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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O BE ao votar contra o orçamento colocou o governo nas mãos do PCP

Há uma parte do PS que esconde bloquistas oportunistas que não saem do PS por interesse pessoal. É mais fácil entrar nas listas em lugares elegíveis no PS. Mas a parte que resta do PS é composta por gente que vê nos bloquistas o seu principal adversário.

E isto, agora assumido por esta ruptura muda tudo.

Desde logo porque o PCP vê a sua importância política crescer exponencialmente. Vai aprovar o orçamento e vai ver muitas das suas propostas de alteração orçamental, aceites. Apesar do BE e das pesadas derrotas eleitorais .

O BE arrisca-se a passar a ser visto como é na realidade. Um partido que promove causas laterais de minorias (aborto, xenofobia, racismo...) mas que não conta para a solução dos verdadeiros problemas políticos, económicos e sociais.

O BE mostra bem com esta decisão que haveria um terramoto interno entre as várias correntes políticas que dentro de si coexistem, se aprovasse o orçamento do PS. Os quatro orçamentos anteriores limitaram-se a "repor" rendimentos que os comunistas viram há muito que não mudou nada mas que os bloquistas insistiram em mostrar como um troféu.

E o PS foi quem ganhou eleitoralmente com a geringonça enquanto o PC e o BE perderam em toda a linha.

O PC vai abster-se a bem do interesse nacional porque o orçamento não é o seu orçamento. O BE não foi capaz de colocar o interesse nacional acima do seu orçamento.

Isto paga-se, caro. 

PCP e BE apresentam a factura a António Costa

Não há almoços grátis e muito menos com partidos comunistas, anti- economia de mercado e anti-União Europeia.

O Ministro das Finanças diz hoje que não entende a posição do BE. Por cada avanço o BE apresenta mais uma exigência. E o PCP apresentou 42 exigências e dali não sai. É bom negociar se no fim for a nossa posição a vencedora.

António Costa sempre soube que era (é) assim. Precisou dos partidos à esquerda para chegar ao poder e abriu mão de  soluções que sabia à partida que iriam custar muito dinheiro a todos nós.

Na TAP não foi preciso muito tempo para perceber que na mão de um ministro imberbe e com as pernas a tremer se cavava um buraco negro por onde desaparecem milhões. Já vai em 1 700 milhões e 1 600 despedimentos de trabalhadores. E as rotas em operação dão todas prejuízo ( Pedro Nuno) embora tentasse passar a mentirinha que só as operações no aeroporto Sá Carneiro são deficitárias. E vão ser pelo menos mais 3 anos com a companhia a cavar dinheiro e desemprego.

No Novo Banco o PS já foi até onde pode ir ( cumprir o contrato que Costa e Centeno assinaram) e já lá foram devorados quase 4 mil milhões. Nem mais um euro para o banco, resta o BE dizer como se faz sem prejuízos ainda maiores.

O Montepio está a ser artilhado para rebentar logo que possível. Mais uns milhões que os contribuintes vão pagar.

Após 5 anos de geringonça não há um único problema que tenha sido resolvido apesar do corte de investimento no SNS, na Educação e na Justiça. E na Segurança Social valha-nos os dinheiros europeus.

Não desce a dívida, não cresce a economia e deterioram-se os serviços públicos.

Estamos lixados e entregues ao estado.

O BE é um partido radical e o PS conhece-lhe o travo

Todos os dias o BE acrescenta linhas vermelhas às ajudas ao Novo Banco.

O BE está a acrescentar todos os dias linhas vermelhas à questão do Novo Banco", acusa João Paulo Correia. "O Bloco foi sempre contra que o Estado emprestasse ao Fundo de Resolução. Agora o Governo ultrapassou essa questão e o BE acrescentou outra", critica o deputado em declarações ao Negócios.

Vamos buscar o dinheiro aonde ele esteja como diz Mariana Mortágua e ser radical é isto mesmo. Os outros que se adaptem ao que o BE pensa e exige.

O PS tem que seguir em frente e deixar o BE a falar sozinho. Por muita bravata que tenha vai ter que aprovar o orçamento nem que seja por se abster. O BE não pode e não quer ser responsabilizado pelas decisões difíceis que a presente situação exige. Ser radical é isto mesmo.

São soluções perigosas que destroem o banco", dramatiza o deputado, lamentando que as outras frentes da negociação do Orçamento do Estado, que "têm avanços", não estejam a ser valorizadas.

BE : sem olhar a meios e sem escrúpulos

Já se percebeu que o orçamento vai passar porque o interesse nacional assim o exige pese as egoístas linhas vermelhas apresentadas pelo BE.

O OE será, essencialmente, do agrado do Governo com o apoio (porventura abstencionista) do BE. Se assim não fosse, seria o PSD a abster-se (se é que o não fará).

E aqui está o egoísmo do Bloco. Como eles próprios dizem, as suas posições são justas e não querem abdicar delas. Ou seja, qualquer ideia de negociação é colocada como um exercício dos outros em relação a eles. É o cúmulo do egoísmo político não ver nunca os interesses mais alargados do país, dos outros eleitorados, dos 90% que não votam Bloco (que recolheu 9,52% nas urnas, em 2019), para se centrar nas suas causas que, por esta via, conseguem uma sobrerepresentação e uma sobrestimação incalculáveis.

A diferença entre esses radicais e as pessoas moderadas, é que estas preferem que haja Orçamento mesmo fazendo algumas vontades ao Bloco, ao passo que o Bloco se fecha numa concha de egoísmo e de falsa autoridade.

Não se pode confiar no BE, os contratos são para cumprir

Uma das exigências do BE " nem mais um euro para o Novo Banco" é impossível de praticar. Os contratos são para cumprir. É assim entre países democráticos.

Os compromissos do Estado são para ser cumpridos. E havendo um compromisso assumido, através de um contrato, o seu não cumprimento em termos de reputação de um país é extraordinariamente negativo”, respondeu o presidente da APB, quando questionado sobre os pagamentos do Fundo de Resolução ao Novo Banco. Faria Oliveira disse ainda que gostava que “fossem ultrapassadas as divergências e a disputa política” em torno deste tema.

A velha ordem " do quanto pior, melhor" voltou pela mão do BE. Irá mesmo recusar o apoio ao orçamento ? Ou vai dizer que as declarações e as ameaças que fez estão fora do contexto ?

O BE diz de si próprio que não acrescenta nada ao orçamento

O BE não se importa nada que o governo não aceite as suas exigências e, com isso, não apoiar o orçamento. O governo que governe por duodécimos.

Não é por acaso que Marcelo pressiona o PSD para apoiar o orçamento, o problema existe. PCP e BE apoiaram o governo de António Costa porque havia alguma margem para reverter rendimentos. Em plena crise acabou a margem, há decisões difíceis, já nada vale a pena. Não é bonito e o interesse nacional fica para trás.

Mas o problema da extrema esquerda é que não apoiando o orçamento pode ser acusada de muito do mal que aí vem . Daí a ideia de executar o orçamento por duodécimos caso as negociações não cheguem a bom porto. Como quem diz, não há razão para uma crise política.

Quem se mete com o PS, leva.

O BE contra a autonomia das escolas

Tal como o PCP está contra a municipalização das escolas também o BE está contra a autonomia. Percebe-se, controlar a partir do ministério da Educação e da Frenprof é a ideia. Sempre o estado a controlar tudo e todos.

Sem apontar um número exato de alunos por turma, o Bloco defendeu sempre que o governo devia fazer um investimento em recursos e professores que permitisse diminuir as turmas no próximo ano letivo. O BE entende que o ensino presencial deve sobrepor-se ao à distância, que na sua ótica, agrava as desigualdades sociais e é prejudicial aos alunos desfavorecidos.

O PS manifestou-se contra esta intenção do BE, defendendo que deveriam ser as escolas as medidas para garantir as segurança dos seus alunos no regresso às aulas. No debate do projeto, Porfírio Silva, defendeu que as escolas tenham autonomia nesta matéria e que não se antecipe "um padrão nacional"

O Bloco de Esquerda quer milhões empresta(dados)

Esta é a reestruturação da dívida que o BE sempre defendeu. Pedir emprestado mas não pagar. Seria um fartar vilanagem no aumento da despesa pública que não iria ao défice nem à dívida. Uma farturinha.

A criação de um fundo de recuperação, financiado com dívida perpétua, no valor de 1,5 biliões de euros, sendo que as fatias seriam entregues aos países em necessidade como transferências e não como dívida pública (como acontece no Mecanismo Europeu de Estabilidade).

Ou seja, no entender do BE, o MEE funciona apenas para os países terem acesso a dinheiro agora, endividando-se junto das instituições europeias, e tendo de pagar depois, “daqui a um ano ou dois”, “sendo forçados a medidas de austeridade com o pretexto da consolidação orçamental”. Esse caminho o BE não quer seguir.

Todos queremos, evidentemente, receber dinheiro aos montes sem qualquer restrição. Esta gente não acredita no trabalho e na responsabilidade e, depois, chama nomes feios aos holandeses e aos alemães que têm de prestar contas aos seus contribuintes.

Assim também eu .

Bloco de Esquerda prefere a lista de espera para os doentes aos hospitais privados

E os doentes que se quilhem como se diz na minha terra. Enquanto os hospitais públicos estão assoberbados com a pandemia mais doentes "normais" serão empurrados para a lista de espera de consultas e cirurgias. Mas isso, o sofrimento dos doentes, interessa pouco ao BE.

Investir no SNS para tratar estes doentes que estão fora dos cuidados hospitalares, mesmo que possível( que o Estado tivesse dinheiro) só traria resultados daqui a uns largos meses. Pois se até faltam coisas tão simples como máscaras e luvas passados quatro meses !

Mas isso importa pouco, a oferta instalada e em funcionamento pronta para continuar a salvar vidas, sendo privada, não serve. Antes morrer.

O problema é que um médico intensivista demora 12 anos a formar. Era bom que o BE soubesse alguma coisa sobre hospitais e tivesse respeito pelos doentes.