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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O liberalismo económico no Chile elevou o país a "país desenvolvido"

As consequências do Liberalismo económico : A ligação entre liberalismo económico e político nem sempre acontece, mas existe uma clara correlação. Como podemos ver abaixo, o Chile moderno não é caso único de ligação entre liberdade económica e política. A correlação existe e é muito forte, possivelmente porque para um mercado funcionar são precisas boas instituições democráticas e a abertura que um mercado livre exige dificulta a a vida de regimes não democráticos (veja-se o caso de Hong Kong).

Em resumo, décadas de liberalismo por contraponto a outros modelos económicos testados na região, ajudaram a criar um país que, para os níveis da América do Sul, é dos mais ricos, com menos pobreza, melhores serviços públicos, melhor educação e saúde. Muitos olharão para estes dados e insistirão que as pessoas não “comem estatísticas” o que é uma forma de quem deseja negar a realidade e fingir que ela não existe. Afinal, o negacionismo não se limita a outras áreas da ciência.

O liberalismo económico trouxe progresso económico e social ao Chile, mas trouxe também outro tipo de responsabilidades. Durante este artigo comparei sempre o Chile aos seus pares na América do Sul, mas o liberalismo económico colocou o Chile noutro campeonato: o dos países desenvolvidos. O Chile é hoje um país que aspira ser de primeiro mundo, mesmo que inserido numa região que tende sempre para o terceiro.

Iniciativa Liberal : a alternativa ao ressentimento é a política do crescimento

O PS governo quase ininterruptamente há 24 anos mas os males são todos do neoliberalismo.

O país está estagnado há 20 anos. Estar há 20 anos estagnado ajudou a fomentar uma visão da sociedade perigosa. Quando um país cresce, quando o bolo da economia aumenta, as pessoas sentem vontade de trabalhar, investir e cooperar para poderem beneficiar desse crescimento. O sucesso dos outros não incomoda porque todos sentem que podem beneficiar do crescimento. O sucesso de uns cria condições para o sucesso dos outros. Quando um país não cresce, quando o bolo fica do mesmo tamanho durante muito tempo, as pessoas começam a sentir que para uns terem mais, outros têm que ter menos. Se o bolo não cresce, as pessoas começam a desenvolver o sentimento oposto ao da cooperação: a inveja. Em vez de cooperar para o crescimento, o foco passa a ser encontrar alguém para culpar por a sua parte do bolo ter diminuído. Os mais pobres culpam os mais ricos. As minorias culpam a discriminação da maioria. Entre os mais desafortunados na maioria culpa-se as minorias por roubarem oportunidades. Instala-se a política do ressentimento, do foco nas lutas pela redistribuição em vez da produção, abrindo a porta a mais socialismo e identitarismo. O socialismo cria a miséria que depois alimenta ainda mais socialismo num ciclo vicioso difícil de romper. A cultura do mérito é ultrapassada pela cultura da inveja. O foco no crescimento é substituído pelo foco no ressentimento.

22% dos idosos não conseguem aquecer as suas casas

 

Há 10 anos o governo de então, sem grande oposição política ou da opinião pública, decidiu que Portugal se deveria tornar líder mundial em energias renováveis. Foram prometidos grandes retornos às empresas privadas que investissem em renováveis. Em troca, essas empresas colocaram pessoas próximas do poder nos seus conselhos de administração. Essa aposta eventualmente reflectiu-se na conta da electricidade e chegou a representar 40% da conta da electricidade. Entretanto, no mundo real, um dos países mais quentes da Europa é também onde mais se morre de frio. Sem instalação para aquecimento a gás e com o aquecimento a electricidade demasiado caro para a maioria das pessoas, morre-se de frio no país que ia liderar o mundo no sector da energia. O fosso entre o Portugal dos políticos, dos planos quinquenais, das grandes inaugurações e das ilusões de grandeza e o Portugal real não poderia ser maior.

Enquanto que aqueles que desejam aquecer a sua casa pagam 23% de IVA sobre gás ou electricidade, os partidos políticos aprovaram à socapa uma lei de financiamento que os isenta de IVA em todas as despesas, desde a electricidade usada para alimentar as luzes nos comícios às gambas dos jantares de gala. No mesmo país em que morrem pessoas de frio no interior, a Câmara Municipal de Lisboa prepara-se para gastar 60 mil euros em cartolas. Portugal é uma enorme Raríssimas, com a diferença de que pelo menos a Raríssimas prestava um serviço decente.

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