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BandaLarga

as autoestradas da informação

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É o sector privado que é o motor disto tudo

Diz Mário Centeno : “O que move o PIB em Portugal é o setor privado, os seus investimentos e o seu sucesso estrondoso num contexto difícil que tem havido no comércio internacional, com guerras comerciais lançadas através do Twitter”, elogiou o ministro das Finanças.

Mário Centeno argumentou, também, que a recuperação económica não se baseia no consumo público “já não é um motor de crescimento”, porque este “cresce menos do que o PIB”.

O Ministro das Finanças começa a dizer adeus ao governo e isso dá-lhe liberdade para algumas verdades.

A estagnação socialista

Bom comentário do Nuno Garoupa ao artigo do Expresso:

«Três notas sobre isto:

(1) “capital social acumulado por Centeno” - quem escreve (artigo não assinado) saberá o que significa “capital social”?

(2) o Expresso, com mais alguns habituais narradores, inventou o efeito Centeno. Mas a realidade eleitoral não se compadece com a narrativa do efeito Centeno. O efeito Centeno não apareceu nas urnas de votos. Por isso o efeito Centeno persiste na narrativa oficial enquanto a realidade eleitoral fica para os curiosos do olvido.

(3) O país está economicamente estagnado há 20 anos. Portugal estava estagnado antes de Centeno, continuou estagnado com Centeno, seguirá estagnado depois de Centeno. O debate que interessa a quem pensa Portugal não são as razões estruturais de uma estagnação de duas décadas, mas Centeno.

E um bom 2020!

António Costa já encontrou um culpado : Centeno

Como faz muito frequentemente António Costa usa e deita fora. É a vez de Centeno o "ronaldo das finanças" que, afinal, andou a fazer cativações e com isso a degradar os serviços públicos muito especialmente o Serviço Nacional de Saúde. Não se faz.

Agora é tempo de o primeiro ministro retirar as cativações debaixo do tapete e começar a pagar a fornecedores e a contratar médicos.Não se compromete mas vai dizendo que vai ser durante a legislatura. Pode ser em 2023.

É que atribuir culpas ao governo anterior já não pega e BE e PCP também não lhe pegam.

Para já vemos o contrário da legislatura anterior. Não há dinheiro para salários e pensões mas há milhões para a saúde.

Há ?

PPP em roda livre

Há uma guerra surda no governo. Centeno foi trocado pelo ministro da economia. Se não há dinheiro público que Centeno possa englobar no orçamento então avançam as Parcerias-Público-Privadas (PPP) pois é para isso mesmo que elas servem. Arranjar dinheiro para investir

Está em curso uma perda de poder de Mário Centeno nas PPP, processo também conduzido por detrás dos arbustos por Pedro Siza Vieira, com o silêncio cúmplice do primeiro-ministro. Há mudanças na lei da contratação pública, há mudanças na lei orgânica do Governo, há jogos de bastidores que contornam a intervenção do ministro que tem, ou deveria ter, o poder de veto. As PPP são, como se sabe, uma fonte de risco orçamental. E vão estar em roda livre.

E o PS? Quando se lê as declarações de Carlos César ou de Ana Catarina Mendes sobre o estado da saúde, que está efetivamente doente, percebe-se que são mais recados para Centeno do que propriamente para os portugueses. Os ministros querem gastar, sobretudo neste segundo mandato, previsivelmente o último deste ciclo político, para alimentarem as corporações. Ou querem poder, para si e para terceiros, para o dia seguinte, para quando passarem ao estatuto de ex-ministros.

O comportamento de Centeno indicará o que vem aí.

Centeno continuará como ministro das finanças? Com o que vem aí a função será muito mais difícil.

O Brexit, a guerra comercial entre os USA e a China, a recessão na Alemanha, terão uma influência negativa na economia portuguesa. As exportações vão ressentir-se muito mais  do que Centeno previa.E rezemos para que o BCE mantenha as taxas de juro ao nível actual. A situação de Itália e Espanha, parceiros comerciais importantes, também preocupa.

Acresce que a política orçamental de controlo da despesa com cativações não é possível por  muito mais tempo. A degradação dos serviços públicos não pode continuar e o investimento público já bateu no fundo.

António Costa já deixou bem claro que lhe bastam estes problemas e que não quer nenhum parceiro no governo a tornar a função ainda mais difícil.

Já todos perceberam menos o BE que anda por aí a evaporar-se juntamente com a água das barragens tal é a cegueira ambição em chegar à governação.

O PCP e o BE agora já sabem : quem se mete com o PS, leva .

Na audição na AR Mário Centeno foi tão assertivo para com os deputados que não deixou dúvidas a ninguém. A sua demissão estava em cima da mesa e António Costa não tinha outro caminho senão a demissão de todo o governo. Escrevi-o aqui.

Não há dinheiro, essa é que é essa, e podem dar as voltas que quiserem que sem crescimento do PIB ( 3%) não se vê onde o ir buscar para usar a expressão consagrada pela deputada do BE Mariana Mortágua.

O Luís Aguiar-Conraria na RTP achou piada que  o montante em falta sejam os mesmos 600 milhões que já faltavam na Segurança Social ao tempo de Passos Coelho. Serão os mesmos ? A seguir .

O PSD deu a medalha ao PS de defensor do rigor orçamental o que Costa se apressou a agradecer. Quem ficou a falar baixinho foi o BE que ainda há bem pouco tempo andava por aí a gritar que estava preparado para integrar o governo. O PCP ainda não percebeu que agora já nem ninguém acredita na reedição da geringonça. Quem se mete com o PS leva .

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Centeno : não fizemos uma mudança grande na austeridade

Centeno confirma que no essencial a sua política foi a continuação da política de estabilização financeira do Estado iniciada pelo governo anterior . Isto é, não houve nenhum virar de página da austeridade.

O ministro diz que o governo em que é figura-chave fez, de facto, “mudanças”, mas “não foram grandes mudanças” em relação à trajetória que estava a ser seguida pela governação anterior .

Mas o jornal assinala, baseando-se na conversa que teve com Mário Centeno, a importância que teve a queda dos juros pagos na dívida pública. Os programas de estímulo do BCE baixaram as taxas de juro absolutas de todos os países europeus e Portugal, algo que foi decisivo para a redução mais rápida do que o previsto no défice, reconheceu o ministro das Finanças.

Tudo o que sempre foi óbvio e que muitos não quiseram ver .

Centeno obtem resultado à custa do atraso na atribuição das pensões

Esta fica-lhe francamente mal eu que até lhe reconheço uma enorme capacidade de controlar o orçamento no fio da navalha. Mas atrasar a atribuição das pensões aos que entram na reforma em 500 milhões não lembra o diabo ( será Costa?).

E, assim, o nosso mago das finanças baixou o défice para 0,5% à custa da pobreza de gente que não tem outro rendimento. Está mal. É feio ! E depois das cativações, da degradação do SNS, da maior carga de impostos não há como classificar esta batota.

"Já pensaram, aqueles que falam tanto de devolver rendimentos às famílias, no que representam esses atrasos para pessoas e agregados familiares que, muitas vezes, ficam sem qualquer outro sustento? ", questiona a Comissão Executiva da Aliança."

Este governo é chefiado por um político para quem os fins justificam os meios.