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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Fora da Europa seríamos muito mais pobres e menos livres

Basta olhar para o que está a acontecer com o Brexit, um gigante como a British Steel está a despedir 25 000 trabalhadores. A razão é a incerteza que rodeia a saída do Reino Unido da UE..

Portugal seria um país muito mais pobre se não pertencesse à União Europeia. Vou ser insistente: Portugal seria um país muito menos livre se não pertencesse à União Europeia. E vou repetir porque, por estes dias, não há um único candidato a eurodeputado pelos grandes partidos que queira ou saiba defender as vantagens do projeto europeu para o nosso país. Cá vai: fora da UE, tristemente entregues a nós próprios, seríamos muito mais pobres e seríamos muito menos livres.

Nenhum país " por maior que seja " pode viver melhor fora da UE

É a vacina do "Brexit". Após três anos de negociações o Reino Unido ainda não conseguiu saber o que quer com a saída da UE .

“Muitos daqueles que venderam o ‘Brexit’ como uma forma de a Inglaterra recuperar uma dimensão global sentem-se hoje frustrados ao verificar que, ao fim de quase três anos de discussão, foi mais fácil aos 27 Estados membros construir uma posição negocial comum do que encontrar unidade dentro do próprio Reino Unido para negociar com a União Europeia” .

Ora aqui está o que faz toda a diferença .

Brexit - segundo referendo ganha força

As opções são todas más. Com um mau acordo, sem acordo ou daqui a dois anos. O referendo como a opção mais consistente ganha força.

Ian Blackford, líder parlamentar do Partido Nacionalista Escocês (SNP), exigiu que Corbyn esclareça se o segundo referendo que apoia vai ou não conter a opção do Remain. "A Escócia não votou pelo Brexit e não devemos ser arrastados para fora da UE contra a nossa vontade. Permanecer [na UE] é de longe o melhor acordo de todos - e a única maneira de proteger empregos e os níveis de vida".

Em declarações à ITVNews, Emily Thornberry, deputada do Labour e próxima de Corbyn, declarou que deve haver um segundo referendo e que esse deve pôr frente-a-frente a opção de permanecer na UE e o acordo conseguido por May nas negociações com a UE27. Thornberry disse que faria campanha pelo Remain e que Corbyn também. Algo que ainda estaria para se ver.

O processo do Brexit mostra como é importante a União Europeia

Se não estivessem em jogo decisões de grande importância para o Reino Unido a saída da União Europeia não levantaria os enormes problemas que está a levantar. Contrariamente ao que os Brexiteres deram a entender sair da UE não é fácil, é difícil .

As intenções dos brexiters eram tão irrealistas como as do Tsipras inicial: queriam o bolo e comer o bolo ao mesmo tempo; queriam estar na UE sem os deveres da UE. Tal como a esquerda Tsipras, a direita Boris Johnson mentiu aos seus concidadãos em relação aos efeitos da saída da UE. Mentiu ou era (é) radicalmente ignorante ou inconsciente em relação à realidade. Acha que a glória oitocentista (que julga ter à sua frente) compensará a imensa miséria criada pelo Brexit, ainda para mais num contexto de fragilidade europeia perante os gigantes asiáticos. O resultado final desta negação da realidade é o acordo de May: procura o impossível, manter as ligações legais e económicas com as regras da UE sem a presença de Londres nos fóruns que decidem essas regras – o absurdo final de um processo absurdo e irracional desde o início. A irracionalidade é a marca da democracia direta. Já têm saudades do “défice democrático”?

Os três pilares ingleses do Brexit

A liberdade de circulação de pessoas deixa de atender à sua origem e passa a atender ao mérito e às capacidades de cada um. Os europeus deixam de ter primazia na entrada no Reino Unido sobre os informáticos indianos por exemplo. Segundo as necessidades da economia do país é agora a regra.

O Reino Unido deixa de contribuir para o orçamento da UE, controlando o seu dinheiro e os enormes montantes que todos os anos envia para Bruxelas.

A Justiça do Reino Unido passa a obedecer às leis do país e não às leis escritas e aprovadas em Bruxelas. O Tribunal Europeu de Justiça não tem mais poder no país.

Este é o resumo de Tereza May que não foi tão clara no que se refere às perdas

Luís Moreira partilhou uma publicação.
6 h
 

A União Europeia é o sonho que comanda os povos da Europa

Londres está em negação sobre a pobreza que se vai agravar com o Brexit

O Reino (des)Unido vai perder muito dinheiro dos subsídios europeus e com isso agravar a pobreza

"Está claro que as consequências do 'Brexit' sobre as pessoas que vivem em situação de pobreza é uma consideração secundária", referiu Philip Alston, explicando que o Reino Unido vai perder muito dinheiro de fundos europeus que podiam beneficiar as áreas mais carenciadas.

É assim que estão os que querem sair da União Europeia

O Reino desUnido com o Brexit

Não está fácil . Um dos repórteres de política da BBC acabou de escrever no Twitter que um conservador lhe disse que, se o acordo não passar no Parlamento, ele e outros membros do partido estão preparados para fazer campanha por um segundo referendo - e para defender a permanência do Reino Unido na Europa.

Já vão seis governantes que pediram a demissão por desacordo com o acordo de saída do Reino Unido da União Europeia. A Irlanda e a Escócia votaram pelo "remain" na UE é difícil sair da UE contra a vontade do seu próprio povo.

A Primeira Ministra Escocesa já anunciou que se a Inglaterra sair proporá um referendo sobre a independência do país.

Temos um Reino (des)Unido. Conseguiram.

Não há nenhuma hipótese da Itália sair do Euro ou da União Europeia

Nem pensar e quem o diz é o primeiro ministro italiano. A UE é uma obra em construção permanente e o caminho faz-se caminhando à falta de antecedentes. O Brexit que hoje em dias leva multidões a manifestar-se na rua é uma lição.

Leiam bem os meus lábios: para Itália, não há nenhuma hipótese de Italexit, de saída da Europa ou da zona euro”, disse Conte, em inglês, num encontro com a imprensa estrangeira em Roma.

A mesma mensagem foi dita no sábado pelos dois vice-primeiros-ministros populistas, Matteo Salvini, líder da Liga (extrema-direita, e Luigi Di Maio, líder do Movimento 5 Estrelas (antissistema).

"Não há qualquer vontade de sair da União Europeia ou da moeda única. Estamos bem na UE", disse Salvini, antes de ceder a palavra a Di Maio, que assinalou que, "enquanto o governo durar, não haverá intenção de sair da UE ou da zona euro".

Após o Brexit imigração baseada nas competências dos trabalhadores

No Reino Unido, após o brexit, a imigração vai basear-se nas competências dos trabalhadores e não na sua origem.

"Pela primeira vez em décadas vai ser este país a controlar e a escolher quem queremos que venha. Durante demasiado tempo as pessoas sentiram-se ignoradas no que toca à imigração e os políticos não levaram as suas preocupações de forma suficientemente séria", escreveu Theresa May num comunicado.

"Quando sairmos [da UE] vamos instaurar um sistema de imigração que vai pôr fim, de uma vez por todas, à livre circulação", anunciou. "Vai ser um sistema baseado nas competências dos trabalhadores e não na suas origens. Este novo sistema vai contribuir para a redução da imigração de pessoas pouco qualificadas. Vai colocar o Reino Unido na via de uma imigração restrita a níveis viáveis, como foi prometido", concluiu

O Reino Unido quer baixar para 100 000 pessoas por ano a entrar no país. No ano passado entraram mais de 200 000.

Isto sempre foi fatal como o destino e podem-lhe chamar imigração " by demand" que vai ser mesmo como tem que ser. E este sistema de imigração vai ser plautinamente implementado em toda a Europa.

Livre circulação sim mas para os que vivem para cá das fronteiras europeias e que tenham trabalho.

Novo referendo sobre o Brêxit é admitido pelos trabalhistas ingleses

Face às dificuldades em se chegar a um acordo razoável para o Reino Unido e para a União Europeia há cada vez mais políticos a avançarem com a possibilidade de um novo referendo. Amanhã na reunião do Partido Trabalhista esta questão vai ser colocada aos congressistas.

Um segundo referendo é o cenário preferido pela maioria dos trabalhistas britânicos — segundo uma sondagem recente, mais de 75% dos trabalhistas querem esse segundo referendo.

Corbyn explicou que, na sua opinião, seria preferível pedir eleições antecipadas, mas se a decisão dos congressistas for no sentido de pedir um segundo referendo, esse será o cenário pelo qual o líder trabalhista irá lutar nos próximos tempos.

O que as negociações sobre o Brêxit têm mostrado é que o Reino Unido enfrenta problemas sérios se sair da União Europeia com a Irlanda do Norte e a Escócia maioritariamente a quererem o " remain".