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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O Bloco de Esquerda é uma espécie de noiva oferecida

Catarina Martins diz que nunca o BE aceitará ir para o governo se o PS continuar a defender o seu programa de governo. Ao contrário da Mariana que no congresso do partido gritava "estamos preparados, camaradas ".

É uma forma como outra qualquer de se pôr à janela da cozinha. Quem quer casar com com a carochinha ?

Felizmente que não há noivo à vista e o PS ainda menos. Pois se pode continuar em mancebia ganhava o quê o noivo PS com o casamento ? O BE não vai para o governo mas vai continuar a apoiar o PS não lhe resta outra solução.

"Numa entrevista à Notícias Magazine (do Jornal de Notícias), a líder do BE, Catarina Martins, afirmou enfaticamente que «nunca faremos parte de um governo por acordo com uma política que não é a nossa» [mencionando explicitamente propostas políticas tão demagógicas, e financeiramente tão ruinosas, como a renacionalização dos CTT, a reestruturação unilateral da dívida pública e a extinção das PPP em geral]."

Há reformas de que o país precisa e que o próximo governo terá que fazer que o BE nunca apoiará.

Bloquices.

O BE aponta o PS como seu principal adversário

Quanto menos força tiver o PS mais força terá o BE, é esta a cartilha eleitoral de Catarina Martins.  Talvez o PS pague caro a salvação eleitoral de António Costa.

Demarcar-se dos socialistas, dizer que sozinhos são um perigo porque viram à direta, e enaltecer os feitos conseguidos pelo BE em regime de influência ao PS. “Se com 10% conseguimos isto, imaginem com mais“, chegou a dizer Joana Mortágua. É esse o mote do BE para o ano eleitoral que aí vem: pedir mais votos, mais força, porque o voto útil acabou e cada partido conta. Já se percebeu que a porta para uma nova “geringonça” está aberta, mas desta vez o Bloco será mais exigente, e não vai querer ficar em segundo plano.

É verdade que falta um ano para as eleições legislativas, mas a campanha já está definitivamente no ar. Registamos aqui os muitos momentos em que, no primeiro dia de convenção, os bloquistas atacaram o PS para salvarem a sua pele nas urnas.

Fica claro que, daqui para a frente, e para efeitos de caça ao voto, o PS é mesmo o novo adversário do BE. Ou melhor, a sombra de uma eventual maioria absoluta do PS é o diabo a evitar em 2019.

Tão amigos que eles eram.

O Bloco de Esquerda tem razão

Os salários milionários dos gestores públicos são uma afronta. Os da privada também (alguns) mas com esses podemos nós bem salvo quando o estado permite elevadas rendas que todos pagamos.

Entre o vencimento do Presidente da República e os 30 000 Euros por mês do presidente da Caixa há valores intermédios que até podiam e deviam estar ligados aos resultados da empresa. Mas não, o governo, bem à sua maneira, decidiu por si não dizendo água vai aos seus parceiros nem levando a decisão ao Parlamento. Entretanto já arranjou um bode expiatório, o BCE, que supervisiona a Caixa e, como tal, remete a responsabilidade da decisão para o Banco Central Europeu.

Catarina, por uma vez tem razão e não podemos deixar de notar o sepulcral silêncio sobre o assunto do PCP. Como é um banco público para os comunistas nada mais interessa e é de dar largas ao que tanto os indigna noutros  lugares.

Á laia de explicação dizem-nos que o salário do presidente da Caixa é a meridiana ( não confundir com a média) dos vencimentos praticados na banca, o que quer dizer que há tantos vencimentos inferiores como superiores o que nos dá uma pista sobre o que ganham os banqueiros que levaram a banca à bancarrota e, que, agora, pedem dinheiro aos contribuintes depois de levarem à miséria muita gente que confiou neles.

E, pronto, o BE tem razão e como já afirmo há muito tempo a mim interessam-me as opiniões sensatas e a bem do país e muito menos as ideologias.

 

O referendo que o BE nem às paredes confessa

É um referendo contra as sanções que são o melhor pretexto, mas se versará o Tratado Orçamental ou a saída do Euro ou da União Europeia é coisa que ainda não está garantida. Porque a razão é bem diferente e essa o BE não confessa. Quer apertar com o PS e obrigar o PCP a definir-se.

Para o PCP a questão de fundo é sempre a mesma. O sistema capitalista, por isso terá sempre um pretexto para não apertar com o PS.

Mas o BE pela voz de Catarina Martins já disse que quer chegar ao 1º lugar das esquerdas até agora ocupado pelo PS. Qualquer referendo serve. Quer seguir o caminho do Syriza e do Podemos. Podia ser uma aventura com o seu quê de ingenuidade mas não, é aventureirismo do mais perigoso.

Catarina Martins como actriz que é não suporta o apagar das luzes, teve que sair do congresso como a estrela da companhia e não resistiu a mais uma promessa que não cumprirá. Quase desejo que Bruxelas imponha umas sanção suave ao país para ver Catarina a avançar com um referendo. Até porque avançar com um referendo não está nas suas competências e quem o pode viabilizar já o repudiou. Unanimemente.

 

 

 

Catarina, Mariana, eles apanharam prisão à séria...

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 Agora que passaram as férias da Páscoa não há um bocadinho para protestarem contra as pesadas condenações dos nossos amigos angolanos ? É que se não sabem, até foram condenados por um crime que só apareceu nas alegações finais do julgamento. O que é que se passa convosco, raparigas ?

Têm falta de t-shirts ? As que envergavam na foto acima não aguentaram cinco meses de poder ? Têm medo de desagradar a quem, valha-me Deus ? Então o que era verdade em 2015 ( uma vergonha o silêncio do então governo) é agora mentira? Os rapazes são mesmo um perigoso grupo de revolucionários que atentaram contra o governo revolucionário de José Eduardo dos Santos? Catarina, Mariana, que se passa convosco?

Já com a Grécia e o Syriza estranhei a vossa atitude. Tanto carinho naquela fase de assalto ao poder mas, depois, veio o silêncio à medida que as reuniões em Bruxelas calavam aquele que a Isabel Moreira apelida de "é sexy, porra!". Nem o champanhe com a mulher na varanda ao entardecer o salvaram da demissão . 

Começo a ficar desiludido. Embora nunca tenha dito que gostava de Vossas Excelências ...

28 Março, 2016

17/10/2015. Luaty Beirão ainda não fora condenado

Catarina Martins diz que posição do Governo face a Luaty é “vergonhosa”

Março de 2016 – Luaty foi condenado a uma pena de cinco anos e seis meses.

 

Digam ao BE que para os alunos só há boas ou más escolas

Catarina Martins não diz nada de novo. Sobre a escola pública e a escola privada apresenta os argumentos habituais.Basicamente quer impedir as famílias de exercerem o direito de escolha. Sabe que as famílias procuram as boas escolas para nada lhes interessando se são públicas ou privadas.

Quem tem os filhos nas escolas privadas paga a escola pública com os seus impostos e paga com propinas a escola privada. E não me venham dizer que são só os filhos dos ricos que as frequentam. A ser assim estamos num país onde há muita gente rica. Há é famílias que em vez de comprar um carro novo preferem pagar a frequência das suas crianças em boas escolas.

Catarina Martins questionou “porque é que há-de o Estado pagar a escola pública e depois pagar em benefício fiscal o colégio privado”. Ora o Estado não paga nada, porque o dinheiro não é do Estado é dos contribuintes e, estes, têm o direito de exigir ao estado que tenha boas escolas e que as famílias possam escolher entre boas escolas. Sejam públicas ou privadas.

Quem ainda não percebeu a verdadeira natureza do BE é melhor deixar de olhar para as meninas engraçadas e passar a ouvi-las.

E se Louçã ainda fosse o líder do BE ?

O Syriza e o Podemos estão a invadir o eleitorado de esquerda e de centro esquerda liderados por políticos com carisma e com ideias formatadas e credíveis, embora em ruptura com o sistema. Teria acontecido o mesmo em Portugal se Louçã, Rosas, Miguel Portas, Ana Drago ainda liderassem o BE?

O que aconteceu com o BE foi que, com a renúncia daqueles líderes, o partido entrou em desagregação, chefiado por políticos imberbes e sem credibilidade. Catarina Martins sabe discursar, fazer a pontuação, realçar a mensagem mas, o problema, é que não tem nada para dizer. Parece uma menina no recreio da escola. Diverte-se mas à solução não trás nada.

O líder da bancada, mais consistente, não é capaz de passar da visão a preto e branco que tem sobre o mundo. Ouvido uma vez ouvido para sempre.

Na segunda fila da bancada Mariana Mortágua é demasiado nova embora mostre uma preparação muito acima dos papagaios seus camaradas. Com mais dez anos podia ser a líder ideal para substituir Louçã. Está no lugar certo no tempo errado.

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O BE representa entre nós o PODEMOS e o Syrisa ?

Não parece ser o caso, Catarina. Desde logo, porque "cá de baixo" se percebe que o PODEMOS e o Syrisa não querem sair da União Europeia e do Euro. Depois, porque enquanto o BE vai desaparecendo numa deriva autofágica irremediável, o PODEMOS e o Syrisa crescem nas sondagens. Há aqui matéria para nos tirar o sono, Catarina.

Por outro lado o BE jura que é, verdadeiramente de esquerda, enquanto o PODEMOS diz que é "cá de baixo" em alternativa aos "lá de cima". Ora isto levanta outro problema. De esquerda e de direita, há gente em todos os estratos sociais, enquanto "cá de baixo", somos todos, com excepção de uns quantos que passam pelas administrações dos bancos depois de terem passado pelos governos de esquerda. Que os ex governantes de direita façam o mesmo a gente percebe agora aquela malta snob de esquerda...

E que dizer do afrontamento injustificável ao partido verdadeiramente de esquerda que é o PCP? É que este não perdoa, Catarina, em menos de nada, o BE  é rejeitado nas manifestações de rua, nas "grândoladas" e nas Aulas Magnas. E o BE, não representando nada nem ninguém desaparece . Ora não tendo votos, não tendo câmaras e não conseguindo juntar-se às manifestações do PCP resta o quê ao BE ?

E que dizer a todos aqueles que saíram do BE exactamente por quererem ter a mesma posição política do PODEMOS e os "bicéfalos" não deixaram?  Isso não vai nada bem, Catarina.