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BandaLarga

as autoestradas da informação

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PS manda uma pantufada no BE

O BE se não está nos cuidados intensivos anda lá perto depois da pantufada que Carlos César sem moderação lhe atirou.

O BE e outros, no dizer do dirigente socialista, não mandam no país.

"Se nós fôssemos sempre atrás do estilo de aventura e de que tudo é fácil, tudo é barato e tudo pode ser feito - que o BE em especial mas também alguns dos nossos parceiros alimentam frequentemente - nós tínhamos um país com uma mão à frente e outra atrás e voltávamos ao tempo da bancarrota. Ora com o PS isso não vai acontecer."

Existem boas condições para PSD, PCP, PEV e Bloco de Esquerda votarem favoravelmente esta lei, com a qual nos sentimos muito confortáveis. É melhor que a lei anterior e mesmo com as votações verificadas, é uma lei que não deixa de consagrar um princípio fundamental que é o da substituição do regime que existia que é o de concorrência entre o setor privado e o setor público, por um regime de colaboração", defendeu o líder parlamentar socialista.

Um regime de colaboração entre o sector público da saúde e o sector privado da saúde. Como não pode deixar de ser. O recreio acabou.

Na saúde só há um lado o do doente

Catarina Martins desafia o PS a escolher um lado, ou o público ou o privado. Mostra bem ao que vem. É uma posição ideológica que não tem em apreço o bem estar do doente.

O doente não pergunta se o hospital é público ou privado, interessa-lhe que seja bom, que seja tratado com profissionalismo segundo o "estado da arte" e a tempo, que não seja atirado para listas de espera onde muitos acabam por morrer. 

O BE já teve uma boa resposta do PS . Isto não é a União Soviética onde o estado toma conta de tudo e de todos. Não, obrigado, o povo português anda em repetidas eleições a recusar esse modelo.

Um país pobre com um estado endividado e com maus serviços públicos não consegue manter um bom Serviço Nacional de Saúde . Pode ter alguns serviços de excelência mas não pode manter uma boa rede de serviços universais e gratuitos. Essa é a razão maior da existência de uma rede alargada de serviços privados e sociais. O Estado perante esta evidência só tem que escolher o lado do doentes. Tratá-lo dentro dos prazos medicamente indicados seja no público seja no privado. O resto são fantasias ideológicas.

Um bom exemplo é o Serviço Nacional de Saúde de Cuba que reconhecidamente tem bolsas de excelência a par de uma rede velha e desactualizada de hospitais . Um país pobre não pode ter um SNS rico.  

O que o BE tenta com esta agenda ( hoje recuou ) é dar uma importância excessiva à gestão privada de três ou quatro hospitais públicos . Pessoalmente só vejo uma vantagem que é a de  podermos retirar lições quanto aos modelos em confronto e, dessa comparação, melhorar a gestão pública e a gestão privada.

Alguém acredita que um hospital de 200 camas por exemplo, possa ter um orçamento na gestão pública de 10 e na gestão privada de 200 ou vice-versa ? Se pode é porque mais uma vez o Estado é incapaz de olhar para o interesse geral da nação.

O Bloco de Esquerda a dar a ideia para a privatização do SNS

  Entre os partidos com presença parlamentar nunca ouvi algum a defender a privatização do Serviço Nacional de Saúde. E a razão é simples. O povo não deixaria. O SNS é o maior feito social da Democracia .

Mas é claro que este facto retira uma bandeira que o Bloco de Esquerda gostaria de empunhar. Olha nós a cantar avenida abaixo. " Matar o SNS do PS e criar o SNS do Bloco". Como esta realidade é pura fantasia as meninas do BE criam a ilusão. Estamos aqui para não permitir aquilo que ninguém quer fazer. Giro, não ? O PCP mais pragmático vai dizendo o mesmo mas mais envergonhadamente.

O que sempre se discutiu e com essa discussão foi possível criar o actual SNS, foi que o Estado represente o núcleo duro e principal do sistema e os privados sejam o complemento. Para que a oferta seja mais e melhor, para que acabem as listas de espera, para que o Estado não seja o único financiador e prestador do serviço, para que os privados aliviem a pressão sobre hospitais públicos subfinanciados por um Estado que não tem dinheiro.

Com este débil crescimento da economia, com a elevada dívida pública, com o envelhecimento da população, o estado não é capaz de sozinho sustentar financeiramente o SNS.  

Está aqui uma prova. O Novo Hospital de Lisboa Oriental é uma parceria-pública-privada

O que é que o Bloco de Esquerda e o PCP não percebem ? Chega-lhes a ideologia e renegam o bem estar dos doentes ?

                                         PPP - Novo Hospital de Lisboa Oriental

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A sonsice do Bloco de Esquerda

O que mais me irrita no Bloco de Esquerda nem é a infantilidade do discurso é mesmo a sonsice.

"Em declarações ao Observador, uma fonte oficial do Bloco de Esquerda explica que “a referência é evidentemente simbólica: Bolsonaro e as suas políticas contra os direitos humanos devem passar ao passado”. Sobre o facto de o vídeo ter sido apagado das redes do partido, a mesma fonte esclarece que, “no momento em que o vídeo começou a ser pretexto para animar as redes da extrema-direita, foi apagado”."

Reparem bem como o Bloco nunca tem dúvidas e raramente se engana: se retirou o vídeo não é por reconhecer que realmente é uma estupidez, é apenas para não animar as redes da extrema direita, de resto o vídeo não tem problema nenhum, como qualquer pessoa sensata pode perceber.

As fake news do Bloco de Esquerda no Serviço Nacional de Saúde

"Gata que tem pressa tem filhos cegos" aplica-se bem ao BE neste caso das Parcerias-Público- Privadas. Ciente que a sua proposta não encontraria apoio nos restantes partidos, apressou-se a anunciar ter fechado uma negociação que mal tinha saído do adro da igreja.

Só por pura demagogia é que na Saúde, onde existem listas de espera de milhares de doentes, uma proposta que visa reduzir a oferta aos doentes muitos dos quais morrem por falta de tratamento pode ser considerada seriamente. É ideologia canhestra que pisa os direitos mais elementares dos doentes. Fechar portas ao tratamento dentro do prazo medicamente aconselhado. Presidente da República e o próprio PS já colocaram as meninas gazeadas do BE no seu lugar.

Fazer do Estado na Saúde ( se conseguido logo apontariam a outros sectores) um monopólio prestador de cuidados médicos é uma cretinice. Desde logo porque o parque privado e social é maior do que o parque hospitalar público. Depois porque o estado não tem capacidade financeira e, por último, tornar o SNS um circulo fechado onde não entram nem a concorrência nem a responsabilidade é o golpe final na eficácia do sistema. Mas o Moisés não vê mais.

Face a tanta cegueira aconselho o BE a reforçar os serviços de psiquiatria e de oftalmologia. Os doentes - os que morrem nas listas de espera - agradecem.

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SNS ? afinal é melhor não falarem com a Catarina e o Moisés

Não há acordo sobre a Lei de Bases da Saúde . A nota da secretaria de Estado não deixa dúvidas. Não há acordos parciais com este ou aquele partido.

Mais uma vez o BE guloso quis passar a perna aos camaradas ( no sentido de companheiros nas negociações).

... (mais uma vez) o Bloco de Esquerda antecipou um acordo em relação a uma medida concreta. O mesmo já tinha acontecido com o "imposto Mortágua" ou, mais recentemente, com a "taxa Robles", por exemplo. Além disso, alguns deputados socialistas manifestaram desconforto com o suposto acordo entre Governo e BE porque, a ser verdade, isso significava que o grupo parlamentar do PS tinha sido ultrapassado em todo o processo.

Não falem, não falem .

Falências no SNS ? Falem com o Bloco de Esquerda

O BE canta vitória. Após prolongadas negociações conseguiu levar o PS a aceitar a retirada das taxas moderadoras e acabar com as Parcerias-Público-Privadas (PPP).

As listas de espera continuam cada vez maiores e há doentes a esperar mais de um ano por cirurgias. Coisa que não incomoda o BE. Afinal isto resolve-se afastando os privados do sistema. Ora não se vê logo ?

Quem não está de acordo são os médicos. Vão começar a responsabilizar a ministra da Saúde pelas falhas .

Exigir o aumento da capacidade de resposta do SNS, traduzida num investimento público cujo orçamento em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) seja semelhante ao que existe na média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), e exigir a aplicação prática da Carreira Médica, com abertura anual de concursos para todas as categorias e graus, e a progressão a todos os níveis na carreira.

Decidiu também "alertar a sociedade civil e o poder político para o facto de o SNS estar no limite da sua própria sobrevivência com todas as consequências negativas que poderá ter na sociedade civil e na democracia" e "denunciar a falta de respeito do Ministério da Saúde pelas estruturas representativas dos médicos, perante compromissos já assumidos pelo atual Governo e os processos negociais em curso".

É, pá, falem com a Catarina e com o Moisés...

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Bloco de Esquerda agora no Turismo : se mexe, pisa !

Presidente da Associação do Turismo do Porto : Turismo do Porto: “Se matamos o alojamento local, matamos o que o turista procura”

Bloco de Esquerda : Bloco de Esquerda (BE) vai pedir a suspensão imediata dos novos registos de alojamento local em Lisboa, por considerar que a capital “continua a permitir o aumento drástico” deste tipo de alojamento. Além disso, o partido tem ainda outras medidas que vão no mesmo sentido, nas quais se inclui a criação de um gabinete de fiscalização do setor.

Universidade Lusófona : alojamento local tem um peso “inegável” no turismo e na economia e este ano poderá gerar um impacto económico de quase 412 milhões de euros em Portugal, segundo estimativas de um estudo divulgado esta quarta-feira pela universidade Lusófona.

O mantra do BE : se mexe, pisa !

 

 

O Bloco de Esquerda incentiva a guerra social

 

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José Milhazes «Na véspera do jogo de futebol entre as selecções de Portugal e da Ucrânia, Mamadou Ba, conhecido dirigente da organização SOS Racismo, escreveu numa rede social: “Alerta à navegação: por causa do jogo Portugal-Ucrâniana (sic), a cidade de Lisboa está infecta de nazis ucranianos e tugas, preparados para a violência. Não andem sozinhos, nem em sítios desprotegidos” (…) Como é que um dirigente de uma organização anti-racista ousa rotular tão facilmente pessoas ou até povos? (…) Voltando às declarações de Mamadou Ba e dos seus camaradas do Bloco de Esquerda, elas têm um motivo claro: provocar a destabilização social a todo o custo, pois, como nos diz a História, os extremismos políticos gostam de pescar em águas turvas.

Além do mais, trata-se também de um dos meios para desviar a atenção do facto de como a actual extrema-esquerda apoia o Governo de António Costa. Só quem não quer ver, não vê.»

O que faz correr o Bloco de Esquerda contra Carlos Costa

Carlos Costa como ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos está a ser investigado no âmbito do processo a correr na Assembleia da República. Há só que esperar pelos resultados.

Mas o BE tem pressa em considerar Carlos Costa culpado uma forma eficaz de retirar credibilidade a um dos principais intervenientes do processo em que está envolvido Ricardo Salgado. Se os outros partidos forem na conversa será um Carlos Costa completamente descredibilizado que se apresentará perante a Justiça.

O BE há muito que nos habituou a um oportunismo folclórico, populista, na ânsia de mostrar trabalho . Infelizmente na maioria dos casos o que apresenta é uma falta de trabalho de casa perigoso. Nalguns casos roça o rídiculo .

O BE foi o primeiro a exigir a cabeça de Carlos Costa a pretexto das novas revelações sobre a Caixa. Muitas vozes se lhe juntaram num aparente desejo de justiça. Mas não é nada disso.
Por mais voltas que se queira dar ao que Carlos Costa fez ou deixou de fazer, um facto é inegável: foi ele o agente direto da queda de Ricardo Salgado que era há muito o verdadeiro dono de Portugal aquém e além da banca. Ao fazê-lo revelou uma coragem que poucos teriam nas mesmas circunstâncias. E, claro, gerou uma animosidade que só tem crescido com os desenvolvimentos conhecidos das investigações criminais em curso.
É neste contexto que devemos inserir a ação do BE.
Para a estratégia de defesa de Salgado é fundamental que Carlos Costa esteja desacreditado e vencido quando chegar a hora do julgamento. Assim, o principal beneficiário deste esforço de imolação precoce do Governador do BdP são Ricardo Salgado e os seus cúmplices. Dolosamente ou não, o BE está-lhes a fazer um tremendo favor.
Mas a infelicidade do BE não se fica por aqui. Está a iniciar-se uma nova Comissão de Inquérito à Caixa. Pelos vistos, o BE quer antecipar as suas conclusões e condenar responsáveis antes de estes serem ouvidos. O costume, portanto, é o BE a ser BE.
Mas os partidos responsáveis têm de ser firmes e não ceder a este populismo manipulado nas sombras. Nomeadamente o PSD. O meu partido tem de se afirmar orgulhoso da sua história recente, saber estar à altura da atitude de Passos Coelho neste caso de regime, desmascarar os conluios escondidos que continuam a subsistir em todo o mundo da política e de que quase ninguém suspeita. E aproveitar bem a CPI para isso.