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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Não se pode confiar no BE, os contratos são para cumprir

Uma das exigências do BE " nem mais um euro para o Novo Banco" é impossível de praticar. Os contratos são para cumprir. É assim entre países democráticos.

Os compromissos do Estado são para ser cumpridos. E havendo um compromisso assumido, através de um contrato, o seu não cumprimento em termos de reputação de um país é extraordinariamente negativo”, respondeu o presidente da APB, quando questionado sobre os pagamentos do Fundo de Resolução ao Novo Banco. Faria Oliveira disse ainda que gostava que “fossem ultrapassadas as divergências e a disputa política” em torno deste tema.

A velha ordem " do quanto pior, melhor" voltou pela mão do BE. Irá mesmo recusar o apoio ao orçamento ? Ou vai dizer que as declarações e as ameaças que fez estão fora do contexto ?

O BE diz de si próprio que não acrescenta nada ao orçamento

O BE não se importa nada que o governo não aceite as suas exigências e, com isso, não apoiar o orçamento. O governo que governe por duodécimos.

Não é por acaso que Marcelo pressiona o PSD para apoiar o orçamento, o problema existe. PCP e BE apoiaram o governo de António Costa porque havia alguma margem para reverter rendimentos. Em plena crise acabou a margem, há decisões difíceis, já nada vale a pena. Não é bonito e o interesse nacional fica para trás.

Mas o problema da extrema esquerda é que não apoiando o orçamento pode ser acusada de muito do mal que aí vem . Daí a ideia de executar o orçamento por duodécimos caso as negociações não cheguem a bom porto. Como quem diz, não há razão para uma crise política.

Quem se mete com o PS, leva.

O BE contra a autonomia das escolas

Tal como o PCP está contra a municipalização das escolas também o BE está contra a autonomia. Percebe-se, controlar a partir do ministério da Educação e da Frenprof é a ideia. Sempre o estado a controlar tudo e todos.

Sem apontar um número exato de alunos por turma, o Bloco defendeu sempre que o governo devia fazer um investimento em recursos e professores que permitisse diminuir as turmas no próximo ano letivo. O BE entende que o ensino presencial deve sobrepor-se ao à distância, que na sua ótica, agrava as desigualdades sociais e é prejudicial aos alunos desfavorecidos.

O PS manifestou-se contra esta intenção do BE, defendendo que deveriam ser as escolas as medidas para garantir as segurança dos seus alunos no regresso às aulas. No debate do projeto, Porfírio Silva, defendeu que as escolas tenham autonomia nesta matéria e que não se antecipe "um padrão nacional"

O Bloco de Esquerda quer milhões empresta(dados)

Esta é a reestruturação da dívida que o BE sempre defendeu. Pedir emprestado mas não pagar. Seria um fartar vilanagem no aumento da despesa pública que não iria ao défice nem à dívida. Uma farturinha.

A criação de um fundo de recuperação, financiado com dívida perpétua, no valor de 1,5 biliões de euros, sendo que as fatias seriam entregues aos países em necessidade como transferências e não como dívida pública (como acontece no Mecanismo Europeu de Estabilidade).

Ou seja, no entender do BE, o MEE funciona apenas para os países terem acesso a dinheiro agora, endividando-se junto das instituições europeias, e tendo de pagar depois, “daqui a um ano ou dois”, “sendo forçados a medidas de austeridade com o pretexto da consolidação orçamental”. Esse caminho o BE não quer seguir.

Todos queremos, evidentemente, receber dinheiro aos montes sem qualquer restrição. Esta gente não acredita no trabalho e na responsabilidade e, depois, chama nomes feios aos holandeses e aos alemães que têm de prestar contas aos seus contribuintes.

Assim também eu .

Bloco de Esquerda prefere a lista de espera para os doentes aos hospitais privados

E os doentes que se quilhem como se diz na minha terra. Enquanto os hospitais públicos estão assoberbados com a pandemia mais doentes "normais" serão empurrados para a lista de espera de consultas e cirurgias. Mas isso, o sofrimento dos doentes, interessa pouco ao BE.

Investir no SNS para tratar estes doentes que estão fora dos cuidados hospitalares, mesmo que possível( que o Estado tivesse dinheiro) só traria resultados daqui a uns largos meses. Pois se até faltam coisas tão simples como máscaras e luvas passados quatro meses !

Mas isso importa pouco, a oferta instalada e em funcionamento pronta para continuar a salvar vidas, sendo privada, não serve. Antes morrer.

O problema é que um médico intensivista demora 12 anos a formar. Era bom que o BE soubesse alguma coisa sobre hospitais e tivesse respeito pelos doentes.

Há sintomas no Bloco de Esquerda

Catarina Martins apela à utilização do sector privado hospitalar no combate ao coronavírus.

No BE há gente em quarentena e até mesmo sintomático como se vê no apelo ao sector privado. Ou então a situação é bem pior do que pensamos e o BE segue o regulamento : em tempo de guerra não se limpam armas.

Se há coisa que nunca me passou pela cabeça é justamente esta de ver o BE reconhecer que à procura dos doentes o Estado tem a obrigação de responder com toda a oferta instalada, seja ela pública, privada ou social. Quem é que aceita sem corar de vergonha a existência de listas de espera onde só estão doentes pobres ?

"O SNS já está a ter muita pressão e é previsível que venha a ter ainda maior pressão. Achamos que, sendo necessário, não se deve pôr de parte a requisição de meios e instalações ao setor privado", disse.

Aquela palavra " requisição" preocupa-me. Será que Catarina quer dizer que o Estado faça mão baixa das instalações e equipamentos do sector privado e não o seu uso segundo as regras de parceiros no mesmo combate ?

Estou preocupado com o Bloco de Esquerda.

O saque do BE sobre quem cria riqueza é doentio

O Bloco de Esquerda taxa tudo o que mexe e que cria riqueza. O apetite voraz do Bloco de Esquerda pela taxação de tudo o que esteja associado à criação de riqueza é lendário, mas não se suspeitava que nesse secreto desejo punitivo entrassem até as pequenas serrações.

Agora quer aplicar uma taxa sobre as subscrições de Netflix e outras plataformas semelhantes. A seu tempo o BE foi contra a UBER, contra a AIRBnB e agora contra a Netflix. Qualquer empresa que traga alguma disrupção ao sistema tem o BE à perna.

Com taxas e taxinhas o BE saca e está contra tudo o que melhore a nossa maneira de viver. O mais conservador dos partidos portugueses está à esquerda, esqueçam o CHEGA e o CDS .

Um Bloco de Esquerda burguês é uma boa notícia

Com Louçã no Conselho de Estado ao lado de Cavaco e no Banco de Portugal ao lado de notórios banqueiros, e com Catarina Martins no programa da Cristina, o Bloco de Esquerda  já não pode fazer de conta que é apenas um partido de protesto. Passou a ter responsabilidades.

É uma boa notícia as virgens políticas deixarem de o ser e passarem a ter que justificar as posições políticas que defendem. Desde as listas de espera na Saúde até às más escolas públicas cheias de alunos pobres, o BE vai ter que explicar porque defende um Estado monopolista na prestação de serviços públicos e esquece a oferta privada com provas dadas. À custa do doente e do aluno.

E a habitação que deixa tanta gente sem casa enquanto o Estado e as Câmaras mantêm milhares de fogos e terrenos sem ocupação. Dá que pensar já que as soluções estão há muito a serem postas em prática por países bem mais ricos e com maiores níveis de bem estar.

O Bloco de Esquerda vai ter que meter as mãos na massa...