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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A gestão orçamental deste governo é uma imensa fraude

Nos próprios números das finanças as cativações vão chegar aos 2 000 milhões mais do que  no governo de Passos Coelho. Não é por acaso que a saúde está em polvorosa, a educação está em greve, bem como os comboios e os juízes e morre gente nos fogos e nas estradas que colapsam.

O problema, para além da deterioração dos serviços públicos, é que a economia este ano já não cresce o previsto e para o ano ainda vai crescer menos. Vamos ver como diz o ceguinho. 

A certidão de óbito de uma estratégia falida, aprova uma coisa mas executa outra com a concordância do PCP e do BE.

“É preciso que as pessoas entendam isso, é que o OE quando tem um número elevado de cativações acaba por ele próprio ser uma mentira porque é aprovado um OE no parlamento, mas, depois, o Governo executa daquilo o que lhe apetece, não executa tudo”, afirmou Rui Rio, em Braga, comentando a notícia do Diário de Notícias que contabilizava as cativações feitas pelo atual Governo, que atingiram os 2. 000 milhões em três anos."

As cativações a meio da ponte

Hoje já sabemos que as mortes nos incêndios do verão passado não resultaram só dos fenómenos ambientais especialmente adversos. Muito do que aconteceu resultou da falta de meios e da falta de operacionalidade de quem estava no terreno.

Em Tancos faltaram os meios sobrou a vergonha. Na saúde os profissionais agitam-se e os doentes desesperam . Nas escolas os alunos tiritam de frio por falta de aquecimento e passam fome por lhes oferecerem comida intragável.

Agora caiem peças da ponte 25 de Abril a dar sinal de falta de manutenção.

O governo sabe que a política de cativações já deu o que tinha a dar. O interior não perdoará novo drama e o presidente da república já faz saber que perante cenário semelhante não terá condições de manter o governo.

O dinheiro injectado na CGD e o que se prepara para injectar no Montepio fará descambar o défice, assim Bruxelas o exija. Para já é ao dinheiro da Santa Casa que se faz mão baixa com o argumento que se trata de um bom investimento embora ninguém o queira fazer.

Os estímulos do BCE vão parar e com isso sobem as taxas de juros sobre uma dívida que não desce . E o preço do petróleo a este nível tão baixo é uma bênção que não se manterá.

Falando de bênçãos temos aí a chuva que para já livrou o país da seca extrema.

Estamos nas mãos de outros e da mãe natureza que não suportam mais cativações. Falta o povo perceber que nestes dois últimos anos andamos a dar ao pedal sem sair do mesmo sítio. O crescimento da economia já definha por falta de investimento e de reformas incontornáveis.

Marcelo começa a falar em "presidências abertas sectoriais " à Mário Soares ".

Procuram-se bodes expiatórios .

 

 

 

Centeno diz que temos que nos preparar para a próxima crise

O BE já fez saber que quer acompanhar a evolução das cativações face à degradação dos serviços públicos . Há falta de médicos e enfermeiros na saúde. Na Educação fecham escolas sem aquecimento e com a chuva a cair em cima dos alunos. As progressões prometidas não avançam e a Frenprof ameaça com paralisações . E na segurança as viaturas estão paradas por falta de reparação.

Quer dizer basta um arrefecimento na economia para nos afundarmos nos mesmos problemas da crise anterior. Não há reformas estruturais . E não está nas nossas mãos o comportamento da economia que depende do exterior . E os juros vão subir com o fim do programa de compras de dívida do BCE.

No seu discurso como presidente do Eurogrupo, Mário Centeno disse: “temos de nos preparar para a próxima crise”. Afirmou-o no contexto das reformas que a Área do Euro tem de fazer. Temos de nos perguntar se Portugal (também) está a preparado ou a preparar-se para enfrentar a próxima crise, que sabemos que acontecerá, só não sabemos quando.

A resposta simples é “não, não estamos preparados” para enfrentar no curto prazo uma recessão ou crédito a taxas de juro mais elevadas. Ou seja, se ocorrer uma crise no curto prazo corremos o sério risco de ter de adoptar medidas tão brutais como aquelas que foram concretizadas na era da troika. Estamos a falar de cortes nos salários dos funcionários públicos e nas pensões de reforma assim como, consequência da recessão, um aumento do desemprego e uma destruição de postos de trabalho inéditos.

Esta política não pode continuar pese servir o governo mas não serve o país .

 

 

Sim, fechou-se uma enfermaria num hospital para abrir um contentor

O SNS está de pantanas apesar da epidemia da gripe estar só no ínicio. O SNS é uma vítima das famosas cativações de Centeno. Para aumentar salários e pensões o dinheiro tem que vir de algum lado.

O médico explica que o que o leva a expor publicamente as suas críticas é o facto de os responsáveis governamentais e dos hospitais afirmarem, “de forma continuada, que está tudo bem”.

A cativar o futuro

Em 2015, a economia cresceu pouco acima de 1,8% (significativa revisão em alta, face aos anteriores 1,6%). Foi aliás, a grande novidade, positiva, que esta semana o INE "deitou" cá para fora.
Ouviram Costa a dizer algo sobre isto? Não.
O INE confirma o pior: a economia portuguesa é - na Europa a 28 - a que menos cresce, uns meros 0,3% no segundo trimestre face aos primeiros três meses do ano. Babam-se dos "3% de crescimento" homólogo (quero dizer, face ao segundo trimestre de 2016). Mas vejam o ridículo... se a economia aumentasse 2,7%, o segundo trimestre deste ano seria recessivo...
Pois é, concluindo: Portugal deveria estar a crescer muito mais, pelo menos a acompanhar o ritmo da UE a 28.
Agora, outra revelação, orçamental. O Governo continua a cortar no Investimento Público, como nunca aconteceu desde 1960.
É o INE que o indica.
Isto é grave, um crime. Quer dizer que o País não está a repor a riqueza criada no passado - o material médico, a Tac no hospital, o raio x, os transportes publicos, as estradas, etc; tudo envelhece, morre - o que significa que o património público dos portugueses está a ser deitado pela janela fora!
Calculo que o desgaste dos materiais não respostos (INE) ascenda a perto de três mil milhões de euros, só para os últimos 18 meses.
Eis como, Costa, Centeno e Catarina estão a gerir o País: vivem à custa dos investimentos do passado.

Uma coligação contra as cativações de Centeno

Da esquerda à direita todos estão contra as cativações orçamentais. Porque é uma finta ao Parlamento e degradam a qualidade dos serviços públicos. O orçamento executado em 2016 ( não tanto em 2017) não é o orçamento aprovado no Parlamento.

Ora, para além da natureza não democrática do instrumento, se utilizado de forma opaca e discricionária, as cativações geram um outro problema de natureza muito prática: prejudicam a qualidade dos serviços públicos. A razão é simples: se não há os recursos previstos na lei do OE também não pode existir o nível de serviço previsto. A este problema junta-se um outro: se o nível de serviço é impossibilitado pela ausência de recursos, a consequência é a desresponsabilização do responsável pelo mesmo serviço. Afinal, que responsabilidade pode ser assacada ao responsável do serviço público que foi defraudado nos recursos que lhe haviam prometido? Nenhuma.

Chegamos assim ao estado de desgoverno. E voltamos também ao início da discussão: um exercício orçamental diferente daquele que previamente havia resultado das escolhas políticas dos eleitores representados parlamentarmente pelos partidos e que deriva da utilização abusiva de cativações.

De atrasos e cativações se faz a Saúde

A Comissão que monitoriza a situação financeira da Saúde dá-nos um retrato real e preocupante :

Os dados de maio mostram que a dívida total dos hospitais aos fornecedores externos é de 1592 milhões de euros, mas são os valores da dívida vencida (valor após a data de vencimento da fatura) e os pagamentos em atraso (valores em atraso 90 dias após o vencimento da fatura) os mais preocupantes: 1160 milhões e 739 milhões, respetivamente. Qualquer um deles mostra um aumento em comparação com o período homólogo. No caso do primeiro, 23,6%, e, no segundo, 22,2%.

É claro que tais valores têm um enorme impacto negativo na tesouraria das empresas e representam um financiamento à Saúde a custo zero. Esta situação não pode manter-se muito mais. Mais tarde ou mais cedo atrasos e cativações vão dar lugar a pagamentos e a despesa pública.

Por agora foram varridas para debaixo do tapete.

Bébés e turistas cativados

Filas de espera que chegam a três horas para os passageiros que chegam ao aeroporto . Blocos de partos fechados em vários hospitais como na Maternidade Alfredo da Costa e no Hospital de S. João no Porto.

Razões ? Falta de pessoal. No Serviço de Fronteiras faltam 200 agentes já solicitados mas que o governo cativou . Nos hospitais faltam enfermeiros e os que há reivindicam melhores condições e pagamento das horas extra.( cativados)

De repente as cativações saltaram para cima da mesa. Razão ? A corrente discussão do orçamento para 2018, não se pode perder a oportunidade, há que fugir às cativações que foram caladas até agora. Aumentos de salários e pensões dos funcionários públicos não chegam, PCP e BE têm que recuperar a credibilidade.

Não sabiam das cativações como se o dinheiro caísse da árvore das patacas.

 

Com a austeridade nos serviços públicos me enganas

O aumento dos salários da função pública e das pensões foi feito à custa da austeridade degradando os serviços públicos . Mil milhões de cativações foram o instrumento.

Não é crível que PCP e BE não tenham visto . Menos ainda os sindicatos da função pública. E os fornecedores que viram os pagamentos atrazarem-se e sentiram a devolução frequente de facturas. Todos sabiam mas nenhum se atreveu a dizer que o rei ia nu. As razões são simples de entender.

O Banco de Portugal e a Comissão das Finanças Públicas avisaram mas foram sempre cercados pela propaganda governamental . Não é por acaso que Carlos Costa ( o do banco de Portugal ) e Teodora Cardoso ( a presidente da Comissão de Finanças) foram e são os inimigos de estimação. E as Agências de Notação que não vão na cantiga e mantêm a dívida no "lixo" ( a tal que não cessa de crescer)

O governo prefere o curto prazo, os votos dos funcionários públicos, ao longo prazo, os bons serviços públicos . E o investimento ( a falta dele) também só se sente no longo prazo.

Entretanto, espera-se que a economia cresça à boleia da recuperação da Zona Euro e do Turismo. No final logo se vê, é esta a estratégia do primeiro ministro ( quem vem atraz que apague a luz)

"A Conta Geral do Estado de 2016 revelou que tinha razão quem alertou para a impossibilidade de aumentar os salários da função pública e, ao mesmo tempo, reduzir o défice orçamental na fase da recuperação em que estávamos. Todos estavam a olhar para a despesa que o Governo dizia que ia fazer, inscrita no Orçamento do Estado aprovado na Assembleia da República. Como sempre se fez. As análises e comentários foram sempre realizados tendo como referência esse documento. Nunca passou pela cabeça de ninguém que as cativações se transformassem em cortes efectivos daquela dimensão, o valor histórico de 942,7 milhões de euros."

A farsa orçamental - o BE não sabia e o PCP ?

BE não sabia depois de andar ( como anda agora) a negociar o orçamento com o governo. E foi logo pela voz da economista da BE a quem são atribuídas as competências para negociar na área orçamental .

É claro que sabia das cativações, afinal para se aumentarem os salários e as pensões ( individualmente muito poucochinho ) havia que encontrar a contrapartida dos milhões . E ainda havia a redução para as 35 horas e a baixa do IVA na restauração. Claro que sabia que era preciso cortar na despesa virtuosa na Saúde, na Educação, na Administração Interna.

Se o crescimento do PIB é poucochinho, não há mais receita, só o fazer de conta orçamental. Cortar nos salários e pensões é visível, mas cortar nos serviços e no investimento é uma questão de fé. Não vai acontecer nada.

Infelizmente aconteceu e agora percebemos porque as instituições financeiras, cá de dentro e lá de fora, repetem os avisos, não melhoram as notações, continuamos a depender do fio ténue que nos mantém ligados à máquina da DBRS . A agência mais pequena de todas já avisou que se fosse só pelos números Portugal já estaria no "lixo", sem acesso ao "quantative easing", as taxas de juro a trepar e a dívida a crescer. Enfim, com novo resgate à vista.

Não, o Bloco de Esquerda não foi enganado, surpreendido. O Bloco de Esquerda foi cúmplice, ator principal de uma farsa fácil de contar: apresentar um Orçamento bonito, para toda a gente aplaudir, e no silêncio, para ver se ninguém nota até porque há reposição de rendimentos, cortar nos serviços públicos, deixar o investimento público no mais baixo nível desde que há registos, austeridade.

É que o Orçamento do Estado que o Bloco de Esquerda aprovou previa, no seu articulado, num artigo que o Bloco também votou a favor, o maior volume de cativações previstas desde 2004. E o que é que pode esperar-se de um Orçamento com tão expressivo volume de cativações? Pode esperar-se, claro, aquilo que veio a suceder, e que era evidente: o maior volume de cativações efetivas de sempre, cortes, de quase mil milhões de euros.