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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Centeno foge das dificuldades ou dos milhões da UE ?

Sair em plena crise não é coisa fácil de fazer. O que levará Centeno a sair agora?

Será a altura ideal para ser nomeado governador do Banco de Portugal ? Pode ser e não serei eu que vejo aí alguma mácula. Terminou um ciclo profissional inicia outro.

Serão as dificuldades da crise que ameaça com muitas dificuldades ? Quer sair como o homem do superavit ?

Ou serão os muitos milhões que vêem da UE e que tantas ambições despertam desde logo dentro do governo e do PS ? Quem vai segurar a ala esquerda do PS que é useira em gastar dinheiro à tripa forra? Não ouvimos nós o presente ministro Pedro Nuno Santos dizer que a enorme dívida pública era para ser gerida e que se " não se põem finos não pagamos? "

O país pela mão de um governo PS já foi à bancarrota mais do que uma vez e só quem não quer perceber é que não percebe que a situação é bem pior do que a pintam. Faltam 15 mil milhões já contando com o dinheiro da UE.

E o que ouvimos nós ? Milhões para a TAP. Milhões para a CP. Milhões para investimento público ( portos, ferrovia ) A velha política em contra ciclo. Despejar dinheiro que não temos na economia .

Há muito que o mal estar se percebia entre Centeno e vários outros membros do executivo. Muitos destes últimos ainda não perceberam a frase de Vitor Gaspar : Não há dinheiro, o que é que não percebem ?

O que quer o PS esconder com Centeno no Banco de Portugal ?

Não há incompatibilidade política mas há há incompatibilidade ética com a ida de Mário Centeno para o Banco de Portugal.

Apesar dos fretes consecutivos de Vítor Constâncio, nem Sócrates foi tão longe ao ponto de enviar Teixeira dos Santos para liderar o principal regulador do sector financeiro. A ida de Mário Centeno para o Banco de Portugal só pode revelar que existe receio e medo além de que essa pode ser uma medida de precaução para que, nos próximos tempos, ninguém desminta a narrativa que andou a ser “vendida” aos portugueses e às instituições internacionais.

O PS e o Estado transformados num só

Centeno sai de ministro das finanças e vai para o Banco de Portugal ? É como se nada se passasse

Estranhamento, o caminho está a fazer-se, como se nos estivessem a habituar à ideia de que a nomeação de Mário Centeno para governador do Banco de Portugal é uma coisa normal, e aceitável. E se até o líder da oposição não vê mal nenhum nisto… extraordinário.

A confirmação da sua nomeação para governador do Banco de Portugal será um péssimo sinal, mais um, do que é o modelo de governação em Portugal, da independência das instituições, dos pesos e contrapesos entre essas instituições e, mais do que isso, do que é, para este Governo e para este PS, a diferença entre o partido e o Estado, transformados num só.

É o sector privado que é o motor disto tudo

Diz Mário Centeno : “O que move o PIB em Portugal é o setor privado, os seus investimentos e o seu sucesso estrondoso num contexto difícil que tem havido no comércio internacional, com guerras comerciais lançadas através do Twitter”, elogiou o ministro das Finanças.

Mário Centeno argumentou, também, que a recuperação económica não se baseia no consumo público “já não é um motor de crescimento”, porque este “cresce menos do que o PIB”.

O Ministro das Finanças começa a dizer adeus ao governo e isso dá-lhe liberdade para algumas verdades.

A estagnação socialista

Bom comentário do Nuno Garoupa ao artigo do Expresso:

«Três notas sobre isto:

(1) “capital social acumulado por Centeno” - quem escreve (artigo não assinado) saberá o que significa “capital social”?

(2) o Expresso, com mais alguns habituais narradores, inventou o efeito Centeno. Mas a realidade eleitoral não se compadece com a narrativa do efeito Centeno. O efeito Centeno não apareceu nas urnas de votos. Por isso o efeito Centeno persiste na narrativa oficial enquanto a realidade eleitoral fica para os curiosos do olvido.

(3) O país está economicamente estagnado há 20 anos. Portugal estava estagnado antes de Centeno, continuou estagnado com Centeno, seguirá estagnado depois de Centeno. O debate que interessa a quem pensa Portugal não são as razões estruturais de uma estagnação de duas décadas, mas Centeno.

E um bom 2020!

António Costa já encontrou um culpado : Centeno

Como faz muito frequentemente António Costa usa e deita fora. É a vez de Centeno o "ronaldo das finanças" que, afinal, andou a fazer cativações e com isso a degradar os serviços públicos muito especialmente o Serviço Nacional de Saúde. Não se faz.

Agora é tempo de o primeiro ministro retirar as cativações debaixo do tapete e começar a pagar a fornecedores e a contratar médicos.Não se compromete mas vai dizendo que vai ser durante a legislatura. Pode ser em 2023.

É que atribuir culpas ao governo anterior já não pega e BE e PCP também não lhe pegam.

Para já vemos o contrário da legislatura anterior. Não há dinheiro para salários e pensões mas há milhões para a saúde.

Há ?

PPP em roda livre

Há uma guerra surda no governo. Centeno foi trocado pelo ministro da economia. Se não há dinheiro público que Centeno possa englobar no orçamento então avançam as Parcerias-Público-Privadas (PPP) pois é para isso mesmo que elas servem. Arranjar dinheiro para investir

Está em curso uma perda de poder de Mário Centeno nas PPP, processo também conduzido por detrás dos arbustos por Pedro Siza Vieira, com o silêncio cúmplice do primeiro-ministro. Há mudanças na lei da contratação pública, há mudanças na lei orgânica do Governo, há jogos de bastidores que contornam a intervenção do ministro que tem, ou deveria ter, o poder de veto. As PPP são, como se sabe, uma fonte de risco orçamental. E vão estar em roda livre.

E o PS? Quando se lê as declarações de Carlos César ou de Ana Catarina Mendes sobre o estado da saúde, que está efetivamente doente, percebe-se que são mais recados para Centeno do que propriamente para os portugueses. Os ministros querem gastar, sobretudo neste segundo mandato, previsivelmente o último deste ciclo político, para alimentarem as corporações. Ou querem poder, para si e para terceiros, para o dia seguinte, para quando passarem ao estatuto de ex-ministros.

O comportamento de Centeno indicará o que vem aí.

Centeno continuará como ministro das finanças? Com o que vem aí a função será muito mais difícil.

O Brexit, a guerra comercial entre os USA e a China, a recessão na Alemanha, terão uma influência negativa na economia portuguesa. As exportações vão ressentir-se muito mais  do que Centeno previa.E rezemos para que o BCE mantenha as taxas de juro ao nível actual. A situação de Itália e Espanha, parceiros comerciais importantes, também preocupa.

Acresce que a política orçamental de controlo da despesa com cativações não é possível por  muito mais tempo. A degradação dos serviços públicos não pode continuar e o investimento público já bateu no fundo.

António Costa já deixou bem claro que lhe bastam estes problemas e que não quer nenhum parceiro no governo a tornar a função ainda mais difícil.

Já todos perceberam menos o BE que anda por aí a evaporar-se juntamente com a água das barragens tal é a cegueira ambição em chegar à governação.

O PCP e o BE agora já sabem : quem se mete com o PS, leva .

Na audição na AR Mário Centeno foi tão assertivo para com os deputados que não deixou dúvidas a ninguém. A sua demissão estava em cima da mesa e António Costa não tinha outro caminho senão a demissão de todo o governo. Escrevi-o aqui.

Não há dinheiro, essa é que é essa, e podem dar as voltas que quiserem que sem crescimento do PIB ( 3%) não se vê onde o ir buscar para usar a expressão consagrada pela deputada do BE Mariana Mortágua.

O Luís Aguiar-Conraria na RTP achou piada que  o montante em falta sejam os mesmos 600 milhões que já faltavam na Segurança Social ao tempo de Passos Coelho. Serão os mesmos ? A seguir .

O PSD deu a medalha ao PS de defensor do rigor orçamental o que Costa se apressou a agradecer. Quem ficou a falar baixinho foi o BE que ainda há bem pouco tempo andava por aí a gritar que estava preparado para integrar o governo. O PCP ainda não percebeu que agora já nem ninguém acredita na reedição da geringonça. Quem se mete com o PS leva .

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Centeno : não fizemos uma mudança grande na austeridade

Centeno confirma que no essencial a sua política foi a continuação da política de estabilização financeira do Estado iniciada pelo governo anterior . Isto é, não houve nenhum virar de página da austeridade.

O ministro diz que o governo em que é figura-chave fez, de facto, “mudanças”, mas “não foram grandes mudanças” em relação à trajetória que estava a ser seguida pela governação anterior .

Mas o jornal assinala, baseando-se na conversa que teve com Mário Centeno, a importância que teve a queda dos juros pagos na dívida pública. Os programas de estímulo do BCE baixaram as taxas de juro absolutas de todos os países europeus e Portugal, algo que foi decisivo para a redução mais rápida do que o previsto no défice, reconheceu o ministro das Finanças.

Tudo o que sempre foi óbvio e que muitos não quiseram ver .