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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Catarina a grande

Catarina a descomunal : Há quem acredite em unicórnios. Catarina, a Colossal, acredita que a propensão para o Mal é um exclusivo do “homem branco”, cujo fardo não tem fim e cujas proezas tecnológicas facilitaram a subjugação e a exploração do “outro”. O “outro”, claro, é o bom, generoso, pacífico e meigo selvagem, que antes de 1500 passava os dias a acariciar passarinhos e raramente a enfiar em estacas as cabeças dos inimigos – ou a escravizá-los com gentileza. Não vale a pena lembrar que, na vergonhosa e aparentemente interminável cronologia da escravatura, o papel dos europeus é relativamente fugaz. Na perspectiva de Catarina, a Desmesurada, o selvagem não só é bom como é ingénuo. E tonto. E mais estúpido do que uma porta.

Catarina a dramática .

Jerónimo e Catarina arrependidos ?

PCP e BE já aprovaram três orçamentos e vão aprovar o quarto o de 2019 . O Presidente da República já veio avisar, se não houver orçamento aprovado avança para eleições antecipadas o que não deixa espaço para os dois partidos da extrema esquerda.

E como compatibilizar isso com a crítica à governação que vai para além do défice ? Da degradação dos serviços públicos? Das promessas não cumpridas aos funcionários públicos e pensionistas ? E a maior carga fiscal de sempre ?

"Recorde-se que BE e PCP já votaram favoravelmente não um, mas os três orçamentos do Estado de Mário Centeno; na prática, significa que passaram cheques em branco ao “Sr. Presidente do Eurogrupo”. É por isso que, quando estes dois partidos vêm criticar os cortes no investimento público, as cativações, a degradação dos serviços do Estado, as idas “para além de Bruxelas” no que toca ao défice, bem como a elevada carga fiscal, quase que parece que estão a fazer um mea culpa; e certamente que o eleitorado não interpretará o discurso de forma muito diferente."

O BE presta-se a branquear o PS

Lindo serviço. O BE presta-se com a Comissão de Inquérito alargada a branquear o PS no caso Pinho.

Venha a Comissão de Inquérito mas não se dilua o que agora está em causa. O caso mais grave da Democracia portuguesa .

Mesmo sem qualquer decisão judicial transitada em julgado, já é possível fazer um juízo político daquele governo, liderado por José Sócrates, e daquele partido, daquelas pessoas. E de outras que estiveram naquele governo e estão hoje no governo de Costa. E é possível perceber as diferenças entre governos. Como é possível perceber as relações entre Ricardo Salgado, Sócrates e Manuel Pinho em comparação com as que (não) tinha o ex-banqueiro com Pedro Passos Coelho. E não é um juízo bonito. O regime, definitivamente, apodreceu. E o atual PS que tem ainda tanto desse PS não quer fazer esse luto. Porquê?

A traição do PS que o BE e o PC apoiam

António Costa sentiu necessidade de defender as instituições europeias: "Ninguém consegue conceber a democracia e a liberdade em Portugal fora do quadro da União Europeia." Em causa está a resposta à deputada do Bloco de Esquerda Isabel Pires, que afirmou que "Abril nunca rimou com Eurogrupo".

A proteção de António Costa a Mário Centeno não parece ser conjuntural, é o regresso do PS a uma visão que parecia ter desaparecido em 2015. Basta lermos o que escreveu recentemente Augusto Santos Silva, afirmando que o caminho da social-democracia "pensado a partir de Portugal exige mais, não menos, vinculação à União Europeia e aos seus processos de debate e decisão".

Ora, este caminho é uma dupla traição do PS ao que o próprio PS tinha prometido ao seu eleitorado. Prometeu que conseguiria fazer uma interpretação inteligente dos tratados e defender os serviços públicos, mas como essa conciliação é impossível prefere dar prioridade aos tratados ficando os serviços públicos em agonia. Criticou PSD e CDS por irem além da troika e agora quer ir além de Bruxelas.

Mas a verdade é que o BE não deixa de apoiar no Parlamento o governo de António Costa.

O carácter irrepetível da geringonça

O BE bem grita "vou-me a eles" mas para que a ameaça seja ouvida é preciso que seja credível. E não é.

O Bloco de Esquerda pode não gostar de não ser ouvido, pode discordar da opção política de reduzir o endividamento, pode querer que esse dinheiro seja aplicado nisto ou naquilo, pode querer tudo e mais alguma coisa, mas no final meterá o rabo entre as pernas e reduzir-se-á aquilo que, neste momento, é: membro decorativo da geringonça.

Ou seja, a espécie de bluff dos bloquistas vai sair-lhes muito cara: no fim de tudo consolida a perceção de que os resultados da governação foram obtidos não com a contribuição do BE, mas apesar do BE.

No mesmo sentido, fica pela milionésima vez claro o carácter irrepetível da geringonça. Sempre que há uma questão estruturante, uma decisão que separa águas, o PS e os seus atuais parceiros estão em desacordo, sem terem sequer algum território comum para uma negociação. É no que fazer em relação à dívida, nas questões da segurança social, na posição face aos parceiros europeus, na legislação laboral, nas parcerias público-privadas e em praticamente tudo o que é decisivo. O que os uniu foi meramente conjuntural, logo, como indica a palavra, passageiro.

Ouça o Bloco de Esquerda sobre os CTT mas não inale - é meio caminho andado

Os CTT estão numa transformação profunda e têm que ao mesmo tempo cumprir o serviço público salvaguardado no contrato de concessão com o Estado. Devemos ouvir o Bloco de Esquerda mas não inalar não vá ficarmos com o pensamento enevoado.

É que na altura própria o regulador que monitoriza o contrato irá pronunciar-se conforme o contrato está ou não a ser cumprido . É isto e nada mais.

Estão a fechar lojas ? Pois estão, mas a Caixa Geral de Depósitos está a fechar muitas mais e a despedir muito mais pessoal, é uma empresa 100% pública ( logo tem maior responsabilidade no serviço prestado às populações) e não se ouvem as meninas do Bloco. Porque será ? É mesmo por amor ao povo, aos pobrezinhos ?

Imagens televisivas mostram o balcão aqui das Olaias que vai fechar mas não mostram que 500 metros mais à frente há outro balcão dos CTT que não vai fechar. Batota da grossa.

A empresa referiu que o encerramento de 22 lojas situadas de norte a sul do país e nas ilhas "não coloca em causa o serviço de proximidade às populações e aos clientes, uma vez que existem outros pontos de acesso nas zonas respectivas que dão total garantia na resposta às necessidades face à procura existente".

Por aqui é assim, fecha uma loja mas fico cá com outra. Mas eu não inalo ao contrário da rapaziada do Bloco e do PCP .

O BE a mostrar a sua pior face numa posição abjeta

A Lei sobre o financiamento dos partidos para além da vergonha do processo encontrado que envolve todos os partidos mostrou a verdadeira natureza do Bloco de Esquerda. Em comunicado isolado da posição dos outros partidos que aprovaram a Lei vem dizer que aprovou embora não esteja de acordo. Aprovou para vigiar os outros partidos.

Para Lobo Xavier, os partidos “tiveram comportamentos diferentes” quando abordaram esta questão, referindo que o PS defendeu “as soluções e o processo até ao fim” e considerando a posição do Bloco de Esquerda “abjeta”. “As declarações hipócritas do BE, que votou tudo aquilo, a tentar pôr-se de fora e a arranjar explicações pindéricas para as decisões que foram aprovadas é do pior momento da vida portuguesa no ano de 2017.”

É bom para a Democracia o BE estar a apoiar o governo, mostra que é igual aos outros e não pode continuar a armar que é eticamente superior aos outros.

Pode enganar-se alguns durante algum tempo mas não durante o tempo todo .

PS : Ana Catarina Mendes :

"Da lei aprovada não resulta nenhum aumento da subvenção estatal, nenhum aumento de dinheiros públicos para os partidos."

Já se está a entrar no campo da mentira compulsiva. Que falta de vergonha.

O BE a embalar o berço ao PS

É cada vez mais evidente o distanciamento do velho PCP que se mantém agarrado ao discurso de sempre, contra o défice, o pagamento da dívida, a política próEuropa de António Costa.

Ao contrário, o Bloco está cada vez mais fofinho. Na mesma semana Mortágua e Galamba deslumbram-se perante a hipótese de serem ministros, num governo PS/BE , naturalmente .

Na Câmara de Lisboa, o vereador do BE mete os pés pelas mãos por forma a não desafinar com Fernando Medina. Uma espécie de ensaio.

Claro que, este BE no poder mostra que sofre dos mesmos vícios de todos os outros partidos e isso é bom. Deixa de poder jogar a habitual carta da superioridade moral, da capacidade de resolver problemas de ser mais capaz e mais justo. Como se viu pelo seu herói Syriza na Grécia.

O Syriza engoliu o que teve de engolir apesar de tudo o que antes prometeu em nome da conservação do poder – o Bloco não é mais puro, nunca foi nem será, e por isso também engolirá o que tiver de engolir.

Diria mesmo que já está escrito nas estrelas: salvo surpresas de maior, lá para 2019 António Costa deverá poder libertar-se do PCP e fazer uma geringonça mais fofinha (e com menos arestas) só com o Bloco, altura em que o casamento por certo incluirá entregar ao partido de Catarina Martins algumas pastas ministeriais – tal como em Lisboa Fernando Medina já entregou pelouros a Ricardo Robles.

O PS já se moveu  em direcção ao BE e agora é ver alguns dos seus elementos mais radicais na primeira linha

 

O sadismo e o histerismo do Bloco de Esquerda

Isto só acaba com uma maioria absoluta do PS.

Li há dias que Manuel Alegre e Francisco Assis, tão diferentes que eles são, estavam unidos na revolta perante a forma como o sádico BE abusa do masoquista PS. E realmente assim é. Não há praticamente uma semana em que o frágil BE não ataque, insulte, ofenda, difame, provoque o PS e o seu Governo.

Porquê que isto é assim do lado do BE? Por um lado, e desde logo, porque os histéricos e os sádicos são assim, vão até ao limite para ver se conseguem que alguém lhes coloque uma barreira e os faça parar – fazem mal ao outro, sentem prazer nisso, não conseguem parar. Histeria e sadismo podem por isso andar bem juntos.

O Bloco é um partido de impotência objetiva, que tudo exige sem conta, peso nem medida, pois nada o gratifica, nada o sossega, nada o apazigua ou acalma.

E porquê o masoquismo do lado do PS? É difícil lidar com histéricos, sabe qualquer psicólogo e alguns mais – é difícil reagir a um sádico, pois constroem o seu poder sobre fragilidades, culpabilidades, receios de si e dos outros

O PS é, como todos os partidos moderados de esquerda, uma entidade culpabilizada por não poder ou não conseguir ser tão revolucionário, tão radical, tão idealista, como os sonhos de juventude e os idealismos pueris antecipariam. É assim fácil cair na dependência afetiva de um sádico e de sonhar em colocar-se no lugar do histérico ou de ilusoriamente o tentar normalizar. Há por isso um lado masoquista no PS quando chega ao Governo (exceto com Soares e Sócrates, por razões distintas…).

E custa ver uma personalidade, forte e solar como António Costa, a vergar-se às  chicotadas, aos gritos, aos mecanismos de tortura que Catarina Martins e Mariana Mortágua manejam genialmente.

O irresponsável radicalismo anti-negócios do BE

A associação das empresas de energia renováveis afirma que a taxa que o BE propôs para constar no orçamento de 2018 levaria grande parte das empresas do sector à falência.

E disse mais, disse que houve duas empresas que recuaram na intenção de investimento associado a empresas estrangeiras só com a proposta do BE (400 a 500 milhões de euros).

E há no PS também quem se deixe seduzir por este esquerdismo irresponsável.

Vital não parece surpreendido com o facto de a medida ter sido proposta pelo BE. “Que o BE tenha congeminado esta brilhante solução de ‘expropriação por via fiscal’, isso faz parte do irresponsável radicalismo anti-negócios, típico da agremiação”, escreve no seu blogue.

Vital considera que a aplicação da sobretaxa a um setor protegido da área energética “lesava os direitos contratuais dos investidores” e “contrariava manifestamente a aposta nacional nas energias renováveis” que Portugal tem feito. “Nada a recomendava, portanto. Pelo contrário”, considera o ex-eurodeputado.

Seriam maiores as indemnizações contratuais que a receita arrecadada. Tudo gente séria e conhecedora neste BE.