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BandaLarga

as autoestradas da informação

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as autoestradas da informação

As pessoas já não querem que lhes digam aquilo que têm a fazer

A sociedade civil cada vez mais informada quer participar nas decisões que condicionam a sua vida tanto pessoalmente como em comunidade .

“Temos de pensar qual é o efeito da descentralização da informação e do conhecimento. A grande questão é como os partidos vão envolver as pessoas, para que tragam esse conhecimento. Isto pressupõe uma grande mudança naquilo que é um partido político”, disse.

No seu discurso nesta convenção, o antigo secretário de Estado Adjunto referiu que “está a acontecer na saúde está a acontecer na política: as pessoas já não querem que lhes digam aquilo que têm a fazer”. “Querem construir o futuro connosco e trabalhar connosco”, explicou Carlos Moedas.

O contrário do que propõem os partidos que querem o estado a controlar a vida das pessoas. E o que se conhece da história não deixa margem para dúvidas.

Quem não acredita nos valores europeus deve deixar-nos

Limpinho, limpinho, Carlos Moedas dá dois exemplos saborosos : Aquilo que eu tenho visto de mudança para melhor tem sido na parte das empresas e nessa ligação das empresas às universidades. Isso no meu tempo, quando eu era estudante no Técnico, nós acabávamos no Técnico e queríamos arranjar um emprego, não tínhamos a ideia de fazer a nossa própria empresa, e isso mudou completamente. E penso que isso acelerou com este fenómeno do Web Summit, das start-ups e das empresas, é realmente extraordinário de observar, um país em que um estudante de engenharia queria ir trabalhar para uma grande empresa e em que hoje quer fazer a sua própria empresa.

 A Europa tem esta grande vantagem de sermos realmente os melhores na ciência fundamental. Somos 7% da população e produzimos mais de um terço de todos os papers científicos do mundo. E nos últimos cinco anos, e aí eu tenho algum orgulho nisso, a Europa conseguiu pela primeira vez ultrapassar os EUA naquilo que se chamam as citações, ou seja, nos melhores 10% de artigos já estamos à frente dos Estados Unidos e no top 1%, ou seja, aqueles mesmo muito bons também. Aquilo que não temos feito bem é a transformação dessa ciência fundamental em produtos.

Sabe, eu sou muito contra essa ideia da cultura porque eu acho que um europeu aliás os melhores empreendedores no Silicon Valley são europeus, têm a cultura europeia eu acho que o problema aqui é um problema de incentivos. Ou seja, se eu souber que no meu país, se eu tiver uma dificuldade, se a minha empresa for à falência, vai demorar dez anos para liquidar e vou ficar com uma marca no sistema fiscal, com uma nódoa na minha vida, eu não vou criar nenhuma empresa. Portanto eu acho que a cultura europeia é excelente porque é uma cultura de diversidade, de vários países, de maneiras de pensar diferentes. Os incentivos é que não têm sido os melhores numa Europa que deveria estar mais unida, que deveria ser menos fragmentada.

Por cá temos uma das mais altas taxas de IRC e em 2018 vamos subir a derrama.

Ganha-se bem como comissário europeu?

Lemos a Ana Gomes e pasmamos com tanta visão. Um texto que é desmentido pela realidade um dia ou dois depois. Para quem é eurodeputada é uma visão de estadista. É, claro, que a Maria Luis Albuquerque não foi indigitada porque faz falta ao governo e o mesmo se diga de Paulo Portas. Passos Coelho disse não o que é frequente nele.

Maria João Rodrigues era uma boa candidata,  sem dúvida. Lembro-me dela, alta, de sapato raso, no hall da entrada do ISCTE. Conseguiu uma larga experiência política e é conhecedora dos corredores de Bruxelas. Mas agora e como sempre a escolha partidária falou mais alto. Carlos Moeda, como comissário europeu pode ser útil ao país ? E pode facilitar a vida ao governo em 2014/2015 anos fundamentais para sair da crise ? E com eleições legislativas no horizonte? Moedas já fez o seu trabalho está muito mais disponível que Maria Luis e não faz falta ao governo. Compreendo que o PS gostasse de ver um dos seus no lugar mas as coisas são assim não são de outra forma.