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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O PCP e o BE agora já sabem : quem se mete com o PS, leva .

Na audição na AR Mário Centeno foi tão assertivo para com os deputados que não deixou dúvidas a ninguém. A sua demissão estava em cima da mesa e António Costa não tinha outro caminho senão a demissão de todo o governo. Escrevi-o aqui.

Não há dinheiro, essa é que é essa, e podem dar as voltas que quiserem que sem crescimento do PIB ( 3%) não se vê onde o ir buscar para usar a expressão consagrada pela deputada do BE Mariana Mortágua.

O Luís Aguiar-Conraria na RTP achou piada que  o montante em falta sejam os mesmos 600 milhões que já faltavam na Segurança Social ao tempo de Passos Coelho. Serão os mesmos ? A seguir .

O PSD deu a medalha ao PS de defensor do rigor orçamental o que Costa se apressou a agradecer. Quem ficou a falar baixinho foi o BE que ainda há bem pouco tempo andava por aí a gritar que estava preparado para integrar o governo. O PCP ainda não percebeu que agora já nem ninguém acredita na reedição da geringonça. Quem se mete com o PS leva .

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Centeno : não fizemos uma mudança grande na austeridade

Centeno confirma que no essencial a sua política foi a continuação da política de estabilização financeira do Estado iniciada pelo governo anterior . Isto é, não houve nenhum virar de página da austeridade.

O ministro diz que o governo em que é figura-chave fez, de facto, “mudanças”, mas “não foram grandes mudanças” em relação à trajetória que estava a ser seguida pela governação anterior .

Mas o jornal assinala, baseando-se na conversa que teve com Mário Centeno, a importância que teve a queda dos juros pagos na dívida pública. Os programas de estímulo do BCE baixaram as taxas de juro absolutas de todos os países europeus e Portugal, algo que foi decisivo para a redução mais rápida do que o previsto no défice, reconheceu o ministro das Finanças.

Tudo o que sempre foi óbvio e que muitos não quiseram ver .

Centeno obtem resultado à custa do atraso na atribuição das pensões

Esta fica-lhe francamente mal eu que até lhe reconheço uma enorme capacidade de controlar o orçamento no fio da navalha. Mas atrasar a atribuição das pensões aos que entram na reforma em 500 milhões não lembra o diabo ( será Costa?).

E, assim, o nosso mago das finanças baixou o défice para 0,5% à custa da pobreza de gente que não tem outro rendimento. Está mal. É feio ! E depois das cativações, da degradação do SNS, da maior carga de impostos não há como classificar esta batota.

"Já pensaram, aqueles que falam tanto de devolver rendimentos às famílias, no que representam esses atrasos para pessoas e agregados familiares que, muitas vezes, ficam sem qualquer outro sustento? ", questiona a Comissão Executiva da Aliança."

Este governo é chefiado por um político para quem os fins justificam os meios.

Costa já percebeu de que lado está a maioria da sociedade civil

É claro que não ter dinheiro ajuda muito. Não havendo dinheiro não há palhaço e Centeno diz o que Costa não pode dizer. Mas o Primeiro Ministro também sabe de que lado está a opinião pública.

Só o PC e o BE e aquela ala esquerda do PS é que não se importariam de estragar todo o trabalho orçamental realizado e aumentar a despesa pública . Mas como não há dinheiro, o défice não pode aumentar, a dívida não pode crescer, a carga dos impostos não pode ser maior e a economia já está em trajectória descendente, resta a coragem de dizer "não" aos sindicatos.

Mário Centeno: “Não há margem para mais despesa”

Ministro das Finanças recusa, em declarações ao Expresso, gastar mais com enfermeiros e professores. Como António Costa vai gerir o ano eleitoral sem mais dinheiro. Empresários pedem estabilidade política. Marcelo pressionou primeiro-ministro a negociar

 

 

 

A reforma da Zona Euro está a ganhar corpo diz Centeno

A crise ficou para trás mas deixou lições que estão agora a ser implementadas na reforma da Zona Euro

Para Mário Centeno não poderia ser de outra forma uma vez que em Junho há a cimeira do euro onde "é preciso tomar decisões". Esta quinta-feira o Eurogrupo vai continuar a discutir a reforma da Zona Euro, focando-se nas alterações necessárias para tornar o Mecanismo Europeu de Estabilidade "mais eficaz na gestão de crises". Vários responsáveis europeus têm dito que é preciso aproveitar a actual expansão económica para reformar a Zona Euro, preparando-a para novas crises

Centeno diz o impensável num governo de esquerda

Compensa colocar o ladrão a guardar a cadeia .

O Governo "está obcecado em garantir a estabilidade da trajetória financeira e orçamental portuguesa".

Este governo tem esta virtude . As suas políticas são a continuação das políticas do governo anterior e seguem a par e passo as directivas de Bruxelas.

Bem podem, PCP e BE, rasgar as vestes mas o que Centeno nos disse e a forma como nos disse não deixa dúvidas. Contas públicas equilibradas. Diminuir o défice e a dívida.

E a degradação da qualidade dos serviços públicos diz o resto. O país não produz o suficiente . Andamos durante décadas a viver acima das nossas possibilidades

O resto são narrativas .

Daniel Bessa e a visão medíocre de Centeno

É tudo poucochinho . Em 27 países temos 19 a crescer mais do que nós.

Não há uma visão de futuro, não há uma única reforma . Quando o presente ciclo de crescimento da economia cessar o país estará no mesmo lugar medíocre.

De novo, o tema das exportações, que o economista considera como a “maior reforma que se fez em Portugal“. ( pelas empresas privadas tão mal tratadas pelo governo)

“O fator de arrasto é a economia europeia mas a rede são as exportações. Se eu não tiver exportações de pouco vale…”, adianta.

Mas logo a seguir volta a falar em mediocridade. “Portugal está muito melhor, temos hoje mais exportações, mas de novo é medíocre”. E dá os exemplos da Áustria, Hungria, República Checa. “Tudo a exportar mais do que nós, mas estamos muito contentes com os nossos 40%”.

Há quem não vá na narrativa de António Costa, a das sucessivas vitórias históricas.