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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O Brexit é uma tremenda dor de cabeça

Se o bicho mexe mata, se o bicho pára come, não há forma de os ingleses se entenderem.

Antes do referendo o Reino Unido crescia significativamente mais que a EU e agora é o contrário, sem previsões de inversão.

Alguns fabricantes de automóveis, o último dos quais a BMW, já anunciaram que não iriam investir mais no Reino Unido se não garantirem a permanência no mercado único, podendo afetar mais de 140 mil empregos diretos do sector. Da mesma forma, a Airbus já anunciou que não irá aumentar a sua base de fornecedores no Reino Unido se nenhum acordo com a UE for atingido, representando mais de 100 mil empregos.

Estimativas do FMI indicam que o PIB do Reino Unido em 2030 será 12% inferior, se continuarem a crescer menos que a UE até lá, enquanto o Centro para a Reforma Europeia estima que a economia britânica é já 2,1% mais pequena devido ao referendo do Brexit.

100 000 mil pessoas marcham em Londres contra o Brexit

À medida que os ingleses se apercebem do custo da saída do país da União Europeia crescem as manifestações a exigirem segundo referendo..

As conversações entre o país e a UE pouco têm avançado dada a dificuldade dos dossiers . A primeira dificuldade é que já todos perceberam que ninguém ganha nada com o Brexit e isso é difícil de explicar aos cidadãos . E a segunda dificuldade é que não é possível ter sol na eira e chuva no nabal.

Acresce que são as gerações mais novas as que vão viver sob uma situação que não votaram . Os mais velhos deixam uma situação que não vão viver . Talvez isto faça entender as dificuldades das conversações.

É uma boa lição para os eurocépticos.

O RU não pode ficar melhor fora do que dentro da UE

O Brexit está a dar água pelas barbas aos britanicos :

Na conferência de imprensa desta quarta-feira Tusk usou uma frase feliz de um spin doctor do Conselho: “O RU não pode querer ter junto da UE os direitos da Noruega e as obrigações do Canadá”. Esta é, para a UE, a base da negociação: não pode haver fora da UE um estatuto mais favorável sob pena de outros Estados se dirigirem para a porta de saída.

O Reino Unido quer sair da UE ficando dentro

Como se previa as negociações do Brexit são dificeis porque o Reino Unido quer sair com o lombo deixando ficar os ossos. Ora se há coisa que não pode acontecer é o Reino Unido ficar em melhor situação que os membros da UE que têm direitos mas também deveres. 

Assim, na visão de May, a futura relação não se pode resumir a uma simples parceira comercial ou acordo de cooperação. Apesar de querer sair do mercado único, a líder britânica manifestou a vontade do Reino Unido em permanecer nalgumas agências europeias, como a do Medicamento. E frisou ainda que depois do brexit o Tribunal Europeu de Justiça deixará de ter jurisdição no Reino Unido.

Ora ontem foi a vez de o presidente do Conselho Europeu revelar a sua proposta, que rejeita muito do que queria Theresa May. Na carta que enviou aos chefes do Estado e do governo da UE, com vista à cimeira dos dias 22 e 23, Donald Tusk estabeleceu as linhas de orientação para as negociações. Estas propõem, nomeadamente, um acordo de livre comércio "como a única solução para a saída do Reino Unido".

Merkel e Macron querem pôr os cidadãos a refundar a União Europeia

Alemanha e França avançam para uma maior integração europeia, mais forte e mais democrática. O Brêxit foi o sinal que o caminho é mais Europa e o coração da Europa ouviu.

"Desejamos uma Europa mais unida, mais eficaz, mais protectora e mais democrática, que se afirme no mundo e que defenda os seus valores"

No Reino Unido são cada vez mais as vozes que duvidam do Brexit e um segundo referendo é cada vez mais provável. Se não pode se pode mudar de opinião então não estamos numa democracia.

Como "amigos no coração da Europa e no âmbito do espírito europeu", Merkel acrescentou que, Berlim e Paris irão fechar este ano um novo Tratado do Eliseu, com novos objectivos e formas de cooperação para aproximar os dois países.

"Fazemos isso para unir ainda mais os cidadãos dos nossos países e para dar um novo impulso a toda a Europa unida, para torná-la ainda mais forte", enfatizou o chanceler.

Macron apelou aos jovens de ambos os países para "descobrirem" os vizinhos, serem curiosos e participarem da consulta pública, que será lançada na primavera.

Isto quando, afinal, a Zona Euro tem a economia a crescer, cumpre o Tratado Orçamental e consolida as contas públicas. Bem ao contrário dos que previam o colapso da maior iniciativa política de que há memória.

O Brêxit é uma enorme dor de cabeça para o Reino Unido

A primeira ministra britânica diz que : "“O Reino Unido prepara-se para sair da União Europeia, mas isso não significa que o Reino Unido vai sair da Europa”, disse Theresa May, sobre o acordo de saída do seu país da comunidade europeia, que ainda está longe de concluído. Uma das questões pendentes é a inclusão, ou não, do Reino Unido no mercado único europeu e aos mercados financeiros.

A vez de Emmanuel Macron falar sobre esse tema surgiu quando uma jornalista britânica lhe perguntou se a França queria “punir” os britânicos por quererem sair da União Europeia. “Eu não estou em posição de recompensar ou punir”, disse. “Tenho uma exigência, que é que o mercado único seja preservado. Por agora, a decisão está do lado britânico.” O Presidente francês continua a explicar a sua posição, referindo que “aqui não pode haver um acesso diferenciado aos mercados financeiros” e rematou: “Se querem ter acesso aos mercados, be my guest. Mas isso significa que têm de contribuir para o orçamento [europeu] e aceitar a legislação europeia. É isso que acontece com a Noruega”.

O Reino Unido não pode querer sol na eira e chuva no nabal .

Mas um segundo referendo sobre o Brêxit porquê ?

Porque fosse qual fosse o resultado acabaria com as dúvidas por muitos anos. É o próprio Nigel Farage, principal defensor do Brexit que o afirma.

Tony Blair, ex-primeiro ministro inglês também propõe novo referendo porque acha que na altura do primeiro a população não tinha toda a informação.

É, claro, que a informação a que se referem é a que sai das reuniões difíceis entre a UE e o Reino Unido, que vão mostrando as enormes dificuldades de concretização, os prejuízos para as partes e os problemas que se estão a levantar na Escócia e na Irlanda .

Estão a chegar à conclusão que perdem todos com o Brêxit

O referendo sobre o Brexit realizou-se em Junho de 2016, tendo o "sim" vencido por 51,9% dos votos. Desde então têm sido realizadas várias sondagens, e os resultados não são conclusivos. Mas Farage não é o primeiro a falar sobre uma segunda sondagem. Nem ficou sozinho nessa análise, com responsáveis de Partido Trabalhista a defenderem a realização de um segundo referendo, como o caso de Andrew Adonis."Nigel Farage quer um referendo sobre o acordo da sra May. Concordo. Venha ele!", afirmou também através da sua conta do Twitter.

O Brexit já é uma lição

Um grupo alargado de eurodeputados britânicos escreveram uma carta à primeira ministra do seu país propondo uma segunda hipótese do povo se pronunciar quanto à saída do Reino Unido da União Europeia.

O país ficará mais pobre fora da Europa. Este é o principal argumento. Na verdade percebe-se mal que um país sozinho tenha vantagens relativamente à possibilidade de pertencer a um grupo de países que juntos representam um poderoso mercado de 600 milhões de pessoas . Na economia, no emprego, na investigação... 

  “A melhor forma de assegurar a prosperidade britânica será a de permanecer chegado à Europa, dentro do mercado único e da união aduaneira e assegurar um acordo que mantenha os britânicos dentro da sala,” assinalam os deputados que são apoiantes do movimento Open Britain (Reino Unido aberto).

Por cá há uns anões que querem sair da UE sem apresentar qualquer alternativa a não ser ficar sozinhos ou juntarmo-nos a alguns países especialmente conhecidos pela sua pobreza e graves falhas democráticas .

Mas a ambição de António Costa levou-os para o governo e é com 14% dos votos ( somados) que governam o país.

Talvez o Reino Unido tenha ainda uma última lição a dar aos pobretes mas alegretes tugas...

Um bom acordo Brexit pode ser a solução para a Turquia e Ucrânia

União Europeia não pode continuar a alargar-se sem que primeiro consolide o que já tem. Há muitas nações saídas da ex-URSS que anseiam entrar na UE. A sua dimensão não é factor impeditivo mas no que à Turquia e à Ucrânia diz respeito a coisa muda de figura.

A Turquia com os seus 80 milhões de habitantes no seio da UE passaria a ser o segundo país com mais deputados em Bruxelas logo após a Alemanha. A Turquia da Democracia frágil, dos golpes militares , da sociedade islâmica, do Presidente pode tudo.

A Ucrânia é também um enorme país com problemas políticos, sociais e económicos que pesam e com uma relação próxima embora beligerante com a Rússia

Uma hipótese para a UE responder a estes desafios, já que a sua integração levanta inúmeros problemas, é aplicar-lhe os acordos que resultarem do Brexit. Não pertencer à UE mas ter uma ligação estreita que permita soluções intermédias enquanto o tempo vai limando os pontos mais agrestes e permitir maior aproximação.

A União Europeia é uma força centrípeta que arrasta os países europeus e os da região mais próxima com as suas capacidades e horizontes alargados. Fechar a porta não é solução mas abri-la de par em par também não, pelo menos em casos muito bem determinados. . Mantê-la entreaberta é mais seguro e mais sensato.

Os países não se deslocam nem vão na cantiga de sereia dos que querem destruir a UE em nome de uma ideologia que não oferece alternativa.

Até o Brexit que começou por ser um problema pode ser uma oportunidade .

O Brêxit abre caminho a um partido pró- União Europeia

Ao contrário do que acontece em Portugal o Brêxit, junta os conservadores ingleses pró-UE e os trabalhistas ingleses pró-UE já que nenhuma deferença essencial os separa quanto à Europa. E a formação de um novo partido pró-UE começa a tomar forma.

Por cá, bem ao contrário, os interesses partidários resultaram na geringonça. Dois partidos anti-UE foram chamados a apoiar a governação que é pró-UE. É, claro, que mais tarde ou mais cedo o cenário Luso bateria de frente no paradoxo incontornável da maioria assim constituída.

Uma vez que nenhuma questão fundamental separa os conservadores pró-UE e os trabalhistas pró-UE, já começou a delinear-se uma cooperação prática entre ambos os partidos. Mas para que qualquer aliança parlamentar deste tipo tenha legitimidade democrática, deverá apresentar-se não apenas como uma coligação de parlamentares com a mesma opinião mas sim como um novo partido político, com um programa que confronte de forma realista os desafios das mudanças tecnológicas e da globalização.

É esta legitimação democrática que António Costa não tem mas que lhe está, a ele e a nós, a custar muito caro. Como teriam votado os portugueses se o PS tivesse anunciado na campanha eleitoral que se juntaria aos partidos comunistas anti-UE ? E esta é a principal razão de o actual governo não realizar uma só reforma estrutural que faria se governasse sozinho.

Na mais velha Democracia do mundo estas golpadas não têm lugar.