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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Os ingleses vão abrir o seu mercado ao frango americano lavado com cloro

Nos USA a lei é muito mais permissiva no que diz respeito aos químicos usados nos produtos alimentares. Como hormonas, medicamentos e outros químicos.

Se a UE não for firme nas negociações parte desses alimentos serão consumidos no mercado Europeu. Pior qualidade mas de preço mais baixo. Um bom exemplo são os frangos que na UE são lavados com água corrente mas que nos USA são lavados com cloro.

Claro que os USA não aceitam o argumento da saúde para eles trata-se apenas de uma desculpa .

Há 40 anos trabalhei numa empresa de rações e produção de carne e nessa altura já se dizia " terramicina ou terra para cima" . E aplicavam-se umas injecções de hormonas para o animal comer mais e pesar mais no matadouro. Até que puseram  as vacas a comer rações com carne de vaca incorporada. O resultado foram "as vacas loucas".

Este é apenas um exemplo de como a "submissão" a Bruxelas é bem mais razoável do que a "submissão" a Washington. Quem nos quer vender aquela do "control back" já deve ter comido coisas piores...

Eu remediadinho vou continuar a comer " pita pica no chão". Ora bem.

O Reino Unido perdeu o maior mercado que é também o mais próximo

O Brexit fez perder 436 mil milhões em negócios com a UE . Resta ao Reino Unido compensar tão grande perda e chegar a acordo com a UE ou negociar com países distantes.

O volume de comércio não é a única razão para o Reino Unido priorizar um acordo com a UE. Segundo a teoria da gravidade comercial, o nível de comércio entre dois países é proporcional ao seu tamanho e proximidade. É logisticamente mais fácil comprar e vender aos seus vizinhos - um ponto que, no fim de contas, não convenceu os eleitores britânicos sobre os méritos de permanecer no bloco.

Para o governo do Reino Unido, forjar acordos com os EUA, Japão, Austrália e Nova Zelândia é um objetivo fundamental. A ideia é que os laços históricos do governo britânico com esses países facilitem acordos, mas, considerando o volume de comércio bilateral, Nova Zelândia e Austrália ficariam muito atrás da China e da Índia.

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A primeira medida pós Brexit : imigrantes à lupa

Uma tabela de pontos. Fala inglês, tem carta de chamada por empresa inglesa, tem um dos cursos de que o país mais necessita...e assim por adiante. Entram apenas os que o país necessita para preencher necessidades da economia. Os anti- União Europeia já podem saborear a primeira vitória.

Não é que o Reino Unido neste particular não tenha razão mas, a Lei é em tudo contrária ao que é exigido à UE. Livre entrada, livre circulação.

Claro que o povo só irá perceber à medida que as dificuldades se apresentarem. Por exemplo, é o Reino Unido mais livre dependendo dos Estados Unidos do que depender de Bruxelas ? Palavra ? Pode o RU ser um play importante na arena mundial sozinho ?

E que dizer dos jovens que votaram maioritariamente no "remain" ? Quando a geração mais velha que votou "leave" desaparecer e os mais jovens então mais velhos, manterem a opinião, irão exigir uma mudança para o país  voltar à UE ?

E os movimentos de independência da Escócia e da Irlanda que querem permanecer na UE vão intensificar a exigência ?

Esta lei sobre a imigração diz muito do que vai ser o Reino Unido em matérias tão importantes como a imigração, a livre circulação e o acesso ao mercado de bens e serviços.

Pode constituir uma grande ajuda para a coesão da União Europeia.

O que os jovens ingleses vão querer recuperar

Vão de carro desde a Grécia até à Suécia, desde Portugal à Hungria. Não levem o passaporte. Que rico e vibrante molho de civilizações — na comida, nas maneiras, na arquitetura, na linguagem. Cada estado-nação profundo é orgulhosamente diferente dos seus vizinhos. Nenhum sinal de estar sujeito à bota de Bruxelas. Nada daquela sensação de uniformidade comercial sombria que há nos EUA continentais. Pensem em tudo o que aprenderam sobre o estado ruinoso e desesperado da Europa em 1945, e contemplem um estupendo feito económico, político e cultural: paz, fronteiras abertas, relativa prosperidade, e o encorajamento dos direitos individuais, da tolerância e da liberdade de expressão. Até ontem, isto era onde os nossos filhos adultos iam à vontade para viver e trabalhar.

Brexit : o Reino Unido vai voltar

A geração jovem no RU votou a favor da permanência na UE. Vai voltar .

"A minha mãe era alemã. O meu pai era britânico. Eram crianças durante a guerra, conheceram-se em Malta e casaram. É este o sonho europeu. De paz e segurança na Europa e as famílias a unir-se. O meu filho tem 18 anos e ele sempre foi europeu. Então, estamos absolutamente arrasados", confessou numa conversa com o DN, em Bruxelas.

Mas a antiga eurodeputada trabalhista eleita no País de Gales faz também uma análise racional sobre o significado do Brexit. "Para o País de Gales, estamos a sair da maior zona de livre comércio do mundo. Não faz sentido economicamente", afirma, lembrando que "o País de Gales é um beneficiário líquido da UE", e por isso, "não faz sentido" saírem, pois vão "perder muito".

"No País de Gales, na Escócia e na Irlanda do Norte, existem movimentos separatistas", diz ela, que vem de uma região do país em que esses movimentos existem, mas "não tanto como em outras partes do Reino Unido, especialmente na Escócia".

Outra das consequências do Brexit é o crescente número de associações locais de matriz pró-europeia. E, a partir deste sábado, "dia 1 de fevereiro, vão transformar-se em grupos a favor da readesão e poderão progredir, confiantes como grupo para readmissão [na União Europeia], principalmente para a geração mais jovem".

 

A Escócia não sai da União Europeia contra sua vontade

Esgotada uma etapa segue-se outra ainda mais dificil . A Escócia quer ser independente e a saída do RU da UE é um bom pretexto para avançar para um referendo.

No final da votação, o primeiro-ministro Boris Johnson não reagiu aos resultados. Quem não perdeu um minuto para reagir foram os nacionalistas escoceses do SNP, a terceira maior força no Parlamento, com 48 lugares. "É um momento histórico para todos nós. Ao longo de três anos e meio, o governo do SNP tentou chegar a um acordo, procurou garantir que permanecêssemos na UE, o que os escoceses votaram. Não aceitamos, sob circunstância alguma, que o povo da Escócia seja retirado da UE contra a sua vontade", disse o líder parlamentar, Ian Blackford, antes de lembrar que na véspera o Parlamento escocês havia votado "esmagadoramente contra" a saída da União Europeia.

"É uma crise constitucional. Não aceitamos o que nos fizeram e digo isto ao primeiro-ministro: respeitem a democracia, respeitem o voto", disse Blackford .

É o que se chama ir à lã e sair tosquiado.

A Escócia quer a independência do Reino Unido e manter-se na UE

O Brexit acordou o demónio e três anos depois o Reino Unido vê-se abraços com uma situação política muito grave.

O Banco de Inglaterra já veio confirmar as negras previsões se houver uma saída desordenada

Desde a votação do Brexit, em 2016, a questão da independência da Escócia voltou a colocar-se. Apesar de 52% dos eleitores do Reino Unido, no seu conjunto, terem votado no ‘leave’ (para sair da UE) e 48% no ‘remain’, a Escócia votou maioritariamente pela permanência (62% contra 38%).

Os políticos que se batem por um novo referendo destacam o voto esmagador dos escoceses para o Reino Unido permanecer na UE.

Três anos depois coloca-se a possibilidade de novo referendo agora apoiado por uma maioria que deseja a permanência .Segundo uma sondagem realizada após a visita do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, à Escócia – onde foi vaiado –, 52% dos eleitores são favoráveis à independência e 48% estão contra.

Pode-se enganar quase todos durante algum tempo  mas não durante o tempo todo.

 

Brexit é igual a "choque instantâneo" diz Banco de Inglaterra

Já lá vão três anos e o Brexit não ata nem desata. E a razão é bem simples. O "choque da saída sem acordo" será instântaneo e "O responsável pela política monetária justificou à BBC Radio 4 que “as implicações económicas de uma saída sem acordo são que as regras do jogo para exportar para a Europa ou importar da Europa vão mudar completamente e algumas indústrias muito grandes neste país, que são altamente lucrativas, vão deixar de ser lucrativas“.

O Banco de Inglaterra estima que um Brexit sem acordo levará a uma desvalorização da libra, um aumento da inflação e uma desaceleração da economia britânica.

É só por isto não é por mais nada.

 

A indústria automóvel britânica pode ser devastada pelo Brêxit

Há mesmo duas marcas que já fecharam ou reduziram as fábricas no RU e procuram novos locais na europa.

A indústria automóvel é uma das que mais está a sofrer com o Brexit. No ano passado, o setor perdeu dois nomes, como a Honda que anunciou o fecho da fábrica de Swindon, já em 2021, e a Ford, que anunciou um corte drástico no tamanho da fábrica em Bridgen.

Ainda que os dois fabricantes não tenham confirmado que a saída se deve ao Brexit, o investimento no setor está a sofrer grandes quebras e os fabricantes já estão à procura de outros destinos na Europa para se fixarem.

“O fim da inexistência de fronteiras pode provocar grandes dificuldades para a indústria, que é baseada no modelo ‘just-in-time'”, segundo o relatório dos analistas. “O atraso no transporte de partes automóveis para a cadeia de produção mede-se em minutos, e cada minuto de atraso pode custar 50 mil libras (65 milhões de euros) em valor agregado bruto, ou mesmo 70 milhões de libras por dia, imaginando o pior cenário”, sublinham.

Há 3 anos que o Brexit ruma em direcção ao Remain

O Reino Unido tem mostrado como sair da União Europeia é uma decisão perigosa e difícil de por em prática. Há três anos que o Brexit se prepara para entrar "em coma" e ficar a marinhar até encontrar condições para o RU se manter na UE.

O mercado de 500 milhões de consumidores vizinho não é substituível por mercados a milhares de quilómetros de distância. As empresas há muito que sabem isso e a população jovem também só os grisalhos e os políticos ( embora sabendo) têm dificuldade em recuar.

O argumento é forte, trata-se de cumprir o resultado do referendo o que na mais antiga democracia do mundo conta muito. Mas virá o dia em que as condições para reverter o "coma" levarão a novo referendo. 

Mesmo com os seus 80 milhões de pessoas o RU é um mercado pequeno entre os gigantes como a China (1,4 mil milhões) Índia ( 1 bilião), UE (500 milhões), USA ( 200 milhões), Mercosul ( 400 milhões).

Estamos perante uma enorme lição para todos os europeus e para todos os povos que mais tarde ou mais cedo enfrentarão o mesmo problema. Unirem-se com os vizinhos regionais.

E não é só na economia. No ambiente, na defesa, na saúde, só grandes espaços criarão condições para o combate ser frutuoso.

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