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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A paz dos cemitérios - os medicamentos inovadores

Esta notícia sobre os medicamentos inovadores contra o cancro nunca veria a luz do dia se o SNS fosse exclusivamente público. Como os doentes e os seus médicos ainda vão tendo liberdade de escolha, encaminham para os hospitais privados a solução destes esquemas que de outra forma morreriam na paz dos cemitérios.Tal como os doentes.

Bem nos lembramos do doente com hepatite C que entrou pela Assembleia da República e aí de forma pública e desassombrada deu a conhecer à sociedade que o SNS o deixava morrer embora o medicamento salvador já salvasse pessoas.

E a Matilde, a criança de meses com uma doença rara, teve acesso ao medicamento inovador porque os pais deram a conhecer à sociedade que a criança não tinha necessariamente de morrer

Lá do fundo dos gabinetes, das gavetas e dos laboratórios do Estado cego e que manda em tudo, nada sai se a sociedade não estiver atenta e não exigir ser tratada com dignidade.

...colégio de oncologia da Ordem dos Médicos lançou o alerta. Os especialistas acusam o Infarmed de negar o acesso a medicamentos com "efeito comprovado na diminuição ou recidiva" do cancro ou no aumento da probabilidade de sobrevivência...

O estado e os partidos totalitários negam o direito à liberdade de escolha. No meu tempo era proíbido dizer não.

O que seria do SNS sem os privados na saúde

Mais de 400 doentes que foram tratados ao cancro da mama há cinco anos esperam mais de seis meses para fazerem o exame radiológico de monitorização.

O presidente do IPO veio hoje anunciar  o recurso aos privados para rapidamente resolver o problema

"Estamos com seis meses de atraso para as mamografias das mulheres que tiveram o seu diagnóstico há mais de cinco anos. Estamos a tentar organizar as equipas para aumentar essa capacidade. E para resolver de forma mais rápida esse acumulado de atrasos, vamos temporariamente comprar serviços ao exterior e com isso reduzir de forma rápida esse atraso", afirmou Francisco Ramos aos jornalistas.

Preço dos medicamentos inovadores segundo o mérito

Tal como com as pessoas também os medicamentos devem ser pagos segundo os resultados. O medicamento cura, ou dá melhor qualidade de vida ou prolonga a vida então o preço deve ser estabelecido segundo o mérito. Não cura, não melhora a qualidade de vida e não prolonga a vida então o SNS não tem que pagar o medicamento.

De um lado as farmacêuticas que querem ganhar dinheiro do outro o SNS que quer tratar os doentes mas financeiramente sustentável.

Há dezenas de novas moléculas inovadoras para o cancro já aprovadas noutros países da Europa mas não  em Portugal . Claro que grandes países com dezenas de milhões de pessoas têm uma capacidade negocial que o nosso país não tem. Uma hipótese era os países da União Europeia juntarem-se e comprarem em conjunto. Um mercado de quinhentos milhões de pessoas garante às farmacêuticas programas de compras que baixam drasticamente os custos de investigação e produção. Veja-se o preço dos genéricos, o segredo é a produção em massa e a padronização das embalagens.

Recentemente a introdução de uma nova molécula para a Hepatite C mostrou-se eficaz a 97%. Há já milhares de pessoas curadas no nosso país. A negociação entre o Ministério da Saúde e as farmacêuticas assentou numa partilha de risco. Cura, paga-se. Não cura não se paga.

Mas não esquecer que o processo administrativo tem que ser célere e o acesso ao medicamento por parte do doente terapêuticamente optimizado.

Uma mulher coragem

Também, enquanto familiar, já lutei ao lado de uma mulher coragem. Com cancro e sem cabelo. Usava, (nem sempre), um lenço com o que ocultava parte da calvície mas que não evitava os olhares estranhos. Uns de comiseração outros de curiosidade. Quem já passou por isto sabe que no meio de tanta dor não há lugar para a vaidade . E no caso de Laura Ferreira não há lugar para a caça aos votos.

Para certa gente ( de esquerda e de direita) há lugar ao vale tudo na luta política. Desde logo porque os que pensam da mesma forma são "bonzinhos", andam preocupados com as pessoas, ao contrário de quem pensa de maneira diferente que tem como razão de vida roubar os pobres.

Frequentemente cai-lhes a máscara, como foi agora o caso de gente de "esquerda" acerca da mulher do primeiro ministro. Caçar votos, dizem, entre dois whiskies e um arroto de estupidez e de cegueira ideológica. Em 74/75 a voz rouca do Marechal Costa Gomes levava os revolucionários a dizer :  "cancro cumpre a tua missão". Como se vê não é de agora.

"“Parece um gesto muito simples, mas é corajoso e pode ajudar muita gente. Pode levar outros a pensar que qualquer pessoa pode ter cancro e pode continuar a ter uma vida.”

laura ferreira.jpg

 

 

Homeopatia é só ciência diluída ?

Esta carta aberta do Prof Paulo Varela Gomes ao seu colega Prof Carlos Fiolhais dá que pensar. Fala do que sabe mais do que ninguém. Um cancro que a medicina tradicional considerou letal e que lhe prognosticou seis meses de vida. Foi há dois anos e meio, está feliz e trabalha todos os dias. O segredo é a Homeopatia.

Tenho um amigo médico que é Homeopata. Está ligado a uma Associação Científica Internacional que produz os seus próprios medicamentos homeopatas e tem ligação com hospitais para onde envia os seus doentes quando a cirurgia e os exames complementares são inevitáveis. Perde doentes como todos os outros médicos mas tem casos extraordinários. Desde logo porque são doentes a quem a medicina tradicional já aplicou todo o seu arsenal terapêutico sem êxito. Isto é, trata os casos desesperados, em que mais um dia de vida é uma vitória e a morte muito mais provável do que a vida.

Tenho um amigo de infância que, levianamente, não quis ser operado há dez anos atrás quando o seu cancro da próstata era operável e curável como são hoje . Depois das quimioterapias e das radiologias de intervenção, usou os medicamentos inovadores e caríssimos que no princípio do tratamento lhe concederam umas tréguas temporárias.

Agora anda na homeoterapia, com altos e baixos, e continua a trabalhar . É verdade que é uma força da natureza e sempre que lhe pergunto como vai, diz-me que "vai melhor". Um amigo comum, médico, nem quer ouvir falar nisto quando lhe conto a situação do Manuel.

Não sei mais do que isto mas a verdade é que há cada vez mais médicos e cientistas a utilizarem os princípios da homeoterapia e a aceitá-los. E lembro-me sempre da minha avó que dividia uma sardinha por cinco e nenhum de nós "caiu tuberculoso" nem foi apanhado pela "espanhola".

 

 

 

A falta de alternativa ao SNS é amiga do cancro

Da capacidade instalada nos blocos operatórios nos hospitais do SNS apenas 40% é utilizada. Daqui podemos inferir qual será o nível de utilização dos equipamentos que, tal como os blocos operatórios , exigem equipas multidisciplinares. Esta é uma abordagem micro mas se abordarmos o problema pela visão macro, isto é , a nível regional ou nacional, a questão é ainda mais gritante.

Já contei que a mãe de um amigo meu procurou saber onde podia ser operada às varizes. Em Lisboa, demorava seis meses. Nos hospitais do centro do país umas semanas. No norte do país uns dias. Ora, isto indica, claramente, que não há uma visão de conjunto que permita a utilização óptima das instalações e equipamentos instalados.

Este caso, que agora veio a público, não indicia falta de dinheiro, como alguns pretendem. Na verdade, qualquer organização hospitalar com visão estratégica, nunca deixaria que um doente oncológico esperasse dois anos para fazer um exame. Melhor do que ninguém, a direcção do hospital sabe que esse prazo ultrapassa em muito o prazo terapêutico comummente aceite. Estamos perante um dos muitos casos em que o doente, não tendo alternativa, fica à mercê da falta de organização, ou do demérito do hospital que lhe caiu na rifa.

O direito à escolha por parte dos cidadãos é fundamental para que estes crimes, mesmo que não intencionados, terminem. Não só na Saúde, mas também na Educação e nos outros serviços públicos.

Mais um investigador português a brilhar

Detecção precoce do cancro.  Para Tiago Rodrigues, “se se comprovar que a técnica é segura e eficaz em pacientes oncológicos, esta pode tornar-se uma ferramenta crucial para detectar mais cedo, não só a doença, mas também a resposta ao tratamento, poupando o doente e oferecendo assim, numa fase precoce, a possibilidade de mudança de estratégia terapêutica e diminuição da carga psicológica e física dos doentes expostos a este tipo de tratamentos (quimioterapia)”.

“Também no plano económico”, prosseguiu, “esta técnica poderá oferecer benefícios, pela redução de custos em tratamentos ineficazes”.

Trabalhar em rede na ciência dá resultados extraordinários

Vários grupos de cientistas em países diferentes trabalham em rede potenciando a descoberta de novas técnicas para combater o cancro. Nos últimos cinquenta anos a ciência progrediu mais do que nos últimos quinhentos anos. É este sistema social-económico e político que dá margem para que cada vez mais cientistas reúnam as condições para investigar.

No outro dia um amigo meu médico que estudou nos Estados Unidos e em Cuba dizia-me que um país pobre não pode ter nem uma saúde pública boa nem uma investigação cientifica capaz. A nossa sociedade também na ciência vai na frente.

PS : antecipando aos comentários é, claro, que Cuba pode ter e tem, bolsas de excelência. Mas não um SNS de qualidade.

Este crime não aconteceria com a liberdade de escolha do hospital

Este homem queixa-se e com razão. Mas a verdade é que há capacidade instalada hospitalar para que estes casos não aconteçam. Há bem pouco tempo no Hospital do Desterro fazia-se rastreio ao cancro da próstata a quem lá aparecesse. Fui lá com o meu irmão. Uma semana depois o meu irmão estava a ser operado a um cancro da próstata.

A mãe de um amigo meu precisa de ser operada às varizes. Em Lisboa tem que esperar seis meses, no centro do país umas semanas e no norte uns dias. Esta informação foi-lhe dada pelo próprio hospital que demorou mais tempo a dar a informação que a mãe do meu amigo a fazer a operação. Na sociedade da informação, da internet, como é isto possível? Será difícil que os hospitais forneçam uns aos outros as respectivas disponibilidades e necessidades?

Como é que este homem esteve à espera dois anos para ser operado a um cancro? Sabendo nós que só 40% da capacidade instalada dos blocos operatórios a nível nacional é que é utilizada ?

Esqueceram-se do homem? E se este homem tivesse a liberdade de escolher o hospital teria acontecido este crime?  Ah, sim, poderia ter escolhido um hospital privado ...

Campanha televisa a favor do sexo oral

Michael Douglas tem sido alvo de uma campanha da classe médica por ter anunciado que o seu cancro da garganta se devia à pratica de sexo oral.

Os médicos dizem que o " vírus do papiloma humano" não é causador de cancro na garganta dos homens. Moveram-se vontades e muito dinheiro - deve estar aí a aparecer um remédio milagroso que evita a doença - mas o que não se esperava é que uma cadeia de televisão levasse a campanha tão longe.

Um vídeo porno transmitido no telejornal na prática de sexo oral.