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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O governo procura bode expiatório

Está linda a situação, agora são os bombeiros a apertar o governo. É que o verão está aí e os incêndios vão voltar e os bombeiros não querem ser o bode expiatório . Os autarcas também não estão voltados para aí, António Costa vai mesmo ser o responsável pelos incêndios se os houver.

“E se o Governo até ao dia 28 deste mês não nos der respostas concludentes, e que as aceita, nós vamos retirar o apoio” ao dispositivo dos incêndios florestais, por exemplo, e “também vamos pugnar para que nenhum comandante dos bombeiros participe nos CDOS [Comando Distrital de Operações de Socorro] como oficial de dia, ou seja, nas estruturas da Autoridade Nacional de Proteção Civil”, acrescentou.

António Costa tem medo do presidente da associação dos bombeiros ?

Vi na televisão senão não acreditava. O primeiro ministro ouviu ameaças gritadas do Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros. E nem mexeu os olhinhos .

Não brinque connosco, olhe que nós não temos medo, pomos tudo em pratos limpos, paramos tudo...e, neste tom do alto do Congresso Nacional dos Bombeiros, paralisou António Costa.

Qualquer outro teria, no mínimo, abandonado a sessão mas, Costa, ouviu sem pestanejar até ao fim e depois lá fez o discurso habitual que agora é que é, não vai faltar dinheiro, nem os aviões da força aérea. E por falar de aviões depois de sabermos que a Força Aérea tem aviões equipados com equipamento que detecta os fogos ainda no início de dia ou de noite, então é que o país devia obrigar a que o Primeiro Ministro explique bem explicadinho porque face à previsão medonha não deu ordem aos militares para porem os aviões no ar.

António Costa está a viver um pesadelo, melhor do que ninguém sabe que perdeu a confiança dos portugueses, nada será como antes e, por isso, anda tolhido pelo medo. O sorriso prepotente desapareceu e deu lugar ao desassossego.

Um Primeiro Ministro ouvir o que ouviu Costa sem se indignar e colocar o adversário no seu sítio, deixa muitas dúvidas. A primeira de todas é se o PM tem medo da poderosa associação dos bombeiros e porquê.

Pensamento do dia: "GALP - a venerável amiga da seleção e dos portugueses"

  Caros directores, administradores, e demais acionistas da GALP: Ao invés de andarem a gastar o vosso orçamento de marketing com ofertas de viagens a políticos, e outras que possivelmente nem sequer tomámos conhecimento, e políticos esses, que por muito que vos possam "ajudar", em boa verdade acabarão sempre por vos causar mais dano do que benefício, para a vossa imagem, junto daqueles que verdadeiramente vos deveriam interessar: os consumidores, porque não investir parte desses fundos em acções, com reconhecido valor, e com verdadeiro carácter altruísta? Porque não oferecer gratuitamente o combustível às corporações de bombeiros que se encontram actualmente a lutar contra os incêndios que lavram por todo o país? Pelo menos durante a época dos meses de Verão, que é quando eles mais precisam de todas as ajudas que lhes possam dar. Porque não a GALP passar a patrocinar os Bombeiros Voluntários, ao invés de uma selecção de Futebol, e a FPF, que movimentam milhões de euros, e que em nada necessitam da vossa ajuda? Desenvolvam um programa de eventos associados às actividades que os bombeiros executam. Criem um programa onde podem incentivar a melhoria da qualidade dos serviços prestados pelas corporações de bombeiros. Ofertas de equipamentos, viaturas, combustível, são algumas das muitas formas que existem. Mas com um pouco de imaginação, o que não faltará são formas interessantes e com impacto positivo, para os bombeiros, e para a vossa imagem. Tenham o foco junto da população portuguesa, que são os vossos potenciais e reais clientes. Não os que desempenham cargos políticos ou de governação. Não se preocupem, com o "bem estar" nem em agradar a políticos nem a governantes, pois eles vão e vêm, e como ambos sabemos que eles se vendem fácil, a sua lealdade é muito "volátil. Pensem bem no que vos vou dizer: se os nossos políticos e governantes, supostamente vendem facilmente sua lealdade, à GALP, facilmente também a venderão a concorrentes vossos. Ou quem sabe se eles não a vendem a ambos, e em simultâneo, pois como sabemos, há que "maximizar" os retornos dos "activos"..... Invistam na conquista da lealdade do povo português. São eles a maior base de sustentação de uma grande parte do vosso negócio, e garanto-vos que serão bem mais leais e bem mais baratos de serem "comprados", que qualquer efémero político ou governante. E quanto aos políticos e governantes, e o futebol, não se preocupem com eles, pois sempre irão conseguir arranjar formas e meios de poder continuar a viajar, e, ou, ir ver os jogos da seleção, à pala de outros. É que em último recurso, eles podem sempre fazê-lo à pála dos contribuintes. Pensem nisto

Rui Mendes Ferreira

 

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Morte dos bombeiros no combate aos incêndios são evitáveis

Morrer por não estar bem equipado ou porque não se tem formação adequada para combater os incêndios é algo que dificilmente se entende. Há erros das próprias vítimas mas também da cadeia de comando. Num dos casos os bombeiros receberam ordem para se deslocarem para uma encosta onde as mudanças do vento e do próprio incêndio são imprevisiveis. A mesma imprevisibilidade acontece nos desfiladeiros. Nunca se deve assumir comportamentos de risco. É melhor deixar arder do que perder uma vida.

Realça-se, noutro caso, que a qualidade do equipamento poderia ter feito toda a diferença para a segurança ou mesmo sobrevivência de alguns bombeiros. Noutros casos registam-se iniciativas próprias sem que os bombeiros tenham dado conhecimento ao comando, ou desrespeitaram ordens. Em dois casos os bombeiros tentaram salvar as viaturas.

Há alguma anarquia nos  "contra fogos" e no uso dos fire-shelter (uma espécie de saco cama revestido de alumínio) que os bombeiros nem sempre trazem consigo. Duplamente lamentável!

As mortes dos bombeiros eram evitáveis

O relatório do MAI sobre as mortes dos bombeiros nos incêndios no Verão aponta para erros de actuação no terreno. O que quer dizer que eram evitáveis. O que torna tudo ainda mais horrível. Erros de manobra, de abordagem e de posicionamento.

Presentemente temos meios operacionais suficientes e modernos. Porque continuam os incêndios e cada vez maiores? Por razões de mudança climatérica e de falta de planeamento. É, claro, que só podemos melhorar o planeamento e o treino dos bombeiros. E, isto, torna claro que a culpa é de quem  comanda. É preciso o quê para tirar as devidas consequências e chamar essa gente à justiça?

E um telefonemazinho para o Palácio de Belém?

O grande jornalismo de investigação. Bastava um telefonema para Belém e não tínhamos notícia e aí é que está a porra toda. Quem é que faz um telefonema para, do outro lado, alguém lhe dizer que, afinal, a Presidência da República tinha contactado os bombeiros ? Só gente séria e profissional não esta gente que vende papel em vez de informação.

Outra forma de mentir é dizer que no dia anterior à notícia a secretária da redacção não tinha conseguido falar com a vítima . E depois há gente capaz dizer os maiores disparates. Sem honra e sem proveito. Bastaria um telefonemazinho!

(...) “Por ocasião de cada um dos falecimentos [este ano, já morreram três bombeiros em combate], o Presidente, através da sua assessoria para a Segurança Nacional, contactou os comandantes das três corporações de bombeiros em causa, para apresentar as condolências às famílias e respectivas corporações”, refere a mesma fonte. Fê-lo também “para se inteirar das situações dos feridos”.“A Presidência da República entende que esta é a forma correcta de proceder, com a discrição e a seriedade que a situação humanitária reclama”.