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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A Escócia quer a independência do Reino Unido e manter-se na UE

O Brexit acordou o demónio e três anos depois o Reino Unido vê-se abraços com uma situação política muito grave.

O Banco de Inglaterra já veio confirmar as negras previsões se houver uma saída desordenada

Desde a votação do Brexit, em 2016, a questão da independência da Escócia voltou a colocar-se. Apesar de 52% dos eleitores do Reino Unido, no seu conjunto, terem votado no ‘leave’ (para sair da UE) e 48% no ‘remain’, a Escócia votou maioritariamente pela permanência (62% contra 38%).

Os políticos que se batem por um novo referendo destacam o voto esmagador dos escoceses para o Reino Unido permanecer na UE.

Três anos depois coloca-se a possibilidade de novo referendo agora apoiado por uma maioria que deseja a permanência .Segundo uma sondagem realizada após a visita do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, à Escócia – onde foi vaiado –, 52% dos eleitores são favoráveis à independência e 48% estão contra.

Pode-se enganar quase todos durante algum tempo  mas não durante o tempo todo.

 

Brexit é igual a "choque instantâneo" diz Banco de Inglaterra

Já lá vão três anos e o Brexit não ata nem desata. E a razão é bem simples. O "choque da saída sem acordo" será instântaneo e "O responsável pela política monetária justificou à BBC Radio 4 que “as implicações económicas de uma saída sem acordo são que as regras do jogo para exportar para a Europa ou importar da Europa vão mudar completamente e algumas indústrias muito grandes neste país, que são altamente lucrativas, vão deixar de ser lucrativas“.

O Banco de Inglaterra estima que um Brexit sem acordo levará a uma desvalorização da libra, um aumento da inflação e uma desaceleração da economia britânica.

É só por isto não é por mais nada.

 

A indústria automóvel britânica pode ser devastada pelo Brêxit

Há mesmo duas marcas que já fecharam ou reduziram as fábricas no RU e procuram novos locais na europa.

A indústria automóvel é uma das que mais está a sofrer com o Brexit. No ano passado, o setor perdeu dois nomes, como a Honda que anunciou o fecho da fábrica de Swindon, já em 2021, e a Ford, que anunciou um corte drástico no tamanho da fábrica em Bridgen.

Ainda que os dois fabricantes não tenham confirmado que a saída se deve ao Brexit, o investimento no setor está a sofrer grandes quebras e os fabricantes já estão à procura de outros destinos na Europa para se fixarem.

“O fim da inexistência de fronteiras pode provocar grandes dificuldades para a indústria, que é baseada no modelo ‘just-in-time'”, segundo o relatório dos analistas. “O atraso no transporte de partes automóveis para a cadeia de produção mede-se em minutos, e cada minuto de atraso pode custar 50 mil libras (65 milhões de euros) em valor agregado bruto, ou mesmo 70 milhões de libras por dia, imaginando o pior cenário”, sublinham.

Há 3 anos que o Brexit ruma em direcção ao Remain

O Reino Unido tem mostrado como sair da União Europeia é uma decisão perigosa e difícil de por em prática. Há três anos que o Brexit se prepara para entrar "em coma" e ficar a marinhar até encontrar condições para o RU se manter na UE.

O mercado de 500 milhões de consumidores vizinho não é substituível por mercados a milhares de quilómetros de distância. As empresas há muito que sabem isso e a população jovem também só os grisalhos e os políticos ( embora sabendo) têm dificuldade em recuar.

O argumento é forte, trata-se de cumprir o resultado do referendo o que na mais antiga democracia do mundo conta muito. Mas virá o dia em que as condições para reverter o "coma" levarão a novo referendo. 

Mesmo com os seus 80 milhões de pessoas o RU é um mercado pequeno entre os gigantes como a China (1,4 mil milhões) Índia ( 1 bilião), UE (500 milhões), USA ( 200 milhões), Mercosul ( 400 milhões).

Estamos perante uma enorme lição para todos os europeus e para todos os povos que mais tarde ou mais cedo enfrentarão o mesmo problema. Unirem-se com os vizinhos regionais.

E não é só na economia. No ambiente, na defesa, na saúde, só grandes espaços criarão condições para o combate ser frutuoso.

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No Reino Unido 70% apoiam o remain ?

O partido do Brexit obteve 30% dos votos. É legítimo dizer-se que o partido do remain é apoiado pelos 70% que não votaram Brexit ?

Não há dúvida que os que votaram pela saída da UE estão empenhados e convencidos que é o melhor para o seu país. Qualquer pessoa que partilhe dessa convicção não deixaria de votar. Não se trata de ideologia ( pelo menos para a grande maioria) trata-se de uma vontade clara movida por uma forte convicção. Serão poucos os que deixaram escapar esta oportunidade de defender algo tão concreto.

Os 70% que não votaram pela saída têm entre si quem é convictamente contra o Brexit, quem é convictamente a favor do Remain e quem não tem opinião. Não se pode falar numa vitória do partido de Farage e ainda menos de uma vitória do Brexit.

O que se espera agora é que os partidos que apoiam a permanência coloquem como discussão nuclear nas próximas eleições legislativas a permanência do Reino Unido na União Europeia. É que se há uma ilação a tirar dos resultados da eleição de ontem é a que os partidos que defendem os valores da UE saíram fortemente reforçados. 

 

 

Fora da Europa seríamos muito mais pobres e menos livres

Basta olhar para o que está a acontecer com o Brexit, um gigante como a British Steel está a despedir 25 000 trabalhadores. A razão é a incerteza que rodeia a saída do Reino Unido da UE..

Portugal seria um país muito mais pobre se não pertencesse à União Europeia. Vou ser insistente: Portugal seria um país muito menos livre se não pertencesse à União Europeia. E vou repetir porque, por estes dias, não há um único candidato a eurodeputado pelos grandes partidos que queira ou saiba defender as vantagens do projeto europeu para o nosso país. Cá vai: fora da UE, tristemente entregues a nós próprios, seríamos muito mais pobres e seríamos muito menos livres.

Nenhum país " por maior que seja " pode viver melhor fora da UE

É a vacina do "Brexit". Após três anos de negociações o Reino Unido ainda não conseguiu saber o que quer com a saída da UE .

“Muitos daqueles que venderam o ‘Brexit’ como uma forma de a Inglaterra recuperar uma dimensão global sentem-se hoje frustrados ao verificar que, ao fim de quase três anos de discussão, foi mais fácil aos 27 Estados membros construir uma posição negocial comum do que encontrar unidade dentro do próprio Reino Unido para negociar com a União Europeia” .

Ora aqui está o que faz toda a diferença .

Brexit - segundo referendo ganha força

As opções são todas más. Com um mau acordo, sem acordo ou daqui a dois anos. O referendo como a opção mais consistente ganha força.

Ian Blackford, líder parlamentar do Partido Nacionalista Escocês (SNP), exigiu que Corbyn esclareça se o segundo referendo que apoia vai ou não conter a opção do Remain. "A Escócia não votou pelo Brexit e não devemos ser arrastados para fora da UE contra a nossa vontade. Permanecer [na UE] é de longe o melhor acordo de todos - e a única maneira de proteger empregos e os níveis de vida".

Em declarações à ITVNews, Emily Thornberry, deputada do Labour e próxima de Corbyn, declarou que deve haver um segundo referendo e que esse deve pôr frente-a-frente a opção de permanecer na UE e o acordo conseguido por May nas negociações com a UE27. Thornberry disse que faria campanha pelo Remain e que Corbyn também. Algo que ainda estaria para se ver.

O processo do Brexit mostra como é importante a União Europeia

Se não estivessem em jogo decisões de grande importância para o Reino Unido a saída da União Europeia não levantaria os enormes problemas que está a levantar. Contrariamente ao que os Brexiteres deram a entender sair da UE não é fácil, é difícil .

As intenções dos brexiters eram tão irrealistas como as do Tsipras inicial: queriam o bolo e comer o bolo ao mesmo tempo; queriam estar na UE sem os deveres da UE. Tal como a esquerda Tsipras, a direita Boris Johnson mentiu aos seus concidadãos em relação aos efeitos da saída da UE. Mentiu ou era (é) radicalmente ignorante ou inconsciente em relação à realidade. Acha que a glória oitocentista (que julga ter à sua frente) compensará a imensa miséria criada pelo Brexit, ainda para mais num contexto de fragilidade europeia perante os gigantes asiáticos. O resultado final desta negação da realidade é o acordo de May: procura o impossível, manter as ligações legais e económicas com as regras da UE sem a presença de Londres nos fóruns que decidem essas regras – o absurdo final de um processo absurdo e irracional desde o início. A irracionalidade é a marca da democracia direta. Já têm saudades do “défice democrático”?

Os três pilares ingleses do Brexit

A liberdade de circulação de pessoas deixa de atender à sua origem e passa a atender ao mérito e às capacidades de cada um. Os europeus deixam de ter primazia na entrada no Reino Unido sobre os informáticos indianos por exemplo. Segundo as necessidades da economia do país é agora a regra.

O Reino Unido deixa de contribuir para o orçamento da UE, controlando o seu dinheiro e os enormes montantes que todos os anos envia para Bruxelas.

A Justiça do Reino Unido passa a obedecer às leis do país e não às leis escritas e aprovadas em Bruxelas. O Tribunal Europeu de Justiça não tem mais poder no país.

Este é o resumo de Tereza May que não foi tão clara no que se refere às perdas

Luís Moreira partilhou uma publicação.
6 h
 

A União Europeia é o sonho que comanda os povos da Europa