Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Os sindicatos dos professores exigem 600 milhões por ano

Costa repete alguns argumentos anteriores: “Quando falei de 600 milhões são só o custo de 2011 a 2017, por ano”. “são mais 600 milhões de euros por ano. E é isso que não há condições. Fomos ao limite do que eram as capacidades financeiras e não podemos introduzir uma medida que beneficie os professores face aos outros servidores do Estado”, avançou.

O que é que os sindicatos não percebem ? Com a economia a abrandar como é que se arranjam os tais 600 milhões ? Aumenta-se a carga fiscal, aumenta-se o défice e a dívida ou todas ao mesmo tempo ?

Exigir é fácil é mais difícil negociar com responsabilidade.

Os professores foram congelados mas os trabalhadores privados foram para o desemprego

Se os professores se acham no direito de recuperar o tempo em que as suas carreiras estiveram congeladas que dizer dos cerca de 400 000 trabalhadores do privado que foram despedidos ?

É que os professores viram as suas carreiras congeladas pelas mesmas razões que os trabalhadores que foram para o desemprego .Estes perderam o salário, as carreiras, os descontos para a Segurança Social . Então onde é que está a tal justiça social tão querida dos partidos da extrema esquerda ?

E dinheiro, há ? Claro que não, contas feitas a reposição das carreiras aos cerca de 150 000 professores é incomportável orçamentalmente, sem prejuízo de maior défice e maior dívida.

O governo já o disse pela boca do primeiro ministro e ministro das finanças. Chantagem, como afirmam os sindicatos ? Estamos conversados .

Reformar a Administração Publica

Saírem os mais velhos no topo da carreira e com salários elevados e substituídos por trabalhadores mais jovens dá uma poupança de 170 milhões por ano.

Era também a oportunidade de reformar as carreiras a sério . Em vez de as carreiras assentarem no tempo de serviço passarem a contar com o mérito.

Para Teodora Cardoso, é necessário beneficiar competências, criar incentivos para os trabalhadores melhorarem e “ser capaz de atrair, relativamente ao mercado [privado], as competências de que a Administração Pública precisa, o que implica regras diferentes”.

Questionada sobre se essa reforma envolve aumentos salariais, a economista respondeu que “envolve sobretudo carreiras, mas carreiras a sério, não é carreiras que ao fim de ‘x’ anos se é promovido. Carreiras que incentivem as pessoas no seu desempenho e na sua formação”.

“Tudo isto tem de ser pensado e, havendo este espaço, a Função Pública tem mesmo de ser renovada”, defende..

Mas claro sindicatos, PCP, BE e uma parte do PS estão contra não vão perder a clientela eleitoral.

Quem congelou as carreiras foi um governo PS

As carreiras foram congeladas em 2010 e prosseguiram em 2011 por um governo do partido socialista. O actual governo do PS mantém o congelamento há dois anos pelo que adicionando chega-se à conclusão que metade do tempo do congelamento ( nove anos) é da responsabilidade de governos PS.

No PS, João Galamba admite que não é possível reconhecer “todo o tempo de serviço” dos funcionários públicos e fala na necessidade de “encontrar um mecanismo suficientemente dilatado no tempo para que, sem apagar o passado, não se comprometa o futuro”.

O socialista diz que há que “reconhecer essa dívida” que o Estado tem com essas carreiras que foram congeladas”, mas também reconhecer que “o país tem de ter finanças sólidas”.

"Muito do problema que agora se sente foi criado pelos senhores e pela expectativa que criaram que o problema era de fácil solução. Criaram expectativas a todos, de que era possível dar tudo. Estão a colher o que andaram a semear”, diz Duarte Marques do PSD.

Apenas com dois anos de governo temos aí as contradições insanáveis entre os partidos governamentais. Mariana Mortágua desafia Centeno a deixar a obsessão do défice, leia-se "vamos lá gastar mais dinheiro e romper com o Tratado Orçamental"

António Costa salvou a pele mas arranjou este arraial.

A proposta do governo é uma mão cheia de nada

A Frente Comum, afecta à CGTP, não gosta nada da proposta do governo para o descongelamento faseado das carreiras na Administração Pública. 

"É um roubo que nos estão a fazer. Um roubo que vai continuar e, por isso, não aceitamos isto. Não aceitamos o pagamento faseado, a taxação de IRS no subsídio de refeição. Estas propostas não trazem nenhuma resposta à reivindicação dos trabalhadores", disse Ana Avoila, sublinhando que "o Governo não está a medir bem o que está a propor".

Uma ameaça velada . Mas não se percebe como é que o governo tem margem orçamental para aumentar salários e pensões e ao mesmo tempo descongelar carreiras.

Face aos resultados das autárquicas a rua vai voltar a agitar-se com manifestações e o governo vai ter que decidir entre prosseguir o caminho da consolidação das contas ou ceder à CGTP .

A governação entrou numa fase bem mais exigente e António Costa já avisou que não colocará em risco o défice .

Em último caso há sempre mais um imposto ou uma taxa. 

Todas as carreiras fazem provas menos a carreira docente

António Miguel CristinoLamento, sinceramente esta atitude dos docentes. Independentemente das boas razões que possam ter em relação à prova a que foram sujeito em concreto (por não seleccionar alegadamente os melhores), também gostaria que eles reflectissem sobre as provas que TODOS os demais trabalhadores em funções públicas têm de fazer (, inspectores, policias, militares, médicos, enfermeiros, técnicos superiores, assistentes técnicos, magistrados, dirigentes....) podem dizer TODOS o mesmo. O facto é que concordo em abstracto com a realização da prova pois ela é, aliás, uma exigência constitucional. Diz o artigo 47.º, n.º 2 da CRP que o acesso é Função Pública se faz por concurso e deve reger-se pelo recrutamento por mérito e o mérito, em regra, faz-se mediante provas. O período probatório só se realiza depois do ingresso nos quadros do Estado que por sua vez se fez por prestação de provas. Sublinho que o concurso que os docentes fazem têm como único elemento de seriação partindo da média de licenciatura, sabendo nós que há licenciaturas e licenciaturas.... O Estado entendeu que a melhor forma de escolher pelo mérito é fazer provas e é assim em TODAS as carreiras, sejam elas gerais ou especiais, menos, até agora, a docente. Não me parece razoável.