Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

A carga fiscal cresceu de forma significativa entre 2016 e 2018

Com a dívida elevadíssima, a carga fiscal no topo e o PIB a crescer poucochinho há um problema incontornável : não há dinheiro.

E, pior, não há onde ir buscá-lo " onde ele estiver " e, não havendo, não há palhaço, desculpem, não há forma de pagar os 9 anos 4 meses e 2 dias. O que é que não percebem ?

Aumentar a despesa ? Rebentar com o défice ? O PCP e o BE nunca o esconderam. Mas é isso o que queremos ? Centeno não deixa e Costa aprova com razão. O pântano está próximo.

receita.jpg

 

O novo máximo da carga fiscal é que é histórico

O PS e o governo justificam o novo máximo da receita fiscal com o nível da actividade económica. Como de costume é meia verdade. A carga fiscal de 35,7% sobre o PIB é mesmo histórica por ser a mais alta de sempre. Apesar de recair sobre um nível económico em alta.

Vai-se todo este dinheiro e mesmo assim corta-se no investimento e degrada-se o serviço público em vários sectores . Tudo porque a economia não cresce o suficiente e durante o período necessário. Já está a decrescer e até 2023 vamos continuar a empobrecer na cauda da Europa.

Não há razões para aplausos excessivos. Estamos novamente enrodilhados na teia habitual.

 

Com a maior carga de impostos e a maior degradação dos serviços públicos

Bom, seria o PIB crescer 3/4% e sem cortes no investimento.

“redução que vai para além das exigências da União Europeia” se traduz em “falta no investimento público”.

São 577 milhões para além do que estava previsto, mas isso tem de ser comparado com os menos 600 milhões que existiram em relação aos serviços públicos. O investimento público sofre desta contradição. Foi uma escolha do Governo PS porque nada obrigava a esta redução do défice tão exigente que vai para além das próprias exigências da União Europeia”, disse Jerónimo de Sousa no Porto, citado pela Lusa.

 

Como se chegou à carga fiscal mais alta desde 1995

Teodora Cardoso explica : mais impostos indiretos e mais contribuições sociais. Foram estes os dois motores do aumento do peso dos impostos na economia. Em 2017, Portugal atingiu a carga fiscal mais elevada desde 1995, aumentando num ano em que o Governo tinha previsto que diminuísse. A redução dos impostos diretos compensou, mas apenas parcialmente.

A impossibilidade de Centeno

O défice foi conseguido à custa do aumento da receita a despesa até subiu.

É quase doloroso ver um economista competente tentar demonstrar que reduziu impostos, aumentou rendimentos e desceu o défice. As razões indicadas para a impossibilidade são três: "Em primeiro lugar, a economia teve um desenvolvimento muito acima do projectado (...) O peso dos juros no PIB ficou em 3,9%, o mais baixo desde 2010 (...) O terceiro grupo de razões tem que ver com alguns impactos que tínhamos previsto e que depois não se materializaram", citando aqui o adiamento para 2018 das despesas com os lesados do BES. Ora, como vimos, a primeira é frágil, a segunda temporária e a terceira, essa sim, meramente contabilística. Nada disto é estrutural.

E o PCP e o BE caladinhos

Ser um governo de esquerda a ter a maior carga fiscal e a pagar a mais baixa massa salarial da administração pública merece, na verdade, uma enorme gargalhada.

Vamos lá agora festejar o tal menor défice da Democracia, descontando, claro está, a recapitalização da Caixa. É bom. Até a pessimista Teodora Cardoso aplaude. Mas a carga fiscal, ao contrário do prometido, continua a subir: já é a segunda mais elevada desde 95, quase ao nível do ano do brutal aumento de impostos de Vítor Gaspar. Os ‘malandros’ dos impostos indirectos, aqueles que ninguém vê mas paga, como o IVA, estão em 15% do PIB: dois pontos acima da média do que vinha acontecendo. E, imagine-se!, a despesa com os pagamentos à Função Pública atingiu um mínimo histórico. Tudo isto no Governo mais à esquerda de sempre e sem contestação. É obra! Celebremos então.

E a dívida cresce.

À custa da maior carga fiscal de sempre e da reduçao do investimento

Não podia ser pior.

Os números de 2017 ajudam a dissipar quaisquer dúvidas sobre esta alquimia das Finanças Públicas que permitiu acabar com a austeridade e reduzir o défice para níveis nunca antes vistos. As pensões, os salários e as carreiras dos funcionários públicos foram (parcialmente) repostos à custa da maior carga fiscal de sempre e de níveis de investimento público baixíssimos. Tal como o Cristiano Ronaldo do futebol não viola as leis da Física, também o Cristiano Ronaldo das Finanças não viola as leis da Economia.

É perfeitamente legítimo o argumento de que a receita fiscal aumentou porque houve crescimento. O crescimento económico gera receitas fiscais sem que tal envolva aumento de taxas. Mas para a carga fiscal aumentar, tal quer dizer que as receitas fiscais aumentaram ainda mais do que o rendimento. É como se a taxa média de imposto tivesse aumentado.

A economia só em 2018 voltará ao nível de 2008

 Na atualização das projeções que faz esta terça-feira, o Banco de Portugal compara a evolução da economia desde 2008 até 2020. Nessa trajetória é possível verificar que 2018 será o ano em que Portugal voltará a ter a mesma dimensão da economia que tinha em 2008.

Quem ouve o governo julga que a criação de riqueza é um máximo histórico naquele registo a que nos habituou, uma mentira encoberta pelo diáfano manto da fantasia. Segundo a mentirinha estamos todos melhor e sem maior carga fiscal ainda que com menor riqueza.

São rosas, senhor.

A maior carga fiscal dos últimos 22 anos ( pelo menos...)

Acabou a austeridade mas a verdade, verdadinha, é que nunca a carga fiscal tinha atingido os actuais 34,7%. É preciso recuar a 1995.

O que não se percebe é que com esta carga fiscal o défice seja de 3% contando com o dinheiro injectado na CGD. Com este governo a verdade é sempre uma pós-verdade, arredondada, dá sempre para os dois lados.

E apesar desta carga fiscal os serviços públicos nunca foram tão maus. SNS, floresta, educação, Segurança...

A economia( empresas e famílias) não aguenta este nível de fiscalidade é necessário baixá-lo para níveis paralelos aos outros países. Mas se ao mesmo tempo o governo aumenta as despesas públicas permanentes( salários e pensões) como é que pode baixar os impostos ?

É como correr atrás da própria sombra...

O maior aumento de impostos foi apenas disfarçado

carga fiscal de 2017 é igual à de 2015. Não houve reversão nenhuma o que há é um disfarce

Não pensem que exagero. Pensem antes naquilo que caracteriza mais este Orçamento: ele foi feito para aplacar as clientelas que dependem do Estado (os funcionários públicos em primeiro lugar, os pensionistas logo a seguir), fazendo-o à custa da transferência do ónus para a economia privada (de que será exemplo maior o possível agravamento do IRC) e para todos os que não têm organização para se rebelarem (é paradigmático como se pretende sobrecarregar os que utilizam recibos verdes, os mais desprotegidos de todos os trabalhadores).

Um exemplo na área da saúde, pois em 2015 o então ministro da Saúde Paulo Macedo aprovou um investimento de 5 milhões de euros no IPO de Lisboa para o alargamento de um bloco operatório, obra considerada urgente. Em 2017 o ministro das Finanças Mário Centeno ainda não libertou a verba. Como se brinca no corredor do hospital oncológico, “temos o papel, mas falta-nos um papel” – o papel que está “cativado”. O que significa que houve dinheiro para suportar os encargos adicionais com as 35 horas, mas não há dinheiro para investimentos urgentes no Serviço Nacional de Saúde.

E já morreram doentes em lista de espera ( 2506) para cirurgia, alguns da área oncológica.

Agora que já vamos no terceiro orçamento de Centeno/geringonça o que temos é que – e cito os números do próprio governo – a carga fiscal em 2017 será exactamente a mesma de 2015: 36,9%, o seu máximo histórico. Pagamos impostos diferentes, mas o “enorme aumento de impostos” não foi revertido, foi apenas disfarçado. Pior: a nova composição dessa carga fiscal penaliza mais as empresas, o que lhes retira competitividade mas se compreende, pois a empresas não votam.