Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

O Estado está envolvido com todas as grandes empresas

Todas as grandes fraudes envolvem o Estado e grandes empresas.É compreensível que assim seja. É o Estado que decide e adjudica os grandes negócios em praticamente todos os sectores económicos.Como se pode ver em Portugal : PT, BES, CGD, BCP...

O Estado decide sobre a aplicação de 50% do PIB ( 100 mil milhões)da dívida pública ( 120% do PIB =240 mil milhões) e sobre os subsídios europeus ( 9 milhões de euros por dia nos últimos 20 anos = 60 mil milhões). Quando se junta tanto dinheiro e tanto poder é fácil concluir que a atração é fatal.

As grandes empresas estão a destruir o capitalismo e os reguladores pouco ou nada fazem.O Estado tem por obrigação de facilitar a vida às pequenas e médias empresas, essas sim que representam 80% do emprego e 60% das exportações. As grandes empresas vivem à sombra do estado, à custa de rendas negociadas com o Estado.

Como é que o estado pode controlar o poder das grandes empresas se é o maior delas todas e não se cansa de crescer, aumentando impostos, nacionalizando sectores económicos e tudo fazendo para se constituir em monopólio em tantos sectores?

As grandes fraudes são todas feitas à sombra dos grandes negócios do Estado

A democracia floresce em economias de mercado

capitalismo tem sobrevivido em todo o tipo de sistemas políticos, por isso deve ser salvo. Falta saber para quê.

Robert Reich defende a necessidade, antes de tudo, de políticas distributivas, como o salário mínimo, a negociação e a contratação coletiva e políticas fiscais fortemente progressivas. Defende-o muitas vezes de modo bem mais radical do que os sociais-democratas europeus. Mas é bastante distante da esquerda anticapitalista, porque defende a economia de mercado como essencial à democracia. De facto, se o capitalismo tem sobrevivido em todo o tipo de regimes políticos, a democracia tem florescido sobretudo em economias de mercado. Por isso o capitalismo deve ser salvo, mas, simultaneamente, profundamente reformado para que o seu desenvolvimento beneficie a maioria e não apenas uns poucos mais poderosos.

A culpa não é do capitalismo

É verdade que li algures, com espanto, que historiadores portugueses tinham chegado à conclusão que as famílias dos marinheiros que navegaram nas caravelas ainda hoje vivem nas mesmas casas. Na Mouraria, no Bairro Alto, 600 anos depois.

Agora historiadores italianos chegaram à conclusão que as famílias mais ricas na Idade Média são as mesmas de hoje. Basta, pois, ter um sobrenome familiar apropriado para não passar a "barreira de vidro" que separa os ricos da pobreza. E já era assim antes do capitalismo. As revoluções francesa, industrial ou o advento do estado social democrata não mudaram esse padrão.

O que realmente mudou é que o capitalismo conseguiu criar riqueza como nenhum outro sistema e, com isso, criar a classe média retirando da miséria milhões de seres humanos . Pela primeira vez a miséria no mundo atinge menos de 10% da população mundial.

E o mais curioso é que concluem que a mobilidade social na China comunista, incluindo nos anos de Mao Tse Tung, é muito similar à da Inglaterra e dos restantes países. Ou seja, a culpa da manutenção das mesmas elites no topo de cadeia social não é do capitalismo.

 

O que está a acontecer no Brasil não é de esquerda nem é de direita

É a natureza humana. Na Venezuela a filha de Chavez é a mulher mais rica do país o mesmo se passando com a filha de José Eduardo dos Santos em Angola . O filho de Lula está bem muito obrigado. E depois há todos os outros, ditadores, comunistas, capitalistas, fascistas...

Dizer que o que se passa no Brasil é do imperialismo é ridículo. Quando a ex-URSS desabou logo apareceram os milionários a refugiarem-se na Europa. E todos os dias nos esquecemos disto.

Se há ( e há) alguma decência é na Europa, onde as desigualdades são menores, com uma qualidade de vida nunca vista e sustentável e milhões de pessoas gozam a vida em paz e progresso. Onde a Democracia exercita o estado de direito ( atenção BE e PCP há presos políticos em grande parte dos países vossos irmãos ) as liberdades fundamentais e os direitos humanos.

Não há nenhuma superioridade moral da extrema esquerda bem pelo contrário

 

Nunca tantos viveram com esta qualidade de vida durante tanto tempo

Os sistemas caiem porque não respondem aos anseios da população. Mesmo contra tanques e armas haverá um dia que a população exige ter uma voz. É por isso que a Democracia e a economia de mercado sobrevivem. Nunca tantos viveram com esta qualidade de vida durante tanto tempo. Pela primeira vez só 10% da população mundial vive abaixo do limiar da pobreza.

Não se espere que se deite borda fora o menino com a água do banho.

Como as várias experiências socialistas têm mostrado o sistema é incapaz de produzir o suficiente para alimentar as populações. A Venezuela é um bom exemplo. A apodrecer de petróleo e com a população sem acesso aos produtos mais elementares. À volta da UE os países saídos da órbita da ex-URSS, os mais pobres dos pobres, tentam entrar no paraíso capitalista da UE.

Há desigualdade ? Claro, mas a capacidade do sistema crescer faz com que todos cresçam, uns mais outros menos, mas crescem todos. Serem todos igualmente pobres não é solução.  O que a Democracia tem de inigualável é juntar o crescimento com a liberdade individual, a solidariedade social a caminho de uma sociedade cada vez mais justa, onde a maioria vive bem.

O capitalismo, com as desvantagens inerentes, é um sistema que cria oportunidades e que consegue reinventar-se e fortalecer-se. Que o socialismo contribua para uma sociedade mais igual mas sem comprometer a iniciativa e o génio individual.

A realidade é o que é. 

A combinação do capitalismo com a Democracia

Em recente e muito interessante entrevista ao Expresso, Francis Fukuyama, está convicto  que a combinação do capitalismo e a democracia funciona. O capitalismo sozinho produz enorme desigualdade, poluição, formas variadas de injustiça e a parte democrática vem quando as pessoas que são prejudicadas por isso usam o seu poder politico para regularizar o sistema. O capitalismo também produz muita riqueza e dá às pessoas empregos, oportunidades e crescimento económico mas precisa de ser regulado e isso é um acto politico.

Agora que passaram 30 anos sobre o período de desregulação Reagan/Thatcher sabemos que fomos demasiado longe, deixamos os mercados à solta e a comunidade politica democrática precisa de exercer o seu poder politico para promover mais redistribuição e controlo dos excessos do capitalismo não para o destruir mas para o preservar.

Na China de certo modo acontece a mesma coisa . Está a ficar uma das sociedades mais desiguais do mundo porque o Partido Comunista autorizou a emergência desta forma de capitalismo sem freio e aí não é o povo que se levanta e tenta controlar o capitalismo através de um processo democrático e sim o próprio Partido Comunista que tenta representar o povo.

Há 300 anos a Europa era muito desigual e a democracia  emergiu dolorosamente e ao cabo de muita luta politica . Não aconteceu tudo de uma vez. É preciso tempo.

 

Mais liberdade e igualdade de oportunidades

É a única forma de matar os subsídios. (...) "é incongruente planear uma baixa de impostos quando a economia começa a recuperar". Pelo contrário, escrevia, "haveria que, inclusivamente, subir os impostos para aumentar a receita pública, recuperar as ajudas à educação e à saúde e fazer frente às necessidades dos cidadãos". Mas quais são as necessidades dos cidadãos? A tese subjacente nas propostas da esquerda é a que foi sustentada, com grande respaldo na altura, por Evita Perón, quando disse que toda a necessidade é um direito. Mas esta maneira de pensar só produz nações medíocres

(...)É indiferente que o capitalismo, com a globalização do comércio e a inovação tecnológica, haja conseguido aumentar exponencialmente a produtividade, assim como arrancar milhões de pessoas da pobreza, especialmente nos lugares mais povoados como a China, a Índia ou o Brasil

Agora em Cuba - Esses aborrecidos erros e desvios

 

Cuba começa a dar os primeiros passos num caminho que nos é familiar: prepara-se para, de facto se não imediatamente de jure, abandonar o modelo marxista de economia centralizada comandada pelo Estado. Ou seja, para dar um chuto no rabo da distopia comunista. É um rabo cheio de nódoas negras, de tantos pontapés que já levou.
Mais uma vez, uma "experiência" comunista falhou em toda a linha. Os fiéis desta religião - que ainda os há e não são poucos - virão explicar que foram cometidos erros e que houve desvios da pureza do modelo. Erros e desvios que produziram campos de concentração, tortura, prisão e morte de críticos e minorias (como os homossexuais), privilégios obscenos para as elites, supressão da liberdade de expressão, de viagem, de propriedade, de escolhas de vida, pensamento único, polícia política ... E, como se tudo isso não bastasse, uma imensa destruição de riqueza e dos meios para a produzir. Os cidadãos estão na miséria, um médico ganha 15 euros por mês, falta quase tudo nas "lojas" do estado, o racionamento impera, a luta clandestina e desesperada por dólares é a razão maior para um cidadão se levantar da cama e mexer-se. Gerações de cubanos vergados à glória da revolução. Miséria material, miséria moral, miséria humana.
E para nada. Não se fazem omeletas sem partir ovos, dizem os fiéis. Curiosamente, nunca conseguem chegar à omeleta.
Erros e desvios. Coisa pouca, segundo os camaradas. Só precisam de experimentar mais vezes, partir mais ovos, arruinar mais nações, destruir mais vidas, que um dia ainda vão atinar, vão produzir a omeleta perfeita! É científico, percebem?

 

 

 
 

O pior do capitalismo e o pior do comunismo

Na antiga RDA as farmacêuticas do lado de cá, pagavam ao governo comunista do lado de lá, para fazerem experiências de novos fármacos em humanos. É claro que as cobaias eram os menos informados e os mais desprotegidos. É verdade, a existência de cobaias no sistema comunista mostra bem que as pessoas estão muito longe de serem iguais. E mostra que é mais difícil encontrar cobaias no sistema capitalista  porque as pessoas são mais informadas e há um maior escrutínio por parte da sociedade .

Não é claro que as cobaias soubessem ao que iam . O que se sabe é que o governo comunista estava perto da bancarrota e era por sua iniciativa que as farmacêuticas faziam as suas experiências em hospitais do regime. Quer dizer o capitalismo explorava a miséria e o comunismo também. Sem tirar nem pôr.

Sem democracia e sem estado de direito o comunismo e o capitalismo equivalem-se no que têm de pior. Não é possível um povo ser informado e gozar dos direitos mais elementares se for pobre. Se for pobre não terá capacidade para sustentar um estado social por incipiente que seja. Ora a verdade, é que nunca em circunstância alguma o comunismo conseguiu tirar os povos da miséria. E é nessa incapacidade de produzir riqueza que está parte da diferença. A outra parte está no facto de que só se cria riqueza se houver liberdade individual para tomar iniciativa. Veja-se como o Partido Comunista Chinês importou o sistema capitalista para fazer crescer a economia.

 

O pior do socialismo financiado pelo pior do capitalismo

Não há estados interventivos, monopolistas e abafadores da sociedade civil sem Ricardos Salgados. E a inversa também é verdadeira. Para quê sujar as mãos na agricultura e ter que ouvir o barulho dos teares na indústria se posso fazer contratos PPPs, com o Dr. Paulo Campos? Ou se posso ser o accionista de referência nas empresas públicas, o seu principal banqueiro e segurador, consultor e administrador? Só um estado monstro, metido em tudo e controlando tudo é que sustenta grupos económicos extractivos. Extraem para alguns. Para os seus. Família ou amigos. Não há bem comum. Há o bem de um ( João Vieira Pereira - Expresso). O parceiro foi sempre o mesmo. O estado. Ao contrário, precisamos de grupos económicos e instituições políticas inclusivas que difundem o valor criado pelo maior número de indivíduos.

Debaixo do guarda-chuva "interesse público" , PCP, BE e parte do PS ( PSD e CDS noutros refúgios mas à procura do mesmo) andaram de braço dado com Ricardo Salgado em tudo o que era negócio. Nem todos o fizeram pelas más razões mas de boas intenções está o inferno cheio. Fomos, somos e continuaremos a ser o país mais pobre e desigual da Europa se não libertarmos a sociedade civil. A liberdade, a economia de mercado, a transparência e a concorrência, conquistas do 25 de Abril, não chegaram ao estado. Confundimos socialismo com estatismo. Está aí, à luz do dia, tudo o que tem que ser mudado!