Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Carta aberta aos poucos que naquele tempo mandavam no país

Excelências

Fui convidado para aceitar um empréstimo aos balcões da CGD para comprar acções do BCP e usar essas mesmas acções como garantia que a CGD passasse a controlar a Assembleia Geral de accionistas do BCP.

Foi o que fiz. A prova é que poucos meses depois dois administradores da CGD ocuparam o lugar de Presidente e vice-presidente da Administração do BCP.

É claro que o meu trabalho  terminou aí. O empréstimo não me beneficiou em nada, nem pessoalmente nem às minhas empresas pelo que ficamos quites e disso dei testemunho à nova administração da Caixa entretanto empossada.

Com grande surpresa minha e ao arrepio de toda a negociação fui informado que as acção dadas à CGD como garantia do empréstimo tiveram uma desastrosa queda de valor em bolsa e não cobriam nem um terço do valor em dívida. Isto apesar do BCP ser controlado por aquelas cabeças que desenharam toda a operação.

Então, digo eu, que tenho eu a ver com tudo isto ?

Então eu que me limitei a dar uma ajuda à banca nacional sou agora responsável por as acções terem caído desastrosamente em bolsa? Mas então a operação financeira engendrada por aquelas cabeças e outras que tinham como função não deixar passar operações desastrosas é da responsabilidade de quem não usufruiu de qualquer benefício e se limitou a ajudar? Sem tomar qualquer decisão no modelo negocial até porque não ocupava qualquer função que me desse esse poder ?

Bem, podem dizer que fui instrumento numa operação desastrosa que não conhecia na sua dimensão ( como o BdP e o Ministério das Finanças) mas onde está o crime ? Se não sabia, se não me lembro, se me esqueci( passados 11 anos)?

Do pouco que me lembro e que me foi garantido é que tudo isto devia estar enterrado mas, agora, ao ver aqueles deputados ( as deputadas ainda são piores) é que me dou conta que está é mal enterrado.

E o coveiro também fui eu ?

Um mês depois da tragédia as prioridades deste governo são uma vergonha

Uma irmã de uma das vítimas mortais de Pedrógão escreveu uma carta ao Presidente da República,  ao Primeiro Ministro e outras "excelências", informando que as ajudas prometidas pelo estado e mesmo a ajuda da solidariedade dos cidadãos ainda não chegaram às famílias.

Entretanto, o roubo de Tancos está em vias de ser encerrado mesmo antes de ter começado . Foi um truque para prejudicar o governo. Revertam-se as demissões, esqueçam-se as declarações contraditórias e esqueça-se a sucata . Está arrumado, nem sequer foi preciso levantar o rabinho .

Mas fazer chegar a ajuda ao terreno que exige trabalho, suor, organização, aí a coisa fia mais fino. Leiam a carta e envergonhem-se. O governo apoiado pelos amigos dos pobrezinhos está-se nas tintas para as dificuldades, para as necessidades, daqueles que viram os seus entes queridos morrerem ou ficarem feridos.

Nem dinheiro para os funerais , quanto mais para avós, pais e filhos vivos . Enredado na burocracia, o estado não encontra a porta de saída da cabine telefónica.

Mas o governo teve tempo e dinheiro para fazer uma sondagem para testar a popularidade e Costa foi de férias. É natural que o único que respondeu à carta da cidadã tenha sido Marcelo.

O governo tem mais que fazer. O SIRESPE de Costa tornou a falhar neste fim de semana e isso sim, é que é a prioridade.

 

Carta aberta de um pai ao ministro da Educação

Obrigado Tiago por fechares mais uma boa escola, a melhor do distrito de Santarém.

O Colégio Infante Santo, leciona desde o 5º até ao 9º ano, tendo cerca de 4 turmas por ano lectivo. É uma escola simples, fora da cidade de Santarém que recebe alunos de diversas freguesias do concelho, tais como Tremês, Azóia de Baixo, Azóia de Cima, Romeira, Várzea, Achete, etc, portanto exteriores à própria cidade.

Este pai deslocou a família de Cascais para Santarém e rapidamente percebeu a diferença entre a escola que os seus três filhos frequentavam em Cascais com o Colégio Infante Santo.

A minha experiência começou a meio deste ano lectivo. Tendo vindo de Oeiras para Santarém há apenas alguns meses, tenho três filhos a frequentar a escola. Sendo uma escola “pública” como qualquer outra, a diferença em relação à escola de onde viemos é abissal!

Lá, todos os dias, um dos meus filhos tinha um ou mais “furos”. Todos os dias sem excepção! Aqui, as aulas de substituição são um facto. Aqui, começaram a ganhar hábitos de estudo que eu nem imaginava que fosse possível. Ganharam responsabilidade em relação aos testes e respectiva preparação. Aliás, a facilidade com que decorreu a nossa adaptação a Santarém, devo-a em grande parte ao Colégio Infante Santo.

O Colégio Infante Santo ficou no ano passado em 26º lugar do ranking nacional de escolas relativo ao 9º ano. Facto impressionante!

Porque será que Tiago a vai fechar ?

 

Carta ao Senhor Presidente da República

Excelência : 

Não ganhamos nada em ser pessimistas e derrotistas, sempre a olhar apenas para o que está mal, mas temos muito a perder por viver nesta ilusão de que a crise do início da década já passou.

A austeridade não deve ser eterna mas não é, sabe V. Exa, uma coisa dos malandros da direita que querem impor sevícias a quem "andou a gastar acima das suas possibilidades". É, de facto, uma consequência do alto endividamento mas também do fraco crescimento económico. Nesta matéria, senhor Presidente da República, não houve grandes alterações. Portugal está mais ou menos na mesma, o mundo é que está mais perigoso.

Sem mais de momento, despeço-me com grande apreço pela ligação afetiva que estabeleceu com o povo de Portugal.

Colégios entregam cem mil razões

Professores, pais e alunos entregaram hoje ao PM 50 mil cartas e outras 50 mil ao Presidente da República com as suas razões para defenderem as suas escolas.

Os tais alunos que "são desviados", segundo os sindicatos comunistas da educação, reafirmam a sua intenção de se manterem nas suas escolas e não querem as escolas estatais para onde os querem empurrar. Isto é profundamente humilhante para a escola estatal e para quem a defende.

E se quem defende o monopólio da escola estatal tivesse um pingo de vergonha percebia que há um repúdio generalizado da tentativa de impedir as famílias de exercerem a liberdade de escolha. Mas quem defende o monopólio estatal só tem um desígnio . O monopólio estatal bem à maneira soviética que tão maus resultados deu.

Já tivemos a mesma luta pela liberdade sindical, pela liberdade de expressão e pela iniciativa privada dos cidadãos. Estamos pois, perante uma luta que o povo sempre venceu. Os mesmos de sempre não desistem de nos submeter à sua vontade anti-democrática. O povo de sempre mais uma vez vencerá.

Henrique Neto, carta aos socialistas

Henrique Neto é sério e não precisa de partido nenhum para ter sucesso na vida. E tem coragem para apontar a situação calamitosa a  que chegou o país após a governação anterior.

O ex-deputado e agora candidato às presidenciais explica quais são os motivos de desilusão e indignação com o então primeiro-ministro: “autoritarismo, endividamento do Estado para além de toda a prudência, parcerias público-privadas ruinosas, privilégios de setores da economia de bens não transacionáveis à custa do conjunto da economia”.

Sobre Sócrates, lembra que “conduziu o país para a dependência externa, para a estagnação económica e para o empobrecimento das famílias portuguesas, ao mesmo tempo que muita gente enriqueceu sem causa conhecida”.

O povo português, em eleições livres, derrotou a política estatista e cúmplice dos grandes negócios feitos à sombra do estado. Henrique Neto tinha razão quando ergueu a sua voz numa altura em que poucos mostraram coragem para o fazer. Tem legitimidade para o lembrar agora.

Notáveis, distraídos e mentirosos

Uma carta de notáveis, distraídos e mentirosos. Para estes senhores o Plano do BCE não existe.O Plano Juncker também não. E dos 21 mil milhões de subsídios ( em alguns outros países bem mais) nunca ouviram falar

Dizem-se os subscritores, lá para o fim, «certos, senhor primeiro-ministro, de que agora é o tempo para este apelo à responsabilidade numa Europa em que tanto tem faltado o esforço comum para encontrar soluções para uma crise tão ameaçadora».

Ora, é curioso que digam isto. Porque isto vem seguramente de quem estava distraído quando Mario Draghi declarou, em 2012, que o BCE faria tudo o que fosse preciso para salvar o euro, e das medidas posteriormente tomadas. Isto só pode vir de quem não tomou sequer nota da existência de um plano Juncker, quanto mais dos seus objectivos e valores. Isto só pode ser escrito por quem estava a dormir enquanto o pânico se desvanceu e os mercados acalmaram. Isto só pode ser escrito por quem estava fechado num quarto escuro e sem janelas (a salvar o mundo com mais três múmias, putativamente) enquanto cá fora se falava de quantitative easing. Os subscritores presumem apelar à responsabilidade, mas só porque estavam entretidos com o umbigo, enquanto a Europa mudava, e Portugal mudava, apesar deles.. 

A malta que não acertou uma volta à carga

A malta que escreveu cartas e petições a favor da  renegociação da dívida, volta à carga.

A malta que no ano passado escreveu um manifesto a dizer que era necessário renegociar a dívida, que iríamos necessitar de um segundo resgate, que nunca iríamos cumprir o acordado pelo PS com a Troika, a malta que no ano passado nos atiraria para a situação que a Grécia tem hoje, os Bagão, os Ferro Rodrigues, Cravinhos, Mortáguas, Louçãs, Sampaios da Nóvoa (e quer ele ser Presidente…), Carlos César, Freitas, Roseta, Carvalho da Silva (outro que se imagina presidenciável), Adão e Silva, Octávio Teixeira, Soromenho Marques e, claro, Vítor Ramalho (enfim, os clássicos, só faltando Manuela Ferreira Leite e Mário Soares), e eu sei lá que mais, toda essa gente que se enganou nas previsões, escreve agora outra carta, com mais colegas, ao Primeiro-Ministro, para que aproveite a oportunidade do actual momento de discussão na Europa para encontrar “soluções realistas e mudar a visão das políticas para o país”. Eles, que se enganaram, que andaram enganados, que enganaram os portugueses, voltam à carga. E defendem que Portugal se atrele à Grécia. Que infantilidade, que crianças, que pena, que tristeza! Que malta!

 

Escrever uma carta a vermelho é um sinal ?

Há quem diga que sim, não é por falta de uma caneta a azul ou a preto. E a letra, segundo um especialista, mostra um enorme desespero. Chamar cobardes aos políticos é um sinal ou é uma ameaça ? "Ai, se ele fala" dizia alguém em relação a Ricardo Salgado.

Há um rodopio de socialistas à porta da prisão de Évora. Vão lá para dar um abraço ao preso ou para lhe darem garantias de solidariedade e que o partido não o deixa só ?

Há quem diga que é um beija mão. Não me parece. Beijar a mão a cadáveres  políticos só aconteceu num longínquo ano com Inês de Castro. E por paixão de um rei louco. 

As cartas vão continuar a serem enviadas para os jornais, com o intuito de manter o caso na esfera política.Travá-las é um objectivo fundamental para António Costa. Se ninguém conseguir travá-las irá lá o próprio António Costa. Nas férias de Natal. Muita gente em viagem, as famílias à volta da lareira, o rei é o menino, a visita é o menos visível possível.  Mas é a última coisa que Costa precisa.

Já hoje Costa reconhecia que o anterior governo cometeu erros. E isto perante o povo socialista. Iniciou o afastamento político do governo que deixou o país à beira da bancarrota e que assinou o memorando da ajuda externa. Mas foi dizendo que fez muitas coisas boas. Pois...

E o sinal, esse sem espinhas, é que as sondagens depois do pico nas primárias ( longe da maioria) descem todos os meses.

É preciso limitar a liberdade de expressão que , ironicamente, Sócrates tentou fazer a tanta gente. Quando é que aprendem que a democracia se pautua por regras que são iguais para todos?

As cartas Alentejanas - José Manuel Barroso

AS CARTAS ALENTEJANAS...
... da freira Sôror Mariana Alcoforado ficaram célebres pela sua narrativa apaixonada. Foram mesmo, se me não engano, publicadas em Paris, de França, sob o título de «Lettres Portugaises». O Alentejo potencia as visões apaixonadas, como se tem provado com o nosso monge José, o último preso político da democracia. As «Cartas de Caxias 'sur Évora'» são ricas em delírio narrativo, como se prova pela última, hoje publicada pelo DN. O delírio mitómano não é de agora, vem de longe. Teve a sua expressão anterior na entrevista dada à militante socrática Clarinha Ferreira Alves, no Expresso, uns meses atrás, cuja leitura requer conhecimentos de psicanálise. Também nela, o nosso José culpa as duas metades deste mundo e da Lua pelo azares do final da sua fantástica governação - nomeadamente aqueles a quem devia algum apoio e conselho útil: a sra Merkel, o ministro Schlaübe, o presidente da CE Barroso e o seu (dele, José) ministro Teixeira Santos, todos transformados em «inimigos», para justificar o falhanço do seu PEC IV, o grande mito.
Nesta carta de hoje (quem seria o pombo correio?), transforma advogados, magistrados e tribunais, políticos, democracia e cidadãos em culpados da sua situação. Na seu delírio, o nosso José quase pede aos portugueses que se levantem em armas contra a «injustiça» do que lhe aconteceu, apenas porque o queriam calar e amarfanhar. ele «um homem exemplar»! Calá-lo é difícil, como se vê e lê. Ainda bem, a democracia funciona. 'malgré lui'. Ele, que, durante 5 anos, criou, deteve e tentou deter, por todos os meios, o maior poder que um PM na democracia portuguesa já teve: maioria absoluta parlamentar, governo, topo da Justiça, banca (com golpe sobre o BCP e nacionalização do BPN, no qual colocou um dos seus), OCS estatais e tentativa de golpe sobre a TVI e o CM (que as escutas apagadas revelariam?), numa inspiração chavista adaptada a Portugal. Algo que vai requerer decerto análises especializadas outras, que não apenas as dos polítólogos e dos historiadores. Como escreveu alguém: «do que nos safámos»! Espero que ele não se safe de um julgamento justo.