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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O governo não diz quem é que ficou com o dinheiro da CGD e do BES

Provavelmente são os mesmos nos dois bancos assinala Rui Rio . Mas o governo não diz quem são. Esse dinheiro era mais que suficiente para equilibrar o orçamento da saúde e aumentar os funcionários públicos.

"Por que é que o Governo se recusa a dizer quem foram os credores que ficaram com o nosso dinheiro?", questionou Rio, explicando que "repor o poder de compra dos funcionários públicos custaria 300 milhões de euros" e "só na CGD e no Novo Banco o Estado meteu um total de oito mil milhões de euros", o que "são 25 vezes mais do que os 300 milhões de euros".

No BES salvaram-se os contribuintes

Muito, muito estranho. No BES, Passos Coelho, negou-se a meter o dinheiro do estado . Pagam os accionistas e os depositantes. No Banif, PS+PCP+BE, metem o dinheiro do estado e safam os accionistas e depositantes. Pagam os contribuintes.

O amigo do grande capital, Passos Coelho, salva os contribuintes. Os grandes amigos dos contribuintes  salvam os accionistas de um banco e os seus depositantes . 

É estranho, não ? Ou nem por isso ?

O maior colapso financeiro da Europa

A Administração do NOVO BANCO está de saída por divergências estratégicas com o Banco de Portugal. Este quer que o banco seja vendido o mais depressa possível . A Administração quer uma solução a médio prazo. Do governo, do Banco de Portugal e dos comentadores há pressão para que o banco seja vendido já. Duas semanas. Há a perda de valor - saíram do banco milhares de milhões de depósitos - e o apoio à economia não está a ser renovado. Daí a pressa. Mas para que a venda se concretize é preciso que uma estrutura base accionista estável avance. Essa base accionista ainda não apareceu e não aparecerá enquanto não se souber que surpresas o NOVO BANCO pode ainda ter escondidas.

Entretanto, cresce o receio que o caso BES possa contaminar fortemente a economia. Há grandes empresas que têm o ex-BES como accionista e primeiro banco ( como financiador) bem como milhares de Pequenas e Médias empresas. Há, neste processo, claramente, dois tempos. A curto prazo há que manter operacional o NOVO BANCO - continuar o negócio- e, a médio prazo, há que resolver os problemas estratégicos - accionista e de credibilidade a nível internacional. Não se pode é pensar primeiro nos "egos" de governantes e gestores e só depois no interesse nacional. Porque por este caminho e neste momento,  o ex-BES ameaça tornar-se na tempestade perfeita.

Isto do BES está tudo mal contado

Na parla semanal televisiva Marcelo, levantou a ponta de um véu. De um porque como é óbvio há mais do que um. Marcelo falou do BES e da PT. E da golden share do estado que Sócrates usou para impedir a OPA do "merceeiro" do norte. Mas a "golden share" não impedia que a PT fosse pasto da ambição do BES como hoje é reconhecido. E foi usada no ataque à TVI da Manuela Moura Guedes.

Corre por aí que o BES deixou de ser o "dono disto tudo" com a entrada de Vitor Gaspar e que a partir daí começou a esgravatar, isto é, meter o dinheiro no GES ( as empresas do grupo). Há dias soube-se que foi o BCE que apeou Ricardo Salgado com a exigência do pagamento imediato de dez mil milhões de euros. E, também é público e não desmentido, que desde Setembro do ano passado que o Banco de Portugal tinha sobejas razões para atar os patins ao senhor Salgado e respectiva trupe. Mas se é assim, como é que se explica que Vitor Bento tenha colocado como condição entrar em funções só depois de aprovadas as contas do 1º semestre ? Entrava e não assinava as contas que não eram da sua responsabilidade.  Então não é óbvio para quem administrou empresas que o fecho das contas é a altura ideal para "fazer" o resultado? E Bento dá mais esse tempo? Para livrar o coiro? E isto nas ventas de quem estava por dentro disto tudo há mais de três anos? E nos últimos dias, tão generosamente doados, os " edge funds" sacam milhões na bolsa ao mesmo tempo que milhares de pequenos accionistas perdem quase tudo? É crime ou é cegueira?

O que está aqui escrito é o que se pode inferir do que veio a público. Deixarei de ter estas dúvidas quando houver mais e melhores informações. Até lá tenho a vaga sensação que andaram a mexer no meu bolso.

 

O BCE exigiu o pagamento de 10 Mil Milhões ao BES

Vamos sabendo coisas giras. Foi o BCE quem pôs os pés à parede e tirou o tapete ao BES depois de saber o prejuízo do 2º semestre. Afinal, a nossa armada só se mexeu depois de ser empurrada. (...)   no dia 1 de agosto, o Conselho do Banco Central Europeu (BCE) decidiu suspender o estatuto de contraparte do Banco Espírito Santo, SA., com efeitos a partir de 4 de agosto de 2014, a par da obrigação de este reembolsar integralmente o seu crédito junto do Eurosistema, de cerca de 10 mil milhões de euros, no fecho das operações no dia 4 de agosto.”

E o Banco de Portugal que ainda hesitava sem saber para onde se voltar viu-se obrigado a avançar com uma solução europeia. E o governo face às sessenta pessoas em manifestação hoje, em frente do BES, lá publicou ( ou fez publicar) a acta fatal. Isto muda mas é com a UE a  comandar. Há quem queira sair da UE e voltar ao regabofe.