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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Se a desculpa serve para o estado também serve para o BPP

Todos absolvidos! Rendeiro e amigos não tiveram culpa nenhuma na falência do banco nem na perda de milhões pelos seus clientes. Foi a crise mundial sentenciou o tribunal. E agora? O processo, movido por Pedro Bidarra, era autónomo do principal, em que Rendeiro é arguido com Salvador Fezas Vital e Paulo Guichard, mas a sentença dificilmente poderia ter sido mais animadora para a tese dos antigos administradores do banco. A culpa da falência do BPP foi da crise financeira mundial. O mesmo argumento de quem levou o país à bancarrota. Vai dar para todos saírem da situação airosamente.

E a colecção de arte do BPP também é uma gota de água?

Num armazém fechado há anos, deteriora-se a colecção de arte do BPP que serve de garantia às dividas do banco. São mais quarenta milhões de euros em quadros e outras peças artísticas. Como é que vamos fazer? Vende-se para pagar aos clientes do banco falido ou o estado fica com a colecção porque já está comprada e não se gasta dinheiro?

Junta-se assim mais uma gota de água à outra gota de água que é a colecção dos quadros de Miró. Já cá estão está tudo comprado...

É que a Espanha rica e culta vendeu e deixou sair os quadros de Miró. Como é? A PGR avançará com a obrigação de  tudo fazer para manter em Portugal mais este acervo? De gota de água em gota de água ficamos com os acervos e não pagamos a dívida. Está bem assim?

Desviar 41 milhões é um roubo ou uma burla? E se for no BPP ?

Esta diferença é fundamental, subtil mas fundamental. Porque não se burla sem estilo, sem viver num palácio na Quinta Patiño e sem se escrever um livro, apresentado com pompa com o título " Gestão de sucesso". Muitos dos que lá tinham dinheiro aplicado nem sequer fazem queixa, não têm como explicar a origem da massa. Isto também se passou com o caso Caldeira, a burla das acções, só um dos burlados apresentou queixa. Um arquitecto que de finanças sabe tanto como eu de lagares de azeite.

Por isso minha gente ao fim de todo este tempo já ninguém lhes tira grandes passeatas em aviões privados, iates, e estadias em paraísos. Os 41 milhões são suficientes para pagar a bons advogados que irão empurrar o processo com a barriga (cheia) para a frente e, tal como o BPN, apresentam 300 testemunhas, nenhumas condições para o processo andar e a prescrição é quase certa.

A investigação realizada pela 9.ª Secção do DIAP de Lisboa foi desencadeada após um grupo de clientes do BPP ter apresentado queixa contra os ex-administradores relacionados com a gestão da Privado Financeiras a quem acusaram de um conjunto de irregularidades, nomeadamente, de ter uma interpretação abusiva dos contratos de gestão relacionadas com as suas poupanças.