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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Até que muitos percam o dinheiro que a bolha deu a ganhar a poucos

Criptomoedas :

O dólar bem que podia converter-se numa moeda apenas digital que não era por isso que ia perder valor.  É que sabemos que existe uma nação, os Estados Unidos da América, que garante o dólar. E não tenhamos ilusões: para além do poderio económico de uma nação, é o seu poderio militar que, no final do dia, traz a confiança (ou tradições bem estabelecidas e alianças várias, como no caso do franco suíço).

No caso das criptomoedas, elas perdem todo o seu valor, da noite para o dia, se os países decidirem que não se podem converter em moedas reais. Quem se levantaria (que instituição, que país) nesse dia para garantir, por exemplo, a convertibilidade das bitcoins?

O fenómeno das criptomoedas é triplamente irritante: primeiro, porque é mais numa bolha especulativa; segundo, porque está a servir para lavar dinheiro sujo e operar transacções ilegais de uma forma facilíssima; terceiro, porque esses algoritmos que geram números não são moedas!

Nunca nada será uma moeda, viável a médio-longo prazo, se não tiver uma autoridade por detrás a garantir-lhe o valor. E essa autoridade tem que ser económica, militar e legal.

Afinal nao e uma bolha e uma bola de neve

Para quem ficou muito zangado com a hipotese de haver uma bolha esta ai uma bola de neve. Tem a particularidade de inchar e rebentar .

Sobre o caso específico de Portugal, os avisos que vêm no Relatório de Estabilidade Financeira são mais sérios: há mais obstáculos que impedem uma dinâmica sustentável da dívida pública do país, onde as taxas de juro deverão superar o crescimento económico, provocando um ‘efeito de bola de neve’.

Em relação a Portugal, está juntamente com Itália nos países com elevado nível de endividamento público face à media da Zona Euro e que estão à mercê de um “efeito bola de neve”. “Os esforços para manter a dinâmica da dívida num caminho sustentável enfrentam alguns obstáculos em alguns países (isto é, Itália e Portugal), onde as taxas de juro deverão superar o crescimento económico, provocando um ‘efeito de bola de neve'”, considera o BCE.

Pronto agora estamos mais sossegados

 

PS > tenho um problema no teclado que justifica a falta de acentos

Rebenta a bolha

Quando ou se ?

Rebenta a bolha

rebenta-a-bolha Ao que parece, Portugal emitiu títulos de dívida pública – ou seja, pediu dinheiro emprestado – por um prazo de seis e doze meses a juros negativos. Tendo em conta que isto sucede poucas semanas depois de ter sido obrigado a aceitar juros de 4% por empréstimos com o prazo de dez anos, só se pode chegar a uma conclusão: a política do BCE está a criar uma bolha no mercado dos títulos de dívida, mas toda a gente espera que, a médio ou longo prazo, ela acabe por rebentar, e ninguém confia na capacidade do Estado português saldar as suas dívidas quando tal acontecer.

O que é que quer dizer pagar juros negativos ?

Ou vem aí uma bolha que pode rebentar lá mais para a frente ? É que com a actual situação é difícil perceber que os credores paguem para lhes guardarmos o seu dinheiro durante um curto prazo de tempo. E como esperam ( os credores) que a bolha rebente daqui a cinco, sete e dez anos, aí já cobram taxas entre 3% e 4% .

Ou seja: o BCE está deliberadamente a criar uma bolha no mercado dos títulos de dívida pública. É essa bolha que explica os juros inacreditavelmente baixos que Portugal paga pelos empréstimos com maturidades mais curtas, e os juros bem mais elevados dos empréstimos com maturidades mais longas: ao mesmo tempo que a existência da bolha faz com que países que de outra forma ficariam sem acesso a esses mercados (como Portugal) neles permaneçam, e a custos irrisórios ou inexistentes, a consciência de que a bolha existe e a expectativa de que mais tarde ou mais cedo ela terá de rebentar fazem com que só com juros relativamente elevados alguém esteja disposto a correr o risco de nos emprestar dinheiro que só teríamos de pagar daqui a 7 ou a 10 anos, altura em que, talvez sem a ajuda do BCE, poderemos não estar em condições de o fazer.