhecidos das investigações criminais em curso.
É neste contexto que devemos inserir a ação do BE.
Para a estratégia de defesa de Salgado é fundamental que Carlos Costa esteja desacreditado e vencido quando chegar a hora do julgamento. Assim, o principal beneficiário deste esforço de imolação precoce do Governador do BdP são Ricardo Salgado e os seus cúmplices. Dolosamente ou não, o BE está-lhes a fazer um tremendo favor.
Mas a infelicidade do BE não se fica por aqui. Está a iniciar-se uma nova Comissão de Inquérito à Caixa. Pelos vistos, o BE quer antecipar as suas conclusões e condenar responsáveis antes de estes serem ouvidos. O costume, portanto, é o BE a ser BE.
Mas os partidos responsáveis têm de ser firmes e não ceder a este populismo manipulado nas sombras. Nomeadamente o PSD. O meu partido tem de se afirmar orgulhoso da sua história recente, saber estar à altura da atitude de Passos Coelho neste caso de regime, desmascarar os conluios escondidos que continuam a subsistir em todo o mundo da política e de que quase ninguém suspeita. E aproveitar bem a CPI para isso.

PC, BE e PS fecharam os olhos aos créditos tóxicos da Caixa pública

O actual governo tudo fez para que não se conhecesse o relatório da auditoria à Caixa . O PCP, o BE e algum PS esconderam até agora a relação dos nomes dos grandes devedores. A razão foi sempre óbvia. A Caixa pública, nossa, não pode chegar aos cidadãos com imagem miserável.

Só uma pequeníssima parte dos créditos milionários concedidos é que obtiveram parecer positivo do conselho de risco do banco, todos os outros foram movidos a palpites, comissões e a influências políticas.

Qualquer banco público tem este enorme problema. Está muito mais sujeito a influências políticas do que um qualquer banco privado, o que é conhecido há muito pelos nossos partidos estatistas. Ser público, a partir de agora, não é argumento para ser "nosso" .  Tem que ser provado.

A CGD tem é que devolver o dinheiro aos contribuintes

Antes de tudo deve pagar o que deve aos contribuintes e só após pensar em prémios aos trabalhadores mais bem pagos do país. Mas com estes partidos a governar já sabemos que é sempre o estado quem come .

Expliquemo-nos: nem os resultados da CGD são assim tão excepcionais para justificar o bodo aos trabalhadores, nem se encontra nenhum motivo para que a administração não se preocupe acima de tudo em devolver ao Estado o dinheiro que o Estado investiu na limpeza das suas contas. Os prémios de Paulo Macedo aos funcionários bancários mais favorecidos do país só se entendem e aceitam sem protesto porque a redoma com que o Governo protege o sector público em detrimento do interesse geral do país é cada vez mais nítida, sólida e inquestionável.

Sigilo bancário para esconder incumpridores e maus gestores bancários ?

O sigilo bancário serve para esconder as batotas feitas por clientes incumpridores e maus gestores bancários ? Não creio. É caso para perguntar  : quem tem medo ?

Os tribunais já deram autorização de divulgação mas os deputados na Assembleia da República acham que não e a administração da Caixa excusa-se a divulgar .

O BE não muge e o PCP , para diluir a responsabilidade do banco público ( nosso) quer alargar a divulgação a outros bancos. Nada a dizer mas comecemos pelo banco público que tem maiores responsabilidades.

“A decisão que temos dos tribunais é que o Parlamento tem direito a conhecer, mas os partidos da esquerda juntaram-se para terminar a comissão”, sublinhou o social-democrata. Leitão Amaro deixou, por isso, duas questões à esquerda: “o que têm a esconder? De que têm medo?”

Na opinião do parlamentar, “quando os portugueses são chamados a um esforço tão grande de injeção de uma verba tão elevada no banco público, é inaceitável” que não se conheçam os maiores beneficiários de créditos que acabaram por ficar incumpridos, o que terá levado, em última instância, a essa necessidade de assistência pública.

Rui Rio : quem são os 50 principais devedores da CGD ?

Esconder os principais devedores da CGD, banco público, é um enorme escândalo até porque somos nós os contribuintes que estamos a pagar o enorme buraco . Qual sigilo bancário ?

"Se agora vierem com subterfúgios do ponto de vista legal, dizendo que não o podem fazer porque a lei não o permite, então podem contar com o apoio do PSD para mudar a lei que não permite que os portugueses saibam quem é que deve tanto dinheiro ao banco público".

Se todos os partidos falam em transparência então a primeira coisa a fazer é mudar a lei que impede essa mesma transparência . Então num banco público onde é que está a dúvida ? Será que a divulgação dos nomes dos devedores nos trás mais surpresas sobre gente ligada aos partidos ?

É esse o medo ?